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Moody's eleva perspectiva para 30 bancos, Itaú BBA eleva Banrisul e possível sabotagem à fusão Kroton-Estácio; veja mais

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (17)

Banrisul 2
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário é agitado com destaque para o comentário da BM&FBovespa sobre possível troca de presidente, enquanto a Copel anunciou o nome sugerido pelo governo para comandar a companhia, além de revisões de rating. Recomendações também estão no radar, com destaque para o Itaú BBA elevando o Banrisul. Enquanto isso, a Justiça suspendeu as ações contra a Samarco. Confira os destaques: 

Bancos
A agência de classificação de risco Moody's elevou a perspectiva de rating para BM&FBovespa e 30 bancos brasileiros, incluindo Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e BTG Pactual, para estável ante negativa. A revisão sucede a alteração da perspectiva do rating soberano do Brasil, atualmente em Ba2, de negativo para estável, anunciada na quarta-feira. 

"A qualidade do crédito soberano pode afetar diretamente o crédito de outros emissores domiciliados no país e, de forma mais geral, tende a estar associada com as tendências macroeconômicas e do mercado financeiro que afetam todos os emissores domésticos", informou a agência.

A agência informou ainda que os fundamentos de crédito da BM&FBovespa e das demais instituições seguem sólidos, apesar da profundidade e duração da recessão brasileira. Em relação aos bancos, a Moody's observou que a mudança na perspectiva do rating soberano reduziu o risco de rebaixamento.

A lista de instituições financeiras que tiveram a perspectiva revisada inclui ainda Itaúsa, BNDESPAR, Banco ABC Brasil, Banco Alfa de Investimento, BBM, Cetelem, Citibank, Banco Cooperativo Sicredi, Daycoval, Banese, Banpará, Banrisul, Banco Ford, GMAC, Industrial do Brasil, Mizuho do Brasil, BNDES, PSA Finance Brasil, RCI Brasil, Safra, Sofisa, Votorantim, China Construction Bank (Brasil) e ING Bank N.V.

Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3)
A fusão entre Kroton e Estácio enfrenta mais obstáculos, segundo informa o jornal Valor Econômico. Além do duro desafio de convencer os representantes do tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a líder do setor enfrenta outro imbróglio. Segundo o jornal, o conselho da Estácio abriu uma investigação para apurar uma denúncia anônima dando conta de que seu presidente, Pedro Thompson, estaria articulando contra a fusão. O executivo foi afastado do grupo de trabalho que negocia os termos da associação com a Kroton no Cade, segundo fontes a par do assunto ouvidas pelo jornal. 

Em nota, a Estácio disse não ter acesso aos documentos da reportagem e refutou a informação de que membros da administração conspirem contra a fusão. 

Ambev (ABEV3)
o Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, envia nesta sexta-feira à Assembleia Legislativa do
estado projeto que concede incentivos fiscais à AB Inbev para construção de uma fábrica de latas de alumínio, disse Ancelmo Gois, colunista de O Globo. O projeto é orçado em R$ 650 milhões e vinha sendo disputado pelo México, diz o colunista.

Banrisul (BRSR6)
O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações do Banrisul para outperform, com novo preço-alvo de R$ 17,80 para 2017, ante R$ 14,50. 

"A principal razão para a mudança em nossa recomendação é o retorno assimétrico das ações no caso de uma possível venda do banco e a avaliação relativamente descontada (...)  No caso de uma venda potencial, o múltiplo pago poderia ser muito maior do que a avaliação atual, enquanto a desvantagem se uma potencial venda é descartada deve ser baixa. Estimamos a rentabilidade de longo prazo do Banrisul de 15,7% (acima de 15,0% em nosso modelo anterior)", avaliam os analistas. Além disso, apesar do potencial de valorização, o Banrisul continua a negociar abaixo da sua média histórica. Por fim, a principal razão para o aumento do nosso valor justo foi a redução no custo estimado de capital próprio. Vale destacar que o Insight do Dia da última quinta-feira foi sobre Banrisul, destacando o potencial de valorização de até 100% com a fusão, segundo o BTG Pactual (veja a análise completa clicando aqui). 

BB Seguridade (BBSE3)
O Credit Suisse elevou o preço-alvo para as ações da BB Seguridade de R$ 29,00 para R$ 33,00, mas mantendo recomendação neutra. 

O aumento do preço-alvo é reflexo de uma redução no custo de capital de 16% para 13.4%.  Por outro lado, a menor Selic e um ambiente operacional mais desafiador levou o banco a cortar as estimativas em 8.5%, 11.7% e 13.6% para 2017, 2018 e 2019. "Com esses novos números, estamos 4-6.5% abaixo do consenso. Esperamos um crescimento de CAGR 2016-2019 de 8.1%, com o crescimento acelerando nos próximos anos devido uma melhora no resultado operacional, retomada da atividade econômica e normalização do resultado financeiro", afirmam os analistas. 

Vale (VALE3; VALE5)
A 12ª Vara Federal Cível/Agrária de Minas Gerais suspendeu ações que pediam indenizações bilionárias relacionadas ao rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, entre elas uma de 155 bilhões de reais, visando dar unidade aos processos judiciais, afirmou nesta quinta-feira a mineradora Vale, uma das sócias na companhia.

Segundo a Vale, o objetivo é evitar decisões contraditórias ou conflitantes, trazendo uma unidade processual para viabilizar a negociação de um acordo final entre as partes.

"Essa é uma importante decisão que reconhece a complexidade do caso e importância de uma solução consensual como forma eficaz de se adotar as medidas necessárias para remediação de todos os impactos causados pelo rompimento da barragem da Samarco", afirmou a Vale em nota.

BM&FBovespa (BVMF3)
A BM&FBovespa prestou esclarecimento sobre uma matéria da Agência Estado, intitulada "Finkelsztain será indicado em março para comandar BM&F/CETIP e assume em abril". A companhia disse que, "embora o tema da sucessão do Diretor Presidente da BM&FBovespa tenha sido discutido em algumas reuniões do Comitê de Governança e Indicação do Conselho de Administração, não houve, até o presente momento, nenhuma deliberação definitiva a respeito do tema a ser informada ao mercado".

Raia Drogasil (RADL3)
O Santander reduziu o preço-alvo para Raia Drogasil de R$ 80 para R$ 74, mantendo recomendação de compra. A expectativa é de que as expectativas de menores reajustes nos preços de medicamentos impactem as margens da companhia. A associação das indústrias do setor Interfarma vê uma alta média nos preços de 3,1% este ano, ante 12,5% em 2016. A expectativa com isso é de que a margem Ebitda caia 20 pontos-base este ano, mas as perspectivas de crescimento no longo prazo seguem intactas. 

Copel (CPLE6)
A elétrica estatal Copel informou nesta quinta-feira que o governo do Paraná indicou o engenheiro Antonio Sergio de Souza Guetter para assumir a presidência da companhia paranaense, e que a indicação do executivo será delibera na reunião do Conselho de Administração na próxima quarta-feira. Guetter substituirá Luiz Fernando Leone Vianna, nomeado para a diretoria-geral de Itaipu, segundo comunicado.

Funcionário de carreira da Copel, Guetter é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná. Ao longo de sua carreira na companhia, desempenhou as funções de diretor de Finanças e de Relações com Investidores, diretor presidente da Copel Renováveis, entre outros. Recentemente, ocupava o cargo de diretor presidente da Copel Distribuição.

Eletrobras (ELET6)
A Eletrobras informa que seu conselho de administração indicou para a diretoria executiva da Itaipu Binacional os candidatos Luiz Fernando Leone Vianna, Marcos Antônio Baumgartner, Ramiro Wahrhafting e Cesar Eduardo Ziliotto, para ocupar os cargos de diretor geral brasileiro, diretor administrativo, diretor de coordenação e diretor jurídico, respectivamente. A escolha foi feita dentre seis opções.

A elétrica reitera que após as indicações, o governo brasileiro nomeia os candidatos. "De acordo com o Tratado de Itaipu, os membros da diretoria executiva serão nomeados pelos respectivos Governos brasileiro e paraguaio, por propostas da Eletrobras ou da ANDE, conforme o caso", lembrou a empresa. Na terça-feira, 14, o presidente Michel Temer nomeou Luiz Fernando Leone Vianna, como diretor-geral brasileiro da usina, conforme indicado pela Eletrobras. Conforme indicação também da Eletrobras, Ramiro Wahrhaftig foi nomeado como diretor de coordenação, Marcos Antônio Baumgärtner para a diretoria administrativa, e Cezar Eduardo Ziliotto à frente da diretoria jurídica.

"Os demais candidatos não foram recomendados pelo Conselho de Administração (da Eletrobras), por não comprovação de qualificação técnica, segundo avaliação do referido colegiado", informou a empresa, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além dos nomes mencionados, Marcos Vitório Stamm assume a diretoria financeira executiva e Rubens de Camargo, a técnica executiva.

Triunfo (TPIS3)
A Triunfo Participações registrou queda de 2,2% no tráfego rodoviário no acumulado de janeiro e fevereiro de 2017, em relação a igual intervalo de 2016, para 30,2 milhões de veículos. A movimentação de contêineres da Portonave, terminal marítimo em Navegantes (SC), cresceu 8% no acumulado do ano, para 145.819 Teus (contêineres de 20 pés).

No segmento aeroportuário, o tráfego de passageiros em Viracopos, em Campinas (SP), ficou estável nos dois primeiros meses do ano, na comparação com igual período de 2016, em 1,6 milhão de pessoas.

Ser Educacional (SEER3)
A Ser Educacional teve lucro líquido de 32,2 milhões de reais no quarto trimestre, alta de 99,1 por cento em relação ao mesmo período de 2015.

A empresa ainda apurou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 68,6 milhões de reais, 28,5 por cento acima do observado no último trimestre de 2015.

Além dos resultados do quarto trimestre, a Ser trouxe a prévia da captação do primeiro semestre, mostrando um crescimento de 4% na curva do presencial até o momento (em linha com o nosso 5%).

 

Positivo (POSI3)
A Positivo fechou o quarto trimestre com lucro de R$ 1,1 milhão, revertendo o prejuízo de R$ 53 milhões de um ano antes. A melhora é reflexo de cortes de custos fixos, ganhos de eficiência em fábrica e eliminação de estoques. Por outro lado, os números foram parcialmente impactados pela variação cambial, gerando um resultado financeiro negativo em R$ 25,5 milhões.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 392,1 milhões nos três últimos meses de 2016, queda de 21% em relação aos mesmos meses de 2015. O faturamento menor é reflexo da queda nas vendas, principalmente, de desktops e tablets, de 58,4% e 79,5%, respectivamente. A receita com telefones celulares foi a única a apresentar crescimento no trimestre, de 126,3%, para R$ 148,5 milhões. O Ebitda, por sua vez reverteu o resultado negativo de um ano antes e fechou em R$ 40,5 milhões.

 BR Pharma (BPHA3) e BTG Pactual (BBTG11)
Segundo o jornal Valor Econômico, a rede Mais Econômica decidiu processar sua ex-dona Brasil Pharma e o BTG Pactual (que controla o grupo farmacêutico), por abuso do poder de controle e gestão temerária. A rede de farmácias - vendida em 2015 pelo BTG para a empresa de investimentos Verti Capital - acusa o BTG e a BR Pharma de terem usado resultados financeiros da Mais Econômica, durante as negociações para compra, "absolutamente falsos com grave prejuízo à autora e ao próprio mercado, em benefício das rés".

A Mais Econômica alega que houve uma "escandalosa adulteração de demonstrações financeiras", com "subavaliação dos passivos" e um "aumento irreal dos ativos" nos demonstrativos que foram referência para a venda da rede. A ação informa que o risco provável de perda de ações trabalhistas, definido no material de pré-venda da companhia, estava em R$ 3,2 milhões, conforme documentado por contador da BR Pharma, diz a Mais Econômica. Após a venda, a investigação dos números foi aprofundada e o valor foi reavaliado pelo mesmo contador para R$ 17,4 milhões.

BRF (BRFS3) e JBS (JBSS3)
A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a operação "Carne Fraca", cumprindo mais de 300 mandados judiciais  em 7 estados federativos: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. São 27 mandados de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. A operação investiga envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.  Segundo a PF, essa é a maior operação já realizada na história da instituição. Estão sendo mobilizados 1.100 policiais.

De acordo com a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás ‘atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público’.  Segundo jornais, alguns dos principais frigoríficos do país estão entre os alvos, como JBS, BRF e Seara. Entre os presos estão executivos da BRF como Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais, e André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste, informa a Folha. Já segundo o Estadão, executivos do frigorífico JBS foram presos. À Bloomberg, a JBS informou que não houve mandado na sede da companhia e que não há informação sobre a prisão de executivos da companhia. Veja mais clicando aqui. 

Localiza (RENT3)
A Localiza Rent a Car, Car Rental Systems do Brasil Locação de Veículos submetem à análise do Cade operação de aquisição de controle e contrato associativo no setor de locação de automóveis sem condutor e gestão de ativos
intangíveis não-financeiros. O documento de divulgação de pedido de análise do Cade está no Diário Oficial e não traz detalhes adicionais; ato tem acesso restrito no site do conselho até o momento. 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Total Gas & Power Brasil e Petrobras submetem à análise do Cade operação que envolve aquisição de controle compartilhado no setor de geração de energia elétrica. O documento de divulgação de pedido de análise do Cade está no
Diário Oficial e não traz detalhes adicionais; processo tem acesso restrito no site do conselho até o momento. 

Movida (MOVI3)
A Movida informou que o número de diárias de aluguel subiu 46% no primeiro bimestre de 2017 na comparação anual. Já as diárias no segmento de gestão de frotas (GTF) tiveram queda de 11% a/a em janeiro e fevereiro. O volume em seminovos registrou alta de 36,5% na comparação anual.


(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

% do total das ONs após permuta de ações

 

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