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Petrobras aprova venda de US$ 5,2 bi, controladora quer fechar capital de banco e mais 11 notícias no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (23)

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A sexta-feira (23) é movimentada para o noticiário corporativo, com destaque para a Petrobras, cujo conselho aprovou venda da Nova Transportadora do Sudeste por US$ 5,2 bilhões. Além disso, Hilda Diruhy Burmaian, controladora do banco Sofisa, apresentou oferta unificada para cancelamento de registro e saída do Nível 2. Destaque ainda para o Itaú BBA, que elevou Fibria e Suzano. Confira os destaques corporativos desta sexta-feira (23):

Petrobras
O Conselho da Petrobras (PETR3;PETR4) aprovou, em reunião realizada nesta quinta-feira, a venda de 90% das ações da Nova Transportadora do Sudeste para a Brookfield Infrastructure Partners e afiliadas, através de um Fundo de Investimento em Participações (FIP), que tem outros cotistas, segundo comunicado da estatal. O valor da operação é de US$ 5,2 bilhões.

A primeira parcela, correspondente a 84% do valor total (US$ 4,34 bilhões), será paga no fechamento da operação e o restante (US$ 850 milhões), em 5 anos, disse a Petrobras. Entre os cotistas do FIP estão British Columbia Investment Management Corporation, CIC Capital Corporation, subsidiária integral da China Investment Corporation, e GIC Private

O "investimento da Brookfield Infrastructure será um mínimo de aproximadamente 20% da transação, representando aproximadamente US$ 825 milhões do valor a ser pago no fechamento”, segundo comunicado da Brookfield distribuído mais cedo. O "restante virá dos parceiros institucionais”

A Petrobras, como detentora de 10% da NTS, terá os direitos habituais de governança proporcionais ao tamanho de sua participação’. Em 8 de setembro, a Petrobras disse que “concluiu as negociações com o consórcio liderado pela empresa Brookfield para a venda” das NTS.

Fibria e Suzano
O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Suzano (SUZB5) e Fibria (FIBR3) de market perform para outperform. O preço-alvo para as ações SUZB5 é de R$ 14,00.  

Sofisa
Hilda Diruhy Burmaian, controladora do banco Sofisa (SFSA3), apresentou oferta unificada para cancelamento de registro e saída do Nível 2, segundo edital publicado no Valor Econômico.  

O preço por ação será de R$ 4,50. O montante é de 13,2 milhões de ações, sendo sendo 12 milhões em circulação e 1,2 milhões com administradores. O leilão ocorrerá em 25 de outubro, às 15 horas, por meio do sistema eletrônico de negociação da BM&FBovespa. A XP Investimentos é intermediador da oferta. 

Aliansce
A Aliansce (ALSC3) tem aval Cade para compra de fatia no Shopping Leblon. O Conselho de Administração aprovou sem restrições a aquisição de 25,1% do Shopping Leblon pela Aliansce Shopping Centers, segundo despacho publicado no Diário Oficial. O negócio será feito mediante transferência da fatia à sua subsidiária Vivaldi Empreendimentos e Participações

A fatia representa totalidade de ações detidas pela Altar Empreendimentos e Participações mais a fração ideal. No dia 13, AGE aprovou compra de 25,1% do Shopping Leblon.

Vale
A Fortescue e a Vale (VALE3;VALE5) seguem comprometidas com parceria, disse Nev Power, presidente da Fortescue, em entrevista à Bloomberg. As negociações para o plano de mesclar os minérios “tecnicamente e comercialmente” é complexa e tem levado “bastante tempo”, disse ele. 

A companhia está esperançosa de que os dois lados vão avançar com os planos; encorajada pelo volume de questionamentos de clientes que procuram produto mesclado. A Vale disse na semana passada que parceria com Fortescue não será concluída este ano.

 Além disso, em esclarecimento à notícia do jornal O Globo de que a mineradora brasileira venderia fatia da área de fertilizantes para a Mosaic por US$ 3 bilhões, a Vale informou que continua trabalhando no sentido de formar parceria estratégica na área, mas que não há deliberação do Conselho de Administração sobre o assunto.

Por fim, a mineradora BHP Billiton, sócia da Vale na Samarco, reduziu em 50% o pacote de benefícios de seu principal executivo, Andrew Mackenzie, na esteira do desastre causado pelo rompimento da barragem da companhia em Mariana (MG), que resultou na morte de 19 pessoas e em passivos ambientais para os rios, a fauna e a flora da região.

A australiana BHP reduziu a remuneração total a Mackenzie para US$ 2,24 milhões em 2016, queda de 50% na comparação com os US$ 4,5 milhões do ano passado. O executivo também não recebeu bônus de curto prazo neste ano fiscal. A empresa informou que a redução dos valores se deve a um "resultado muito desafiador".

BRF
A BRF GmbH precificou nesta quarta-feira oferta no exterior de US$ 500 mi em Senior Notes de 10 anos, segundo comunicado. As notes serão remuneradas à taxa de 4,35% ao ano e pagas semestralmente a partir de 29/março/2017

“A BRF (BRFS3) pretende utilizar os recursos obtidos com a oferta das Notes para refinanciar parte de suas dívidas em moeda estrangeira que vencerão no curto prazo”, informou a companhia. 

 Ultrapar
A Ultrapar (UGPA3) fará "roadshow" para possível emissão externa de bônus garantidos pela Ultrapar Participações e pela Ipiranga, informaram fontes do mercado. As apresentações serão feitas em Boston, Los Angeles e Nova York (EUA), além de Londres (Reino Unido), a partir da segunda-feira, 16. As fontes dizem que as apresentações são coordenadas por BB Securities, Bradesco BBI, Morgan Stanley e Santander. Os recursos serão utilizados para fins corporativos e para refinanciar dívidas existentes.

PDG
A PDG Realty (PDGR3) informou na quinta-feira, 22, que foi extinto o pedido de falência da companhia formulado pela JDG Engenharia Ltda. A empresa não deu mais detalhes. Em 16 de setembro, a PDG foi questionada pela Superintendência de Acompanhamento de Empresas da BM&Bovespa sobre pedido de falência. Naquele dia, a incorporadora afirmara que não havia sido notificada sobre o procedimento. 

Brasil Pharma e Profarma
Segundo o Valor Econômico, a Brasil Pharma (BPHA3), varejista do setor de farmácias controlada pelo banco BTG Pactual (BBTG11), está prestes a fechar a venda da Drogaria Rosário, rede de farmácia do Centro-Oeste, por cerca de R$ 200 milhões para a Profarma (PFRM3), segundo informações do Valor Econômico. 

Linx
A oferta de ações da Linx (LINX3), anunciada há pouco mais de uma semana, já conta com uma demanda dos investidores que supera em cerca de duas vezes os 24 milhões de papéis ordinários colocados à venda pela companhia, de acordo com informações do jornal Valor Econômico. Pela cotação das ações da Linx ontem, a oferta pode movimentar R$ 464 milhões. 

TIM e Oi
A TIM (TIMP3) está monitorando a situação da Oi, que está em recuperação judicial, mas avalia que a situação só deve ficar mais clara em 2017, segundo o diretor de relações com investidores da TIM, Rogério Tostes. "A Oi precisa que algumas coisas sejam endereçadas para virar um ativo atrativo. A dívida deles ficou muito grande para a geração de caixa. Há contingências e multas", disse.

"Acompanhamos de perto e, se esse cenário mudar, é uma obrigação olhar a Oi." Tostes acredita que, caso o caminho escolhido pela Oi seja o da consolidação, a tendência é que isso aconteça com uma rival no país. No ano passado, rumores sobre uma fusão entre TIM e Oi não se concretizaram. De acordo com ele, "por enquanto, não é momento de olhar para a Oi". 

Marcopolo
A Marcopolo (POMO4) alienou as ações New Flyer por 181,8 milhões dólares canadenses. A controlada Marcopolo Canada Holdings alienou 4,5 mi ações da New Flyer Industries (NFI), equivalente a 7,4% do capital social, em um processo de bought block trade liderado pela CIBC Capital Markets, disse a Marcopolo em comunicado ao mercado.

A Marcopolo Canada continua sendo a maior acionista da NFI, com aproximadamente 10,8% das ações. “Vemos o fato de a Marcopolo estar reforçando sua estrutura de capital como positivo, especialmente
porque a alavancagem financeira poderia se tornar um problema após a consolidação da Neobus”, ressalta o Itaú BBA. 

Educacionais
De acordo com o Valor Econômico, o Ministério da Educação (MEC) já deve cerca de R$ 5 bilhões em repasses do Fies, referentes às parcelas do Fies de julho, agosto e setembro que ainda não foram pagas porque as renovações dos contratos deste segundo semestre ainda não foram abertas. Normalmente, os alunos renovam seus financiamentos em julho e agosto. Há cerca de 2 milhões de alunos estudando com o Fies no país. 

Vale destacar que, a última quinta-feira foi positiva para as ações de educação listadas na BM&FBovespa. Todos os papéis ordinárias das principais empresas do segmento tiveram valorizações na Bolsa paulista: a maior alta foi da Anima (ANIM3) (3,9%), seguida de Ser (SEER3) (3,17%), Kroton (KROT3) (2,43%) e Estácio (ESTC3) (1,49%). Os papéis reagiram às mudanças no ensino médio anunciadas pelo presidente Michel Temer. Há expectativas que alguns grupos passem a investir de maneira mais forte no segmento nos próximos anos.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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