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Deutsche Bank eleva preço-alvo dos ADRs da Gol em 325% e ação dispara 6% na Bovespa

Além da Gol, banco alemão revisão as ações da Smiles para compra, enquanto o preço-alvo foi de R$ 39,00 para R$ 55,00

Gol - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Um relatório provoca uma avalanche compradora nas ações da Gol (GOLL4) e Smiles (SMLE3) nesta quarta-feira (20). Às 16h22 (horário), elas registravam ganhos de 7,94% e 5,59%, cotadas a R$ 52,87 e R$ 5,47. O motivo da disparada era a revisão para cima nas recomendações dessas ações pelo Deutsche Bank. A primeira, passou para manutenção; e a segunda, para compra. Juntamente, foi elevado também o preço-alvo desses ativos, que, no caso da Gol, subiu em 325%. Em meio à essa euforia, as ações dessas companhia iam para os seus maiores patamares na Bovespa desde agosto e julho de 2015, respectivamente.

Para a Gol, o Deutsche revisou a recomendação de venda para manutenção, com o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) subindo de US$ 4,00 para US$ 17,00 - ou 325%. Já para a Smiles, a recomendação passou de manutenção para compra, com target das ações indo de R$ 39,00 para R$ 55,00 - ou 41%. Apesar da expressiva revisão, as novas projeções oferecem um potencial de alta de apenas 1% e 4%, respectivamente.  

Como motivos para a revisão da Gol, os analista Michel Linenberg, Richa Talwar e Catherine O'Brien, que assinam o relatório, apontavam 4, sendo eles: visão de que as economias da América Latina estão melhorando (com exceção da Venezuela); melhora econômica acompanhada por uma apreciação generalizada nas moedas da região, o que é positivo para as companhias de aviação; cortes de capacidade significativos que conduziriam uma elevação no RASM (receita por assento disponível por milha, na sigla em inglês)/PRASM (receita unitária consolidada por passageiro, na sigla em inglês), pelo menos em moeda local; e ações do setor de transportes, incluindo companhias aéreas, com tendência a iniciar um novo ciclo de alta.

Em relação à Smiles, eles comentam que a "compra" deve-se à visão de que um risco de ajuste negativo no acordo operacional com a Gol - sua controladora - está significativamente reduzido em meio aos esforços da companhia aérea para sua reestruturação. Além disso, dado o progresso da GOL em sua reestruturação, os analistas acreditam que o mercado atribui menor risco de a empresa pedir falência (evidenciado pela reversão material no preço das ações da GOL). Por conta desses fatores, eles acreditam que as ações da Smiles possam ser negociadas pelos seus próprios fundamentos ao invés de ser "refém" pela GOL.

Onda de otimismo puxada por estrangeiros
Na Bolsa, a onda de otimismo desses papéis era puxada principalmente por investidores estrangeiros, que normalmente operam por grandes bancos internacionais. Neste momento, os maiores volumes negociados com as ações da Gol eram intermediados pelo Morgan Stanley e UBS. Esses dois bancos giraram até o momento R$ 5,15 milhões e R$ 2,27 milhões do saldo comprador da ação, correspondendo a uma fatia de 12,17% e 5,39%, segundo dados do ProfitChart.

O Morgan Stanley também liderava o saldo comprador da ação da Smiles, movimentando um volume comprador de R$ 6,7 milhões. Na sequência, aparecia o Bank of American Merrill Lynch, com R$ 4,8 milhões. 

 

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