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Corinthians estuda lançar ações na Bolsa para pagar estádio, diz UOL

Dinheiro arrecadado serviria para pagar parte do dinheiro devido da obra do estádio, que estima-se que, com juros, tenha um custo final de R$ 1,2 bilhão

Torcedor_Corinthians
(Divulgação)

SÃO PAULO - Com uma dívida gigantesca e uma dificuldade crescente em pagar suas contas, principalmente as relacionadas ao estádio, cresce dentro da diretoria do Corinthians a ideia de o clube lançar ações na Bolsa para conseguir levantar as quantias necessárias. Segundo o jornalista Marcel Rizzo, do Portal UOL, membros do Conselho Deliberativo oposicionistas à gestão de Roberto de Andrade, trabalham em um projeto neste sentido caso consigam chegar ao poder.

De acordo com a publicação, o dinheiro arrecadado com a venda das ações na Bolsa serviria para pagar parte do dinheiro devido da obra do estádio, que estima-se que, com juros, tenha um custo final de R$ 1,2 bilhão. Com uma das maiores torcidas do país, a expectativa é que as ações atrairiam muitos interessados, principalmente pensando que a proposta resolveria o principal problema do clube e poderia reverter a atual trajetória de suas finanças.

Por outro lado, é importante lembrar os critérios exigidos para uma empresa abrir seu capital, como transparência nas contas e uma certa qualidade de gerência, o que hoje poucos clubes de futebol possuem no Brasil. De acordo com a matéria, existem dois problemas para fazer o IPO: o grupo que planeja isso precisa estar no poder; e pode demorar anos para que o capital seja aberto, sendo que até lá o Corinthians poderia encontrar outra solução para quitar sua dívida e resolver o problema do estádio.

Esta não é a primeira vez que se ouve a ideia de abrir o capital do clube paulista. No fim de 2012, o ex-presidente do Corinthians e membro vitalício do conselho, Waldemar Pires, afirmou em entrevista ao InfoMoney que estudava um projeto como este. "Um clube de futebol bem administrado dá lucro, e isso [o IPO] pode ser uma alternativa viável para o investidor", disse na época o hoje dono da corretora Walpires.

A previsão inicial era que o estádio custaria R$ 820 milhões, que seriam pagos com um empréstimo de R$ 400 milhões junto ao BNDES e com a venda de CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento) da Prefeitura de São Paulo. O problema é que estes certificados não foram vendidos porque o Ministério Público de São Paulo questionou o benefício. Para piorar, o clube não conseguiu ainda vender o naming rights do estádio, que poderia render mais R$ 400 milhões.

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