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Construtoras caem até 10%, empresa de Eike salta 26% e Oi afunda 13% após credores rejeitarem plano

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão

construção civil - desemprego Brasil
(Marcelo Camargo/ABr)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em leve alta nesta sexta-feira (24), mas não conseguiu apagar uma queda na semana (-0,6%). Do lado negativo, as maiores quedas ficaram novamente com ações de commodities, com as siderúrgicas afundando até 4%. A ação de peso da Vale também caiu mais de 1% hoje, enquanto a Petrobras, que subiu até 1,5% na máxima do dia, com petróleo e elevação da recomendação, fechou entre perdas e ganhos. 

Do outro lado, as ações da Lojas Renner lideraram os ganhos do Ibovespa. Em entrevista ao Valor, o presidente da varejista disse que a companhia mantém a meta de investir R$ 500 milhões em 2017, com abertura de 65 lojas. As ações da Cemig também apareceram entre as maiores altas (+3,8%), na esteira de uma notícia, divulgada ontem à tarde, de que a estatal mineira planeja planeja elevar de 27% para 36% a fatia que irá vender da Light. 

Fora do Ibovespa, as imobiliárias foram destaques, com quedas de até 10%, após anunciarem balanços fracos do 4° trimestre. Uma das mais afetadas hoje, a Tecnisa, sofria também com mais um anúncio de aumento de capital, entre R$ 74 milhões e R$ 150 milhões.

Do lado das small caps, as atenções se voltavam para as ações da MMX Mineração, empresa de Eike Batista, que subiu até 50% hoje, com informações sobre seu plano de recuperação judicial. Por outro lado, as ações da JB Duarte, que dispararam 200% ontem com notícia de um ressarcimento de R$ 110 milhões, caíam quase 30% nesta sessão. 

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 14,17, +0,21%;PETR4, R$ 13,48, -0,66%)
As ações da Petrobras "ignoram" a alta do petróleo e uma recomendação de compra e fecharam entre leves ganhos e perdas nesta sexta-feira. Lá fora, os contratos do petróleo Brent registravam alta de 0,71%, a US$ 50,92 o barril, enquanto os contratos do WTI subiam 0,78%, a US$ 48,07 barril. Nesta sexta, a Petrobras teve a recomendação elevada para compra pelo Société Générale. 

Além disso, o jornal O Estado de S. Paulo informa que o multibilionário fundo soberano dos Emirados Árabes, o Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), entrou com um processo contra a Petrobras na corte Sudeste de Nova York pedindo indenização pela desvalorização de ações e bônus da companhia de petróleo em função dos casos de corrupção apurados nos últimos anos. O fundo engrossa a lista de grandes investidores que estão pedindo ressarcimento à empresa, alegando que ela mentiu e omitiu em seus balanços os verdadeiros resultados e receitas, contaminados pelos pagamentos de propinas que vieram à tona com a Operação Lava Jato. 

A Petrobras já fechou 19 acordos individuais para indenizar investidores. De acordo com o balanço da companhia divulgado nesta semana foi feita uma provisão de R$ 1,2 bilhão para pagamento dos acordos já firmados. Foram 15 no ano passado e os últimos quatro fechados em fevereiro deste ano. Mas a empresa informa que não é capaz de fazer uma previsão sobre outros casos em curso.

A estatal informou ainda que o Carf proferiu, em 22 de março, decisão favorável à companhia em processo administrativo fiscal que aborda o momento da dedutibilidade dos gastos incorridos pela Petrobras com o desenvolvimento da produção de petróleo e gás, para fins de apuração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), referentes ao exercício de 2009, segundo comunicado.

Por fim, a Petrobras informou que o membro efetivo do Conselho Fiscal, Paulo José dos Reis Souza, renunciou ao cargo, com efeitos a partir de 27 de março. "A eleição do novo membro titular do Conselho Fiscal, indicado pelo acionista controlador, será realizada na Assembleia Geral Extraordinária, convocada para o dia 27 de março", disse a estatal em comunicado ao mercado.

Vale (VALE3, R$ 29,00, -0,82%;VALE5, R$ 27,29, -1,48%)
As ações da Vale caíram hoje, em dia negativo para os preços do minério de ferro. Hoje, a commodity negociada com 62% de pureza no porto chinês de Qingdao recuou 1,50%, a US$ 85,06 a tonelada, enquanto os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian caíram 0,51%, a 581 iuanes. 

Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 21,03, -0,33%) - holding que detém participação da Vale - e as siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 11,15, -2,62%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,03, -4,01%), Usiminas (USIM5, R$ 4,05, -2,88%) e CSN (CSNA3, R$ 9,79, -0,91%).  

No radar, de acordo com o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a Vale definirá o presidente na próxima semana. Em meio a rumores, o presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, negou que queira ou vá assumir a presidência da mineradora: "estou muito bem aqui". 

Via Varejo e Pão de Açúcar
As ações da Via Varejo (VVAR11, R$ 10,36, -8,24%) e Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 61,28, -1,54%) caíram nesta sexta-feira (24), após notícia de que o Grupo Pão de Açúcar suspendeu o processo de venda da Via Varejo, dona de Casas Bahia e do Ponto Frio, segundo informações do Valor Econômico. Nas mínimas do dia, as ações VVAR11 e PCAR4 caíram 10,27% e 5,45%, respectivamente, a R$ 10,13 e R$ 58,85. 

Segundo uma fonte disse ao Valor, o Grupo Pão de Açúcar não tem mais data para eventuais competidores confirmarem interesse por meio de apresentação não-vinculante pela Via Varejo. O mercado aguardava que esse prazo se encerraria hoje, lembrando que ele já tinha sido estendido em uma semana. 

Conforme apurou o jornal, os grupos que acenaram interesse na empresa não apresentaram, até a manhã desta sexta-feira, proposta pela companhia. A expectativa de confirmação girava em torno de Bain Capital, Advent, Lojas Americanas e Alibaba (em parceria com fundo).

Mais cedo, a coluna do Broad, do Estado de São Paulo, informava que um mal-estar entre o Grupo Casino e a família Klein poderia atrasar o processo de venda da Via Varejo. Isso porque o grupo francês, que controla do GPA, não interpretou de forma positiva o eventual interesse do sócio minoritário na compra da Via Varejo, já que, até o momento, os Klein insistiam que utilizariam o processo para saírem do investimento. 

Elétricas 
O Credit Suisse revisou hoje o segmento de geração de energia e optou por cortar a recomendação das ações da AES Tietê (TIET11, R$ 13,80, -1,43%) e Engie Brasil (ENGI11, R$ 22,13, +0,59%), ex-Tractebel. A primeira, passou de "outperform" (desempenho acima da média) para "underperform" (desempenho abaixo da média); a segunda, de "neutra" para "underperform". O preço-alvo dos papéis também foi reduzido de R$ 16,37 para R$ 14,00 e de R$ 36,00 para R$ 34,00, respectivamente. Para o banco, a visão para o segmento segue "bem negativa" no curto e médio prazo. 

Segundo os analistas, a única exceção no segmento é a Cesp (CESP6, R$ 18,28, +0,99%), que seguiu com recomendação "outperform", por estar bem descontada dos seus pares e ter um potencial de valorização em função da possível privatização (veja mais aqui).

Cemig (CMIG4, R$ 10,21, +3,87%)
As ações da Cemig figuraram entre as maiores altas do Ibovespa. Na máxima do dia, os papéis subiram 4,78%, a R$ 10,30. Ontem, a Reuters informou que a estatal mineira planeja elevar de 27% para 36% a fatia que irá vender da Light, concessionária que detém ativos de geração e a distribuição de energia elétrica do Rio de Janeiro, disse a Reuters. A companhia detém 26% de participação direta e 26% indireta na distribuidora.

Vale menção que na quarta-feira os papéis da Cemig chegaram a cair 10,26% no pior momento do dia, após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogar liminar que ele mesmo havia concedido no final de 2015, permitindo na época que a elétrica mineira continuasse como operadora da hidrelétrica de Jaguara nas condições oficiais do contrato de concessão da usina, encerrado em 2013.

A mesma situação da hidrelétrica de Jaguara acontece em outras usinas da Cemig, como Miranda e Volta Grande, nas quais a empresa também tem travado disputas judiciais com a União para tentar manter as concessões.

Na segunda-feira, uma matéria do Valor Econômico apontava que a União não queria negociar com a estatal uma nova proposta da empresa para tentar resolver a disputa em torno do controle das três hidrelétricas no Estado. 

Frigoríficos
As ações da JBS (JBSS3, R$ 10,95, +1,11%) subiram, após queda ontem com a notícia - divulgada já na última hora do pregão - de que o frigorífico suspendeu, por três dias, a produção de carne bovina em 33 das 36 unidades do País. Para a próxima semana, a JBS disse que vai operar em todas suas unidades com uma redução de 35% da sua capacidade produtiva.

Os demais frigoríficos Marfrig (MRFG3, R$ 5,90, +1,03%), Minerva (BEEF3, R$ 9,58, -1,24%) e BRF (BRFS3, R$ 35,80, -0,22%) fecharam entre perdas e ganhos. Ontem, Minerva e Marfrig subiram entre 4% e 5%. 

Além disso, a JBS se tornou alvo de uma ação coletiva nos EUA por perdas com Carne Fraca, segundo informou a Bloomberg. Leonforte Holdings protocolou a ação em nome de outros investidores da companhia na quarta-feira (22), de acordo com documentos da corte federal da Filadélfia.

A ação acusa JBS, Wesley Batista e Gilberto Tomazoni de enganar os investidores ao não divulgar supostos subornos a reguladores e políticos para "subverter as inspeções de alimentos de suas fábricas e ignorar práticas não-sanitárias, como processamento de carne podre". O juiz decidirá posteriormente se a Leonforte pode representar outros investidores.

Usiminas (USIM5, R$ 4,05, -2,88%)
O conselho de administração da Usiminas mudou nesta quinta-feira o comando da companhia pela segunda vez em cerca de um ano, ao destituir o presidente-executivo e promover Sérgio Leite, da diretoria comercial, para o comando da produtora de aço.

Por maioria de votos, o conselho de 11 membros da Usiminas destituiu o executivo Rômel Erwin de Souza da presidência, em mais um capítulo da disputa pelo controle da companhia travada pelos grupos Techint e Nippon Steel desde 2014. Souza é defendido pelo grupo japonês enquanto Leite é apoiado pelo grupo italiano.

A votação desta quinta-feira teve apoio, além dos três conselheiros indicados pela Techint, do conselheiro representante de minoritários, dos dois conselheiros aprovados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e por representante dos funcionários, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto. A mudança na diretoria tem efeito imediato, acrescentou.

A votação marcou uma repetição de resultado semelhante ocorrido em maio do ano passado, quando o conselho elegeu Leite para o lugar de Souza, em uma decisão que acabou sendo revertida na Justiça em outubro, após processo aberto pela Nippon Steel.

Desta vez, o conselho da Usiminas afastou o executivo sob acusação de que ele fez um acordo que teria violado o estatuto social e regras de conformidade da Usiminas, afirmou outra fonte com conhecimento do assunto. Não foi possível contatar Souza para comentar. A Usiminas não se manifestou de imediato.

O acordo refere-se a um memorando de entendimentos não vinculante assinado por Souza em 2016 sobre o uso de recursos em excesso do caixa da Mineração Usiminas (Musa), uma subsidiária do grupo siderúrgico que tem como sócia a também japonesa Sumitomo Corporation. Nippon Steel e Sumitomo Corp são entidades independentes.

Imobiliárias afundam após balanços
As quatro imobiliárias que reportaram balanços entre ontem à noite e esta manhã caíram forte hoje, após os números decepcionarem as projeções do mercado. A mais afetada foi a Helbor, que afundou 10% hoje. O BTG Pactual comentou que o balanço fraco foi impactado por estouro de obra em alguns projetos no Rio de Janeiro. Na sequência, apareceu a Tecnisa, que desabou 8%, após mostrar um prejuízo bem acima do esperado (R$ 252 milhões x R$ 52 milhões estimado pelo BTG) e outro anúncio de aumento de capital, entre R$ 75 milhões e R$ 150 milhões, via direito de subscrição, com potencial diluição de 10% a 21%.

A exceção entre as 4 construtoras que divulgaram balanços foi a Cyrela, que trouxe um resultado em linha com o esperado, segundo o Credit Suisse e BTG Pactual, mas ainda assim viu suas ações caírem hoje.  

Veja abaixo a reação e balanços das construtoras:

- Gafisa (GFSA3, R$ 26,48, -3,81%)
O grupo Gafisa apresentou um prejuízo líquido consolidado de R$ 999,3 milhões no quarto trimestre de 2016, revertendo o lucro líquido consolidado de R$ 826 mil registrado no mesmo período de 2015, de acordo com balanço publicado nesta quinta-feira, 23. As operações da Gafisa responderam por um prejuízo líquido de R$ 1,019 bilhão, incluindo a participação na loteadora Alphaville Urbanismo, que gerou resultado negativo de R$ 21,892 milhões na equivalência patrimonial. Já as operações da Tenda contribuíram com lucro líquido de R$ 20,19 milhões.

O resultado do grupo no trimestre mostrou uma oscilação grande porque foi já contabilizada a separação (spin-off) da Tenda, o que gerou uma baixa R$ 680,3 milhões. O processo de cisão ainda não foi concluído, mas já está avançado, o que motivou a administração a apurar os efeitos contábeis. A cisão gerou efeito de R$ 610,5 milhões de impairment da operação descontinuada e R$ 90,3 milhões de reversão do imposto ativo diferido registrado anteriormente, em função do prejuízo fiscal gerado pela transação. No fim da separação, a Gafisa estima receber aproximadamente R$ 319,5 milhões, o que ainda não foi contabilizado.

Além dos efeitos relativos à cisão de Tenda, o balanço perdeu R$ 159,9 milhões com ajustes na precificação de imóveis comerciais no estoque. A receita operacional líquida somou R$ 263,817 milhões, queda de 25% na comparação entre os mesmos períodos. 

Para o Credit Suisse, os números de Gafisa vieram fracos e foram impactados por impairments (de R$ 160 milhões). Os analistas do banco revisaram o preço-alvo de R$ 36,40 para R$ 27,00 para  excluir os direitos de subscrição do valor do papel. 

- Helbor (HBOR3, R$ 2,29, -10,20%)
As ações da Helbor desabaram até 10,98%, a R$ 2,27, após resultado fraco no 4° trimestre, impactado por estouro de obra em alguns projetos no Rio de Janeiro, comentaram os analistas do BTG Pactual

A empresa reverteu o lucro líquido obtido em 2015 e teve prejuízo líquido de R$ 103,21 milhões no ano passado. No quarto trimestre, a companhia teve prejuízo de R$ 83 milhões, ante lucro de R$ 12,313 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita líquida teve queda de 40,4%, no trimestre, para R$ 199,02 milhões. No ano, o resultado foi 31% menor, para R$ 901,95 milhões.

  • Tecnisa (TCSA3, R$ 2,70, -8,16%)
    As ações da Tecnisa afundaram 9,18% na mínima do dia, a R$ 2,67, após resultado "bem fraco" do 4° trimestre, com prejuízo de R$ 252 milhões, contra estimativa de R$ 58 milhões, e outro anúncio de aumento de capital, entre R$74 milhões e 150 milhões, comentaram os analistas do BTG Pactual. O aumento de capital ocorrerá mediante emissão privada de até 57.692.307 novas ações ordinárias, com subscrição privada ao preço de R$ 2,60. As ações da Tecnisa tiveram recomendação rebaixada para underperform pelo Bradesco BBI
  • A companhia registrou prejuízo de R$ 251,536 milhões no quarto trimestre de 2016, revertendo assim o lucro de R$ 168,419 milhões anotado no mesmo período de 2015. No acumulado do ano de 2016, a Tecnisa reportou prejuízo de R$ 448,981 milhões, contra um lucro de R$ 237,551 milhões em 2015. A receita operacional líquida caiu 41,4% no período, para R$ 65,394 milhões. No total do ano passado, a receita recuou 73,5%, para R$ 328,675 milhões.
  • - Cyrela (CYRE3, R$ 12,75, -1,92%) 
    A Cyrela encerrou o quarto trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 31 milhões, uma queda de 68,4% ante o mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a companhia registrou lucro de R$ 151 milhões, com redução de 66,2%. A receita líquida, por sua vez, recuou 10,8%, entre outubro e dezembro, na comparação anual, para R$ 919 milhões. Já em 2016, a companhia teve queda de 26,4% na receita líquida, para R$ 3,195 bilhões.

Para o Credit Suisse, a Cyrela entregou um trimestre dentro do esperado em que a empresa conseguiu mostrar um fluxo de caixa livre recorrente positivo de R$ 120 milhões, depois de quatro trimestres de FCF negativo. Do lado negativo, o nível de margem bruta ficou abaixo da expectativa e as provisões um pouco acima do esperado. 

Light (LIGT3, R$ 20,94, +2,90%)
No quarto trimestre de 2016, a Light registrou prejuízo de R$ 194 milhões, um aumento de 173% na comparação com o resultado também negativo de R$ 71 milhões no mesmo período de 2015. No acumulado do ano de 2016, a Light reportou prejuízo de R$ 313 milhões, contra um lucro de R$ 38 milhões em 2015.

De outubro a dezembro de 2016, o Ebitda ajustado somou R$ 494 milhões, alta de 29,8% contra igual intervalo de 2015. A margem Ebitda ajustada passou de 15,2% para 22,2%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,427 bilhão, queda de 11,6% ante 2015, e a margem Ebitda foi de 16,2% para 16,3%.

A receita líquida caiu 11% no quarto trimestre de 2016, para R$ 2,222 bilhões. No total do ano passado, a receita recuou 12,2% ante 2015, para R$ 8,756 bilhões.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 221,1 milhões no quarto trimestre de 2016, ante R$ 145,2 milhões negativos em 2015. A piora está relacionada à queda de R$ 81,7 milhões decorrentes da atualização da CVA e do impacto da variação cambial na dívida.

Oi (OIBR3, R$ 4,48, -6,86%; OIBR4, R$ 3,81, -13,01%)
As ações da Oi afundaram nesta tarde, após credores da operadora de telefonia confirmarem nesta tarde recusa do novo plano de recuperação judicial da companhia, que impulsionou ontem uma alta de 22% dos papéis. As informações são da Bloomberg

Nesta manhã, a agência de notícias já apontava que os credores da Oi iriam rejeitar a nova proposta de reestruturação, argumentando que o novo plano favorece os acionistas da companhia e não foi negociado com credores. 

Segundo as fontes ouvidas pela Bloomberg, a alta de 22% no preço das ações na quinta-feira, depois do anúncio do plano feito na noite anterior, mostrou quem ganha com o plano. A Oi oferece aos detentores de eurobônus uma fatia muito menor do que os principais credores da companhia pensam ser justo, segundo as pessoas. A companhia também não conseguirá se recuperar sem uma injeção imediata de capital, acrescentaram as fontes.

A Oi propôs trocar dívida externa por 25% das ações imediatamente, disse a companhia em comunicado ao mercado nesta quarta-feira. 

MMX Mineração (MMXM3, R$ 5,80, +26,36%)
As ações da MMX Mineração, de Eike Batista, dispararam até 48,15%, a R$ 6,80, na máxima do dia, após a companhia ter apresentado, juntamente com sua controlada MMX Corumbá, o plano de recuperação judicial à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. O volume financeiro movimentado com a ação neste momento é de R$ 2,6 milhões, contra média diária de R$ 54 mil nos últimos 21 pregões. 

Um dos destaques do plano é a venda da UPI Corumbá, incluindo direitos de lavra. Há uma proposta de aquisição pela Vetorial Mineração, pelo valor total de R$ 14,5 milhões em quatro parcelas e ante a obrigação de a MMX Corumbá aderir ao Programa de Regularização Tributária para abater 76% da dívida e parcelar o restante.

O documento destaca os ativos da MMX Corumbá, que tem capacidade de processar até 2 milhões de toneladas de minério de ferro granulado e sinter feed por ano, e cita também os ativos da MMX S.A. Entre eles, estão participação societária (de 1,55%) no Porto do Sudeste, royalties na SPE Mineração Morro do Ipê, fatia na Santa Duna Empreendimentos e Participações, também no âmbito da recuperação judicial da MMX Sudeste, entre outros.

Os títulos de remuneração variável da Mineração Morro do Ipê serão, conforme a proposta, distribuídos aos credores, que também poderão receber as cotas da participação no Porto Sudeste ou ainda, uma terceira opçãO, recebimento à vista, de R$ 10 mil. O administrador judicial é Marcello Macedo Advogados.

O endividamento referente à MMX Corumbá monta R$ 892,7 mil e US$ 193,1 mil, aproximadamente, com 13 credores, nenhum deles de garantia real. Já a dívida das recuperandas de MMX Sudeste é de R$ 348,9 milhões, mais US$ 42,7 milhões e 2,832 milhões de euros. O objetivo, segundo a proposta, é permitir que a MMX S.A e a MMX Corumbá superem sua crise econômico-financeira e o plano busca, entre outros pontos, relacionar os ativos das recuperandas, organizar os ativos maduros para que possam ser vendidos a interessados convertendo os recursos em benefício dos credores.

Na justificativa para o pedido de recuperação judicial, a empresa diz que além de fatores de caráter macroeconômico e da crise no Grupo EBX, o BNDES suspendeu o enquadramento para concessão de financiamento requerido pela MMX Sudeste para ampliar a capacidade produtiva, de 6 milhões de toneladas anuais para 29 milhões. No projeto foi desembolsado cerca de R$ 4 bilhões, o que afetou o caixa da controladora.

JB Duarte (JBDU3, R$ 3,73, -25,99%;JBDU4, R$ 3,90, -29,09%)
As ações da small cap JB Duarte corrigiram parte da euforia de ontem, quando os papéis subiram 200% (no caso dos preferenciais), com a notícia de que o Supremo Tribunal Federal deu despacho favorável à JB Duarte em recurso extraordinário impetrado pela Receita Federal em questionamento sobre ressarcimento de imposto de importação de trigo, diz o comunicado da empresa enviado à CVM.

Assim como ontem, o movimento de hoje é acompanhado por um forte volume financeiro, que atinge neste momento R$ 1,7 milhão nas ações PNs, contra média diária de R$ 242 mil dos últimos 21 pregões. 

A companhia calculou que ressarcimento será de R$ 110 milhões, ainda a depender de determinação de valor pela Justiça. O valor ainda não se encontra contabilizado pela JB Duarte. 

 

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