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Petrobras sobe 3% com virada do petróleo e Vale avança; 4 ações reagem a resultados

Confira os principais destaques de ações na B3 nesta sexta-feira (5)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

Petrobras (PETR3, R$ 14,26, +1,42%; PETR4, R$ 13,76, +1,18%)
A Petrobras ganha força no fim da manhã desta sexta-feira (5) com o avanço do preço do petróleo, que abriu em queda e passou a subir. No exterior, o barril da commodity tipo WTI tinha ganhos de 0,72%, a US$ 45,85, enquanto o brent avançava 0,91%, cotado a US$ 48,82.

No radar da companhia, ela informou que na próxima quinta-feira (11), após o fechamento do mercado, divulgará seu resultado referente ao primeiro trimestre de 2017. Além disso, a companhia comunicou que realizará uma teleconferência, com transmissão em português e tradução simultânea para inglês, no dia 12 de maio às 11h (horário de Brasília)

Vale (VALE3, R$ 25,62, +1,07%; VALE5, R$ 24,72, +1,15%)
A mineradora também avança apesar de mais um dia de derrocada do minério de ferro. A commodity negociada em Qingdao teve baixa superior a 5% e Dalian em queda de mais de 7% após perdas parecidas na véspera. Já o petróleo chegou a despencar para menos de US$ 45 pela primeira vez desde que a Opep decidiu cortar a produção em novembro, com a produção dos EUA desconcertando o cartel de exportadores. Contudo, após atingir mínima, o petróleo recuperou nível acima de US$ 45 e passou a oscilar.

Entre as siderúrgicas, o dia também é positivo com a CSN (CSNA3, R$ 7,24, +2,26%) e a Usiminas (USIM5, R$ 4,06, +1,00%) ficando entre as maiores altas da sessão. A Gerdau (GGBR4, R$ 9,37, +0,21%) e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,26, +0,95%), também avançam

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 272,00, +19,82%)
As ações da  Magazine Luiza  disparam neste pregão após a companhia ver seu lucro líquido disparar 1.014%, passando de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 58,6 milhões no início deste ano. Já no resultado ajustado, o lucro da companhia saltou de R$ 17,8 milhões para R$ 58,6 milhões, alta de 229% ante o mesmo período do ano passado.

A receita líquida da varejista, por sua vez, subiu de R$ 2,26 bilhões para R$ 2,81 bilhões, um ganho de 24% em um ano. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado avançou 42,2%, pulando de R$ 163,1 milhões para R$ 231,9 milhões.

"Vínhamos discutindo há algum tempo que o ‘momentum’ no Magazine Luiza continua forte e vai continuar a conduzir o preço da ação, apesar do rali de 115% neste ano; resultados sublinham e reforçam este ponto de vista", afirmou o Bradesco BBI, que elevou o preço-alvo da ação de R$ 205 para R$ 290, com recomendação outperform.

O Brasil Plural, por sua vez, elevou a recomendação para overweight com preço-alvo de R$ 260,00. Já o Itaú BBA apontou esperar reação positiva a "outro trimestre impressionante que esmagou tanto as nossas estimativas quanto as de consenso, de receita ao lucro".

Confira a análise completa do balanço da companhia clicando aqui

SulAmérica (SULA11, R$ 17,31, +1,52%)
A SulAmérica registrou lucro líquido após participação de não controladores de R$ 128,6 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 21,4% na comparação anual. No comparativo com os três meses anteriores, o resultado encolheu 59,1%, como reflexo de questões sazonais.

A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 4,261 bilhões de janeiro a março, montante 9,7% maior em um ano. No trimestre, foi identificada leve redução de 1,2%. Se considerados apenas os prêmios de seguros, a seguradora totalizou R$ 3,259 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 11,5% em um ano e de 3,3% na comparação com os três meses anteriores.

Apesar do lucro melhor que o esperado ter sido “principalmente devido aos robustos resultados financeiros, vemos como impressionante que a SULA continua se esquivando das tendências negativas do resto do mercado de saúde (ela realmente ganhou terreno tanto na base de clientes quando na rentabilidade)”, afirmou o Bradesco BBI.

Para o Credit Suisse, a companhia teve um forte resultado, com destaque para o menor "medical loss ratio" desde o segundo trimestre de 2011, mesmo com as condições macroeconômicas ruins. "Isso foi resultado de diversas melhoras na gestão de sinistros, promoções saudáveis e ajustes de preços", afirma. Do lado negativo, segue a pior dos dados de seguro automotivo.

Itaúsa (ITSA4, R$ 9,83, +0,82%)
A Itaúsa encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de R$ 1,916 bilhão, queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A holding tem seu resultado composto basicamente pelo resultado de equivalência patrimonial, apurado pelo desempenho de suas controladas Itaú Unibanco, Duratex, Elekeiroz, Itautec e outras áreas. O resultado de equivalência patrimonial recorrente somou R$ 2,214 bilhões, avanço de 5,6% na mesma base comparativa.

Ser Educacional (SEER3, R$ 24,59, +2,37%)
A Ser Educacional teve lucro líquido de R$ 80,225 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 0,8% na comparação anual, para R$ 112,16 milhões.

Ambev (ABEV3, R$ 18,95, -0,42%)
Após ficar entre as poucas ações que subiram na véspera no Ibovespa, a Ambev registra leves perdas nesta sexta, apesar de ter sua recomendação elevada para outperform pelo BB Investimentos diante das perspectivas positivas à frente. O preço-alvo da corretora para 2017 ficou em R$ 21,00.

Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 61,42, +2,15%)
A Transmissão Paulista informou que adquiriu a totalidade da participação acionária que a Isolux possui na Interligação Elétrica Norte e Nordeste (IENNE). A empresa também acertou a aquisição da participação da Cymi na Ienne. O valor total da operação é de R$ 96,750 milhões, podendo ser ajustado por ocasião do fechamento da operação.

Segundo a empresa, a conclusão da operação e a efetiva aquisição estarão sujeitas a determinadas condições aplicáveis ao respectivo contrato de compra e venda, como a aprovação prévia da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para a transferência das ações e a anuência de determinados terceiros. A aquisição também será submetida a análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

 

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