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8 empresas divulgam balanços do 3º trimestre; Anatel falará sobre Oi e mais 9 notícias no radar

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta terça-feira (8)

Oi - Bloomberg
(Paulo Fridman/Bloomberg)

SÃO PAULO - Oito empresas divulgaram seus balanços do 3° trimestre entre segunda-feira e terça-feira, e que devem repercutir na sessão de hoje. Além dos resultados, a Marcopolo anunciou um aumento de capital de até R$ 97,7 milhões, enquanto a Linx comunicou a aquisição da Intercamp, de softwares destinados à gestão e automação de postos de gasolina e lojas de conveniência, por até R$ 42 milhões. Já o Bradesco, afirma a Bloomberg, estuda se deve criar sua própria empresa de recuperação de crédito. 

Confira abaixo os principais destaques corporativos desta terça-feira:

Bradesco (BBDC4)
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o Bradesco estuda se deve criar sua própria empresa de recuperação de crédito. 

O banco, que tradicionalmente promove executivos da casa para comandar novos empreendimentos, conversa com especialistas e pode contratar pessoas de fora do banco para o time, disseram as pessoas. Nenhuma decisão foi tomada pelo Bradesco até o momento. O Bradesco não quis comentar, segundo sua assessoria de imprensa

O banco, que não vende seus empréstimos ‘podres’ para investidores, busca uma forma de reduzir as perdas com tais operações.

Oi (OIBR4)
Destaque para uma notícia que pode mexer com as ações da Oi. O presidente da Anatel, Juarez Quadros, dará coletiva às 10h30 desta terça-feira sobre a Oi, segundo aviso da agência por e-mail.

Na véspera, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que o governo federal está trabalhando em uma medida provisória para alterar a lei de falências de modo a permitir uma eventual intervenção no grupo em recuperação judicial. Questionado sobre o assunto, Kassab respondeu que a MP "nada mais é que preparação do governo" para uma eventual intervenção, mas que o governo não pretende intervir na empresa e que tem como prioridade uma solução de mercado para a companhia.

Vale (VALE3;VALE5)
A Vale informou que irá promover realizará reunião com investidores no próximo dia 29 de novembro, na NYSE (New York Stock Exchange). O evento será transmitido ao vivo por webcast através do site da mineradora (www.vale.com) a partir das 13h (horário de Brasília).

Além disso, destaque para a notícia do Estadão sobre os possíveis sucessores de Murilo Ferreira no comando da mineradora. Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças da Vale, e Peter Poppinga, diretor-executivo de Ferrosos da mineradora, despontaram como possíveis nomes na trama da sucessão. Segundo o jornal, eles estão, agora, ao lado de nomes como o do economista Roberto Gianetti da Fonseca e Nelson Silva, consultor sênior da Petrobras. Antes deles, tinham emergido os nomes de Tito Martins e José Carlos Martins - ambos, ex-Vale. O último, contudo, já é dado como superado, afirma a publicação. 

Lojas Renner (LREN3)
A Lojas Renner teve a cobertura iniciada com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 30,30. 

Itaúsa (ITSA4)
A holding Itaúsa reportou nesta terça-feira um lucro líquido consolidado de 2,13 bilhões de reais no terceiro trimestre, cifra 36,3% inferior aos 3,35 bilhões de reais reportados no mesmo período de 2015.

No acumulado de janeiro a setembro, o grupo lucrou 6,313 bilhões de reais, 12,5% menos que os 7,215 bilhões de reais apurados nos nove primeiros meses do ano passado.

O resultado de equivalência patrimonial recorrente foi de 2,082 bilhões de reais no terceiro trimestre, queda de 8,4 por cento ante o mesmo intervalo de 2015.

Qualicorp (QUAL3)
Um forte reajuste de preços fez a administradora de planos de saúde Qualicorp fechar o terceiro trimestre com lucro maior, compensando o efeito da também elevada queda na base de beneficiários. A companhia anunciou nesta segunda-feira que seu lucro líquido do período subiu 16,1% ante mesma etapa de 2015, para R$ 74,2 milhões.

O resultado operacional da companhia medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) somou R$ 184,4 milhões, alta de 9,7% ano a ano. A margem Ebitda caiu 1,5 ponto. Na métrica ajustada, o Ebitda subiu 11,8%, a R$ 208 milhões.

A empresa atribuiu essa melhora ao bom desempenho de custos e despesas comerciais, além da menor alíquota do ISS para três coligadas que mudaram para Barueri (SP). De julho a setembro, a Qualicorp registrou 151,7 mil cancelamentos, aumento de 16,9% ante mesmo período de 2015 e de 56,9% sobre o segundo trimestre.

Segundo o Safra, os resultados voltaram a ser fortes, “confirmando a resiliência do negócio e os esforços da empresa para enfrentar a adversidade macroeconômica".

Aliansce (ALSC3)
A operadora de shopping centers Aliansce encerrou o terceiro trimestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 5,1 milhões, o que representa uma forte virada em seus resultados em comparação com o mesmo período de 2015, quando obteve lucro de R$ 119 milhões.

O lucro bruto, porém, teve uma oscilação mais branda, alcançando R$ 83,9 milhões, uma redução de 9,0% na comparação entre os mesmos trimestres. O resultado líquido foi afetado por uma despesa operacional de R$ 10,8 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior a companhia registrou receita operacional de R$ 138 milhões na mesma linha do balanço.

Em sua apresentação de resultados, a Aliansce explica que o principal impacto nessa linha refere-se ao reajuste retroativo do aluguel do terreno e das instalações onde está localizado o Boulevard Brasília. Segundo a companhia, trata-se de um efeito não recorrente, resultado do processo de arbitragem que revisou o valor do aluguel pago pela ao proprietário do terreno entre 2012 e 2016. Excluindo os efeitos não recorrentes e não caixa, a Aliansce teve um lucro líquido ajustado de R$ 4,1 milhões no trimestre.  

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 86,6 milhões, queda de 10,1%. A margem Ebitda caiu 6,7 pontos porcentuais, para 67,9%. A receita líquida da companhia totalizou R$ 127,7 milhões, redução de 1,2%.

O resultado da companhia ficou um pouco abaixo do esperado pelo BTG Pactual, que destacou que os resultados das vendas nas mesmas lojas melhoraram (apesar de ainda estarem em queda na comparação anual). O banco segue com recomendação neutra para os ativos.

Marcopolo (POMO4)
O lucro da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo cresceu mais de 24 vezes no 3° trimestre de 2016 quando comparado com 2015, para R$ 177 milhões. Na mesma base de comparação, a receita subiu 7,5%, para R$ 708,1 milhões. O forte aumento no resultado foi reflexo, principalmente, do ganho de R$ 226,2 milhões em outras receitas operacionais, enquanto que no mesmo trimestre do ano passado, a empresa não havia registrado receita. A venda parcial de participação na New Flyer gerou um resultado de R$ 268,1 milhões.

O Itaú BBA espera reação negativa a “resultados fracos, assim como ao anúncio inesperado de um aumento de capital e ao pagamento substancial de juros sobre o capital”.

A companhia informou que seu conselho de administração aprovou o aumento do limite de seu capital em no máximo R$ 97,7 milhões, mediante a emissão de 36.162.333 novas ações preferenciais, ao preço de R$ 2,70 - 12,3% abaixo da cotação de fechamento do papel na segunda-feira. O objetivo é reforçar sua posição financeira, em função da atual conjuntura econômica e política do Brasil, aponta o documento enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

Linx (LINX3)
A Linx anunciou nesta segunda-feira a aquisição da Intercamp, de softwares destinados à gestão e automação de postos de gasolina e lojas de conveniência, por até R$ 42 milhões, sendo R$ 28 milhões à vista e R$ 14 milhões até 2018. Segundo a empresa, o negócio está alinhado com seus objetivos estratégicos de aquisição no setor de tecnologia, especificamente em software de gestão focados no varejo. 

Juntamente, a companhia divulgou seu balanço do 3° trimestre, com lucro líquido de R$ 18 milhões, alta de 2,9% na comparação com o mesmo período de 2015. As receitas avançaram 8,7% em igual base de comparação, para R$ 123,4 milhões. O Ebitda recuou 0,5%, para R$ 30,8 milhões, enquanto a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) foi de 25%, queda de 2,3 pontos percentuais. 

O Santander informou que, apesar de estar em linha com os números esperados, os resultados da Linx foram brandos devido a uma combinação de desaceleração da receita e margens comprimidas’’. “Em nossa opinião, a empresa ainda deve provar sua capacidade de manter margens Ebitda em torno de 25%, especialmente após a realização de uma nova série de aquisições”, apontam os analistas.

Guararapes (GUAR4)
A Guararapes, dona da Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 17,8 milhões no 3° trimestre, queda de 44% na comparação com o mesmo período de 2015. O desempenho mais fraco reflete a queda nas vendas mesmas lojas e o aumento dos encargos da folha de pagamento, disse a companhia nesta segunda-feira. No critério mesmas lojas, que considera os pontos abertos há mais de 12 meses, a empresa apresentou uma queda de 2,2% na comparação anual. 

Já a receita subiu 5,5% no período, passando para R$ 1,3 bilhão. O Ebitda teve alta de 1,1% no trimestre, para R$ 106,9 milhões. 

O Itaú BBA espera reação de neutra a levemente negativa “dada a recente fraqueza da ação pela expectativa de resultados fracos”. “Mesmo que a operação de varejo da empresa não tenha conseguido sustentar a recente tendência de crescimento em vendas de mesmas lojas, a contribuição de financiamento ao consumidor para o Ebitda consolidado subiu para 87,5%”, afirmam os analistas. 

Tupy (TUPY3)
A Tupy anunciou lucro líquido de R$ 9 milhões no terceiro trimestre, queda de 85% na comparação com o mesmo período do ano passado. A média das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 17,5 milhões.

As receitas da companhia totalizaram R$ 763 milhões no período, queda de 11% na comparação anual e também abaixo das estimativas de R$ 783,2 milhões. O Ebitda ficou em R$ 93,6 milhões, queda de 29% em igual base de comparação, enquanto a margem Ebitda passou de 15,4% um ano antes para 12,3%. 

Banco Pan (BPAN4)
O Banco Pan, que tem o BTG Pactual e a Caixa Econômica Federal como principais sócios, anunciou nesta segunda-feira que teve prejuízo líquido de R$ 13 milhões. A perda foi menor do que a de R$ 128,4 milhões do trimestre imediatamente anterior. Mas em igual etapa de 2015 o banco de médio porte havia tido lucro de R$ 44,3 milhões.

Segundo o Banco Pan, sua carteira de crédito fechou setembro em R$ 18,7 bilhões, alta de 3% sobre junho e de 4% sobre um ano antes. As despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa foram de R$ 246,9 milhões, pequena baixa antes os R$ 256,2 milhões um ano antes.

AES Tietê (TIET11)
O conselho de administração da AES Tietê aprovou a 5ª emissão debêntures para investidores qualificados, segundo comunicado enviado ao mercado. A emissão será de 
R$ 180 milhões, em série única, com vencimento em dezembro de 2023. A remuneração será de taxa máxima de 0,70% ao ano mais NTN-B de 2023. 

Sul América (SULA11)
A empresa de seguros e gestão de recursos Sul América informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração autorizou a emissão de R$ 350 milhões a R$ 500 milhões em debêntures não conversíveis em ações. 
Segundo fato relevante, a captação deve ocorrer em duas séries, uma com prazo de três anos e outra a vencer em cinco anos. As debêntures serão objeto de oferta pública, mas com esforços restritos.

Segundo a companhia, se a oferta mínima não for colocada, a oferta será cancelada. "Os recursos obtidos com a emissão serão integralmente usados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da companhia, bem como para fins corporativos diversos", afirmou a Sul América no documento.

BRF (BRFS3)
A BRF informou em comunicado ao mercado que está avaliando alternativas estratégicas envolvendo a Sadia Halal e formalizou a contratação de bancos de investimento para assessorar a companhia em potenciais investimentos a serem realizados por terceiros. Em julho, a Bloomberg informou, citando fontes, que a BRF planejava o IPO de US$ 1,5 bilhão da companhia.

Novo IPO
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o fundo de private equity Pátria pode ter mais uma empresa na fila para possível IPO (oferta inicial de ações) em 2017. Trata-se da Hidrovias do Brasil, fundada pela gestora em 2010 e com diversos investidores financeiros.

Whirlpool (WHRL3)
A Whirlpool do Brasil, dona da Brastemp e da Consul, marcou os leilões de OPAs (Oferta Pública de Aquisição) por todas as ações em circulação da Whirlpool SA e da Brasmotor, ou 28,7 milhões e 12,7 milhões, respectivamente, segundo editais publicados separadamente no Valor Econômico.

A empresa fará oferta de R$ 7,82 por ação da Brasmotor; o leilão será realizado em 8 de dezembro às 15:00 na BM&FBovespa.

(Com Reuters e Bloomberg)

 

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