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Em dia volátil, Vale passa a ter queda de até 5%; Petrobras zera alta e PDG despenca 21%

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta quinta-feira (23)

Murilo Ferreira - Bloomberg
  1. Vale (VALE3, R$ 33,06, -4,85%;VALE5, R$ 31,95, -3,24%)
    O começo do dia da Vale foi positivo, com o balanço ofuscando o dia negativo para o minério de ferro. Contudo, já na primeira hora do pregão, as ações viraram para baixo seguindo o preço da commodity e, pouco depois, os papéis logo voltaram a subir. Já no início da tarde, os papéis viraram para baixo. 
  2. A mineradora reverteu um prejuízo de US$ 8,57 bilhões no quarto trimestre de 2015 para um lucro de US$ 525 milhões em igual período de 2016. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou US$ 4,77 bilhões no quarto trimestre, 242,9% acima do quarto trimestre do ano passado e acima da estimativa dos analistas de US$ 4,4 bilhões. A companhia fechou 2016 com lucro líquido de R$ 13,3 bilhões, ante um prejuízo líquido de R$ 44,2 bilhões em 2015. De acordo com o UBS, o resultado foi forte, como o esperado, com os analistas destacando o retorno de dividendos que os acionistas receberão. Já o Itaú BBA apontou que o balanço da Vale foi melhor do que as expectativas já altas dos analistas e seguem com recomendação outperform para os ADRs da companhia. Do lado negativo, os contratos futuros do minério de ferro registraram queda de 2,21% na bolsa chinesa de Dailian.
  3. Gerdau (GGBR4, R$ 13,47, +2,75%)
  4. A Gerdau vê suas ações em alta em meio a um noticiário intenso para o setor. A ArcelorMittal Brasil e Votorantim fecharam um acordo em operações de aços longos que resultará em capacidade anual de produção de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto e de 5,4 milhões de toneladas de laminados, informaram as empresas nesta quinta-feira em comunicado.
  5. Pelo acordo, a Votorantim Siderurgia passa a ser subsidiária e a deter participação minoritária no capital da ArcelorMittal Brasil, informaram as empresas. O negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e até conclusão da operação, as empresas seguem atuando de forma independente.

    Segundo o Itaú BBA, o acordo é marginalmente positivo para a Gerdau, já que marca a primeira consolidação no mercado brasileiro de aços longos, potencialmente levando à uma maior disciplina de produção no mercado. "Acreditamos que o setor de aços longos ainda precisa de mais consolidação, já que novos players elevaram a capacidade (CSN, Simec, Silat, Sinobrás e Aço Verde) em um período de demanda em queda", afirmam os analistas.

  6. Petrobras (PETR3, R$ 16,56, -0,24%, PETR4. R$ 15,69, -0,06%)
    As ações da Petrobras zeraram os ganhos, após subirem mais cedo com três boas notícias; contudo, no início da tarde, as ações amenizam as altas. No mercado de commodities, o petróleo se recupera após perder 1,4% nesta quarta, com o WTI em alta de 1,7% retomando patamar de US$ 54, após notícia sobre queda em estoques pela API nos EUA e à espera dos dados de petróleo da agência nacional de energia do país que serão revelados durante a tarde. 
    A estatal ainda informou que a Justiça atendeu recurso da petroleira e retirou a suspensão da venda da Petroquímica Suape e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), anunciada em dezembro pela empresa. A nova decisão é do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. "O projeto faz parte das cinco transações que podem ter seus contratos assinados de acordo com a decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU)", disse a empresa.  

    Após a decisão, a  Petrobras convocou Assembleia Geral Extraordinária para tratar da proposta de venda da participação de 100% das ações detidas pela Petrobras na PetroquímicaSuape e na Citepe para o Grupo Petrotemex e a a Dak Americas Exterior, subsidiárias da Alpek, pelo valor em reais equivalente a US$ 385 milhões, segundo comunicado. A AGE também vai tratar da eleição de membro titular do conselho fiscal indicado pelo acionista controlador. 

    Por fim, o governo federal anunciou na quarta-feira novas regras de conteúdo local para o setor de petróleo e gás natural que reduzem fortemente as exigências que as petroleiras terão de cumprir na atividade petrolífera. As novas regulações foram avaliadas pelo governo como exequíveis e mais simples com o objetivo de atrair investimentos, uma vez que a regra atual é fortemente criticada por petroleiras no país, que alegam serem prejudicadas pela atual política.

    "Com essa nova política há uma redução de aproximadamente 50 por cento dos números... Então a gente entende que, com essa nova política, estamos indo para a realidade onde não mais haverá a presença do 'waiver' (pedidos para descumprimento de conteúdo local)", afirmou a jornalistas o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

  7. Cemig (CMIG4, R$ 11,35, +3,18%)
    As ações da Cemig lideram o índice pelo segundo dia seguido. A empresa estatal de energia mineira reiterou ao Ministério de Minas e Energia o pedido de prorrogação das concessões das hidrelétricas de São Simão, Jaguara e Miranda por 20 anos. Por outro lado, admitiu o início de um processo que pode resultar na privatização dessas usinas, o que poderia encerrar uma disputa que se arrasta já há mais de quatro anos.

  8. Ultrapar (UGPA3, R$ 68,87, +1,13%)
    A Ultrapar tem leve alta após o balanço. A companhia teve lucro líquido de 436 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 12% ante mesma etapa de 2015, refletindo desempenho mais fraco nos braços industriais, diante da economia em recessão. O resultado operacional do grupo, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) foi de R$ 1,12 bilhão no período, recuo de 5% na comparação com mesmo intervalo de um ano antes. 
  9. Os analistas do Itaú BBA, Santander e Bradesco BBI destacaram esperar reação neutra a resultados “em linha”. O Itaú BBA apontou números melhores que esperado da Ipiranga, compensando Oxiteno e Ultracargo. Já o Santander aponta que os números foram ajudados mais uma vez pelo negócio de distribuição de combustíveis”, mas ponderou que 2017 deve ser mais um ano de transição e, portanto, de menor crescimento para a empresa. O Goldman Sachs espera que o cenário econômico do primeiro semestre continue pressionando os volumes da Ipiranga e as margens internas da Oxiteno, o que nos limita o otimismo com a Ultrapar.

  10. Natura (NATU3, R$ 26,71, -0,19% )
    A fabricante de cosméticos Natura fica estável após a divulgação do balanço. A companhia teve lucro líquido consolidado de R$ 201,8 milhões no quarto trimestre de 2016, alta de 38,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) consolidado subiu 2% na mesma base de comparação, para R$ 462,1 milhões. Segundo o Itaú BBA, os resultados foram “suaves, praticamente em linha com as estimativas, mas que romperam a tendência sequencial de várias quedas na comparação anual no Ebitda a partir do Brasil”.

  11. Via Varejo (VVAR11, R$ 11,40, +2,33%)
    A Via Varejo sobe após a companhia registrar lucro líquido ajustado de R$ 13 milhões no quarto trimestre de 2016, ante resultado negativo de R$ 474 milhões de reais no mesmo período de 2015, beneficiada por ganhos de eficiência decorrentes da integração das operações com a CNova Brasil. Para 2017, a Via Varejo se diz confiante quanto à retomada do consumo em meio à redução da taxa básica de juros. A empresa espera reduzir as despesas financeiras entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões a cada queda de 100 pontos-base na Selic.

  12. Totvs (TOTS3, R$ 24,32, -2,72% )
    A Totvs reverteu prejuízo de R$ 9,8 milhões do quarto trimestre de 2015 e teve lucro líquido de R$ 29,7 milhões, mas abaixo da estimativa de R$ 34,3 milhões, de acordo com a opinião de analistas consultados pela Bloomberg. O  Itaú BBA, o Bradesco BBI e o Santander destacam que os resultados foram “decepcionantes”.
  13. O Bradesco BBI apontou “forte pressão dos custos, que foi o vilão por trás dos resultados fracos”. O Santander também destacou que esperava reação negativa a resultado “fraco”, “mas avalia que o recente movimento de venda da ação (queda de 10% desde o final de janeiro) já precifica algumas das notícias negativas”.

  14. Energias do Brasil (ENBR3, R$ 14,17, +0,21%)

    A Energias do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 35,9 milhões no quarto trimestre de 2016, queda de 91% ante os R$ 383 milhões do quarto trimestre do ano anterior, segundo comunicado divulgado à CVM.

    A receita líquida caiu 13% na mesma base de comparação, passando de R$ 2,98 bilhões para R$ 2,59 bilhões. Já o Ebitda caiu 44%, saindo de R$ 742,8 milhões para R$ 417,1 milhões. A margem Ebitda passou de 24,9% para 16,1%, uma baixa de 8,8 pontos percentuais.  Os analistas do Santander e do Itaú BBA destacaram que esperavam reação de neutra a negativa aos números operacionais fracos, mas já esperados da companhia.  

  15. Restoque (LLIS3, R$ 4,90, -2%)
    A Restoque, varejista de moda dona das marcas Le Lis Blanc, Bo.Bô, Rosa Chá, Dudalina e John John, viu seu prejuízo aumentar 40,7% no quarto trimestre, para R$ 15,8 milhões, ante R$ 11,2 milhões do quarto trimestre do ano anterior. Já o Ebitda somou R$ 67 milhões, ante R$ 62,6 milhões no mesmo período de 2015. O dia é de volatilidade para as ações, que abriram com alta de até 6% e depois viraram para queda. 
  16. Os analistas do BTG Pactual destacaram a sólida geração de caixa da empresa e apontou que está gradualmente mais "bullish" com o papel, ainda esperando pela melhora do cenário econômico. Os analistas recomendam compra para o ativo com preço-alvo de R$ 6,00. 
  17. Marcopolo (POMO4, R$ 2,93, -0,34%)
    A ação da Marcopolo tem leve queda após a divulgação do balanço. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 7,9 milhões no quarto trimestre de 2016, revertendo o lucro de R$ 9,9 milhões do mesmo período do ano anterior. A receita operacional líquida, por sua vez, avançou 3,9%, passando de R$ 787,4 milhões para R$ 817,9 milhões. O Ebitda caiu 75,7%, passando de R$ 47 milhões para R$ 11,4 milhões, enquanto a margem Ebitda caiu 4,6 pontos percentuais, a 1,4%. 
  18. No relatório de resultados, a companhia informou ainda que a produção brasileira de ônibus atingiu 3.395 unidades no quarto trimestre, redução de 11,4% na base de comparação anual. No ano, a queda foi de 17,9%, somando 14.372 unidades. 

  19. De acordo com o Santander, os resultados foram fracos e abaixo da estimativa, guiados pelo cenário doméstico ainda fraco e o processo de ajuste com as operações da Neobus. 
  20.  

    PDG Realty (PDGR3, R$ 2,26, -21,53%)
    Após reabrir na tarde de ontem após o pedido de recuperação judicial e fechar em queda de 10%, as ações da PDG estendem as perdas. A companhia, que chegou a ser a maior incorporadora do País em 2010, desbancando a Cyrela, protocolou ontem pedido de recuperação judicial na 1.ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, com dívidas de cerca de R$ 7,7 bilhões. Trata-se do maior pedido de proteção da Justiça do setor imobiliário.

    A empresa, cujo valor de mercado chegou a bater R$ 14,4 bilhões no fim de 2010 e agora vale pouco menos de R$ 142 milhões, sucumbiu à crise do setor - que tem enfrentado um alto volume de distratos (rescisões de contratos) - e deverá levar outras companhias para o mesmo caminho, segundo fontes de mercado ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

  21. Construtoras
    Apesar das ações da PDG registrarem baixa, outras ações do setor de construção civil sobem forte com a perspectiva de uma queda mais rápida dos juros após a decisão do Copom, que cortou a Selic em 0,75 ponto percentual na noite de ontem e condicionou uma aceleração do ciclo de corte à aprovação de reformas. MRV (MRVE3, R$ 14,72, +2,94%), Cyrela (CYRE3, R$ 13,91, +2,51%) e Eztec (EZTC3, R$ 19,94, +1,17%) sobem mais de 1%. 
  22. (Com Reuters e Agência Estado)

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