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Acionistas da Oi perto de acordo, suspensão de assembleia e mais notícias agitam a noite

Confira os principais destaques corporativos da noite desta sexta-feira (2)

logo da Oi
(Nacho Doce/Reuters)

SÃO PAULO - A semana encerra com o Ibovespa atingindo seu maior patamar em quase um ano e encostando no patamar de 60 mil pontos. Esta sexta-feira (2) fica mais tranquila no noticiário corporativo, mas importante destacar o cancelamento da AGE da Oi, além de lembrar que o próximo pregão começa com mudanças nos principais índices da Bolsa. Confira os destaques:

Mudanças nos índices
Entra em vigor na próxima segunda-feira (5) a nova carteira do Ibovespa, que marca a saída da Cesp do índice. Mas esta não é a única mudança e outros índices importantes da Bolsa também sofrerão alterações. No IBrX 100 haverá a retirada da Anima e da Linx, enquanto passarão a integrar o índice a Alpargatas PN, Fleury, Metal Leve e Tupy. Já no IBrX 50 a Bradespar e a TIM deixarão a carteira teórica enquanto a Energias do Brasil e a Rumo entram no índice.

Oi (OIBR4)
Pharol e Nelson Tanure, dois dos maiores acionistas da Oi, estão perto de chegar a um acordo sobre o plano de recuperação da empresa, disseram 4 pessoas com conhecimento do assunto, segundo informações da Bloomberg. O acordo, que pode prever gestão compartilhada da empresa, ainda não estará refletido no plano de reestruturação que deverá ser apresentado pela na segundafeira, disseram as fontes

Enquanto isso, o juiz responsável pelo processo de recuperação judicial da Oi, Fernando Viana, decidiu nesta sexta, suspender cautelarmente a convocação de assembleias que votariam a destituição de membros do conselho de administração indicados pela Pharol (antiga Portugal Telecom, maior acionista individual da tele, com 22% de participação) e a eleição dos indicados pelo fundo Société Mondiale, ligado ao empresário Nelson Tanure, assim como adoção de medidas de responsabilização em face de administradores da empresa. As reuniões de acionistas estavam marcadas para 8 de setembro.

O titular da 7ª Vara Empresarial do Rio determinou ainda o encaminhamento da disputa para mediação. Caso não haja acordo, o magistrado decidirá sobre a realização da assembleia. A Pharol e o Société Mondiale serão encaminhados para o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec)/Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). O magistrado determinou que a mediação deverá ser concluída no prazo de 20 dias, prorrogável por vontade dos acionistas. A decisão seguiu a recomendação do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ).

O juiz afirma ainda que a mediação se mostrou adequada "em razão do vínculo permanente que existe entre os envolvidos e dos prejuízos que este litígio societário pode potencialmente causar, neste momento delicado de sua existência, à empresa em recuperação (Oi), a seus credores e aos consumidores dos serviços por prestados pela concessionária".

Com Agência Estado

 

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