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Petrobras é alvo de processo no exterior; OPA de small cap e mais 5 notícias agitam a noite

Confira os principais destaques corporativos da noite desta segunda-feira (13)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A noite desta segunda-feira (13) tem um noticiário bastante agitado, com destaque para a Petrobras afirmando que é alvo de ações instauradas por investidores da Sete Brasil tanto aqui quanto no exterior. A Gol ainda apresentou sua prévia operacional de janeiro, enquanto Light e Cemig comentam a possível venda de Belo Monte. Confira os destaques desta noite:

Petrobras (PETR3; PETR4)
A Petrobras, em resposta a um questionamento da Bolsa, informou que é parte em procedimentos arbitrais no Brasil, instaurados por investidores da Sete Brasil, relacionados à sua participação no Projeto Sondas, bem como em ação judicial na Corte Federal do Distrito de Colúmbia, em Washington D.C.

"As discussões estão em estágio inicial e, portanto, não há, no presente momento, qualquer
pronunciamento de mérito dos tribunais arbitrais a respeito da controvérsia", disse a companhia. A Petrobras disse ainda que discorda das alegações apresentadas pelos investidores nos citados processos, e que atuará firmemente na defesa de seus direitos.

Gol (GOLL4)
A Gol informou que sua demanda no mercado doméstico, medida em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK, na sigla em inglês), recuou 1% em janeiro, na comparação com igual mês de 2016. Em janeiro, a oferta doméstica em assentos-quilômetros oferecidos (ASK, na sigla em inglês) recuou 2,5%. Com isso, a taxa de ocupação doméstica registrou uma alta de 1,3 ponto percentual, chegando a 83,6%.

Já no mercado internacional, a demanda da Gol caiu 10,3% em janeiro, enquanto a oferta recuou 8,8%, levando a taxa de ocupação para 79,7%, numa redução de 1,3 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2016. A demanda total da companhia recuou 2%, com a taxa de ocupação total do sistema da companhia ficando em 83,2%, alta de 1 ponto percentual.

Light (LIGT3) e Cemig (CMIG4)
As elétricas Neoenergia e Cemig negaram nesta segunda-feira que estejam negociando suas fatias na usina de Belo Monte, em esclarecimento após notícia do jornal O Estado de S.Paulo. A Neoenergia afirmou que não há qualquer proposta de alienação sendo analisada ou compromisso para eventual alienação de fatia na usina de Belo Monte.

O jornal publicou na sexta-feira que a hidrelétrica de Belo Monte está à venda, e que as empresas que compõem o bloco de controle da Norte Energia já contrataram o Bradesco BBI para buscar potenciais investidores.

Já a Cemig afirmou que pretende vender alguns ativos para reduzir sua alavancagem, mas afirmou que até a presente data não foi contratado assessor financeiro nem celebrado qualquer instrumento contratual, nem mesmo de caráter não-vinculante, com relação ao ativo referido reportagem.

A Light, controlada pela Cemig, também afirmou em nota que "não foi assinado contrato com o Bradesco BBI, bem como com qualquer outro banco para assessoria em eventual alienação de participação detida pela companhia na sociedade Norte Energia, responsável pela construção e operação da usina hidrelétrica de Belo Monte."

A fatia que estaria à venda é detida por Neoenergia, Cemig, Light, Vale, Sinobras, J. Malucelli e pelos fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Funcef (da Caixa), que juntos têm 50,02% da Norte Energia, segundo o jornal.

Kepler Weber (KEPL3)
A Kepler Weber informou que, recebeu um ofício em que a CVM pede que a companhia informe sobre "a impossibilidade de unificação das duas modalidades de OPA pretendidas", na forma indicada pela AGCO. A AGCO pretendia lançar uma oferta pública unificada para
cancelamento do registro e para adqurir o controle da Kepler Weber.

Linx (LINX3)
A companhia de software para o varejo Linx teve lucro líquido ajustado de R$ 21,1 milhões no quarto trimestre de 2016, alta de 42,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado aumentou 7,2%, para R$ 33,6 milhões. A margem Ebitda ajustada, porém, passou para 25,5%, ante 25,7% um ano antes.

Segundo o vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Linx, Dennis Herszkowicz, a maior parte do crescimento foi sustentada pela venda de ofertas complementares aos softwares principais para clientes da base da empresa, bem como lançamento de novas soluções

A receita operacional bruta totalizou R$ 150,6 milhões, alta de 8,4% ano a ano. A receita operacional líquida subiu também 8,4%, para R$ 132 milhões. A Linx encerrou 2016 com 43.966 clientes, ante 39,06 mil um ano antes.

Equatorial (EQTL3)
A elétrica Equatorial Energia assinou na semana passada os contratos para a construção de sete lotes de linhas de transmissão de eletricidade, em concessões arrematadas pela companhia em um leilão realizado em outubro passado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo comunicado da empresa nesta segunda-feira.

A Equatorial disse ainda que assinou contratos de engenharia, construção e montagem dos empreendimentos junto à AG Construções, à Andrade Gutierrez Engenharia e à Elecnor.

"Os referidos contratos EPC estabelecem pagamentos condicionados ao atingimento de metas (milestones) pré-estabelecidas e preveem mecanismos de incentivos para a antecipação do início de operação", disse a Equatorial no comunicado. O investimento estimado pela Aneel para a implementação das linhas é de R$ 3,9 bilhões.

A Equatorial, que controla as distribuidoras de energia Cemar e Celpa, no Maranhão e no Pará, disse que o ingresso no setor de transmissão "foi uma oportunidade de crescimento e diversificação de sua atuação no setor elétrico nacional, com rentabilidade adequada, risco controlado e previsibilidade de fluxo de caixa".

Brasil Kirin
A Brasil Kirin encerrou 2016 revertendo o prejuízo de 2015 em um lucro líquido de R$ 247 milhões, de acordo com o Japan GAAP. A companhia cresceu 3,5% em volume de vendas, sendo 1,3% em cervejas e 7,4% em refrigerantes. Como consequência, a receita bruta de vendas saltou para R$ 7,3 bilhões no ano passado, um aumento de quase 10% em relação a 2015. A receita líquida totalizou R$ 3,8 bilhões, soma 2,3% superior a do ano anterior. A companhia foi adquirida hoje pela Heineken, em uma operação que pode afetar a Ambev (clique aqui para saber como).

 

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