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Ambev, Embraer e BRF decepcionam; sucessão no Bradesco e venda bilionária pela Petrobras no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (29)

Embraer EMB-110 Bandeirante
(Sargento Johnson / Força Aérea Brasileira)

SÃO PAULO - Enquanto os mercados mundiais esperam pelos dados dos EUA, o Brasil também repercute uma intensa temporada de resultados, com BRF, Ambev e Embraer decepcionando além de diversas notícias sobre Petrobras e rumores de sucessão no Bradesco. Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (29): 

Petrobras
A Petrobras (PETR3PETR4) aprovou ontem a condução de negociações com a empresa Alpek, em caráter de exclusividade por 60 dias, podendo ser estendido por mais 30 dias, para a alienação de sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e na Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe). 

A Alpek é uma empresa mexicana, de capital aberto, que atua no setor petroquímico e que ocupa uma posição de liderança na produção de poliéster (PTA, PET e filamentos) no mundo. A transação ainda está sujeita à negociação de seus termos e condições finais e à deliberação pelos órgãos competentes da Petrobras e da Alpek, bem como à aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 

A Petrobras ainda anunciou a venda da fatia no bloco BM-S-8 à Statoil por US$ 2,5 bilhões. O Conselho aprovou venda da participação de 66% no bloco exploratório BM-S-8 para Statoil Brasil Óleo e Gás, segundo comunicado. A 1ª parcela, de US$ 1,25 bilhão, será paga no fechamento da operação e o restante em “parcelas contingentes relacionadas a eventos subsequentes, como por exemplo a celebração do Acordo de Individualização da Produção (unitização)”.

“Adicionalmente, a Petrobras e a Statoil estão negociando um Memorando de Entendimento, onde outras iniciativas de cooperação estratégica serão avaliadas, com o objetivo de uma atuação de longo prazo”, afirma o comunicado. "A venda parece fazer bastante sentido para a Petrobras traz para o presente um caixa que só estaria disponível em um futuro razoavelmente distante", afirma o Credit Suisse em relatório. 

A BM-S-8 está localizado na Bacia de Santos, é atualmente operado pela Petrobras (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%) e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%), segundo o comunicado. Neste bloco ocorreu uma descoberta no prospecto exploratório denominado Carcará. “Esta operação faz parte da política de gestão de portfólio da Petrobras, que prioriza investimentos em ativos com maior potencial de geração de caixa no curto prazo e com maior possibilidade de otimização de capital e de ganhos de escala, devido à padronização de projetos de desenvolvimento da produção”, diz Petrobras no comunicado

“A operação abre oportunidades para que parcerias com outras empresas, com forte expertise e condições de investimento, contribuam para o fortalecimento da indústria de óleo & gás no Brasil”. "A transação é parte importante do Plano de Parcerias e Desinvestimentos 2015-2016 da Petrobras e sua conclusão está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo o direito de preferência por parte dos demais parceiros no BM-S-8 e a aprovação pelos órgãos competentes”, afirmou a empresa.

A estatal disse ainda que ocorreu, na noite de 26 de julho, um princípio de incêndio em cabos elétricos na plataforma P-62, localizada no campo de Roncador, na Bacia de Campos, a aproximadamente 120 quilômetros da costa, segundo comunicado em resposta a perguntas da Bloomberg. A companhia disse que não houve danos a pessoas ou ao meio ambiente: "imediatamente foram adotadas ações de resposta à emergência, com parada segura da unidade marítima”, diz o comunicado. “Todas as medidas para apuração das causas e reestabelecimento seguro da produção estão sendo tomadas”

A Petrobras disse ter comunicado o ocorrido à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), à Marinha e ao Sindipetro-NF. A plataforma permanece paralisada após incêndio, segundo comunicado em website do Sindipetro. Não há previsão de retorno, segundo o sindicato.

Oi
A Pharol não descarta participar de possível aumento de capital da Oi (OIBR4), diz Estado de S.Paulo, citando um executivo não identificado do grupo português. A Pharol quer saber se Nelson Tanure está agindo em conjunto com outros acionistas para ter maior poder de voto em assembleias, afirma o jornal, enquanto Tanure negou qualquer acordo de voto, segundo o jornal. 

Bradesco 
Após o presidente do banco Luiz Carlos Trabuco ter se tornado réu na Operação Zelotes na última quinta, o Bradesco (BBDC3BBDC4enviou comunicado ao mercado nesta noite esclarecendo que "se trata de um juízo preliminar, decorrente dos argumentos expendidos exclusivamente pelo Ministério Público Federal, e reitera que nenhuma irregularidade ou transgressão legal ou ética foi praticada por seus Administradores, o que restará cabalmente provado durante a instrução do processo".

Destaque ainda para a notícia da Folha de que a aceitação da denúncia contra Trabuco pela Justiça do Distrito Federal deve acelerar a troca de comando do Bradesco. Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente, Alexandre da Silva Glüher e Maurício Machado de Minas são os mais cotados para substitui-lo na presidência do Bradesco. O sucessor de Trabuco será definido nos próximos dias, diz o jornal, citando pessoas próximas à cúpula do banco; processo só começaria em março. Bradesco disse que os 6 vice-presidentes concorrem ao posto, segundo a Folha.

Embraer
A Embraer (EMBR3) encerrou o segundo trimestre de 2016 com prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 337,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 399,6 milhões apurado no mesmo período do ano passado, resultado 21% pior do que o esperado pelo mercado. Com isso, no ano a fabricante de aeronaves acumula um resultado líquido positivo de R$ 48,5 milhões.  A companhia fez provisão de US$ 200 milhões para investigação sobre alegação de não conformidade com U.S. Foreign Corrupt Practices Act em vendas de aeronaves fora do Brasil. 

Já no critério ajustado, excluindo o imposto de renda e a contribuição social diferidos no período, a Embraer contabilizou lucro líquido de R$ 155,6 milhões entre abril e junho de 2016, o que corresponde a uma queda de 59% em relação aos R$ 380,0 milhões reportados no mesmo intervalo do ano passado. No semestre, por este critério, a Embraer registra lucro de R$ 150 milhões.  O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou negativo em R$ 153 milhões no segundo trimestre, ante R$ 548,2 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda caiu para -3,2%, frente os 11,8% anotados no segundo trimestre de 2015. Nos primeiros seis meses de 2016, o indicador soma R$ 490,8 milhões, com margem Ebitda de 5%.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 531,9 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 548,2 milhões anotados no segundo trimestre de 2015 e 17,38% inferior aos R$ 643,8 milhões do primeiro trimestre. Nos seis primeiros meses, o Ebitda ajustado soma R$ 1,175 bilhão.  O resultado operacional (Ebit) também ficou negativo, em R$ 432,1 milhões, ante os R$ 316,2 milhões positivos do segundo trimestre do ano passado. A margem Ebit recuou para -9,1%, frente os 6,8%. No semestre, o Ebit está negativo em R$ 107,2 milhões, com margem de -1,1%. As receitas líquidas cresceram 2,36% entre abril e junho de 2016, para R$ 4,771 bilhões, somando R$ 9,820 bilhões em seis meses. 

A companhia cortou estimativas para entregas de aviões executivos neste ano para 70 a 80 aviões leves e 35 a 45 para aviões grandes e com isso a projeção para a receita líquida em 2016 da divisão responsável pela área foi reduzida para o intervalo de 1,6 bilhão a 1,75 bilhão de dólares ante previsão anterior de 1,75 bilhão a 1,9 bilhão de dólares.

Ambev
A maior cervejaria da América Latina, Ambev (ABEV3), teve queda de 22,4% no lucro líquido do segundo trimestre, a R$ 2,195 bilhões: o resultado foi marcado por queda nas vendas em volume e que trouxe corte na perspectiva de receita da empresa no Brasil neste ano. A empresa destacou que o desemprego crescente deve continuar a pressionar a renda disponível dos consumidores no curto prazo e lançou estratégia focada em produtos com embalagens de vidro retornáveis. A perspectiva para a receita líquida no Brasil este ano foi cortada de crescimento entre "um dígito médio e um dígito alto" para estabilidade, informou a empresa no balanço.

Já a receita líquida da empresa entre abril e junho foi de R$ 10,377 bilhões, 4,7% superior aos R$ 9,910 bilhões somados um ano antes. O custo de vendas da companhia avançou 3,1% no segundo trimestre de 2016, para R$ 3,894 bilhões. 

O Credit destaca que a Ambev reportou números fracos, "com o volume no Brasil caindo mais do que esperávamos".

 BRF
A BRF decepcionou (BRFS3) ao registrar um lucro dez vezes abaixo do esperado, com a combinação de insumos caros e baixa demanda doméstica devido à recessão pesou no desempenho da empresa de alimentos BRF no segundo trimestre, que viu seu lucro líquido despencar 91,6% a R$ 31 milhões, ante lucro R$ 364 milhões no mesmo período do ano passado.

O Ebitda caiu 31,6% no comparativo anual, para R$ 944 milhões. A margem Ebitda teve um tombo de 6,3 pontos percentuais, para 11,1%. "O momento adverso foi intensificado durante o segundo trimestre com a produção e oferta de frango ainda em expansão, preço do milho escalando para níveis recordes, forte apreciação cambial e deterioração do cenário econômico brasileiro", afirmou a empresa. A receita líquida total cresceu 7,6%, a R$ 8,5 bilhões, impulsionada por preços médios mais altos (+2,8% ano a ano) e maiores volumes (+4,6%), devido às operações internacionais. 

"A BRF reportou lucro líquido pior do que esperávamos, devido uma combinação de fraca performance operacional e aumento das despesas financeiras. A receita de R$ 8,5 bilhões veio 3.5% abaixo da estimativa com Ebitda margem contraindo para 11.1% como consequência do aumento de custo de grãos. Esperamos margens fracas também para os próximos trimestres, devido o aumento no preço de grãos e menor preço de exportação em reais", ressaltam os analistas do Credit Suisse.

Raia Drogasil 
 Uma das melhores ações da Bolsa nos últimos anos trouxe bons motivos para os seus acionistas esperarem ainda mais altas. Instantes após o fechamento do pregão da quinta-feira (28), a Raia Drogasil (RADL3) divulgou seu balanço referente ao 2º trimestre e ainda revisou para cima o plano de abertura de lojas para este ano e 2017.

Segundo a demonstração de resultados divulgada, a Raia Drogasil fechou o 2º quarto deste ano com lucro líquido de R$ 157.8 milhões, um salto de 44,6% em relação ao mesmo período de 2015. 

A receita líquida também deu um salto: 25% de crescimento, para R$ 2,783 bilhões, enquanto o Ebitda (sigla em inglês para Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) avançou 39,2%, para R$ 304,8 milhões. A média das projeções da Bloomberg apontava receita de R$ 2,71 bilhões e Ebitda de R$ 307,1 milhões.

Além dos resultados, a rede de farmácias soltou um fato relevante ao mercado elevando de 165 para 200 o número de lojas abertas em 2016. Para 2017, o guidance foi elevado de 195 para 200 novas farmácias.

Apesar dos bons resultados apresentados pela companhia, os analistas do BTG Pactual acredita que os números, em boa parte, já foram precificados. “A recente execução tem sido exemplo de consistência, e o segundo trimestre foi certamente um bom período para a companhia. Como o valuation continua exigente, nós mantemos nossa avaliação neutra, apesar de reconhecer que a companhia é uma clara vencedora em seu segmento”, escreveram em relatório a clientes. 

O Credit Suisse destaca que a expectativa para o resultado de Raia Drogasil era bastante alta, mas a empresa conseguiu mais uma vez surpreender os investidores e entregar números bastante fortes. "O anúncio de expansão de lojas mostra que ela não depende do cenário macro para continuar com crescimento bastante sólido", ressaltam os analistas. "O valuation não está barato, mas a execução continua em um nível de excelência e que o crescimento da indústria também em um papel importante nesta equação. Continuamos com o nosso call de que a Raia é um papel para ter na carteira para o longo prazo e que tem uma característica bastante defensiva", ressaltam os analistas. 

Grendene 
A Grendene (GRND3) teve lucro líquido de R$ 93 milhões no segundo trimestre, uma alta de 4,9% ante o mesmo intervalo de 2015. Segundo a companhia, o balanço foi associado à melhora nas vendas para o mercado interno e a uma forte disciplina adotada para controlar custos.

Já a receita líquida ficou em R$ 407 milhões, o que representa uma alta de 7,1% em uma ano, com o volume de vendas aumentando 5,7%, para 33,6 milhões de pares. As vendas para o mercado interno avançaram 13,3%, para 26,2 milhões de pares e o preço médio subiu 2,1%, para R$ 15,05 por par.

Cia. Hering
A Hering  (HGTX3registrou um lucro líquido de R$ 61,66 milhões no segundo trimestre, com uma leve alta de 4,9% sobre o mesmo período do ano passado, quando ficou em R$ 58,79 milhões. Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 380,83 milhões, com queda de 0,7% ante um ano antes, enquanto o Ebitda encerrou o segundo trimestre em R$ 66,56 milhões, redução de 7,8%.

Em relatório, a companhia explicou que a melhora no lucro se deu pelos ganhos de produtividade nas lojas e à realização de menos promoções no segundo trimestre do ano, o que garantiu melhora no lucro. O Ebitda teve influência negativa de vendas insuficientes para a diluição de custos fixos e do reconhecimento de uma despesa de R$ 4,6 milhões, referente a depósito do Fundo Protege Goiás.

Os analistas do BTG Pactual apontaram que os resultados da varejista seguem fortemente impactados pelo cenário macroeconômico adverso. Na avaliação deles, o preço das ações da companhia tem perspectiva “sombria” para o curto prazo. “No release de resultados, a administração da Hering indicou que a empresa continua a ver um ambiente desafiador no curto prazo, apesar do foco em melhoria do mix de produtos e na execução em loja. O momento de resultados fracos somado à lucratividade abaixo da média nos coloca em posição cautelosa com a Hering, especialmente considerando que a ação superou o Ibovespa em mais de 7% nos últimos 30 dias”, observaram. 

O Credit Suisse aponta que a Hering reportou números um pouco melhores do que o esperado, mas ainda fracos. O SSS das lojas próprias cresceram 2%, indicando que a empresa precisa melhorar o portfólio de produto para o franqueado se não vai continuar sofrendo. "Outra notícia negativa é que a empresa vai ter que contribuir com R$ 5 milhões todo trimestre para um fundo especial (Protégé) de Goiás, reduzindo o beneficio fiscal. Do lado positivo, o fluxo de caixa continua forte, a R$ 85 milhões e uma posição sólida de caixa de R$ 213 milhões, o que dá espaço para a empresa continuar arrumando seu negócio", destacam.

Technos
O Grupo Technos (TECN3) registrou prejuízo atribuído a sócios de R$ 5,34 milhões, conforme aponta demonstrativo de resultado referente ao segundo trimestre apresentado ao mercado na noite da véspera. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro de R$ 12,6 milhões. A receita líquida apresentada entre abril e junho deste ano foi R$ 113,7 milhões, o que corresponde a uma queda de 11,5% na comparação anual. Já o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 11,5 milhões, representando redução de 57,4%.

Para os analistas do BTG Pactual, o balanço evidenciou uma perda de espaço das principais marcas, ao passo que as mais baratas, ainda menos representativas no resultado da companhia, começam a ganhar participação. “Esse conjunto de resultados muito fraco não foi uma surpresa, e nos mantém cautelosos quanto a uma reviravolta. Do lado positivo, o capital de giro melhorou e as vendas apresentaram uma recuperação sequencial a cada mês do período”, escreveram em relatório a clientes.

Multiplan
Também pela temporada de balanços corporativos, a Multiplan (MULT3) mostrou um aumento de 4,4% em sua receita líquida na comparação anual, ao registrar entre abril e junho deste ano R$ 269,79 milhões. O lucro líquido apresentou crescimento de 2,4% no mesmo comparativo, terminando o segundo trimestre deste ano em R$ 98,67 milhões. Já o Ebitda subiu 5%, ao marcar R$ 195,33 milhões no período.

"A Multiplan continua mostrando sua resiliência, com a taxa de ocupação a 98% e bom SAS a 4,1%. Enquanto que o real SSR continuou caindo, começamos a enxergar alguma estabilização da inadimplência", afirma o Credit Suisse. 

Engie
A geradora Engie Brasil Energia (EGIE3), ex-Tractebel, reportou lucro líquido de R$ 328,8 milhões no segundo trimestre, com alta de 57,1% ante mesmo período do ano passado. A elétrica apresentou ainda Ebitda de R$ 751,7 milhões no trimestre, com avanço de 28,3% na comparação anual. A produção bruta da Engie Brasil, maior geradora privada de energia do país, alcançou 4,9 mil megawatts médios, ou 15% a mais que entre março e junho de 2015.

Com isso, a companhia teve um resultado negativo de R$ 29,1 milhões em suas operações na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), ante perdas de R$ 230,4 milhões no segundo trimestre de 2015. A diferença deve-se à seca do ano passado, que obrigou a empresa a comprar energia no mercado de curto prazo para cumprir contratos devido a um déficit de geração generalizado nas hidrelétricas do país.

"O resultado fraco para o trimestre acabou sendo ofuscado pelo pagamento de dividendo e por um nível de vendas bastante forte. Os resultado ficou abaixo das nossas estimativas e a empresa mostrou mais uma vez um resultado fraco no mercado à vista (prejuízo de R$ 29 milhões causado pelo diferencial no preço à vista) e um alto nível de despesas relacionadas a compra de energia. Continuamos neutro para o papel por acreditar que o valuation atual já reflete o pequeno risco de queda e perspectiva operacional favorável", afirma o Credit. 

Fleury 
A companhia de diagnósticos Fleury (FLRY3) viu seu lucro líquido subir 40,2%, encerrando o segundo trimestre deste ano em R$ 46,1 milhões, contra R$ 32,9 milhões um ano antes. Já a receita líquida ficou em R$ 577,1 milhões, um avanço de 8,5% ante um ano antes, enquanto o Ebitda subiu 24,1%, para R$ 122,0 milhões.

Em comunicado, a empresa disse que o controle e os ganhos de eficiência em processos de custos e despesas continuaram a proporcionar melhoras na relação com a receita líquida, com destaque para a diminuição de 213 pontos-base no total dos custos (71,2%, ante 73,3%). O Santander espera reação neutra a resultados “em linha”; “vemos resultados positivamente, já que os dados foram sólidos em termos gerais, com forte geração de fluxo de caixa”. 

SulAmérica 
A seguradora SulAmérica (SULA11) teve lucro líquido de R$ 126,4 milhões no segundo trimestre de 2016, ficando praticamente estável sobre um ano antes. Já o total de receitas operacionais teve aumento de 6,9%, para R$ 4,12 bilhões entre abril e junho, enquanto as receitas operacionais de seguros subiram 7,6%, passando para R$ 3,96 bilhões no mesmo período.

O segmento saúde e odontológico registrou alta de 15,2%, com receita de R$ 3,01 bilhões no trimestre, enquanto as demais áreas apresentaram queda na receita, com automóveis caindo 7,6%, ramos elementares perdendo 57,2% e vida e acidentes pessoais baixa de 2,5%.

Sabesp
A Sabesp (SBSP3) teve a sua recomendação rebaixada de overweight (exposição acima da média) para neutro pelo JPMorgan. O preço-alvo para doze meses é de R$ 32,00 por ação. 

Gol
‎Richard Lark foi eleito como diretor vice-presidente Financeiro e diretor de Relações com Investidores da Gol (GOLL4), segundo comunicado. Lark substituiu Edmar Prado Lopes Neto, que ocupava essas funções desde 2012, e “assumirá novos desafios no Grupo assim que concluída a transição das suas funções”.

“Em observância às práticas de governança corporativa do Grupo, Richard deixa a posição de membro independente do conselho de administração e financial expert do comitê estatutário de auditoria". Para assumir o cargo de Lark no conselho foi indicado André Jánszky. O comitês de política financeira e de políticas de risco seguirão sob a liderança do Lark, segundo o comunicado. Henrique Constantino também deixa de integrar o conselho e Anna Luiza Constantino foi indicada pelo acionista controlador para substituir Henrique no Conselho. André Jánszky e Anna Luiza Constantino deverão ser eleitos em Assembleia Geral Extraordinária, “a ser convocada oportunamente”. “André Jánszky deverá assumir, além da função de conselheiro independente, a posição do Richard no Comitê de Auditoria. Com isso, esse Comitê passará a ser composto por Antônio Kandir, Germán Quiroga e André Jánszky”.

Eletrobras
O Banco do Brasil (BBAS3) e a Caixa dão garantia de R$ 1,9 bilhão para Goiás por Celg, segundo o Diário Oficial. A União e o estado de Goiás firmam contrato de garantia para dívida da Celg, segundo publicação no D.O.

Lojas Renner
A Lojas Renner (LREN3) informou que o T. Rowe Price reduziu participação para 14,98% das ordinárias.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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