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Gigante chinesa quer mais elétricas, Petrobras é elevada pelo Morgan e mais 10 notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo desta quinta-feira (7)

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SÃO PAULO - O cenário é de "pausa" nas perdas para as bolsas mundiais após sessões de tensão com o Brexit. Hoje, o noticiário corporativo brasileiro é movimentado, com destaque para possível nova ofensiva da State Grid em mais elétricas brasileiras. Já sobre a Petrobras, a votação sobre projeto que altera regras do pré-sal pode ser votado hoje. Veja os destaques desta quinta-feira (7): 

Elétricas
A Eletrobras (ELET6) confirmou que o presidente atual da sua subsidiária Eletronuclear, Pedro Figueiredo, foi afastado. Segundo a PF, ele foi afastado por haver evidências de que cometeu favorecimento pessoal para o ex-presidente da empresa, Othon Pinheiro, que cumpria prisão domiciliar, revogada durante a operação de hoje.

Ainda no radar da companhia, de acordo com o Valor, os investigadores externos contratados pela Eletrobras - liderados pelo escritório Hogan Lovells e pela comissão independente que conta com a ex-ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Ellen Gracie - querem estender a devassa que fazem na holding estatal e em algumas de suas subsidiárias para a hidrelétrica de Santo Antônio. A alegação é de que isso é necessário para que a holding consiga um balanço sem ressalvas para apresentar nos Estados Unidos e consequentemente levantar a suspensão de negociação de recibos de suas ações na Bolsa de Nova York - vigente desde maio. Porém, a Madeira Energia, dona da usina, que tem como sócios do bloco de controle Odebrecht, Andrade Gutierrez e FI- FGTS, barrou o pedido.

Sobre a Santo Antônio, o Estadão informa ainda que, após a compra da fatia da CPFL (CPFE3), a chinesa State Grid busca mais ativos no Brasil. No radar estariam uma participação na Renova Energia (RNEW11) e o controle da Santo Antônio Energia. 

Na CPFL, com a aquisição, a gigante entrou no bloco de controle da companhia de transmissão e geração e terá de estender a oferta aos demais acionistas, em uma operação avaliada em cerca de R$ 20 bilhões. Se todos os acionistas decidirem pela venda de suas ações para a gigante chinesa, a State Grid será protagonista da maior oferta pública de aquisição de ações (OPA) já realizada no Brasil. Os outros sócios do bloco de controle são a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e a Bonaire Participações, que reúne outros fundos, como a Petros (da Petrobrás), Fundação Cesp, Sistel e Sabesprev.

Petrobras
As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) tiveram a recomendação elevada pelo Morgan Stanley para overweight (exposição acima da média do mercado). O preço-alvo é de US$ 9,50 por ADR (American Depositary Receipt). 

A votação do projeto de Lei que altera as regras do exploração do pré-sal foi adiada para hoje pela manhã. O adiamento foi uma condição para que partidos da oposição encerrassem a obstrução das votações no plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira.

O projeto que altera as regras do pré-sal tem causado divergências entre deputados da oposição e do governo. A proposta modifica a Lei nº 12.351, de 2010, para eliminar a exigência de que a Petrobras seja a operadora exclusiva dos blocos contratados sob regime de partilha de produção.

BR Properties
O Conselho de Administração da BR Properties (BRPR3) elegeu Rubens Freitas para presidência do conselho.

 Dasa
O Conselho de Dasa (DASA3) aprovou captar R$ 61 milhões através da Financiadora de Estudos e Projetos - Finep - e R$ 50 milhões através do Programa BNDES de Financiamento de Maquinas e Equipamentos - BNDES Finame, segundo comunicado.

Os recursos Finep serão para custear parcialmente despesas incorridas na elaboração e execução o Plano Estratégico de Inovação e terão taxa máxima equivalente à TJLP + 6,5% a.a. O prazo de pagamento de até 121 meses com carência máxima de 36 meses. Os recursos BNDES Finame serão para financiamento da aquisição de máquinas, equipamentos e bens de informática novos e terão taxa máxima equivalente a TJLP mais taxa Remuneração do BNDES (1,5% a.a.), taxa de intermediação financeira (0,5% a.a.) e Remuneração da Instituição credenciada (até 2% a.a.). O prazo máximo será de até 60 meses e carência máxima de 24 meses.

O Conselho também aprovou participação da companhia como sócia da GeneDx na constituição de joint venture. A denominação social da parceria ainda será definida e contrato social “será oportunamente elaborado”

Gol
A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) elevou o ratings em escala global da Gol Linhas Aéreas (GOLL4) de SD para CCC ao mesmo tempo em que o rating em escala nacional foi elevado de SD para brCCC.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a agência afirmou que a elevação vem na sequência da "conclusão da troca de dívida, em que a Gol ofereceu um valor consideravelmente menor (na opinião da S&P) sobre suas obrigações que o que havia prometido originalmente".

"O rating CCC é um sinal de que, embora a Gol esteja prosseguindo com seus esforços de vender aeronaves, reduzir a dívida e otimizar seus voos a fim de melhor a eficiência operacional, a estrutura de capital da companhia segue insustentável no médio prazo, com uma alta carga de juros e fluxo de caixa operacional limitado, em meio a fracas condições de mercado e real desvalorizado", diz a agência.

 Smiles
A Smiles (SMLE3) informou que o Morgan Stanley passou a deter 2,1% das ações ordinárias da companhia.  

Oi
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou que, durante a rotina de supervisão sobre fatos envolvendo a Oi  (OIBR4), instaurou dois inquéritos administrativos. O primeiro envolve "eventual violação de deveres fiduciários relacionados à reestruturação societária da companhia, divulgada por meio de Fato Relevante em 02.10.2013, e suas alterações”.

Já o segundo processo visa a “apuração de eventuais irregularidades relacionadas à Oferta Pública Global da Oi S.A. registrada na CVM em 19 de fevereiro de 2014, inclusive no que concerne à avaliação de ativos”.

De acordo com o jornal O Globo, diante da grave crise financeira da Oi, o governo cogitou intervir na operadora antes mesmo de a empresa entrar com um pedido de recuperação judicial. Em parecer da Procuradoria-Geral Federal (PGF), vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU), o órgão afirmou que existiam “elementos passíveis, em tese, de justificar uma intervenção”, já que as informações disponíveis demonstram “desequilíbrio econômico-financeiro associado à má administração”, que “coloca em risco a continuidade dos serviços prestados à população”. 

Itaú Unibanco
A Polícia Federal prendeu em flagrante na noite de quarta-feira (6) um conselheiro do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em flagrante. Ele tentou vender seu voto no colegiado a representantes do banco Itaú Unibanco (ITUB4).

A ação ocorreu a partir de uma denúncia da instituição financeira, que recebeu a oferta do membro do Carf; a identidade do conselheiro não foi divulgada. A prisão da última noite não tem relação com a Operação Zelotes. A operação foi batizada de "Quatro Mãos", uma vez que o conselheiro preso sugeriu à instituição financeira que o voto fosse elaborado "a quatro mãos".

Em nota, o Itaú Unibanco disse que foi “vítima de conduta inadequada de conselheiro do Carf, que solicitou vantagens para beneficiar o banco em julgamento de um caso de seu interesse. "Voluntariamente, reportamos os fatos às autoridades competentes, que passaram a monitorar as atividades do conselheiro, culminando em sua prisão no dia de ontem”.

BM&FBovespa 
A BM&FBovespa (BVMF3) anunciou na quarta que atingiu uma participação acionária equivalente a 9,99% da Bolsa de Valores de Colômbia, em um investimento de 39,8 bilhões de Pesos Colombianos (aproximadamente R$ 44 milhões). Vale destacar que nesta sessão, as ações da Bolsa de Bogotá dispararam 21%.

Além deste investimento na BVC, a BM&FBovespa possui participações acionárias de 8,3% na Bolsa de Comércio de Santiago e 4,1% na Bolsa Mexicana de Valores. A Bolsa ainda informou que "continuará a avaliar oportunidades de investimentos em empresas na região, cujas atividades sejam adjacentes ao seu negócio".

Embraer
A Embraer (EMBR3) informou que a empresa compartilhada de aeronaves particulares AirSprint assinou um contrato de compra de até 12 jatos Legacy 450 da companhia brasileira, pelo valor estimado de US$ 198 milhões. Segundo comunicado, o acordo consiste em dois pedidos firmes, com entrega para o quarto trimestre deste ano, e dez direitos de compra, com data de entrega começando no primeiro trimestre de 2017.

De acordo com a Embraer, os pedidos firmes do contrato de compra já estão inclusos na carteira de pedidos dos resultados do segundo trimestre. As entregas do Legacy 450 começarão assim que a aeronave receber a certificação de tipo da Transport Canada Civil Aviation (TCCA), prevista para ocorrer no quarto trimestre, disse a empresa.

Cemig 
Em resposta a uma notícia dada pela Reuters, a Cemig (CMIG4) afirmou que pretende vender alguns ativos para reduzir sua alavancagem. "Nesse sentido, embora a Companhia esteja estudando e prospectando diversas alternativas, até a presente data não foi contratado assessor financeiro nem celebrado qualquer instrumento contratual, nem mesmo de caráter não-vinculante", disse a companhia em nota.

Unipar 
A Unipar (UNIP6)  informou que a Vila Velha manteve o preço de OPA para fechamento de capital; a avaliação do Santander ficou entre R$ 5,25 e R$ 5,78.  

 

 

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