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Vale afunda 4% pressionada por minério e Rio Tinto; Marcopolo dispara 6% com Neobus

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

Minério de ferro
(Bloomberg)

12h10: Marcopolo (POMO4, R$ 3,03, +6,32%)
As ações da Marcopolo dispararam até 6,67% nesta sessão, a R$ 3,04, após passar a deter 100% da Neobus com a incorporação da L&M. A alta dos papéis acompanha também uma visão positiva de analistas de mercado para a ação. No programa Comprar ou Vender, que vai ao ar na InfoMoneyTV todas as segundas-feira, os analistas Pedro Galdi e Marco Saravalle, da Upside Investor, comentaram que o setor de autopeças devem performar bem com a retomada de crescimento da economia brasileira, destacando a Randon (RAPT4, R$ 4,73, +1,72%) - a ação preferida deles no setor - e Marcopolo (para conferir o programa na íntegra clique aqui).

Ontem, a Marcopolo informou que aprovou a incorporação da L&M Incorporadora, controladora da San Marino Ônibus (Neobus), pela Marcopolo (Incorporação). A deliberação sobre essa operação será realizada em Assembleia Geral Extraordinária de acionistas no dia 3 de agosto de 2016. Por meio da Incorporação, a totalidade das quotas da Neobus detidas pela L&M, que é titular de uma participação de 55% no capital total e votante da Neobus, passará a ser detida pela Marcopolo, que já detém uma participação minoritária de 45% do capital votante e total da Neobus. Assim, com a aprovação da Incorporação pela Assembleia da Companhia, a Marcopolo passará a deter o controle integral do capital da Neobus. 

11h41: Vale
As ações da Vale (VALE3, R$ 16,85, -4,21%; VALE5, R$ 13,68, -2,91%) e Bradespar (BRAP4, R$ 10,00, -3,47%) - holding que detém participação na Vale - têm dia de correção e caem hoje, seguindo o desempenho dos preços do minério de ferro e em meio às preocupações dos investidores com a Rio Tinto. A mineradora divulgou hoje seus números de produção em linha com o esperado e manteve o guidance para o ano, mas sua ação sofre na Bolsa hoje com acionistas preocupados se a companhia conseguirá entregar o guidance, segundo comentaram analistas do Credit Suisse. Neste momento, os ADRs da Rio Tinto, negociado na Bolsa de Nova York, afundavam 4,7% no pré-market americano. Vale destaque hoje também para o desempenho do minério de ferro, que encerrou em queda de 1,5%, a US$ 56,02 a tonelada, no Porto de Qingdao, na China.   

11h40: Alimentos
Os resultados das empresas de frigoríficos e alimentos - JBS (JBSS3, R$ 10,33, +2,79%), BRF (BRFS3, R$ 50,80, -0,33%), Marfrig (MRFG3, R$ 5,44, +0,74%) e Minerva (BEEF3, R$ 8,93, -0,22%) - devem seguir pressionados, mas o BTG Pactual segue com recomendação de compra para as ações, à espera de números melhores em 2017, segundo relatório do banco divulgado hoje. Entre as empresas, o balanço da JBS deve ser o melhor do 2° trimestre no setor, com as margens de carne melhorando nos EUA, enquanto o câmbio deve novamente contribuir positivamente para o resultado financeiro da companhia. A JBS divulga seu balanço dia 10 de agosto. Entre as ações preferidas, a lista dos analistas segue nesta ordem: BRF, JBS, Minerva e Marfrig. 

No geral, os analistas esperam uma safra fraca de resultados, liderada pelas margens piores nas vendas de aves no Brasil por conta de preços elevados de milho e os preços de aves no ciclo de baixa. Para carnes, o real mais forte e uma demanda doméstica fraca também vão contribuir para margens sequenciais fracas, com uma melhora marginal das margens no segmento de carnes destinadas aos Estados Unidos.

No caso de BRF (que reporta balanço dia 28 de julho), eles esperam mais um resultado fraco, com volumes de aves e suínos caindo no Brasil, como resultado de uma base de comparação mais difícil e aumentos de preços recentes, o que deve levar a uma queda de volume de 2 dígitos. Para Minerva (que reporta balanço dia 2 de agosto), os analistas acreditam que deve vir com queda de margem na comparação trimestral, com câmbio ajudando no lucro e alavancagem que deve fechar o trimestre em queda.  Encerrando a temporda, eles esperam que a Marfrig (que reporta balanço dia 11 de agosto) apresente um resultado fraco, com o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) crescendo somente 2% na comparação anual, com a margem de carnes no Brasil mais fraca (caindo para 8%), enquanto o resultado forte de Keystone deve ser compensado por um real mais forte.

10h58: Construtoras
As ações das construtoras sobem forte pelo segundo dia seguido, com a PDG Realty (PDGR3, R$ 4,24, +4,69%) e Rossi (RSID3, R$ 4,51, +8,94%) disparando mais de 17% nesse período. Também sobem hoje os papéis da Direcional (DIRR3, R$ 6,11, +2,69%), MRV Engenharia (MRVE3, R$ 12,61. +1,94%), Eztec (EZTC3, R$ 17,82, +1,83%) e Cyrela (CYRE3, R$ 10,92, +1,49%).  

Ontem, os papéis subiram com a notícia de que a Caixa Econômica Federal iria financiar a compra de imóveis de até R$ 3 milhões, em uma medida que poderia ser anunciada na próxima segunda-feira. Hoje, investidores reagem à informação de um blog do Correio Braziliense de que o presidente interino Michel Temer já pediu aos presidentes dos bancos públicos, mais precisamente aos comandantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que apresentem estudos para um possível movimento de baixa das taxas de juros cobradas nas operações de crédito. 

10h28: Siderúrgicas
As ações das siderúrgicas, que marcavam uma abertura negativa, ganharam força e operam no campo positivo, com Gerdau (GGBR4, R$ 7,14, +0,14%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,61, +0,77%), CSN (CSNA3, R$ 10,49, +0,10%) e Usiminas (USIM5, R$ 2,55, +0,79%).

No setor, os papéis reagiam aos dados da IABr, que apontavam para uma recuperação (mesmo que lenta) da demanda doméstica das siderúrgicas, com crescimento de 5% na comparação anual para aços planos, e 6% para aços longos, disseram os analistas do BTG Pactual. Eles destacaram também a importação dos aços longos, que caiu para o nível mais baixo com exportação bastante resiliente. Segundo eles, isso pode ajudar a Gerdau no segundo trimestre de 2016. O banco segue com visão mais positiva para o setor, reiterando Gerdau e Metalúrgica Gerdau como top picks.  

10h19: Petrobras (PETR3, R$ 13,75, +0,66%; PETR4, R$ 11,75, +1,73%) 
As ações da Petrobras têm mais um dia volátil. Os papéis que iniciaram o dia em queda viram para alta, acompanhando o desempenho dos preços do petróleo no mercado internacional. Neste momento, o contrato Brent deixava o terreno negativo e registrava ligeira alta de 0,06%, a US$ 46,99 o barril. 

No radar, o Conselho de Administração da Petrobras discutirá ofertas pela BR Distribuidora em julho, mas ainda não tomou nenhuma decisão. A venda desta parte da gigante estatal petrolífera faz parte de um grande programa de desinvestimentos para fazer caixa, já que a Petrobras é dona de uma dívida bilionária com grande parte desse débito atrelado ao dólar.

Segundo o Valor Econômico, o atual presidente da Fierj (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, e o irmão João Pedro vêm mantendo conversas com a Petrobras, e com fundos investidores, para apresentar uma proposta de compra de uma fatia da BR Distribuidora. O plano, se bem-sucedido, pode marcar o retorno dos Gouvêa Vieira ao mercado de distribuição de combustíveis, quase dez anos após a saída da família da Ipiranga, em 2007. A Advent, a GP e o Vitol estão na disputa pela BR Distribuidora, segundo o Estadão. 

Ainda no radar da companhia, a Petrobras confirmou que “iniciou ação judicial contra o grupo Astra nos Estados Unidos, a fim de obter indenização por prejuízos decorrentes de condutas ilícitas relacionadas à compra da refinaria de Pasadena”, de acordo com comunicado ao mercado. 

Por fim, destaque para a notícia da Folha de S. Paulo de que uma decisão judicial de caráter provisório a favor da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), subsidiária do grupo Odebrecht, permite que ela participe de uma licitação da Petrobras, um ano e meio depois da inclusão do grupo e de outras empresas investigadas pela Operação Lava Jato na "lista negra" da estatal.  A OOG foi a primeira a derrubar o bloqueio da Petrobras via liminar e poderá concorrer a um contrato para serviços de manutenção das plataformas de petróleo P-55 e P-62. 

 

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