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Recuperação judicial da MMX, dividendos da Vale, recomendações e mais 5 notícias no radar

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (24)

mineração Vale
(Divulgação/Vale)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo desta segunda-feira (28) é agitado, com destaque para a MMX, que entrou com pedido de recuperação judicial e a notícia de que a Vale anunciará a investidores estrangeiros que distribuirá dividendos neste ano e que não deve mais vender ativos. Além disso, o Conselho da Alliar aprovou a compra de 80% da Multilab e, segundo fontes, o leilão da Celg só atraiu uma proposta. Confira os destaques:

Vale (VALE3; VALE5)
Segundo a revista Veja, a Vale vai comunicar aos investidores das bolsas de Nova York e Londres na próxima semana que não vai mais se desfazer de nenhum ativo e que deve distribuir dividendos neste ano. Na próxima terça-feira, a companhia realizará seu encontro com investidores e analistas -- o chamado Vale Day. Para os especialistas do Itaú BBA, é importante observar os temas de Capx, produção e estratégia comercial, custo de competitividade, desinvestimentos, dividendos e Samarco.

Kroton (KROT3)
Em comunicado enviado à CVM, a Kroton comunicou que ainda não foi informada pelo Cade sobre as eventuais medidas que seriam necessárias para aprovar a fusão com a Estácio “e, portanto, ainda não tem como se posicionar sobre eventual alienação de quaisquer ativos. A nota foi publicada em resposta à reportagem, “Kroton avalia venda de área de ensino a distância da Estácio para ter aval do Cade para compra da empresa, dizem fontes.

Banco do Brasil (BBAS3)
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o presidente do Banco do Brasil, Rogério Caffarelli, disse que sem o processo de ajuste anunciado na última semana, a instituição financeira precisaria pedir aporte ao Tesouro Nacional em julho de 2017 para atender as exigências de capital de Basileia 3. O executivo descartou ainda a possibilidade de fazer IPO da área de cartão de crédito ou da de distribuidora de títulos mobiliários.

Eletrobras (ELET5)
Uma fonte disser à Reuters que houve apenas uma proposta entregue para o leilão da distribuidora de eletricidade Celg-D, da Eletrobras, cuja sessão presencial está agendada para 30 de novembro. Os interessados na companhia tinham até o meio-dia da sexta-feira (25) para entregar as propostas econômicas e a documentação exigida pela licitação. A fonte não soube informar quem apresentou a oferta. A Bloomberg avalia que este leilão seria um importante teste sobre o impacto da turbulência política sobre o ânimo dos investidores. 

MMX Mineração (MMXM3)
A mineradora MMX anunciou que fez um pedido de recuperação judicial em caráter de urgência, citando a conjuntura adversa do país e declínio dos preços do minério de ferro. A empresa afirmou que contribuiu ainda para o pedido de proteção contra credores dificuldades em atração de novos investimentos e financiamentos, o declínio dos preços do minério de ferro e o contexto de instabilidade política e econômica impossibilitaram que a companhia concretizasse as expectativas de faturamento previstas. O pedido de recuperação envolve além da MMX, a subsidiária MMX Corumbá. A companhia afirmou ainda que a recuperação judicial da outra unidade, MMX Sudeste, "segue seu rito normal e independente" do novo pedido de proteção contra credores.

Recomendações
A fabricante de bebidas Ambev (ABEV3) e a Sabesp (SBSP3) foram adicionadas à “Brazil Buy List” do Itaú BBA, ao passo que Smiles e Copasa são removidas da lista. Já o JPMorgan elevou avaliação sobre os papéis da Mahle-Metal Leve (LEVE3) de neutra para overweight, ao passo que iniciou análise sobre as ações da Valid (VLID3) com recomendação overweight.

Alliar (AALR3)
A companhia de medicina diagnóstica informou ao mercado, após o fechamento dos mercados na última sexta-feira (25), que sua subsidiária Di Imagem Centro de Diagnóstico Integrado por Imagem adquiriu 80% do capital social da Multilab Laboratório de Análises Clínicas. Segundo comunicado enviado à BM&FBovespa, a operação faz parte da “estratégia de crescimento e consolidação de vantagens competitivas” da companhia. A Multilab foi avaliada em R$ 9 milhões. O pagamento será realizado em dinheiro, parcelado ao longo de cinco anos.

Marcopolo (POMO4)
A fabricante de ônibus Marcopolo voltou a priorizar o mercado externo, após ver sua receita líquida cair 25% desde o auge em 2013 e o ano passado. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, desde 2006, a maior parte da receita líquida vinha de vendas para o mercado brasileiro e, agora, 68% da receita são resultado das exportações a partir do Brasil e vendas fora do País.

 

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