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Lucro da Magazine Luiza salta 1.014% e mais 3 balanços; Ambev elevada e outras notícias no radar

Confira os destaques da B3 na manhã desta sexta-feira (5)

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(divulgação site magazine luiza)
  • SÃO PAULO - A temporada de resultados tem como destaque o balanço do primeiro trimestre de 2017, com atenção para a Magazine Luiza, que superou as estimativas do mercado. Ser Educacional, Sul América e Itaúsa também divulgaram os balanços, enquanto a Ambev teve a recomendação elevada. Veja os destaques desta sexta-feira (5):
  • Magazine Luiza (MGLU3)

    A Magazine Luiza  - melhor ação de 2016 com ganhos de 501% - viu seu lucro líquido disparar 1.014%, passando de R$ 5,3 milhões no primeiro trimestre de 2016 para R$ 58,6 milhões no início deste ano. Já no resultado ajustado, o lucro da companhia saltou de R$ 17,8 milhões para R$ 58,6 milhões, alta de 229% ante o mesmo período do ano passado.

    A receita líquida da varejista, por sua vez, subiu de R$ 2,26 bilhões para R$ 2,81 bilhões, um ganho de 24% em um ano. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado avançou 42,2%, pulando de R$ 163,1 milhões para R$ 231,9 milhões.

    Segundo a companhia, no primeiro trimestre, o crescimento das vendas em todos os canais, a contribuição positiva do e-commerce, a diluição das despesas operacionais e a melhoria da equivalência patrimonial contribuíram para a forte alta tanto do Ebitda quanto do lucro líquido.

    As vendas do e-commerce cresceram 56,2% nos três primeiros meses do ano, enquanto o mercado cresceu 8,1%, segundo o E-bit, atingindo um recorde de 28,4% nas vendas totais. Além disso, em função de uma melhora no giro dos estoques e uma melhor relação entre o saldo de estoques e fornecedores, a companhia melhorou sua necessidade de capital de giro ajustado em R$ 380,6 milhões nos últimos 12 meses. Neste mesmo período, a dívida líquida ajustada passou de R$858,7 milhões em março de 2016 para R$ 443,7 milhões em março de 2017, uma redução de R$ 415 milhões, reduzindo a relação dívida líquida ajustada/Ebitda ajustado de 1,6x para 0,5x.

  • “Vínhamos discutindo há algum tempo que o ‘momentum’ no Magazine Luiza continua forte e vai continuar a conduzir o preço da ação, apesar do rali de
    115% neste ano”; resultados “sublinham e reforçam este ponto de vista”, afirmou o Bradesco BBI, que elevou o preço-alvo da ação de R$ 205 para R$ 290, com recomendação outperform. O Brasil Plural, por sua vez, elevou a recomendação para overweight com preço-alvo de R$ 260,00. 
  • O Itaú BBA apontou esperar reação positiva a “outro trimestre impressionante que esmagou tanto as nossas estimativas quanto as de consenso, de receita ao lucro”. 
  • Ser Educacional (SEER3)
    A Ser Educacional teve lucro líquido de 80,225 milhões de reais no primeiro trimestre, uma queda de 6,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado recuou 0,8 por cento na comparação anual, para 112,16 milhões de reais.

     Itaúsa (ITSA4)
     A Itaúsa encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido consolidado de 1,916 bilhão de reais, queda de 1,7 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

    A holding tem seu resultado composto basicamente pelo resultado de equivalência patrimonial, apurado pelo desempenho de suas controladas Itaú Unibanco, Duratex, Elekeiroz, Itautec e outras áreas. O resultado de equivalência patrimonial recorrente somou 2,214 bilhões de reais, avanço de 5,6 por cento na mesma base comparativa.

    Sul América (SULA11)

    A SulAmérica registrou lucro líquido após participação de não controladores de R$ 128,6 milhões no primeiro trimestre de 2017, aumento de 21,4% na comparação anual. No comparativo com os três meses anteriores, o resultado encolheu 59,1%, como reflexo de questões sazonais.

    A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 4,261 bilhões de janeiro a março, montante 9,7% maior em um ano. No trimestre, foi identificada leve redução de 1,2%. Se considerados apenas os prêmios de seguros, a seguradora totalizou R$ 3,259 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 11,5% em um ano e de 3,3% na comparação com os três meses anteriores.

    Ao final de março, a sinistralidade total da SulAmérica foi a 100,9%, melhora de 0,1 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano passado. Já no comparativo trimestral, houve piora de 3,5 p.p. De acordo com Portella, o aumento reflete aspectos sazonais, com mais pessoas transferindo a realização de exames e procedimentos médicos para o começo do ano.

    Com isso, o índice combinado da SulAmérica, que mede sua eficiência operacional, foi a 100,9%, com melhora de 1,1 p.p. no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Ante ps três meses anteriores, houve piora de 3,9 p.p. Neste caso, quanto menor, melhor. Acima dos 100% indica prejuízo da operação. Questionado sobre o desempenho do indicador, o presidente da SulAmérica disse que a companhia sempre trabalha para deixá-lo abaixo dos 100%. A SulAmérica encerrou o primeiro trimestre com retorno recorrente (ROAE, na sigla em inglês) de 14,7%, redução de 1,3 p.p. em um ano e estável na comparação com o último trimestre de 2016.

  • Apesar do lucro melhor que o esperado ter sido “principalmente devido aos robustos resultados financeiros, vemos como impressionante que a SULA
    continua se esquivando das tendências negativas do resto do mercado de saúde (ela realmente ganhou terreno tanto na base de clientes quando na rentabilidade)”, afirmou o Bradesco BBI.
  • Ambev (ABEV3)
    O resultado divulgado na manhã de ontem foi considerado fraco mas, em meio às perspectivas positivas à frente, os analistas do BB Investimentos elevaram a recomendação para outperform, com preço-alvo para 2017 de R$ 21,00.
  • Petrobras (PETR3;PETR4)

    A Petrobras informou que na próxima quinta-feira (11), após o fechamento do mercado, divulgará seu resultado referente ao primeiro trimestre de 2017. Além disso, a companhia comunicou que realizará uma teleconferência, com transmissão em português e tradução simultânea para inglês, no dia 12 de maio às 11h (horário de Brasília). A estatal ainda não confirmou, mas é importante lembrar que ela costuma realizar uma conferência em sua sede no momento da divulgação do resultado, ou seja, na noite do dia 11 de maio.

  • Oi (OIBR4)

    Em entrevista ao Broadcast, o empresário Nelson Tanure, um dos maiores acionistas individuais da Oi por meio do fundo Société Mondiale, estima que a tele deve chegar a um acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a sua dívida num prazo de 60 a 90 dias. Ele acredita que isso irá destravar o processo de recuperação judicial. Tanure diz que a Medida Provisória (MP), que será publicada pelo governo, possibilitará a negociação do passivo com a Anatel, que cobra R$ 15 bilhões da tele no processo. A dívida total da empresa é de cerca de R$ 65 bilhões.

    “A MP abre caminho para resolver o problema das dívidas com a União. Irá contribuir para o entendimento dos órgãos do governo (sobre a dívida)”, afirma. Com a MP, a União vai permitir a renegociação dos créditos já constituídos, que não podem mais ser questionados e que estão nas mãos da Advocacia-Geral da União (AGU). O prazo de parcelamento subirá de 60 meses para 120 meses. Além disso, as empresas poderão transformar os valores em investimentos de mesmo valor.

    Ele também vê como positivo o anúncio de que será proposto um projeto que irá alterar a Lei Geral de Telecomunicações. Com a mudança, a Anatel poderá intervir em todos os serviços das operadoras de telefonia, que vão de concessão (linha fixa) a autorização (como celulares e internet). “Acabou essa fúria de alguns bondholders (detentores de títulos) abutres que dizem que a Anatel vai intervir amanhã. Há um projeto de lei que irá regulamentar isso e haverá todo um trâmite antes que um cenário como esse possa ocorrer”, diz.

  • MMX Mineração (MMXM3)
    A  1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte decretou, a pedido do administrador judicial da MMX Sudeste, apreensão judicial e bloqueio de bens de Eike Batista, segundo comunicado.
  • “O processo judicial iniciado pelo administrador judicial estava sendo conduzido em segredo de justiça, como medida incidental no âmbito da recuperação judicial da MMX Sudeste”.
  • A MMX diz que está buscando obter mais informações a respeito dos eventos relatados, “assim como informa estar atenta aos seus possíveis efeitos, incluindo os seus respectivos e eventuais desdobramentos, notadamente no que diz respeito à
    companhia e às suas subsidiárias (notadamente a MMX Sudeste)”
  • Wiz (PARC3)
    A Wiz assinou o memorando para adquirir Finanseg por R$ 240 milhões.  “À primeira vista, este parece ser um movimento estratégico promissor para Wiz, e não
    ficaremos surpresos se a ação reagir positivamente ao anúncio, apesar da falta de informações financeiras sobre o alvo neste momento”.
  • Transmissão Paulista (TRPL4)
    A Transmissão Paulista informou que adquiriu o total de ações da Isolux na Ienne. A companhia informou que o valor da compra é de R$ 96,8 milhões. 
  • São Carlos (SCAR4)
    São Carlos aprova programa de recompra para 1 mi ações até 4 de maio de 2018.
  • Locamerica (LCAM3)
    A Locamerica tem aval Cade a negócio com Meridional Locadora. A operação que envolve compra pela Locamerica de veículos e carteira de clientes da Meridional é aprovada sem restrições, segundo despacho do Cade publicado no Diário Oficial
    e site do conselho. 
  • (Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

 

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