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A maior aposta de Luiz Barsi na Bolsa e outras 10 ações que estão em sua carteira

Das 11 maiores posições do megainvestidor na BM&FBovespa, 6 correspondem a ações do setor de energia elétrica

Luiz Barsi
(Rodrigo Paiva)

SÃO PAULO - Considerado o "rei dos dividendos" da BM&FBovespa, o megainvestidor Luiz Barsi revelou nesta semana suas maiores apostas de ações na Bolsa. O comentário veio no último artigo da série de "Perguntas & Respostas" do site da Suno Research, que iniciou em outubro uma parceria com Barsi. Semanalmente, o megainvestidor produz um artigo para o site, compartilhando ensinamentos baseado no que deu certo para ele ao longo de décadas de investimentos. 

Questionado por um leitor, Barsi disse que suas maiores posições estão em 11 ações, atualmente. São elas: Klabin, Banco do Brasil, Banco Santander, Taesa, Cemig, Suzano, Eletropaulo, Eletrobras, Geradora Tietê, Eternit e Unipar Carbocloro. "A maior posição está nas units da Klabin", comentou. 

Confira abaixo o artigo completo desta semana:

Essa semana finalizamos o espaço de perguntas ao Sr. Luiz Barsi que os leitores fizeram ao longo das últimas semanas. 

A interação foi muito positiva, e pretendemos abrir mais um espaço para perguntas e respostas no futuro. Vamos informar na nossa página no Facebook quando abrirmos novamente. 

Se você ainda não nos segue no Facebook, fazemos o convite para curtir nossa página: Suno Research. Temos apresentado conteúdo relevante diariamente, e o engajamento dos leitores tem sido intenso. Teremos surpresas muito interessantes nos próximos dias para aqueles que nos seguem. 

As perguntas que serão respondidas são:

Benjamim Sotero: O Sr. considera arriscado investir em ações que não possuem Tag Along em 100%?

Não, eu não considero arriscado.

Este é um fator que não pesa muito na minha decisão. O que Importa é se a empresa produz um bom resultado.

Quando nós compramos ações de uma empresa não pensamos que ela irá ser vendida. Nós queremos que esta empresa seja bem administrada.

A empresa pode ter partes dela vendidas, mas geralmente a venda do controle é raro de ocorrer.

Portanto, eu não olho para o Tag Along.

Alexandre Raszi Peres Piu: Bacana a matéria da Suno Research sobre a Eternit (publicada no nosso Facebook), essa é a visão do Sr. Barsi também?

Eu acho que é a visão correta.

Eu e o Tiago Reis (fundador da Suno Research) tivemos a oportunidade de conviver e o que esta escrito é uma realidade.

O direcionamento de maus investimentos estão gerando isso. E também o custo que está ocorrendo com a defesa do amianto.

Nós somos obrigados a ter esses gastos. Pois pode vir uma autoridade e falar “você tem uma multa de um bilhão.” E nosso crédito acaba.

Alguns querem banir o amianto, e vão acabar com a economia de uma cidade, que tem uma mina com duas cavas enormes e tem trezentos funcionários.

Essas pessoas que querem acabar com o amianto vão acabar com um monte de empregos e impostos que são muito importantes para o Estado de Goiás.

Algumas pessoas são pagas para falar mal do amianto, custe o que custar.

Alexsander Gonçalves: O Sr. opera mercados futuros e opções?

Não, eu não opero futuro e opção é vento.

A única alternativa em opções é lançar as chamadas “poerinhas” (se você possuir as ações equivalentes). Lançar opções daquilo que dificilmente vai ser executado, pois assim você acaba incorporando um “dividendo” ao seus ganhos, e se for executado será em um preço atrativo.

Ambrósio Silva: O Sr. recomenda Taesa, mas vejo que ela está com o P/VPA acima de 1, esse fato dela estar sendo negociada acima do valor patrimonial é compensada pelo Yield?

O fato de Taesa estar sendo negociada acima do patrimônio não me incomoda, pois significa que é um papel que tem o seu valor reconhecido.

O preço está acima do patrimônio, mas o que ela te distribui de dividendos equivale a mais de 10% ao ano.

As vezes, você compra um papel que negocia abaixo do patrimônio, mas você só vai receber o equivalente ao valor pago em dividendos depois de dez, quinze ou vinte anos.

Então, o dividendo é um componente mais importante.

Claudio Marcio: Qual a sua carteira hoje?

Minha carteira é composta majoritariamente por ações da Klabin, Banco do Brasil, Banco Santander, Taesa, Cemig, Suzano, Eletropaulo, Eletrobrás, Geradora Tietê, Eternit e Unipar Carbocloro. A maior posição está na Klabin.

Roberto Souza: Você usa Stop Loss?

Eu não uso.

Se o papel chega no patamar de preço que eu julgo proporcionar um dividendo inteligente eu compro, se não chegar neste preço eu não compro.

Se o papel continuar caindo eu costumo comprar ainda mais.

 

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