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Santander rebaixa Itaú; caso Petrobras começa a ser julgado nos EUA e mais 19 notícias

Confira as notícias corporativas que vão agitar o mercado na volta do feriado

Agência do itaú
(Divulgação)

SÃO PAULO - Na volta do feriado, em dia que promete ser de baixa para as blue chips por conta da queda dos ADRs na última quarta-feira, o mercado ainda repercute um noticiário corporativo movimentado, com destaque para recomendações de ações. Confira os destaques da Bovespa nesta quinta-feira (3): 

Itaú Unibanco (ITUB4)
O Santander rebaixou a recomendação para as ações do Itaú Unibanco de compra para manutenção, introduzindo um novo preço-alvo para 2017 de R$ 44,00, ante R$ 30,00 em 2016. "Nós atualizamos nossos números após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e, dado o forte desempenho das ações no último ano (26% de desempenho acima do Ibovespa), vemos uma valorização limitada dos níveis atuais e, portanto, estamos reduzindo nossa recomendação. Acreditamos que o potencial do banco em implementar iniciativas para reduzir o capital (maior pagamento de dividendos, recompra de ações agressivas, fusões e aquisições) são fundamentais e precisam ser cuidadosamente monitorados, já que podem impulsionar uma alta adicional caso se concretizem", afirmam os analistas.

Fleury (FLRY3)
Por outro lado, o Santander elevou a recomendação para as ações da Fleury de neutra para compra, elevando o preço-alvo para 2017 de R$ 37,00 para R$ 49,00. "Estamos com uma visão mais bullish com Fleury, pois acreditamos que a melhora no desempenho operacional da empresa, mais uma vez demonstrada por seus últimos resultados trimestrais, é sustentável e que o guidance ainda a ser divulgado pode levar a ainda mais revisões para cima. Apesar do desempenho robusto da ação no acumulado do ano, temos expectativa de uma valorização adicional", afirmaram os analistas. 

Rumo (RUMO3)
A Brasil Plural rebaixou a recomendação para as ações da Rumo para equalweight após a alta de 180% dos papéis desde o aumento de capital. O preço-alvo para 2017 é de R$ 6,50 por ação.  

Arezzo (ARZZ3)
A Arezzo registrou lucro líquido de R$ 35,44 milhões no terceiro trimestre de 2016, uma queda de 1,8% na comparação com os R$ 36,08 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A receita líquida, por sua vez, avançou 10,1%, a R$ 346,941, ante R$ 315,068 registrados entre julho e setembro de 2015. 

O Ebitda, por sua vez, avançou 12,5%, somando R$ 55,896 milhões, enquanto a margem Ebitda teve alta de 0,3 ponto percentual, para 16,1%. Segundo o BTG, o resultado foi bom, em linha com o esperado. 

Vale (VALE3;VALE5)
O presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira, disse na quarta-feira que a mineradora está tentando reduzir sua dívida para entre 15 bilhões e 17 bilhões de dólares até o final de 2017, uma pequena revisão da previsão anterior.

Assim como o resto da indústria de mineração, a Vale foi duramente atingida por um colapso dos preços das commodities no ano passado, mas o impacto foi ampliado pelo rompimento de uma barragem no Brasil, parte do empreendimento Samarco que opera em conjunto com a BHP Billiton.

Em outubro, a Vale informou um lucro no terceiro trimestre e queda da sua dívida líquida em 1,5 bilhão ante o segundo trimestre, para 25,97 bilhões de dólares, enquanto a projeção da companhia apontava uma redução da dívida líquida para 15 bilhões de dólares em meados de 2017, principalmente por meio de vendas de ativos. Falando em uma conferência da Bloomberg ontem, Ferreira também disse que estava mudando o foco para aumentar as margens de lucro, em vez de maior produção.

Petrobras (PETR3;PETR4)
O Tribunal Federal de Apelações de Nova York para o Segundo Circuito não deu um prazo determinado para decidir sobre os rumos de uma bilionária ação coletiva aberta por investidores dos Estados Unidos contra a Petrobrás. Ontem foi realizada a primeira audiência do caso, e a empresa brasileira argumentou que é difícil determinar o tamanho do grupo de aplicadores em papéis e bônus da companhia no mercado norte-americano.

A audiência durou 50 minutos e foi realizada em uma sala lotada, com vários presentes tendo de ser acomodados em outra sala, acompanhando por um vídeo. A Petrobrás foi a última de seis audiências marcadas para a manhã de ontem na Corte. Três juízes ouviram os advogados da Petrobrás, dos bancos que cuidaram da emissão de papéis da empresa no mercado internacional e do representante dos fundos que processam a empresa brasileira, acusada de divulgar informações “falsas e enganosas” sobre a corrupção na empresa investigada pela Operação Lava Jato.

Ainda no radar da estatal, uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou a suspensão da rescisão do contrato de afretamemento da sonda Vitória 10.000, entre a Schahin e a Petrobras.

Ambev (ABEV3)
A Brasil Kirin vende Macacu Bebidas para a Ambev por R$ 486 milhões. O objetivo é otimizar o tamanho da capacidade 
de produção ao mercado na região sudeste e ajustar a estrutura de custos, diz a Kirin em comunicado no Japão. A companhia espera concluir a transação em 30 de novembro. A Kirin elevou a previsão de lucro em 17% após venda do negócio à Ambev.

Na terça-feira, foi informado que Coca-Cola, Ambev e Britvic mostraram interesse preliminar em compra de participação na fabricante brasileira de sucos Natural One, segundo afirmaram duas fontes com conhecimento direto do assunto à Reuters. A Natural One, fundada há 10 anos por Ricardo Ermírio de Moraes, um dos herdeiros do conglomerado industrial Votorantim, contratou a unidade de banco de investimento do ABC Brasil para assessorá-la na transação, afirmaram as fontes.

Pelo menos três empresas de investimentos, das quais uma está se aliando com um empresário brasileiro do agronegócio, também estão analisando a transação e podem entrar na disputa pela empresa, afirmaram as fontes sem identificar o empresário. Moraes ainda precisa se decidir entre vender uma parcela minoritária da Natural One ou o controle da empresa e busca uma avaliação de cerca de R$ 450 milhões para 100% da companhia, disse a primeira fonte. Representantes da Coca-Cola, Britvic e da Natural One não comentaram o assunto de imediato. Ambev e ABC Brasil não se pronunciaram.

Uma eventual aquisição poderá ajudar o futuro comprador a ampliar acesso ao Brasil, quinto maior mercado mundial para produtos de alimentação saudável, segundo a consultoria Euromonitor International. As bebidas naturais vão crescer 10 por cento ao ano até 2020 no Brasil enquanto o mercado de bebidas em geral vai passar por expansão anual de 5 por cento sobre o mesmo período.

BRF (BRFS3)
Segundo notícia da Bloomberg, a BRF está buscando uma injeção de capital pré-IPO da Sadia Halal na casa de US$ 500 milhões. Segundo o analista do BTG Pactual, essa injeção de capital faria todo sentido uma vez que permitiria a BRF a buscar um prêmio no futuro. "Nossa visão segue a mesma de que esse IPO vai destravar valor para a companhia (considerando os múltiplos que estão sendo ventilados de 13 vezes o Ebitda), podendo adicionar R$ 7 no preço-alvo", afirmam os analistas, que reiteraram compra para o papel. 

Oi (OIBR4)
Em recuperação judicial, a Oi está sendo cobiçada por oito grupos de investidores estrangeiros que pelo menos desde maio conversam com o governo federal sobre o futuro da companhia, informa o jornal Valor Econômico. No momento, as conversas estão mais avançadas com o empresário egípcio Naguib Sawiris,. A dívida declarada da Oi é de R$ 65,4 bilhões e, segundo fontes governamentais ouvidas pelo jornal, o grupo que ficar com a operadora terá também de assumir o passivo. 

Siderúrgicas
O BTG destaca em relatório que segue construtivo com o setor siderúrgica, mas chama atenção para possíveis riscos como: câmbio, importação (voltando eventualmente), alta no preço do carvão, volta de capacidade, recuperação frágil da demanda, menor reajuste dos preços dos automóveis, além de possível redução de demanda na China. A Gerdau (GGBR4) segue top pick do banco.

BTG Pactual (BBTG11)
‎O BTG Pactual, UBS e Julius Baer estão entre os bancos que consideram iniciar um negócio local de gestão de fortunas na Argentina, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O BTG Pactual transferiu um de seus sócios, Marcelo Fiorellini, para a Argentina há cerca de 6 meses porque acredita que o mercado de capitais do país está prestes a expandir-se, disse o banco por e-mail, sem fazer comentários adicionais. O programa de anistia fiscal do governo pode trazer cerca de US$ 16 bilhões em dinheiro offshore de volta ao país, de acordo com BNP Paribas. UBS e Julius Baer, com sede em Zurique, podem adquirir corretoras locais como caminho para acelerar processo de licenciamento, de acordo com uma das pessoas, que pediu para não ser identificada porque o assunto envolve estratégias privadas.

Engie (ENGI3)
O grupo Engie está acompanhando de perto as discussões em torno das mudanças regulatórias do setor de gás natural no Brasil, informa o jornal Valor Econômico. A multinacional mapeia com atenção as oportunidades de aquisição de ativos no país, em meio ao movimento de desinvestimentos da Petrobras, mas ainda aguarda o avanço das regras da indústria antes de fechar eventuais negócios.  

Equatorial (EQTL3)
A Equatorial Energia, holding que atua na distribuição de energia elétrica nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, analisa possibilidades de investimentos em projetos ou ativos do setor, incluindo os detidos pela espanhola Abengoa, informou a empresa em comunicado ao mercado.

A empresa acrescentou, contudo, que até o momento não decidiu se apresentará oferta firme pelos ativos da Abengoa no Brasil. A Equatorial informa, ainda, não haver qualquer estudo em andamento relativo à nova oferta primária para emissão de ações.

 Ferbasa (FESA4)
 Ferbasa informou ao mercado que Márcio Fernandes de Barros foi eleito diretor financeiro da companhia.

Lojas Renner (LREN3)
O Governo e o Banco Central autorizam participação estrangeira de até 100% no capital social da Realize Crédito, Financiamento e Investimento, a ser constituída pela Lojas Renner, segundo decreto assinado por Michel Temer, ministro Henrique Meirelles e presidente do BC, Ilan Goldfajn.

Segundo comunicado de 30 de julho de 2015, o conselho de administração da Lojas Renner aprovou solicitar ao BC autorização para organização e funcionamento da Realize como instituição financeira e também formalizou, de comum acordo, a rescisão de acordo com Banco Indusval.

 Educacionais
O Valor informa que a MP (Medida Provisória) editada pelo governo para que as faculdades paguem os gastos administrativos dos bancos ao firmarem contratos pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) deve perder a validade. Antes de Temer publicar o ato em julho, a União era a responsável por essas despesas. Ao tornar as instituições privadas de ensino superior responsáveis pela remuneração dos bancos, o governo federal economizaria R$ 400 milhões em 2016. Sem o aval do Congresso Nacional até o dia 11 a MP perderá a validade. 

PDG (PDGR3)
A PDG fechou acordo para desfazer sociedade com HM1 em 18 SPE. A operação faz parte do processo de reestruturação de dívidas iniciado em agosto de 2015 e tem como principais objetivos reduzir o endividamento estendido e a exposição da cia a contingências atuais e futuras das SPEs HM1, diz a construtora em comunicado.

A PDG é titular, direta ou indiretamente, de 49% do capital social de quinze das SPEs e de 75% do capital social das demais três SPEs. As participações restantes são detidas pela HM1. O descruzamento das participações societárias se dará por meio da permuta da totalidade das quotas detidas pela PDG em quinze SPEs pela totalidade das quotas detidas pela HM1 em três SPEs. A PDG será contratada e remunerada para prestar serviços de gestão imobiliária às SPEs HM1.

Itaúsa (ITSA4)
A Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco, ingressou formalmente nesta terça-feira em processo competitivo de aquisição de participação societária na BR Distribuidora, subsidiária de postos de combustíveis da Petrobras (PETR3PETR4), segundo comunicado enviado esta noite à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). 

A empresa se une à Brasil Warrant e Cambuhy pela BR Distribuidora. Até o momento, não houve oferta ou celebração de contrato com a Petrobras no que diz respeito à aquisição, informou a holding. 

Em meados de outubro, a Petrobras informou que havia distribuído até aquele momento mais de 90 prospectos de venda de participação na BR Distribuidora para potenciais parceiros, após iniciar a oferta do ativo a investidores com a nova modelagem, que permite o compartilhamento de controle na subsidiária de combustíveis. No atual modelo de venda da BR, formalmente conhecida como Petrobras Distribuidora, haverá uma estrutura societária que envolverá as classes de ações ordinárias e preferenciais, de forma que a Petrobras permaneça majoritária no capital total, mas com uma participação de 49 por cento no capital votante. A Petrobras prevê desinvestimentos de 34,6 bilhões de dólares entre 2015 e 2018, como forma de reduzir seu endividamento. A BR é um dos principais ativos nesse processo.

Além da Itaúsa, outros grupos como a rede varejista Lojas Americanas também manifestaram interesse em participar do processo de aquisição de participação societária na BR Distribuidora.

Light (LIGT3)
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou na terça-feira o reajuste tarifário anual da distribuidora Light Serviços de Eletricidade que prevê a redução média de 12,25% nas contas de luz. As novas tarifas passarão a valer a partir da próxima segunda-feira (7), por 12 meses, para 3,8 milhões de unidades consumidoras localizadas em 31 municípios no Rio de Janeiro.  

Usiminas (USIM5)
A Usiminas confirmou na terça-feira a informação veiculada pelo jornal O Globo, na última quinta-feira (28), de que o presidente da siderúrgica, Rômel Erwin de Souza entrou com ação contra o presidente do conselho de administração da empresa, Elias Brito. Na ação, Rômel pede reparação de danos, sem estabelecer valor pré-definido. 

Segundo a empresa, essa informação é pública e encontra-se na ata da reunião do conselho do dia 27 de outubro. No entanto, como a empresa não é parte do referido processo judicial, que tramita em segredo na Justiça, a companhia não possui qualquer informação adicional a respeito. 

Oferta de ações
Segundo reportagem da revista Exame citando executivos não identificados e envolvidos nas operações, BR Malls, CCR e Copel planejam novas ofertas de ações .

A BR Malls deverá usar os recursos para reduzir sua dívida, enquanto a CCR pretende fazer investimentos. O governo do Paraná pretende vender parte de sua fatia na Copel, diz a revista. As companhias não comentaram. Outras cerca de 15 companhias pretendem abrir o capital nos próximos meses.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

 

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