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Fala de Meirelles derruba Banco do Brasil; Suzano lidera ganhos após resultado e Petrobras cai

Confira os destaques da Bovespa nesta quinta-feira (9)

sede do Banco do Brasil em Brasília
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO - O dia foi de grande volatilidade para o Ibovespa, com o Banco do Brasil e a Petrobras pressionando o índice para baixo após subir no início da tarde. Na ponta positiva, destaque para a Suzano, que subiu após divulgar seu balanço do 4º trimestre, e para as empresas de educação.

Confira os principais destaques da Bovespa nesta quinta-feira (9): 

Bancos
Os bancos amenizaram os ganhos registrados mais cedo, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,62, -0,33%) virou para queda. A tendência de baixa coincide com a fala do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que declarou que vai propor à Caixa Econômica Federal que empreste dinheiro para companhias em recuperação judicial. 

As ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 39,93, +0,45%) fecharam com apenas leves ganhos após chegarem a subir quase 2% no início da tarde. O banco divulgou o seu balanço do quarto trimestre na última terça-feira de manhã e, desde então, os papéis vêm registrando desempenho positivo. Confira a análise do resultado clicando aqui. 

Petrobras (PETR3, R$ 15,96,  -0,87%; PETR4, R$ 15,05, -0,33%)
As ações da Petrobras chegaram a subir mais de 1%, mas zeraram os ganhos já na primeira hora do pregão e fecharam com perdas, apesar da alta do petróleo. O brent registrou alta de 0,93% ainda repercutindo a queda dos estoques de gasolina nos EUA, assim como o WTI, que avançou 1,36%. 

Ainda no radar da estatal, a Petrobras anuncia encerramento da operação de recompra, com volume total aceito equivalente a US$ 5,58 bilhões, sendo US$ 4,9 bi e 631,8 mi de euros.

A Petrobras enviou nota de esclarecimento à Bovespa sobre notícia de que a companhia vai rever o acordo de acionistas sobre a Braskem. A Petrobras afirmou que, conforme previsto no Plano de Negócios e Gestão 2017-2020, divulgado em 20 de setembro do ano passado, pretende sair integralmente do setor petroquímico, visando à redução da alavancagem financeira, preservação do caixa e concentração nos investimentos prioritários, notadamente de produção de petróleo e gás no Brasil em áreas de elevada produtividade e retorno. No entanto, até o momento, não foi iniciado processo para alienação da participação acionária detida na Braskem. 

"A Petrobras está em constante busca pela valorização de seu portfólio, o que inclui a avaliação de possíveis alterações nos acordos de acionistas por ela firmados, nas sociedades em que possui participação. No que diz respeito ao contrato de fornecimento de nafta celebrado em 2009 e às perdas associadas, a Petrobras esclarece que, ao longo do ano de 2015, prestou as devidas informações ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, conforme solicitações recebidas durante as investigações que deram origem às ações em curso no âmbito da operação Lava-Jato, conforme Comunicado ao Mercado anunciado em 21 de julho de 2015", informa a companhia. 

Por fim, a Itaúsa negocia com a Brookfield Asset Management para participar do consórcio que vai adquirir a NTS, empresa de gás natural da Petrobras, segundo informou a Bloomberg citando 4 pessoas com conhecimento direto do assunto.

A companhia negocia a compra de uma fatia entre 7% e 9% da Nova Transportadora do Sudeste, disse uma das pessoas, que pediu anonimato porque as discussões são privadas. A aquisição deve ser avaliada em até US$ 520 milhões, segundo o valor do negócio anunciado. A subsidiária da Brookfield listada em bolsa, Brookfield Infraestructure Partners, lidera um grupo de empresas que fechou a compra da NTS.

ABC Brasil (ABCB4, R$ 17,95, +5,65%)
O banco ABC Brasil subiu após registrar lucro líquido recorrente de R$ 108,5 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 105,5 milhões no mesmo período do ano passado. A carteira de crédito expandida somou R$ 22,7 bilhões em dezembro de 2016, alta de 5,4%, enquanto a projeção para carteira 2016 era 2% a 7%. Segundo o Itaú BBA, os números foram melhores do que o esperado, com destaque para o lucro líquido acima da estimativa; a recomendação para as ações segue outperform com preço-justo de R$ 16,70.  

São Martinho (SMTO3, R$ 19,45, -0,87%)
As ações da São Martinho chegaram a cair 2% após a divulgação do balanço, mas amenizaram as perdas. O lucro líquido da companhia caiu 29,5% no terceiro trimestre da safra 2016/2017, para R$ 55,8 milhões, em meio à quebra da safra de cana com as geadas no inverno e a antecipação das exportações de açúcar na primeira metade do ciclo 2016/17.

Segundo o Santander, os resultados ficaram “abaixo das estimativas, com receita de açúcar 28% menor do que esperávamos, como resultado da estratégia da empresa de concentrar as vendas no quarto trimestre fiscal de 2017 para capturar melhores preços”; “apesar dos números mais fracos, esperamos uma melhora sequencial no quarto trimestre fiscal 2017 devido aos maiores volumes e no de 2018, impulsionado pelo impacto positivo da incorporação da fatia de 49,05% na usina Boa Vista”.

Duratex (DTEX3, R$ 8,55, +3,01%)
A Duratex subiu apesar dos dados fracos do balanço, movimento esse que pode ser justificado em meio às perspectivas mais positivas para os próximos trimestres. A empresa registrou lucro líquido de R$ 25,2 milhões no quarto trimestre do ano passado, com queda de 53,6% ante o mesmo período de 2015. Já a receita líquida da companhia aumentou 7,7%, para R$ 1,028 bilhão, enquanto o Ebitda cresceu 71,3%, para R$ 289,29 milhões. A margem Ebitda aumentou de 17,7% para 28,1% na comparação anual. De acordo com o Santander, os resultados operacionais foram “em linha” com estimativas, “mas abaixo do potencial total da empresa em bases recorrentes”.

Já o Bradesco BBI ressalta que o balanço foi “fraco”, “conduzido pelo fraco desempenho da Deca”. O banco mantém recomendação outperform e destaca “que o momentum dos resultados deve ganhar força nos próximos trimestres, impulsionado por aumentos de preços anunciados recentemente, redução de custos e melhora dos volumes (principalmente em madeira)”.  

Suzano (SUZB5, R$ 13,31, +3,82%)
As ações da Suzano lideraram os ganhos do Ibovespa em meio aos números sólidos divulgados no quarto trimestre, chegando à variação máxima de 4,06%. A companhia fechou o quarto trimestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 440 milhões, revertendo lucro de R$ 341 milhões de um ano antes. Segundo a companhia, o resultado reflete o cenário mais adverso tanto para os negócios com celulose quanto no segmento de papel.

No acumulado do ano passado, porém, a companhia conseguiu reverter prejuízo e lucrar R$ 1,69 bilhão. O Santander afirmou que, apesar de os resultados operacionais ficarem em linha com as estimativas, confirmam que a Suzano está tendo o melhor ‘momentum’ entre os players do setor”. 

Banrisul (BRSR6, R$ 16,62, +6,20%)
As ações do Banrisul tivram ganhos após o balanço do quarto trimestre. A instituição teve lucro líquido ajustado de R$ 652,3 milhões em 2016, 14% menor em relação ao ano anterior. Nos últimos três meses do ano, o resultado ajustado caiu 16,2% na comparação com o quarto trimestre de 2015, para R$ 157,6 milhões.

Segundo o BTG, o resultado apontou para números ligeiramente abaixo das estimativas, enquanto o guidance veio mais baixo (ROE entre 9-12% em 2017), mas bastante realista. "De qualquer forma, o papel está negociando muito em função do tema privatização o que deve acontecer em algum momento", afirmam os analistas.

Movida (MOVI3, R$ 7,55, +3,42%)
Após cair 2,67% em sua estreia na Bolsa, a Movida se recuperou nesta sessão.  A primeira empresa a fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2017 movimentou R$ 645,168 milhões, porém teve seus papéis cotados a R$ 7,30 ao fim das negociações ante os R$ 7,50 definidos na véspera. Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos, destacou que o valor do IPO da Movida foi considerado um pouco elevado, o que justifica a queda. Nesta semana, ocorre ainda a precificação do IPO da Unidas, concorrente da Movida.

BR Properties (BRPR3, R$ 8,95, +3,95%)
As ações da BR Properties tiveram ganhos superiores a 3%.  O Itaú BBA elevou a recomendação das ações da companhia para compra com preço-justo de R$ 10,60, destacando que o baixo desempenho da ação parece injustificado quando comparado com os de fundos imobiliários brasileiros, especialmente considerando que a companhia é um dos players que mais se favorece em um cenário de queda de taxa de juros.

Copel (CPLE6, R$ 32,45, -1,22%)
A Copel passou a registrar forte queda durante a tarde. Ontem à noite, a companhia informou que o total de energia vendida caiu 0,4% no quarto trimestre de 2015 na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o Santander, este é mais um conjunto de resultados operacionais fracos no período, com baixos volumes no mercado cativo e na energia vendida da unidade Araucaria”. No entanto, uma melhor estratégia de alocação adotada pela unidade de geração e as vendas de energia excedente da unidade de distribuição no mercado spot poderiam ajudar, segundo a opinião dos analistas. 

Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 31,08, +1,60%; VALE5, R$ 29,26, +0,17%) tiveram um dia volátil, com os papéis VALE3 registrando ganhos bem superiores ao da VALE5 na reta final do pregão. No início da sessão, os papéis abriram em queda, mas logo zeraram as perdas. Os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian subiram 0,79%, a 641 iuanes. Contudo, vale destacar que as perspectivas para o preço da commodity: segundo a Liberium, o minério de ferro provavelmente entrará em colapso abaixo de US$ 50 a tonelada métrica no segundo semestre, já que a oferta global excede a demanda. 

Ainda no radar do setor, o Credit Suisse revisou o setor de mineração e siderurgia, mantendo a Gerdau (GGBR4, R$ 12,50, +2,21%) como top pick com um preço-alvo de R$ 16,00 por ação, enquanto manteve a recomendação neutra para a Vale , com preço-alvo de US$ 7 por ADR. Já a CSN (CSNA3, R$ 11,34, -0,09%) seguiu com a recomendação underperform, com uma pequena elevação do preço-alvo de R$ 8,00 para R$ 9,00.

Ainda sobre o setor, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu hoje, por 3 a 0, que a Ternium não precisa fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) na  Usiminas (USIM5, R$ 5,08, -0,39%), segundo informou o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. A decisão contraria um pedido da CSN, que reclamou da mudança de controle na empresa quando a Ternium comprou parte das ações de controle da Usiminas. A decisão da Justiça reforça o entendimento da CVM, que, em dezembro do ano passado, afirmou que não houve mudança de controle.

Banestes (BEES3, R$ 3,43, -3,92%)
Após subir mais de 13% em duas sessões, as ações do Banestes registraram queda forte nesta quinta-feira, Na mínima do dia, as ações chegaram a cair 7,56%. Vale ressaltar que a ação vinha subindo na esteira de um dos momentos mais difíceis do seu acionista controlador, o estado do Espírito Santo, diante da onda de criminalidade que só aumenta com a falta da Polícia Militar na rua.

Para o analista Marco Saravalle, da XP Investimentos, não houve nenhuma notícia que justificasse o movimento, mas os boatos sobre privatização de outros bancos estatais podem afetar o Banrisul dado o cenário complicado da região. Confira mais detalhes clicando aqui. 

 Shopping centers
Em relatório de prévia para shopping center, o BTG Pactual destacou que o Iguatemi (IGTA3, R$ 30,87, +1,21%) deve ser o destaque positivo do setor, enquanto a Aliansce (ALSC3, R$ 15,46, +1,51%) deve ser negativo. "Este será um trimestre de receita fraca com queda de margem (descontos e inadimplência seguem altos) e queda do Ebitda de 5% no consolidado na comparação anual". Os analistas recomendação posição comprada em Iguatemi e vendida em Multiplan (MULT3, R$ 67,06, -0,36%). 

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