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Siderúrgicas disparam até 90% no mês e só 7 ações caem; small cap salta 276% na semana

Confira os destaques da Bovespa nesta sexta-feira (29)

Lupatech 3
(Divulgação)

SÃO PAULO - O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (29) no seu melhor mês desde março deste ano, marcando alta de 11,22%, com apenas 7 ações encerrando o período em queda. Na ponta positiva, as ações ligadas a commodities destoaram. As siderúrgicas lideraram os ganhos do índice, com Usiminas subindo 90% no mês, seguida por CSN, Metalúrgica Gerdau e Gerdau, com altas maiores do que 30%. A Petrobras também chamou atenção com ganhos de 26%, embora na semana a petroleira tenha fechado em queda de 0,6%. 

Destaque também para as ações da Natura, que saltaram 30,6% no mês, sendo que boa parte dessa alta nos últimos dois pregões, quando subiram 22%. A euforia ocorreu após balanço e relatório do Credit Suisse, que elevou hoje a recomendação das ações de underperform (desempenho abaixo do mercado) para neutro. 

Fora do índice, chamou atenção a ação small cap Lupatech, que saltou 275% na semana e 349% no mês, sem motivo aparente. Em comunicado enviado à Bovespa na quarta-feira passada, a empresa disse que não conhece o motivo da arrancada de seus papéis. O volume financeiro movimentado com o papel também disparou, atingindo hoje R$ 6,8 milhões, contra média diária de R$ 407,5 mil dos últimos 21 pregões. 

Confira os principais destaques de ações da Bovespa desta sexta-feira (29):

Embraer (EMBR3, R$ 14,83, -15,45%
As ações da Embraer desabaram após o resultado. A companhia encerrou o segundo trimestre de 2016 com prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 337,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 399,6 milhões apurado no mesmo período do ano passado, resultado 21% pior do que o esperado pelo mercado. Com isso, no ano a fabricante de aeronaves acumula um resultado líquido positivo de R$ 48,5 milhões.  A companhia fez provisão de US$ 200 milhões para investigação sobre alegação de não conformidade com U.S. Foreign Corrupt Practices Act em vendas de aeronaves fora do Brasil. 

Já no critério ajustado, excluindo o imposto de renda e a contribuição social diferidos no período, a Embraer contabilizou lucro líquido de R$ 155,6 milhões entre abril e junho de 2016, o que corresponde a uma queda de 59% em relação aos R$ 380,0 milhões reportados no mesmo intervalo do ano passado. No semestre, por este critério, a Embraer registra lucro de R$ 150 milhões.  O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou negativo em R$ 153 milhões no segundo trimestre, ante R$ 548,2 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda caiu para -3,2%, frente os 11,8% anotados no segundo trimestre de 2015. Nos primeiros seis meses de 2016, o indicador soma R$ 490,8 milhões, com margem Ebitda de 5%.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 531,9 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 548,2 milhões anotados no segundo trimestre de 2015 e 17,38% inferior aos R$ 643,8 milhões do primeiro trimestre. Nos seis primeiros meses, o Ebitda ajustado soma R$ 1,175 bilhão.  O resultado operacional (Ebit) também ficou negativo, em R$ 432,1 milhões, ante os R$ 316,2 milhões positivos do segundo trimestre do ano passado. A margem Ebit recuou para -9,1%, frente os 6,8%. No semestre, o Ebit está negativo em R$ 107,2 milhões, com margem de -1,1%. As receitas líquidas cresceram 2,36% entre abril e junho de 2016, para R$ 4,771 bilhões, somando R$ 9,820 bilhões em seis meses. 

A companhia cortou estimativas para entregas de aviões executivos neste ano para 70 a 80 aviões leves e 35 a 45 para aviões grandes e com isso a projeção para a receita líquida em 2016 da divisão responsável pela área foi reduzida para o intervalo de 1,6 bilhão a 1,75 bilhão de dólares ante previsão anterior de 1,75 bilhão a 1,9 bilhão de dólares. 

Após a divulgação do balanço, o BTG Pactual cortou o preço-alvo e a recomendação para os ADRs (American Depositary Receipts) da Embraer. O corte foi de overweight para neutro, enquanto o preço-alvo foi cortado de US$ 35 para US$ 24 por ativo. "O cenário persistentemente desafiador para a aviação executiva não está apenas pesando mais do que o esperado nos resultados operacionais, mas também provocando uma relevante redução do guidance para 2016”, afirmou. 

À Bloomberg, o head de mercado de capitais da Eleven Financial, Adeodato Volpi Netto, disse que a Embraer tem espaço para subir 35% após queda por investigação. Estimativa é baseada nas perspectivas de longo prazo para os novos modelos de jato comercial e de defesa, disse. A Eleven reafirmou sua recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 23,17. 

Para Adeodato, a companhia pode suportar provisão de US$ 200 milhões. A transparência em informar os investidores sobre o problema foi positivo, disse. "A investigação pode ter impacto na reputação e nas negociações da companhia no mercado, mas esperamos que o problema tenha acontecido uma vez só e não seja uma estratégia de negócio", complementou. Segundo ele, o volume negociado superior a 500% a média dos últimos 3 meses indica ataque especulativo.

Petrobras  (PETR3, R$ 14,01, +5,02%PETR4, R$ 11,87, +3,76%
A Petrobras viu suas ações subirem nesta sessão a despeito da queda do petróleo; o contrato futuro do Brent registrava queda de 0,49%, a US$ 42,49 o barril. A alta da estatal ocorreu em meio às notícias de venda de ativos.

A companhia anunciou a venda da fatia no bloco BM-S-8 à Statoil por US$ 2,5 bilhões. O Conselho aprovou venda da participação de 66% no bloco exploratório BM-S-8 para Statoil Brasil Óleo e Gás, segundo comunicado. A 1ª parcela, de US$ 1,25 bilhão, será paga no fechamento da operação e o restante em “parcelas contingentes relacionadas a eventos subsequentes, como por exemplo a celebração do Acordo de Individualização da Produção (unitização)”. “Adicionalmente, a Petrobras e a Statoil estão negociando um Memorando de Entendimento, onde outras iniciativas de cooperação estratégica serão avaliadas, com o objetivo de uma atuação de longo prazo”, afirma o comunicado. "A venda parece fazer bastante sentido para a Petrobras traz para o presente um caixa que só estaria disponível em um futuro razoavelmente distante", afirma o Credit Suisse em relatório. 

Porém, o impacto maior do anúncio foi sentido nas ações da QGEP (QGEP3, R$ 6,11, +49,02%), que dispararam até 54,63% na máxima do dia, a R$ 6,34, com forte volume financeiro. O giro atingiu R$ 41,4 milhões hoje, contra média diária de R$ 4,9 milhões nos últimos 21 pregões. Isso porque a petroleira possui 10% de participação no Bloco BM-S-8 e os demais parceiros incluem a Petrogal Brasil Ltda., com 14%, e a Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda., com 10% de participação.  

Contudo, a QGEP afirmou em nota nesta sexta-feira que está satisfeita em ter a Statoil como sócia e operadora no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, após negociação para a norueguesa comprar a fatia da Petrobras no ativo. A afirmação sinaliza que a QGEP não deve brigar pela fatia da Petrobras. Como sócia, a petroleira tem direito de preferência no caso de uma venda.

Ainda no noticiário da Petrobras, a estatal aprovou ontem a condução de negociações com a empresa Alpek, em caráter de exclusividade por 60 dias, podendo ser estendido por mais 30 dias, para a alienação de sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e na Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). 

Lupatech (LUPA3, R$ 8,49, +57,22%)
Outra ação do setor petroleiro bem exposta à Petrobras e que teve mais um dia de disparada foi a small cap Lupatech. O papel chegou a subir 81,11% hoje, indo a R$ 9,78, com forte volume financeiro de R$ 6,8 milhões, contra média diária de R$ 578,8 mil nos últimos 21 pregões. Na semana, o papel acumulou valorização de 275,6%, mas ainda não há nada no radar da companhia. 

Em comunicado enviado na quarta-feira, a Lupatech informou que não há nenhum fato que possa justificar a valorização recente das ações. "A companhia esclarece que desconhece qualquer motivo que possa justificar as oscilações registradas na cotação de suas ações. Adicionalmente, a Lupatech ressalta que, neste momento, não há qualquer fato consumado objeto de divulgação mandatória, conforme as previsões da instrução da Comissão de Valores Mobiliários n° 358/2002", disse a empresa em resposta ao pedido da BM&FBovespa sobre a movimentação atípica de suas ações. Vale destacar que, no final de junho, a fabricante de equipamentos para a indústria de petróleo e gás informou que a justiça do Estado de São Paulo aceitou dois recursos de credores e anulou a homologação do plano de recuperação judicial da companhia. 

Ambev (ABEV3, R$ 18,80, -3,29%)
A Ambev também foi outra empresa que registrou queda após o resultado. O volume financeiro foi de R$ 612,8 milhões, contra média diária de R$ 183,8 milhões dos últimos 21 pregões. A companhia teve queda de 22,4% no lucro líquido do segundo trimestre, a R$ 2,195 bilhões: o resultado foi marcado por queda nas vendas em volume e que trouxe corte na perspectiva de receita da empresa no Brasil neste ano. A empresa destacou que o desemprego crescente deve continuar a pressionar a renda disponível dos consumidores no curto prazo e lançou estratégia focada em produtos com embalagens de vidro retornáveis. A perspectiva para a receita líquida no Brasil este ano foi cortada de crescimento entre "um dígito médio e um dígito alto" para estabilidade, informou a empresa no balanço.

Já a receita líquida da empresa entre abril e junho foi de R$ 10,377 bilhões, 4,7% superior aos R$ 9,910 bilhões somados um ano antes. O custo de vendas da companhia avançou 3,1% no segundo trimestre de 2016, para R$ 3,894 bilhões. 

O Credit destaca que a Ambev reportou números fracos, "com o volume no Brasil caindo mais do que esperávamos".

BRF (BRFS3, R$ 54,30, +6,47%)
Os números vieram ruins, mas a perspectivas para dias melhores impulsionaram as ações da BRF nesta sessão. Em teleconferência, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Abilio Diniz, afirmou que o segundo semestre será muito diferente para a empresa e para o Brasil com melhoras das perspectivas. Abilio ainda afirmou que não descarta novos reajustes de preços da companhia. 

Ontem, a BRF decepcionou ao registrar um lucro dez vezes abaixo do esperado, com a combinação de insumos caros e baixa demanda doméstica devido à recessão pesou no desempenho da empresa de alimentos BRF no segundo trimestre, que viu seu lucro líquido despencar 91,6% a R$ 31 milhões, ante lucro R$ 364 milhões no mesmo período do ano passado.

O Ebitda caiu 31,6% no comparativo anual, para R$ 944 milhões. A margem Ebitda teve um tombo de 6,3 pontos percentuais, para 11,1%. "O momento adverso foi intensificado durante o segundo trimestre com a produção e oferta de frango ainda em expansão, preço do milho escalando para níveis recordes, forte apreciação cambial e deterioração do cenário econômico brasileiro", afirmou a empresa. A receita líquida total cresceu 7,6%, a R$ 8,5 bilhões, impulsionada por preços médios mais altos (+2,8% ano a ano) e maiores volumes (+4,6%), devido às operações internacionais. 

SulAmérica (SULA11, R$ 17,24, +17,60%)
As ações da SulAmérica dispararam na esteira da divulgação dos resultados e com a elevação da recomendação dos papéis da companhia para compra pelo BTG Pactual.  A seguradora  teve lucro líquido de R$ 126,4 milhões no segundo trimestre de 2016, ficando praticamente estável sobre um ano antes. Já o total de receitas operacionais teve aumento de 6,9%, para R$ 4,12 bilhões entre abril e junho, enquanto as receitas operacionais de seguros subiram 7,6%, passando para R$ 3,96 bilhões no mesmo período.

O segmento saúde e odontológico registrou alta de 15,2%, com receita de R$ 3,01 bilhões no trimestre, enquanto as demais áreas apresentaram queda na receita, com automóveis caindo 7,6%, ramos elementares perdendo 57,2% e vida e acidentes pessoais baixa de 2,5%.

Raia Drogasil (RADL3, R$ 66,28, +3,24%)
As ações da Raia Drogasil subiram forte hoje na esteira da divulgação do balanço do segundo trimestre. A companhia fechou o 2º quarto deste ano com lucro líquido de R$ 157.8 milhões, um salto de 44,6% em relação ao mesmo período de 2015. 

A receita líquida também deu um salto: 25% de crescimento, para R$ 2,783 bilhões, enquanto o Ebitda (sigla em inglês para Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) avançou 39,2%, para R$ 304,8 milhões. A média das projeções da Bloomberg apontava receita de R$ 2,71 bilhões e Ebitda de R$ 307,1 milhões. Além dos resultados, a rede de farmácias soltou um fato relevante ao mercado elevando de 165 para 200 o número de lojas abertas em 2016. Para 2017, o guidance foi elevado de 195 para 200 novas farmácias. 

Apesar dos bons resultados apresentados pela companhia, os analistas do BTG Pactual acredita que os números, em boa parte, já foram precificados. “A recente execução tem sido exemplo de consistência, e o segundo trimestre foi certamente um bom período para a companhia. Como o valuation continua exigente, nós mantemos nossa avaliação neutra, apesar de reconhecer que a companhia é uma clara vencedora em seu segmento”, escreveram em relatório a clientes. 

O Credit Suisse destaca que a expectativa para o resultado de Raia Drogasil era bastante alta, mas a empresa conseguiu mais uma vez surpreender os investidores e entregar números bastante fortes. "O anúncio de expansão de lojas mostra que ela não depende do cenário macro para continuar com crescimento bastante sólido", ressaltam os analistas. "O valuation não está barato, mas a execução continua em um nível de excelência e que o crescimento da indústria também em um papel importante nesta equação. Continuamos com o nosso call de que a Raia é um papel para ter na carteira para o longo prazo e que tem uma característica bastante defensiva", ressaltam os analistas. 

Natura (NATU3, R$ 33,30, +11,00%)
As ações da Natura dispararam 24% em dois dias, após balanço divulgado ontem e ter a sua recomendação elevada hoje de underperform (desempenho abaixo do mercado) para neutro pelo Credit Suisse. O volume financeiro movimentado com a ação também chama atenção e bate nesta sessão R$ 67,8 milhões, contra média diária de R$ 30,3 milhões nos últimos 21 pregões.

"Temos monitorado as novas ações da gestão e acreditamos que nos últimos meses elas têm ganhado tração. Entendemos que o resultado do segundo trimestre [divulgado na véspera] ainda foi fraco, mas mostrou uma melhora, principalmente nas tendências de vendas no Brasil e controle de custos administrativos. Com o resultado ainda ruim, reduzimos nossa expectativa de lucros em 32% e 13% para 2016 e 2017, respectivamente. Mesmo com o lucro abaixo do consenso, ainda esperamos crescimento de 55%, o que pode parecer muito, mas achamos factível uma vez que devemos ter crescimento do Ebitda e queda das despesas financeiras. A nossa nova projeção assume Ebitda crescendo 14% em 2017 na comparação anual;  ou seja, o mesmo nível reportado pela empresa em 2013", afirma. 

Alupar (ALUP11, R$ 16,79, +3,71%)
A Alupar foi tema do último dia do "Painel de Small Caps - InfoMoney". Segundo 
o gestor Ralph Rosenberg, da Perfin Investimentos, que tem R$ 5,5 bilhões sob gestão, a unit da elétrica é uma boa opção de investimento, mesmo em um Brasil ruim. Apesar da alta de 35% este ano, ele acredita que a ação ainda pode subir "com folga" mais de 50% até 2017 (confira aqui a entrevista completa).  

Fras-Le (FRAS3, R$ 4,33, +8,79%)
No quarto dia do "Painel de Small Caps - InfoMoney", o gestor Roberto Knoepfelmacher, da Mosaico Capital, disse que as ações da Fras-Le oferecem uma grande oportunidade de investimento na Bolsa, dado sua combinação de "bom negócio e preço atrativo". Nos últimos dois pregões, os papéis da companhia subiram 19,5% na Bolsa, com forte volume financeiro. Hoje, o giro financeiro foi de R$ 2,28 milhões, contra média diária de R$ 457,8 mil dos últimos 21 pregões (para conferir a entrevista completa clique aqui).

Engie (EGIE3, R$ 42,21, +2,20%)
As ações da antiga Tractebel, agora Engie, subiu após o resultado. A geradora reportou lucro líquido de R$ 328,8 milhões no segundo trimestre, com alta de 57,1% ante mesmo período do ano passado. A elétrica apresentou ainda Ebitda de R$ 751,7 milhões no trimestre, com avanço de 28,3% na comparação anual. A produção bruta da Engie Brasil, maior geradora privada de energia do país, alcançou 4,9 mil megawatts médios, ou 15% a mais que entre março e junho de 2015.

Com isso, a companhia teve um resultado negativo de R$ 29,1 milhões em suas operações na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), ante perdas de R$ 230,4 milhões no segundo trimestre de 2015. A diferença deve-se à seca do ano passado, que obrigou a empresa a comprar energia no mercado de curto prazo para cumprir contratos devido a um déficit de geração generalizado nas hidrelétricas do país.

"O resultado fraco para o trimestre acabou sendo ofuscado pelo pagamento de dividendo e por um nível de vendas bastante forte. Os resultado ficou abaixo das nossas estimativas e a empresa mostrou mais uma vez um resultado fraco no mercado à vista (prejuízo de R$ 29 milhões causado pelo diferencial no preço à vista) e um alto nível de despesas relacionadas a compra de energia. Continuamos neutro para o papel por acreditar que o valuation atual já reflete o pequeno risco de queda e perspectiva operacional favorável", afirma o Credit. 

Gol (GOLL4, R$ 5,13, +4,27%)
As ações da Gol subiram após mudanças na administração. ‎Richard Lark foi eleito como diretor vice-presidente Financeiro e diretor de Relações com Investidores da companhia, segundo comunicado. Lark substituiu Edmar Prado Lopes Neto, que ocupava essas funções desde 2012, e “assumirá novos desafios no Grupo assim que concluída a transição das suas funções”.

“Em observância às práticas de governança corporativa do Grupo, Richard deixa a posição de membro independente do conselho de administração e financial expert do comitê estatutário de auditoria". Para assumir o cargo de Lark no conselho foi indicado André Jánszky. O comitês de política financeira e de políticas de risco seguirão sob a liderança do Lark, segundo o comunicado. Henrique Constantino também deixa de integrar o conselho e Anna Luiza Constantino foi indicada pelo acionista controlador para substituir Henrique no Conselho. André Jánszky e Anna Luiza Constantino deverão ser eleitos em Assembleia Geral Extraordinária, “a ser convocada oportunamente”. “André Jánszky deverá assumir, além da função de conselheiro independente, a posição do Richard no Comitê de Auditoria. Com isso, esse Comitê passará a ser composto por Antônio Kandir, Germán Quiroga e André Jánszky”.

Cia. Hering (HGTX3, R$ 18,50, +8,31%)
As ações da Cia. Hering subiram forte após os números do segundo trimestre. A companhia registrou um lucro líquido de R$ 61,66 milhões no segundo trimestre, com uma leve alta de 4,9% sobre o mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 58,79 milhões. Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 380,83 milhões, com queda de 0,7% ante um ano antes, enquanto o Ebitda encerrou o segundo trimestre em R$ 66,56 milhões, redução de 7,8%.

Em relatório, a companhia explicou que a melhora no lucro se deu pelos ganhos de produtividade nas lojas e à realização de menos promoções no segundo trimestre do ano, o que garantiu melhora no lucro. O Ebitda teve influência negativa de vendas insuficientes para a diluição de custos fixos e do reconhecimento de uma despesa de R$ 4,6 milhões, referente a depósito do Fundo Protege Goiás.

Os analistas do BTG Pactual apontaram que os resultados da varejista seguem fortemente impactados pelo cenário macroeconômico adverso. Na avaliação deles, o preço das ações da companhia tem perspectiva “sombria” para o curto prazo. “No release de resultados, a administração da Hering indicou que a empresa continua a ver um ambiente desafiador no curto prazo, apesar do foco em melhoria do mix de produtos e na execução em loja. O momento de resultados fracos somado à lucratividade abaixo da média nos coloca em posição cautelosa com a Hering, especialmente considerando que a ação superou o Ibovespa em mais de 7% nos últimos 30 dias”, observaram. 

O Credit Suisse aponta que a Hering reportou números um pouco melhores do que o esperado, mas ainda fracos. O SSS das lojas próprias cresceram 2%, indicando que a empresa precisa melhorar o portfólio de produto para o franqueado se não vai continuar sofrendo. "Outra notícia negativa é que a empresa vai ter que contribuir com R$ 5 milhões todo trimestre para um fundo especial (Protégé) de Goiás, reduzindo o beneficio fiscal. Do lado positivo, o fluxo de caixa continua forte, a R$ 85 milhões e uma posição sólida de caixa de R$ 213 milhões, o que dá espaço para a empresa continuar arrumando seu negócio", destacam.

Bancos
As ações de bancos se recuperaram durante o pregão, após forte queda na véspera, com destaque para a baixa de quase 5% do Bradesco. O  presidente do banco Luiz Carlos Trabuco se tornado réu na Operação Zelotes na última quinta e o balanço do segundo trimestre do banco trouxe resultados mistos. 

Destaque ainda para a notícia da Folha de que a aceitação da denúncia contra Trabuco pela Justiça do Distrito Federal deve acelerar a troca de comando do Bradesco. Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente, Alexandre da Silva Glüher e Maurício Machado de Minas são os mais cotados para substitui-lo na presidência do Bradesco. O sucessor de Trabuco será definido nos próximos dias, diz o jornal, citando pessoas próximas à cúpula do banco; processo só começaria em março. Bradesco disse que os 6 vice-presidentes concorrem ao posto, segundo a Folha.

Bradesco (BBDC3, R$ 29,21, +1,92%BBDC4, R$ 28,36, +3,13%) subiu forte, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,79, +1,84%), que divulga resultados na terça-feira, teve ganhos de 2%. Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,05, +1,84%) teve ganhos menores. 

 Grendene (GRND3, R$ 17,19, +1,72%)
A Grendene subiu na Bolsa, após registrar lucro líquido de R$ 93 milhões no segundo trimestre, uma alta de 4,9% ante o mesmo intervalo de 2015. Segundo a companhia, o balanço foi associado à melhora nas vendas para o mercado interno e a uma forte disciplina adotada para controlar custos.

Já a receita líquida ficou em R$ 407 milhões, o que representa uma alta de 7,1% em uma ano, com o volume de vendas aumentando 5,7%, para 33,6 milhões de pares. As vendas para o mercado interno avançaram 13,3%, para 26,2 milhões de pares e o preço médio subiu 2,1%, para R$ 15,05 por par.

Fleury (FLRY3, R$ 31,29, +0,97%)
As ações da Fleury tiveram leve alta na Bolsa. A companhia de diagnósticos viu seu lucro líquido subir 40,2%, encerrando o segundo trimestre deste ano em R$ 46,1 milhões, contra R$ 32,9 milhões um ano antes. Já a receita líquida ficou em R$ 577,1 milhões, um avanço de 8,5% ante um ano antes, enquanto o Ebitda subiu 24,1%, para R$ 122,0 milhões.

Em comunicado, a empresa disse que o controle e os ganhos de eficiência em processos de custos e despesas continuaram a proporcionar melhoras na relação com a receita líquida, com destaque para a diminuição de 213 pontos-base no total dos custos (71,2%, ante 73,3%). O Santander espera reação neutra a resultados “em linha”; “vemos resultados positivamente, já que os dados foram sólidos em termos gerais, com forte geração de fluxo de caixa”. 

Sabesp (SBSP3, R$ 30,80, -0,16%)
A Sabesp seguiu em queda após ter a sua recomendação rebaixada de overweight (exposição acima da média) para neutro pelo JPMorgan. O preço-alvo para doze meses é de R$ 32,00 por ação. Porém, as perdas foram bastante amenizadas durante o pregão. 

 

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