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Elétrica desaba 10% e CSN cai 6% com balanços; construtora afunda até 13% com Operação Acrônimo

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

jhsf predio

SÃO PAULO - O Ibovespa corrigiu alta dos últimos dias nesta terça-feira (16), após ter batido ontem seu maior patamar de fechamento desde o início de setembro de 2014. O mercado recuou antes do vencimento do contrato futuro do índice na próxima quarta-feira, que normalmente traz volatilidade à Bolsa. O índice foi pressionado principalmente pelos papéis dos bancos, enquanto as ações ligadas a commodities seguiram em forte alta, com exceção das siderúrgicas que perderam fôlego hoje. CSN foi o destaque de queda, após trazer por mais um trimestre um balanço fraco. Na sequência, apareceram as ações da Raia Drogasil, que caíram mais de 3%, registrando sua sexta queda em sete pregões. Do outro lado, as ações da Energias do Brasil (incluída na lista de preferidas do setor elétrico hoje pelo Bradesco BBI) e Qualicorp lideraram os ganhos, com alta superior a 3%.

Fora do índice, as ações da construtora JHSF foram os destaques, com queda de até 13% após a Polícia Federal deflagrar nesta manhã a 6ª fase da Operação Acrônimo, que investiga esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES. Estão sendo cumpridos mandados em Minas Gerais e São Paulo de busca e apreensão e condução coercitiva. Os alvos são a JHSF e o instituto de pesquisa Vox Populi. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 18,89, +2,98%; VALE5, R$ 16,10, +1,13%) e Bradespar (BRAP4, R$ 11,20, +1,45%) - holding que detém participação na Vale - subiram forte, acompanhando os preços do minério de ferro nesta sessão. A commodity entregue no Porto de Tianjin, na China, com pureza de 62%, subiu 3% hoje no mercado à vista, para US$ 61,80 a tonelada seca, segundo dados do The Steel Index.  

As siderúrgicas, por sua vez, fecharam entre ganhos e perdas nesta terça-feira. A CSN (CSNA3, R$ 10,53, -5,56%) foi a maior queda do dia, afetada pelo balanço do 2° trimestre, seguidas por Gerdau (GGBR4, R$ 9,59, -1,24%) e Usiminas (USIM5, R$ 3,87, -1,78%), que perderam força e viraram para queda no fim do pregão. A exceção foi Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,64, +1,11%), que fechou em alta depois de liderar ontem a maior valorização do Ibovespa.  

A CSN fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido de R$ 57,24 milhões, redução de 90% frente o prejuízo de R$ 614,27 milhões registrado no mesmo período do ano passado e de 93% contra os R$ 836,69 milhões do primeiro trimestre. Por outro lado, a receita líquida da companhia caiu 23,6%, para R$ 2,19 bilhões. Analistas do Credit Suisse, BTG Pactual e Citi Corretora ressaltaram balanço fraco no período, com Ebitda bastante similar ao registrado no 1° trimestre e em linha com o consenso.

Segundo o Credit, a geração de caixa continua negativa, com as despesas financeiras representando 93% do Ebitda e a alavancagem (apesar de ter reduzido) continua alta, em 9,1 vezes a dívida líquida/Ebitda. Eles ressaltaram também que o resultado da companhia reforça a necessidade de venda de ativos para gerar caixa e desalavancar. "A posição atual de caixa de R$ 5,5 bilhões é suficiente para pagar as dividas até final de 2017 (de R$ 2,5 bilhões), com fluxo de caixa negativo de R$ 680 milhões. Mas, para isso, ainda será necessário: 1) desinvestimentos relevantes; 2) melhora significativa do mercado; ou 3) rolagem da dívidas que vencem em 2018", comentaram.

Já os analistas do BTG Pactual destacam que os resultados foram fracos,  explicados principalmente pelo Ebitda mais fraco do minério de ferro e uma base de custo mais alta na divisão de aço. Por outro lado, a alavancagem da companhia parou de se deteriorar, mas ela segue alta enquanto a companhia continua queimando caixa. Por sua vez, o Citi disse que o resultado em siderurgia foi fraco na comparação trimestral, impactado pela parada de 22 dias de um alto forno, mas os preços domésticos do aço melhoraram 4% no trimestre e devem melhorar novamente no 3° trimestre, com a recente alta de preço aos clientes industriais. Já os resultados em mineração foram bons, impactados pelas melhores vendas de minério de 9,3 mt (acima 12% quando comparado com o trimestre anterior e maior em 26% em relação a 2015). E, por fim, os analistas destaram também a queda na alavancagem, mas ainda segue como motivo de preocupação. 

Eletrobras (ELET3, R$ 19,70, -0,25%; ELET6, R$ 25,46, +1,43%)
A Eletrobras reverteu o prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2015 para lucro líquido de R$ 12,7 bilhões no segundo trimestre de 2016 - o resultado é o atribuído aos sócios da controladora, base para a distribuição de dividendos. A receita líquida somou R$ 33 bilhões, quatro vezes maior do que o registrado no segundo trimestre de 2015, de R$ 8,2 bilhões.

Segundo a Citi Corretora, o resultado ficou acima do esperado por conta do reconhecimento da compensação pelos ativos de transmissão. "O lucro líquido somou R$12,7 bilhões, contra nossa estimativa de R$454 milhões, amplamente explicado pelo reconhecimento da compensação (estimávamos que ela ocorreria no 4° trimestre de 2016) e pela receita financeira maior que a esperada de R$1,232 bilhão (versus nossa expectativa de receita financeira de R$236 milhões)", comentaram os analistas.

A Eletrobras divulgou fato relevante em que informou que os números poderão passar por revisão. O lucro líquido de R$ 12,7 bilhões no segundo trimestre deste ano, diz o documento, foi impactado positivamente pelo “reconhecimento contábil das receitas financeiras relativas aos ativos de transmissão de energia elétrica existentes em 31 de maio de 2000, denominados instalações da Rede Básica Sistema Existente – RBSE, com impacto na receita de transmissão, na conta Atualização das Taxas de Retorno de Transmissão, de R$ 25,8 bilhões e pela provisão de IRPJ/CSLL referente à receita supracitada, no montante de R$ 8,7 bilhões”.

A empresa informou ter optado contabilizar esses valores “com base nas melhores estimativas” a partir “dos debates realizados e considerando a sua interpretação no que se refere à portaria MME 120/2016”. Porém, “o entendimento da Companhia acerca do assunto poderá ser revisado em decorrência de eventual regulamentação ou ato, em sentido diferente, que porventura venha a ser praticado pela Aneel, inclusive no âmbito do processo tarifário de 2017 - quando serão iniciados o pagamento dos referidos créditos – ou pela Receita Federal do Brasil.”

Elétricas
O Bradesco BBI iniciou nesta terça-feira cobertura de 14 ações do setor elétrico. Em relatório assinado pelos analistas Francisco Navarrete e Arthur Pereira, do banco, nenhuma empresa recebeu recomendação underperform (desempenho abaixo da média). Copel, Copasa, Sabesp, Cesp e Energias do Brasil receberam recomendação outperform (desempenho acima da média), enquanto Taesa, Transmissão Paulista, Engie, AES Tietê, CPFL Energia, Cemig, Light, Eletropaulo e Equatorial ficaram com classificação neutra. 

Nos últimos 2 anos, empresas brasileiras têm sido geralmente pouco atrativas para entre os investidores da Bovespa, mas, olhando para esse ano, o índice de elétricas da IEE subiu em 54%, batendo o Ibovespa, que avançou 36%. "Embora haja elementos fundamentais para justificar essa performance, em muitos casos, a magnitude do rali parece apoiada principalmente por fusões e aquisições, cujas expectativas precisam ser cumpridas, a fim de sustentar múltiplos atuais", comentaram os analistas.

Segundo eles, dois temas principais parecem apoiar essa recente melhora no fluxo de caixa das elétricas: 1) melhor regulamentação do setor, que depois de afetar os retornos em mais de 10 anos, está se tornando cada vez mais benigna; e 2) recentes alterações no cenário político brasileiro apontando para uma recuperação da economia, o que poderá ajudar o volume de vendas das distribuidoras e mitigar capacidade de oferta excessiva para as geradoras.  

Para os analistas, entre o universo de cobertura, as ações favoritas do setor são: Copel, Sabesp, Copasa, Energias do Brasil, Cesp, CPFL Energia e Transmissão Paulista, cujos preços-alvos indicam um potencial de valorização de 36%, 26%, 20%, 17%, 11%, 10% e 3%, respectivamente. 

Celesc (CLSC4, R$ 14,30, -9,61%)
As ações da Celesc, por sua vez, desabaram nesta sessão, atingindo queda de 11,13%, a R$ 14,06, após balanço do 2° trimestre. Chamou atenção também o volume financeiro, que alcançou R$ 906,5 mil nesta sessão, contra média diária de R$ 155,9 mil dos últimos 21 pregões. 

No trimestre, a estatal elétrica catarinense registrou um prejuízo de R$ 176,9 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 30,5 milhões em igual período de 2015. O resultado foi impactado pelo reconhecimento de R$ 256 milhões relativo à exposição considerada voluntária em 2014, além da queda de consumo no mercado cativo e aumento das perdas no segmento de distribuição. 

Com queda de 25% nas receitas no trimestre, na comparação anual, para R$ 1,24 bilhão, a companhia teve um resultado operacional negativo de R$ 220 milhões, ante perda operacional de R$ 12,8 milhões um ano antes. 

Papel e Celulose
As ações do setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 20,32, -0,05%), Suzano (SUZB5, R$ 9,98, -1,09%) e Klabin (KLBN11, R$ 16,50, -2,94%) caíram em meio à desvalorização do dólar frente ao real e queda dos preços da commodity. Segundo dados do Foex, os preços da celulose na China caíram 0,42% na semana, para US$ 494,30 a tonelada, enquanto na Europa os preços ficaram praticamente estáveis (-0,03%), em US$ 671,2 a tonelada. "Acreditamos que, enquanto o preço de celulose não estabilizar na China e o real continuar valorizando, é difícil enxergamos um momentum positivo para o setor", comentaram os analistas do Credit Suisse. 

Petrobras (PETR3, R$ 14,66, +0,96%; PETR4, R$ 12,49, +1,46%)
As ações da Petrobras tiveram dia volátil em meio ao dia turbulento dos preços do petróleo, que ganharam força nesta tarde. Lá fora, o contrato futuro do Brent registrava alta de 1,86%, a US$ 49,25 o barril, enquanto o WTI avançava 2,06%, a US$ 46,68 o barril. 

Cemig (CMIG4, R$ 9,54, -2,65%)  
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai propor uma indenização de R$ 892 milhões à Cemig por investimentos realizados em linhas de transmissão construídas antes do ano 2000. A diretoria vai analisar o caso nesta terça-feira, 16, durante reunião pública. O valor tem como base a data de 31 de dezembro de 2012, ano em que o governo publicou a Medida Provisória 579, que prorrogou as concessões de geradoras e transmissoras em troca de uma redução de 20% nas tarifas.

No laudo técnico apresentado à Aneel, a Cemig havia calculado um valor base de remuneração maior (VBR) que totalizava R$ 1,209 bilhão. A área técnica da Aneel apurou um valor um pouco menor, de R$ 1,177 bilhão, dos quais R$ 285 milhões representam indenizações por investimentos em geração, que já foram pagos pela União. A diferença entre o valor proposto pela Aneel, de R$ 1,177 bilhão, e a indenização já paga, de R$ 285 milhões, é o valor proposto apenas para os ativos de transmissão da Cemig, de R$ 892 milhões. A indenização à qual a empresa tem direito é relativa aos ativos não amortizados e/ou não depreciados da Rede Básica do Sistema Transmissão Existente (RBSE) em 31 de maio de 2000.

Gol (GOLL4, R$ 6,51, +3,99%)
As ações da Gol dispararam até 6,71% na máxima do dia, indo a R$ 6,68, com perspectiva positiva para a empresa compensando um balanço fraco no segundo trimestre, conforme avaliaram os analistas do BTG Pactual. O banco manteve recomendação neutra após o resultado, mas reiterou uma visão mais construtiva para o papel (em meio à racionalização da indústria e o real mais forte frente ao dólar). Já o Itaú BBA reiterou a recomendação outperform (desempenho acima da média), vendo uma perspectiva positiva para a ação, especialmente por conta do real mais forte, podendo levar a revisão positiva de guidance. 
Da mínima marcada no ano, deixada no dia 22 de janeiro, até agora, as ações da companhia acumulam valorização de 465%, renovando hoje máxima desde julho de 2015.  

Sobre o balanço, os analistas do BTG ressaltaram que, apesar de fraco, a receita veio em linha com o esperado, mas o grande destaque positivo ficou com a desalavancagem, que foi vista novamente neste trimestre, caindo de 8,3 vezes a dívida líquida/Ebitda para 7,6 vezes, por conta da desvalorização do dólar. Por outro lado, a parte negativa ficou com a queima de caixa, que continuou forte, com a posição de R$ 1,4 bilhão representando agora 13,7% das receitas dos últimos 12 meses. A companhia também anunciou renegociação dos termos das debêntures e avançou na devolução de aeronaves, além de ter reiterado guidance de corte de capacidade (de 15% a 18%), mas publicaram meta de margem Ebit de 4% a 6%, em linha com o estimado de 5%, sugerindo boa melhora nos próximos trimestres, comentaram os analistas. 

A Gol encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 309,5 milhões, revertendo prejuízo no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 354,9 milhões. A companhia aérea apurou receita líquida de R$ 2,088 bilhões no período, queda de 2,0% ante o segundo trimestre de 2015. A empresa divulga também o lucro atribuído aos acionistas controladores, de R$ 252,5 milhões, em contraposição ao prejuízo de um ano antes, que foi de R$ 395,9 milhões. Já o resultado atribuído a acionistas não controladores cresceu 38,9%, para R$ 57,0 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 61,3 milhões, 60,1% abaixo da cifra do segundo trimestre do ano anterior, que era de R$ 153,7 milhões. A margem Ebitda melhorou para -2,9%, de -7,2% antes.

Por sua vez, o Ebitdar (mais despesas operacionais de arrendamento de aeronaves) teve um avanço de 148,4% na mesma comparação, para R$ 225,3 milhões de abril a junho. A margem Ebitdar cresceu 6,5 pontos porcentuais, para 10,8% no período, em relação ao segundo trimestre de 2015. O dado ajustado por itens não recorrentes com o retorno de aeronaves em arrendamento financeiro e operações de sale-leaseback chegou a R$ 247,0 milhões, alta de 206,8%. A margem Ebitdar ajustada subiu para 11,8%, de 3,8% no segundo trimestre de 2015. O resultado operacional, Ebit, segue negativo, em R$ 171,4 milhões, porém menor que a cifra registrada um ano antes, de R$ 251,1 milhões, um recuo de 31,7%.

Estácio e Kroton
Os acionistas da Estácio (ESTC3, R$ 17,70, -0,45%) e Kroton (KROT3, R$ 14,45, -2,23%) aprovaram ontem o acordo para união das empresas. O próximo passo é submeter a transação para análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o que deve acontecer nos próximos dias. A principal diferença desse deal contra o acordo com a Anhanguera foi o fato das assembleias terem ocorrido antes da decisão do Cade, o que teoricamente trava a relação de troca e evita riscos de uma futura renegociação após a decisão do órgão, comentaram os analistas do BTG Pactual. Nesse sentido, pelos protocolos de incorporação, há somente 2 cenários possíveis em que o acordo possa ser cancelado/renegociado: 1) se o Cade propuser “remédios” que gerem a redução de 15% da receita combinada da nova companhia (de aproximadamente R$ 1 bilhão) ou caso eles digam que a marca Estácio terá que ser eliminada (nesse caso Estácio ou Kroton podem unilateralmente decidir cancelar a transação); e 2) uma das empresas pode decidir abrir o acordo se alguma surpresa negativa que represente mais de 20% da receita de 2015 da outra empresa aparecer.

Os analistas do BTG ressaltaram que seguem acreditando que mesmo com decisões difíceis pela frente, que podem gerar barulho, o acordo vai passar no Cade, vendo grandes chances de ter que desinvestir uma das operações de ensino à distância (cenário base para o banco seria desinvestir a operação EAD da Estácio, mas uma possível venda da Uniderp também pode acontecer). Eles reiteraram visão positiva para o case. 

Tecnisa (TCSA3, R$ 2,73, -1,09%)
As ações da Tecnisa seguiram em queda na Bolsa, atingindo na mínima do dia queda de 3,62%, a R$ 2,66. Ontem, os papéis afundaram 3,16%, reagindo à divulgação de balanço fraco do 2° trimestre. A Tecnisa registrou números fracos, com o aumento no prejuízo mais do que compensando a geração de caixa de R$ 83 milhões, comentaram analistas do Credit Suisse. A construtora teve prejuízo líquido de R$ 91,81 milhões entre abril e junho, revertendo o lucro líquido de R$ 31,34 milhões um ano antes. Já a receita líquida da companhia caiu 72,7%, para R$ 100,53 milhões. A queda das vendas brutas da empresa levou à redução da receita no segundo trimestre e da reversão do lucro líquido.

Em relatório, os analistas do banco suíço comentaram ainda que, apesar do grande esforço da companhia de reduzir as despesas (que registrou queda de 32% na comparação anual), o "backlog" (carteira de pedidos) está em R$ 117 milhões, queda de 34% na comparação trimestral, indicando que o reconhecimento de receita futura vai ser muito dependente das vendas, especialmente das unidades acabadas, que representam 62% do estoque. Com isso, eles acreditam que o prejuízo pode aumentar, caso nao aconteça um aumento na velocidade de vendas e, consequentemente, não acelerando uma redução da alavancagem.

JHSF (JHSF3, R$ 1,83, -5,67%)
As ações da JHSF desabaram até 12,89% nesta manhã, a R$ 1,69, indo para sua maior queda desde julho de 2009, após a Polícia Federal deflagrar nesta manhã a 6ª fase da Operação Acrônimo, que investiga esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES. Estão sendo cumpridos mandados em Minas Gerais e São Paulo de busca e apreensão e condução coercitiva. Os alvos são a construtora JHSF e o instituto de pesquisa Vox Populi. 

Além disso, a companhia reage à divulgação do balanço do 2° trimestre. Após o resultado, o BB Investimentos cortou a recomendação da ação para underperform (desempenho abaixo da média), de market perform (desempenho em linha com a média), citando fracos dados operacionais e caro valuation. 

No trimestre, o lucro líquido da JHSF foi de R$ 47,9 milhões, alta de 185% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 16,8 milhões. Já a receita líquida caiu 48%, passando de R$ 179,2 milhões para R$ 92,9 milhões. O Ebitda somou R$ 123,4 milhões, alta de 79%, enquanto o Ebitda ajustado subiu 100%, a R$ 136 milhões. 

 

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