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Small cap vê lucro subir 83%; vitória da Petrobras na Justiça, rating da BRF em risco e mais notícias

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quinta-feira (9)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Noticiário agitado na noite desta quinta-feira (9) com três resultados, incluindo a small cap CSU CardSystem, que viu seu lucro subir 83% no ano passado. Enquanto isso, a BRF viu sua perspectiva de rating ser cortada para negativa pela S&P, ao passo que a Petrobras conquistou uma vitória na Justiça. Confira os destaques:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras informou que foi suspensa nesta quinta-feira, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª região, a liminar que determinava a paralisação da alienação de 90% da participação acionária detida pela companhia na Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

Com a decisão favorável da Justiça, a companhia poderá prosseguir com a operação de venda da fatia na transportadora de gás para um consórcio liderado pela Brookfield, em negócio de US$ 5,19 bilhões. A transação faz parte do programa de parcerias e desinvestimentos da Petrobras, que totalizou US$ 13,6 bilhões no biênio 2015-2016.

BRF (BRFS3)
A Standard & Poor's cortou nesta quinta, de estável para negativa, a perspectiva de rating de crédito da gigante brasileira de alimentos BRF, citando desafios às margens da companhia diante de volatilidade do câmbio e preços de grãos e consumo retraído no Brasil. A agência de classificação de risco, porém, manteve em "BBB" a nota de crédito da BRF.

"As margens e fluxos de caixa da produtora brasileira de alimentos BRF caíram em razão de alta nos custos do insumo, diminuição nos resultados de exportação e fraca demanda doméstica, o que somado a aquisições e pagamentos de dividendos, desviou significativamente as métricas de alavancagem da empresa de nossas expectativas", afirmou a S&P em comunicado à imprensa.

Multiplan (MULT3)
A gestora de shopping centers de alto padrão Multiplan teve lucro líquido de R$ 85,16 milhões no quarto trimestre, uma queda de cerca de 38% sobre o resultado positivo de um ano antes.

A companhia apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 239,8 milhões, alta de 5,5% sobre o quarto trimestre de 2015. Na mesma base de comparação, a receita líquida da administradora cresceu 3,8%, passando de R$ 227,3 milhões para R$ 311 milhões.

A redução dos ganhos ocorreu, principalmente, por conta de um aumento de R$ 37,6 milhões em imposto de renda e contribuição social, decorrente de uma menor distribuição de juros sobre capital próprio no trimestre.

Copasa (CSMG3)
A Copasa encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 131,75 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 40,77 milhões do mesmo período de 2015. No mesmo período, a receita líquida de água e esgoto da companhia passou de R$ 863,96 milhões para R$ 948,51 milhões, um aumento de 12,3%, enquanto o Ebitda ajustado avançou 29,3%, para R$ 395,09 milhões.

No acumulado de 2016, por sua vez, a companhia reverteu o prejuízo de R$ 11,59 milhões do ano anterior para um lucro líquido de R$ 434,16 milhões. Já a receita líquida avançou 15,9%, fechando o ano em R$ 3,643 bilhões, ao passo que o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,396 bilhão, uma alta de 35,2% em um ano. Enquanto isso, a dívida líquida da empresa recuou 7,5%, para R$ 2,900 bilhões em 2016.

Nesta quinta-feira, as ações da Copasa afundaram 12%, para R$ 46,26, na Bovespa, na esteira das péssimas notícias que afetaram a Companhia de Saneamento do Paraná, a Sanepar (SAPR4), que desabou 17% após o anúncio de sua revisão tarifária (para saber mais, clique aqui).

CSU CardSystem (CARD3)
A small cap CSU CardSystem registrou lucro líquido de R$ 11,00 milhões no quarto trimestre de 2016, uma alta de 48,1% ante o mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 7,43 milhões. A receita líquida, por sua vez, caiu 4,1%, passando de R$ 116,63 milhões para R$ 111,81 milhões em um ano. Já o Ebitda fechou o período em R$ 21,76 milhões, uma alta de 10%.

No acumulado do ano passado, o lucro líquido da companhia saltou 83,6%, passando R$ 19,01 milhões para R$ 34,91 milhões. Já a receita, teve leve alta de 0,5%, fechando 2016 em R$ 465,83 milhões, ao passo que o Ebitda avançou 30,2%, de R$ 69,84 milhões para R$ 90,90 milhões em um ano.

 

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