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Holding da Vale sobe 4% e só 9 das 58 ações do Ibovespa caem; small cap recomendada no Visão Técnica salta 13%

Confira os principais destaques corporativos da sessão desta segunda-feira (26)

Petrobras

SÃO PAULO - A volta do Natal foi de alta no mercado brasileiro, com praticamente todas as ações do Ibovespa fechando em alta. As blue chips Petrobras e Vale, além dos bancos, apareceram entre os maiores ganhos da sessão, mas lideraram a alta os papéis da Bradespar - holding que detém participação na Vale, que subiram 3,7%. 

O dia foi de baixo volume financeiro no Brasil por conta das festas de final de ano e pelas bolsas nos EUA e Europa estarem fechadas. Com isso, movimentos mais fortes e bruscos nos papéis ocorreram durante o pregão. Apenas nove das 58 ações que fazem parte do índice registraram queda: Cemig, Localiza, Cosan, WEG, Braskem, Cyrela, CPFL Energia, Natura e Multiplus.

Fora do índice, o destaque ficou com a ação "fora do radar" da Unicasa, que disparou até 13%, após ter sido recomendada no programa Visão Técnica da última sexta-feira (confira a análise aqui). O volume financeiro movimentado com a ação atingiu R$ 1,7 milhão neste momento, contra média diária de R$ 361 mil nos últimos 21 pregões. 

Confira os principais destaques da Bolsa:

Petrobras (PETR3, R$ 16,73, +0,97%; PETR4, R$ 14,42, +1,26%)
A Petrobras liquidou na sexta-feira uma dívida de R$ 16,7 bilhões contraída junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), informou o banco em um comunicado à imprensa, explicando que os recursos já estão disponibilizados no caixa.

O pagamento, de acordo com o BNDES, é relativo a três contratos de financiamentos com a Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária integral da Petrobras, e à própria Petrobras.

Vale (VALE3, R$ 25,99, +3,18%; VALE5, R$ 22,82, +2,47%)
A Vale figurou entre as maiores altas do dia, em sessão sem referência do exterior. Além dos mercados fechados em Nova York e na Europa, o minério de ferro spot com teor 62%, negociado no porto de Qingdao não teve negócio.

As siderúrgicas também tiveram alta forte hoje, com Usiminas (USIM5, R$ 4,00, +1,27%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,62, +3,11%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 4,62, +1,76%) e CSN (CSNA3, R$ 10,16, +2,11%). No radar, o site Steel Business Briefing trouxe uma notícia sobre um possível aumento de preços para aço longo no Brasil. Segundo o BTG Pactual, se confirmada, a notícia será positiva para a Gerdau, que o banco mantém com recomendação de compra para as ações. 

Papel e Celulose
As ações da Fibria (FIBR3, R$ 30,76, +1,52%) ganharam força, após a empresa anunciar um aumento de preço de US$ 20 por tonelada, válido para a Ásia, a partir de 1º de Janeiro de 2017. Com isso, o novo preço da celulose de eucalipto da Fibria na região asiática sobe para US$ 570 por tonelada. 

As demais ações do setor também registraram ganhos hoje, com Suzano (SUZB5, R$ 13,47, +2,20%) e Klabin (KLBN11, R$ 17,00, +1,19%).

Light (LIGT3, R$ 16,95, +1,99%) e Renova (RNEW11, R$ 6,95, -0,57%)
O conselho de administração Light aprovou um aporte de capital de até R$ 12,2 milhões na Renova Energia, para pagamento da quarta parcela dos juros remuneratórios da terceira emissão de debêntures da Renova. A Light detém fatia de 20,28% das ações ordinárias da Renova, equivalentes a 15,68% do total de ações, através da Light Energia.

Enquanto isso, o conselho da Renova aprovou um aumento do capital no valor de até R$ 300 milhões, ao preço de emissão de R$ 6 por unit, com montante mínimo de subscrição de R$ 50 milhões e prazo de subscrição de 120 dias.

Vale destacar que a Renova deixou de pagar R$ 48 milhões em juros da terceira emissão de debêntures da companhia, que venceram em 15 de dezembro. As debêntures totalizam R$ 500 milhões e têm vencimento final em 2024. Por conta disso, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating nacional de longo prazo da Renova de "CC(bra)" para "RD(bra)", equivalente a calote restrito.

Ultrapar (UGPA3, R$ 66,00, +0,15%)
A Ultrapar anunciou na sexta-feira o orçamento para 2017, ano no qual pretende investir 2,174 bilhões de reais, sem contar eventuais investimentos na Alesat, na Liquigás e na associação com a Chevron em lubrificantes.

Do volume total previsto, R$ 1,116 bilhão devem ser aplicados nas operações da rede de distribuição de combustíveis Ipiranga. Outros 478 milhões de reais vão para a Oxiteno. A Ultragaz receberá 221 milhões. A Ultracargo ficará com 158 milhões, enquanto a Extrafarma, rede de farmácias, terá 178 milhões. Os 23 milhões de reais restantes foram alocados na conta "outros".

Em relatório para clientes, a equipe de análise do Bradesco BBI disse que vê com preocupação do Capex 2017 da Ultrapar. Segundo os analistas, é necessário um investimento maior que o previsto até agora para que a companhia consiga se expandir no próximo ano.

CCR (CCRO3, R$ 15,42, +0,85%)
A CCR AutoBan submeteu à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) um pedido de análise prévia para registro de oferta pública de distribuição da 7ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 800 milhões. A oferta será coordenada pelo Itaú BBA e Bradesco BBI.

Serão ofertadas inicialmente 800 mil debêntures, com valor unitário de R$ 1 mil, com a possibilidade de 160 mil debêntures suplementares e outras 120 mil debêntures adicionais. O prazo de vencimento das debêntures será de cinco anos. Os recursos serão usados no resgate antecipado obrigatório da totalidade da quarta emissão de notas promissórias comerciais da companhia.

Ainda no noticiário da companhia, a Andrade Gutierrez voltou a afirmar que não considera sair da CCR. "Da CCR ninguém sai, não vamos sair nunca dali. O grupo vende tudo, se precisar pagar penalidades de Lava Jato, mas não vende CCR", disse um dos executivos segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Hypermarcas (HYPE3, R$ 25,45, +1,84%)
As ações da Hypermarcas seguiram pelo segundo pregão seguido de ganhos, após a empresa anunciar na sexta-feira pela manhã a venda do segmento de descartáveis para a belga Ontex, por R$ 1 bilhão. O montante será pago em dinheiro no fechamento da transação, previsto para o primeiro trimestre de 2017. 

Log-In (LOGN3, R$ 2,56, +1,59%)
A Log-In amenizou os ganhos após chegar a subir 7,14% na máxima do dia seguindo o anúnco de que fechou a venda de diversos ativos para a Hidrovias Cabotagem. Segundo comunicado foram alienados: (i) 2 embarcações identificadas como “Log-In Tambaqui” e “Log-In Tucunaré”; e (ii) os direitos e obrigações de um contrato comercial firmado entre a Companhia e a Alunorte. Os valores não foram informados.

"Com o fechamento da Operação, a Companhia segue com o seu plano de reestruturação, cujos recursos advindos serão utilizados para o melhor gerenciamento de sua liquidez, viabilizando alternativas para honrar suas obrigações de médio e longo-prazo", diz o comunicado.

Engie (EGIE3, R$ 34,23, +0,26%)
O Conselho de Administração da Engie Brasil Energia (ex-Tractebel) aprovou nesta sexta-feira a venda de participações societárias no capital social dos ativos Eólica Beberibe, Eólica Pedra do Sal e Hidrelétrica Areia Branca, para a Companhia Energética de Petrolina (CEP), informou a companhia. O valor dos ativos, antes de eventuais e usuais ajustes de preço, foi estabelecido em R$ 391,768 milhões, dos quais R$ 85,418 milhões são referentes a seu endividamento líquido estimado.

Unicasa (UCAS3, R$ 2,53, +10,00%)
As ações "fora do radar" da Unicasa dispararam nesta sessão, atingindo na máxima do dia alta de 12,61%, a R$ 2,59, após terem sido citadas entre as apostas técnicas de 2017 no último "Visão Técnica" do ano. O programa é transmitido todas as sextas-feiras na InfoMoneyTV (confira essa edição clicando aqui). Além da forte alta, o volume financeiro movimentado com a ação também chamou atenção, atingindo R$ 1,77 milhão neste momento, contra média diária de R$ 356 mil nos últimos 21 pregões. 

O call da ação foi dado no Visão Técnica pelo analista Antonio Montiel, que é sócio-diretor da Jatobá Investimentos e da Escola de Operadores e também faz parte do projeto Personal Trader do InfoMoney. Segundo ele, esse é um ativo mais "fora do radar", mas que tem um stop muito claro, no último fundo, e um espaço enorme para subir. Além dele, Montiel citou como aposta para 2017 também os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 14,67, +2,44%) - holding que detém participação na Vale. 

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