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Bradesco BBI eleva preço-alvo da Vale, balanço da Petrobras e de mais 21 empresas e mais notícias no radar

Confira os destaques corporativos divulgados desta sexta-feira

Murilo Ferreira - Bloomberg
(Dado Galdieri/Bloomberg)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é movimentado. Além da temporada de balanços, com destaque para a Petrobras, destaque para as recomendações de ações do Bradesco BBI, que elevou o preço-alvo da Vale e rebaixou recomendação para Ouro Fino. Confira mais destaques:

Vale (VALE3;VALE5)
A Vale teve o preço-alvo de seu ADR elevado de US$ 6,50 para US$ 8,50 pelo Bradesco BBI, em meio à revisão das estimativas para o preço do minério de ferro. A estimativa para a commodity subiu para US$ 55 a tonelada em 2017 ante US$ 50 e de US$ 50 a tonelada em 2018, ante US$ 45. Segundo os analistas, a mineradora pode gerar US$ 11 bilhões de fluxo de caixa livre até o terceiro trimestre do ano que vem. A recomendação para os ativos segue neutra. 

A mineradora ainda informou nesta sexta-feira que a Justiça Federal em Belo Horizonte determinou que a companhia, a BHP Billiton e a Samarco efetuem em 30 dias depósito complementar de 1,2 bilhão de reais para acautelar futuras medidas reparatórias ao desastre em Mariana (MG), no ano passado.

A Justiça deliberou ainda que as empresas comprovem em um prazo de 90 dias que os vazamentos de rejeitos de mineração na região de Mariana foram definitivamente estancados, segundo fato relevante. Também foi determinado que as companhias apresentem em seis meses estudos conclusivos, com o devido aval dos órgãos ambientais, sobre o plano de ação e viabilidade da retirada da lama depositada nas margens do Rio Doce, seus afluentes e adjacências de sua foz.

Ouro Fino (OFSA3)
O Bradesco BBI, por sua vez, reduziu a recomendação das ações da Ouro Fino para neutra, com preço-alvo de R$ 36,00, destacando as incertezas sobre a recuperação da companhia. 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras divulgou resultado na noite da última quinta-feira, e surpreendeu ao revelar rejuízo líquido saltar mais de 4 vezes no 3° trimestre quando comparado com o mesmo período de 2015, para R$ 16,458 bilhões, em meio a impairment (baixas contábeis) de ativos e de investimentos em coligadas no valor de R$ 15,709 bilhões. Apesar da cifra bastante considerável, o balanço foi visto positivamente pelos analistas, apontando que a estatal antecipou o impairment para o terceiro trimestre devido ao novo plano de negócios. “Queda no endividamento e forte geração de fluxo de caixa são os principais destaques”, afirma o Santander. Confira mais clicando aqui. 

Além disso, cabe destacar a notícia de que do Estadão de que o BNDES estuda alternativas para reduzir exposição à Petrobras. O banco não tomará nenhuma decisão que desvalorize sua participação na Petrobras na hora de cumprir a meta de reduzir em 20% o excesso de sua exposição à estatal até junho de 2018, como estabelecido em resolução de junho de 2015 do Conselho Monetário Nacional (CMN), informou a diretora de Mercado de Capitais da instituição, Eliane Lustosa. 

Marfrig (MRFG3)
A companhia de alimentos Marfrig teve prejuízo líquido de R$ 170,4 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo obtido um ano antes de R$ 185,9 milhões. A empresa divulgou mais cedo corte de projeções de desempenho neste ano que incluíram uma redução na expectativa de receita para R$ 19 bilhões a R$ 20 bilhões ante faixa estimada em fevereiro de R$ 22 bilhões a R$ 24 bilhões.

O faturamento líquido do terceiro trimestre somou R$ 4,45 bilhões, uma queda de 13% sobre igual período do ano passado e de cerca de 7% no comparativo com os meses de abril a junho deste ano. A Marfrig afirmou que adotou estratégia no trimestre de reter algumas categorias de produtos da divisão de carne bovina esperando um melhor preço médio. A tática "elevou o estoque de produtos acabados e, no caso das vendas para o mercado externo, a finalização de algumas das negociações mais ao final de setembro não permitiram que as vendas fossem contabilizadas dentro do período".

O custo de produtos vendidos, caiu 12,6% na comparação anual, a R$ 3,96 bilhões. A Marfrig afirmou ainda que o volume de abate de bovinos permaneceu em linha com o terceiro trimestre de 2015, o que permitiu que a taxa de utilização de capacidade no Brasil ficasse acima de 80%. Para os próximos meses, a Marfrig afirmou no balanço que espera estabilidade no custo de gado, ainda que em patamar elevado e recuperação dos preços de exportação dado o limitado crescimento de oferta global.

Cetip (CTIP3)
A Cetip, maior depositária de ativos privados da América Latina, anunciou na quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 146,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,6% sobre um ano antes. A empresa, que em abril anunciou união das operações com a BM&FBovespa, teve o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) 13,7% maior na comparação ano a ano, a R$ 227,3 milhões de reais. Em termos ajustados, o Ebitda foi de R$ 230,3 milhões, aumento de 12,8% sobre um ano antes. A margem Ebitda nesse critério subiu 1,5 ponto percentual, para 71,4%.

No período, a receita líquida da Cetip somou R$ 322,7 milhões, montante 10,5% maior no comparativo anual, movimento impulsionado sobretudo pela unidade de títulos e valores mobiliários. Já a área de financiamentos teve expansão de apenas 2,7% na receita, refletindo a continuada crise no setor automobilístico no país. As despesas operacionais ajustadas foram de R$ 92,4 milhões, aumento de 5,1% ano a ano.

Sabesp (SBSP3)
A Sabesp reverteu prejuízo de R$ 580,1 milhões um ano antes para lucro líquido de R$ 573,9 milhões no 3° trimestre de 2016. A empresa foi beneficiada pela redução do resultado financeiro de R$ 1,5 bilhão negativo, no terceiro trimestre de 2015, para R$ 176,8 milhões negativos. A receita de venda de bens e serviços ainda subiu 17%, para R$ 3,75 bilhões. O Ebitda ajustado, que desconsidera o impacto de outras receitas e despesas operacionais líquidas, cresceu 48%, para R$ 1,34 bilhão. 

Copel (CPLE6)
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) reportou prejuízo líquido de R$ 75,1 milhões, ante lucro de R$ 91,4 milhões no mesmo período do ano passado, devido a maiores despesas financeiras. O Ebitda somou R$ 427,7 milhões, alta de 42,9% na comparação com o mesmo período de 2015, impactada positivamente pelo resultado apresentado pela Copel Distribuição em decorrência do quarto ciclo de revisão tarifária e pela estratégia de alocação de energia no mercado de curto prazo por parte da Copel GeT, entre outros fatores. Já a receita operacional líquida caiu 10,4%, para R$ 2,9 bilhões.

Lojas Americanas (LAME4)
A varejista Lojas Americanas registrou um prejuízo líquido de R$ 70,5 milhões, revertendo resultado positivo de R$ 6,5 milhões obtido no mesmo período do ano passado. A última linha do balanço foi impactada pelo aumento de 40% no prejuízo financeiro da empresa, que passou de R$ 429,3 milhões para R$ 583,6 milhões. A receita líquida da companhia caiu 1,7%, passando para R$ 3,96 bilhões. O crescimento da receita bruta no conceito "mesmas lojas", que considera os estabelecimentos abertos há mais de 12 meses, foi de 3,9% na comparação anual. 

CPFL Energia (CPFE3)
A CPFL Energia registrou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 231,6 milhões, queda de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2015. O lucro líquido gerencial, que considera as participações equivalentes em cada um dos ativos nos quais a CPFL possui participação e exclui os efeitos não recorrentes, foi de R$ 235 milhões, queda de 24,8%.

A receita líquida recuou 4,6% na comparação anual, para R$ 4,74 bilhões. O Ebitda ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, em R$ 1,08 bilhão, com variação negativa de 0,5%. 

Estácio (ESTC3)
A Estácio Participações reportou lucro líquido de R$ 135,7 milhões no terceiro trimestre, 7,2% maior que o de igual período de 2015, refletindo os esforços da empresa para contenção de gastos e recuperação dos valores dos tickets médios. O Ebitda foi de R$ 194,5 milhões, 14,6% acima da marca registrada entre julho e setembro do ano passado. Sem considerar o desconto da taxa referente ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), despesas não recorrentes com reestruturações internas, gastos com a fusão em andamento com a Kroton e com consultorias, o Ebitda teria sido de R$ 210,3 milhões, alta de 23,9% na comparação anual.

A receita líquida da empresa totalizou R$ 763,1 milhões, acréscimo de 7,6% sobre um ano atrás. Segundo o material de divulgação do balanço, a Estácio concedeu menos descontos e bolsas no período, o que contribuiu para altas de 9,1 por cento do ticket médio no segmento presencial e de 14,1 por cento no ensino à distância (EAD).

A empresa também baixou as despesas com publicidade para 5,6% da receita líquida, ante proporção de 7,4% entre julho e setembro de 2015, passando a focar em uma estratégia "mais regionalizada". Mesmo assim, a base total de alunos cresceu 2% no terceiro trimestre, para 549 mil, dos quais 161 mil no EAD.

Cyrela (CYRE3)
A Cyrela teve lucro líquido de R$ 14 milhões no terceiro trimestre, queda de quase 90% em relação ao resultado obtido no mesmo período de 2015. De acordo com a construtora e incorporadora, o resultado foi pressionado pelo recuo nas vendas líquidas, afetadas pelo alto volume de distratos. De julho a setembro, a receita líquida da empresa recuou 27,5% na comparação anual, para R$ 825 milhões.

A empresa apurou Ebitda de R$ 69 milhões, declínio de 68% ante o registrado um ano antes. A margem Ebitda caiu 10,5 pontos percentuais, para 8,3%. As vendas totais contratadas da Cyrela no trimestre somaram R$ 573 milhões, queda de 43,2% sobre um ano antes. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos caiu para R$ 452 milhões, ante R$ 610 milhões no terceiro trimestre de 2015.

Par Corretora (PARC3)
A PAR Corretora de Seguros somou receita bruta de R$ 115,8 milhões, um aumento de 13,5% em relação ao mesmo período de 2015. O lucro líquido somou R$ 38,5 milhões no 3° trimestre de 2016, alta de 14,4% na comparação com o mesmo período de 2015. 

Bradespar (BRAP4)
A Bradespar  lucrou R$ 60,3 milhões no terceiro trimestre de 2016, revertendo o prejuízo de R$ 279,3 milhões do mesmo período de 2015. A receita operacional da companhia de investimentos totalizou R$ 109,6 milhões entre julho e setembro deste ano, enquanto foi negativa em R$ 242,6 milhões no mesmo período de 2015. A holding detém participações principalmente na Vale e CPFL (CPFE3).

Iochpe-Maxion (MYPK3)
A Iochpe-Maxion anunciou lucro líquido de R$ 4,89 milhões no 3° trimestre, alta de 101% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida somou R$ 1,6 bilhão, queda de 11% em igual base de comparação e em linha com a média das estimativas compiladas pela Bloomberg de R$ 1,66 bilhão. O Ebitda ficou em R$ 191,1 milhões, queda de 6,6%.  

Alupar (ALUP11)
O lucro líquido societário da Alupar recuou 31,8%, para R$ 33,9 milhões no terceiro trimestre de 2016 ante R$ 49,7 milhões de igual período do ano passado. A receita líquida ajustada da transmissora de energia teve uma leve alta de 0,8% na comparação anual, passando de R$ 372,4 milhões para R$ 375,3 milhões. Já o EBITDA (lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) ajustado avançou 12,0%, de R$ 274,1 milhões para R$ 306,9 milhões na mesma base comparativa. 

Tecnisa (TCSA3)
A Tecnisa reverteu o lucro de R$ 7,8 milhões do 3° trimestre do ano passado e teve prejuízo líquido de R$ 108 milhões no mesmo trimestre de 2016, resultado de distratos, do baixo volume de lançamentos, de indenização por atrasos e de perdas com vendas de terrenos. A receita líquida caiu 99%, para R$ 5,2 milhões. A companhia teve margem bruta negativa de 709,5% no trimestre, ante indicador positivo de 39,7% de um ano antes. 

Positivo (POSI3)
A Positivo Informática registrou um lucro líquido de R$ 5,4 milhões no 3° trimestre, o que representa uma alta de mais de quatro vezes em relação ao mesmo período de 2015. O resultado foi impulsionado pela expansão do negócio de celulares, que permitiu a companhia compensar parcialmente todos os efeitos da contratação em vendas de computadores. Na mesma base de comparação, a receita caiu 6,5%, passando de R$ 442,7 milhões para R$ 413,8 milhões.  

Copasa (CSMG3)
A Copasa registrou lucro líquido de R$ 109,7 milhões no terceiro trimestre, mais de 11 vezes acima do registrado no mesmo período de 2015, de R$ 8,9 milhões. A receita líquida de água e esgoto atingiu R$ 972,2 milhões, crescimento de 21,5% em igual base de comparação.  

Light (LIGT3)
A Light teve prejuízo líquido de R$ 62,0 milhões no terceiro trimestre, alta de de 64,8% frente o prejuízo líquido de R$ 37,6 milhões do mesmo período do ano passado. O resultado é o atribuído aos sócios da empresa controladora. A receita líquida teve queda de 3,7% no período, para R$ 2,369 bilhões, ante receita de R$ 2,462 bilhões no mesmo período do ano anterior. 

Eternit (ETER3)
A Eternit reverteu um lucro de R$ 4,73 milhões no ano passado e registrou prejuízo líquido de R$ 7,32 milhões no terceiro trimestre deste ano. A receita operacional líquida foi de R$ 204,3 milhões, queda de 16,6% na base anual.

O Ebitda ajustado foi de R$ 16,5 milhões, queda de 67,4% na base de comparação com 2015.

Triunfo (TPIS3)
A Triunfo registrou prejuízo líquido de R$ 55,4 milhões no terceiro trimestre de 2016, montante 479,9% superior aos resultado negativo de R$ 9,5 milhões do mesmo período de 2015. Entre julho e setembro deste ano, a receita líquida da companhia ficou em R$ 359,8 milhões, um encolhimento 12% ante os R$ 409,0 milhões do mesmo período do ano passado. Já o EBITDA (lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 216,7 no terceiro trimestre de 2016, recuo de 5,6% na comparação anual.

Even (EVEN3)
A Even passou de lucro de R$ 32,8 milhões para prejuízo líquido de R$ 12,5 milhões de julho a setembro na base de comparação anual. A receita líquida da companhia teve queda de 36,7%, totalizando R$ 363 milhões. A margem bruta ajustada ficou em 31,7%, estável na comparação anual.

Lopes Brasil (LPSB3)
A Lopes Brasil teve prejuízo líquido de R$ 14,8 milhões, revertendo assim um lucro líquido de R$ 3,3 milhões no mesmo período do ano passado, em resultado atribuído aos sócios da empresa controladora. O Ebitda ficou negativo em R$ 1,2 milhão no terceiro trimestre, ante resultado positivo de R$ 3,0 milhões um ano antes. 

A receita líquida teve queda de 32,2% para R$ 34,5 milhões, ante receita de R$ 50,9 milhões no terceiro trimestre de 2015.

Tegma (TGMA4)
A  Tegma totalizou lucro líquido de R$ 3,8 milhões no terceiro trimestre, 24,7% menor na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida teve baixa de 13,6% na comparação anual, somando R$ 237,8 milhões. O Ebitda teve alta de 8,7%, a R$ 25 milhões.

Randon  (RAPT4)
A Randon apresentou um resultado líquido negativo de R$ 16 milhões no terceiro trimestre de 2016, aprofundando em 259,2% o prejuízo de R$ 4,4 milhões de igual período do ano passado. Em um ano, a receita líquida da maior fabricante de trailers e semi-trailers para caminhões e peças automobilísticas para veículos comerciais do país caiu em um terço, de R$ 852,9 milhões para R$ 570,2 millhões. Na comparação anual, o EBITDA (lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) recuou 39,8%, de R$ 79,6 milhões para R$ 47,9 milhões no terceiro trimestre de 2016.

Gol (GOLL4)
Destaque para uma notícia que pode mexer com as ações da Gol. Segundo O Globo, o governo prepara MP que acaba com limite externo em aérea. Nas próximas semanas, o governo deverá editar uma medida provisória que acaba com o limite de 20% para a participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras, diz o jornal citando um técnico não identificado. Para evitar resistências, o texto não fala em percentuais, mas, na prática, permitirá que a participação do investidor estrangeiro no setor chegue a 100%, diz o jornal citando o técnico. A MP também vai autorizar as aéreas a cobrar tarifas de conexão dos passageiros. A Coluna Painel, da Folha de S.Paulo, disse nesta sexta-feira que governo prepara plano para subsidiar aviação regional e reformar 53 aeroportos.

CCR (CCRO3)
O conselho de administração do grupo de concessões de infraestrutura CCR aprovou proposta para elevação do limite de capital autorizado da companhia em até R$ 100 milhões para fazer frente a eventuais necessidades futuras de recursos. A proposta a ser submetida à assembleia de acionistas marcada para 29 de novembro prevê elevação do limite de 1,92 bilhão de ações para até 2,02 bilhões de papéis, segundo ata da reunião do conselho publicada nesta quinta-feira.

"A proposta visa dar maior flexibilidade para eventuais futuros aumentos do capital social da companhia", afirmou a companhia em comunicado ao mercado. Na sexta-feira passada, executivos da CCR já tinham afirmado que a empresa considerava um aumento de capital como um caminho natural para que a companhia reunisse recursos para pagamento de futuras novas concessões de infraestrutura.

As ações da CCR encerraram a última quinta-feira a 15,45 reais, em queda de 5,1% em meio a um recuo generalizado da bolsa paulista, cujo índice Ibovespa fechou com baixa de 3,25 %. Com isso, se a elevação do limite de capital for aprovada pelos acionistas, um eventual operação do tipo poderá movimentar até R$ 1,54 bilhão, considerando preço de fechamento da ação nesta quinta-feira.

Log Commercial
A Log Commercial pede cancelamento de IPO por condições de mercado. "A oferta faz parte da estratégia de curto prazo da companhia, sendo que o efetivo acesso ao mercado de capitais ocorrerá após a alteração de determinados aspectos da estrutura da oferta e com a melhora das condições de mercado”, disse a empresa.

JHSF (JHSF3)
A JHSF anunciou a venda de 33% de participação no Shopping Cidade Jardim, na cidade de São Paulo, por R$ 410 milhões para uma subsidiária brasileira da empresa israelense de investimentos imobiliários Gazit Globe. A venda ocorreu em meio a programa para redução de dívida e reforço da estrutura de capital da JHSF.

"A parceria da JHSF com a Gazit, um dos principais operadores globais de shopping centers, abre novos horizontes para o desenvolvimento de produtos únicos no mercado", afirmou a JHSF em comunicado ao mercado. A empresa acrescentou que a parceria inclui "possibilidade das duas companhias participarem mutuamente em novos projetos".

Em dezembro passado, a presidente-executiva da Gazit Globe, Rachel Levine, havia afirmado à Reuters que a empresa permanecia otimista com o mercado brasileiro apesar da recessão e que estava aproveitando a desvalorização do real para realizar aquisições de ativos. Após o anúncio, a JHSF adiou a divulgação do balanço do terceiro trimestre para a próxima segunda-feira (14).

BR Pharma (BPHA3)
A Brasil Pharma concluiu a venda da Drogaria Rosário para a Profarma, divulgaram as companhias ao mercado nesta quinta-feira. O preço da aquisição será determinado após a verificação das posições de caixa, endividamento e capital de giro da Rede Rosário em 30 de setembro de 2016, disse a Profarma. O preço parte de um enterprise value de R$ 173,5 milhões. A Brasil Pharama poderá fazer jus a um prêmio de R$ 15 milhões atrelado ao desempenho da Rede Rosário, caso a receita bruta acumulada no prazo de 36 meses atinja R$ 2,25 bilhões.  

Equatorial (EQTL3)
A elétrica Equatorial e a chinesa State Grid travam uma disputa por linhas de transmissão já em operação que a espanhola Abengoa tenta vender no Brasil em meio a uma crise financeira, afirmaram nesta quinta-feira dirigentes que participam das negociações. A Equatorial foca os esforços em levar, além de linhas já prontas, outros dois lotes de empreendimentos no Nordeste que estão com obras em estado mais avançado, enquanto a State Grid, que já avalia há meses os empreendimentos da Abengoa, agora foca a atenção apenas nos ativos operacionais.

"As (linhas) em construção nós já definitivamente não estamos mais analisando", disse a jornalistas o vice-presidente de Operação e Manutenção da State Grid, Ramon Haddad, após participar de evento do setor de energia em São Paulo. 

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse a repórteres no mesmo evento que a Equatorial parece estar na frente pela disputa neste momento. "Que eu conheço, a negociação mais efetiva, concreta, é a da Equatorial", disse Rufino.

(Com Reuters)

 

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