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Ferreira quer R$ 60 mi em saída da Vale, diz colunista; Petrobras, indiciados da Carne Fraca e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (17)

Murilo Ferreira - diretor-presidente da Vale - mineração
(Agência Vale)

SÃO PAULO - Além do noticiário internacional movimentado e a delação premiada da Odebrecht movimentarem o cenário para a B3, o noticiário corporativo segue bastante movimentado nesta segunda-feira. Confira os destaques desta segunda-feira (17):

Vale (VALE3;VALE5)
Segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a um mês de deixar a presidência da Vale, Murilo Ferreira está discutindo o tamanho da indenização que leva para casa. A Vale quer pagar R$ 30 milhões e Murilo quer perto do dobro disso, ou R$ 60 milhões, diz o colunista. 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A produção média de petróleo e gás natural da Petrobras cresceu cerca de 7 por cento no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 2,805 milhões de barris de óleo equivalente (boed), impulsionada principalmente pelos novos poços do pré-sal, de acordo com dados da estatal divulgados nesta quinta-feira.

A Petrobras informou ainda que a produção total da empresa em março aumentou mais de 7 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 2,74 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás), sendo 2,61 milhões boed produzidos no Brasil e 130 mil boed no exterior.

Já a produção de petróleo no Brasil, que responde pela maior parte da extração da companhia, aumentou em março 9,5 por cento na comparação com o mesmo período do ano passado, para 2,12 milhões de barris por dia (bpd), com impacto da nova produção do pré-sal, principalmente.

Em relação a fevereiro, a produção no mês passado caiu 3 por cento, principalmente devido a paradas programadas de plataformas. A produção de gás natural da petroleira no Brasil, por sua vez, excluído o volume liquefeito, foi de 77,7 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) em março, queda de 3 por cento ante fevereiro.

"Esse resultado se deve, principalmente, às paradas para manutenção do FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizado no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, e da P-37, no campo de Marlim, na Bacia de Campos", disse a empresa em nota.

No exterior, a empresa produziu em março 66 mil barris de petróleo ao dia, alta de 4 por cento ante o mês anterior devido, principalmente, ao retorno à produção após parada dos campos de Lucius e Hadrian South, nos EUA, em fevereiro. Já a produção da empresa de gás no exterior foi de 11 milhões de m³/d, alta de 31 por cento acima do volume produzido em fevereiro.

Além disso, destaque para a notícia da Folha de que o governo estuda permitir que a Petrobras desista de participar de consórcios do pré-sal depois da realização do leilão, caso considere que o lance oferecido por uma área esteja além de sua capacidade financeira. 

Even (EVEN3)
Os lançamentos da Even somaram VGV de R$ 418 milhões no 1º trimestre; já as vendas líquidas contratadas somaram R$ 211 milhões (parte Even), dos quais R$ 87 milhões (41%) vendas de lançamentos e R$ 123 milhões (59%) de estoque. A velocidade de vendas (VSO) do trimestre foi 8%.  Foram entregues 6 projetos que equivalem a R$ 586 milhões (VGV de lançamento parte Even) e 1.172 unidades.

Oi (OIBR4)
A Anatel resolveu colocar um freio nas expectativas do mercado em torno de uma intervenção imediata na Oi para aguardar a assembleia de credores, que deve ocorrer apenas em agosto ou setembro, para definir se intervém ou não na
companhia, afirmou o presidente da agência, Juarez Quadros ao Valor Econômico.

 Quadros alerta sobre os riscos de que a União seja responsabilizada judicialmente por não permitir que acionistas e credores esgotem todas as possibilidades de
selar um acordo. A ação do governo será dividida em duas etapas, a publicação
de uma medida provisória que cria o mecanismo legal para assumir toda a operação da empresa e a intervenção em si. O sinalizador para uma intervenção seria a falência iminente, segundo Quadros.

Operação Carne Fraca
A Polícia Federal indiciou 63 alvos da Operação Carne Fraca, no sábado, 15, por crimes de corrupção, concussão, prevaricação, formação de organização criminosa e crime contra a saúde pública. Os alvos são funcionários do Ministério da Agricultura em Curitiba (PR) e Londrina (PR) e em Goiás, donos de frigoríficos e empresas de alimentos processados e executivos, entre eles nomes da JBS (JBSS3) e da BRF (BRFS3). 

"Diante de todo o exposto, da clara divisão de tarefas para o cometimento de crimes, do fim no lucro ou vantagens especiais (cargos e posições) que também remetem a lucro, da infiltração no Poder Público, da hierarquia estrutural, do alcance regional e nacional, todas características específicas do conceito de organização criminosa e presentes no caso analisado, considerando que Daniel Gonçalves, Maria do Rocio e Gil Bueno, da parte dos servidores públicos corruptos e, de outro lado, Flavio Evers Cassou e Roney Nogueira, da parte das empresas corruptoras, formam o topo da cadeia de comando da referida organização criminosa", afirma o delegado. Cassou e Nogueira são os homens da JBS e da BRF - maiores empresas do setor alvo da Carne Fraca - entre os indiciados da Operação Carne Fraca.

A JBS informou, por meio de assessoria de imprensa, que "opera de acordo com a legislação e mantém rígidos padrões e processos para garantir a qualidade dos seus produtos" e que "não compactua com qualquer desvio de conduta de seus funcionários e tomará as medidas cabíveis".

A BRF informou que "não compactua com práticas ilícitas e refuta qualquer insinuação em contrário". "Ao ser informada da operação da PF, a companhia tomou imediatamente as medidas necessárias para a apuração dos fatos. Essa apuração será realizada de maneira independente e caso seja verificado qualquer ato incompatível com a legislação vigente, a BRF tomará as medidas cabíveis e com o rigor necessário." Veja mais clicando aqui. 

Prévia do Ibovespa
A segunda prévia do Ibovespa para maio a agosto de 2017 foi divulgada, mantendo as ações PN da Eletrobras (ELET6), conforme já indicado na primeira revisão do portfólio. Por outro lado, uma novidade: a perspectiva de exclusão da Copel (CPLE6). O papel com maior peso é Itaú Unibanco PN (11,265%), seguido de Bradesco PN (7,908%) e Ambev ON (7,345%). 

Saneamento
Nesta segunda-feira, o mercado aguarda o desfecho da revisão tarifária envolvendo a Copasa (CSMG3), enquanto na semana que vem teremos a decisão da Sabesp (SBSP3). O InfoMoney realizou uma entrevista extraordinária no último dia 13 com 3 especialistas que acompanham o setor e todos eles reforçaram sua preferência pelas ações da Copasa e também da Sanepar (SAPR4). Para ver a entrevista completa, clique aqui.

M. Dias Branco (MDIA3)
Em assembleia, a M. Dias Branco aprovou o desdobramento de ações ordinárias de 1 para 3, que começará a entrar em vigor nesta segunda-feira. Assim, as ações abrirão a R$ 47,49.

 Prumo (PRML3)
A Prumo vai recorrer de decisão que exclui Mubadala de oferta. A EIG, controladora da Prumo, protocolou petição à Comissão de Valores Mobiliários informando que apresentará recurso administrativo à decisão da CVM, segundo
fato relevante ao mercado.

A CVM entendia que as ações detidas pela Mubadala não devem ser consideradas ações em circulação para fins da oferta pública para aquisição das ações em circulação. A  EIG também requereu a suspensão imediata dos prazos de
cumprimento das determinações da CVM até apreciação do recurso, segundo o fato relevante. 

Par Corretora (PARC3)
Alexandre Monteiro renuncia ao conselho da Par Corretora.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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