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Cielo cai com rumor de Bendine e BB sobe 2%; ação dispara 35% em 3 dias com medidas de Temer

Confira os destaques da Bolsa nesta segunda-feira (30)

sede do Banco do Brasil em Brasília
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO - Sem referência de Nova York, onde os mercados não operam por conta do feriado Memorial Day, o Ibovespa registrou um baixo volume financeiro nesta segunda-feira (30). O índice fechou com leve queda de 0,18%, aos 48.964 pontos, com as ações das siderúrgicas e setor financeiro aparecendo entre as maiores quedas. 

Destoava do movimento as ações do Banco do Brasil, após o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmar durante evento promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil que não há pressa para vender participações do Fundo Soberano. 

No mesmo sentido, as ações da Petrobras também subiam hoje, acompanhando o preço do petróleo e notícia de que Aldemir Bendine entregou sua carta de renúncia hoje em reunião do Conselho de Administração da estatal.

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Cielo (CIEL3, R$ 31,30, -1,11%)
As ações da Cielo registraram queda com a notícia de que Aldemir Bendine, que teria renunciado nesta tarde à presidência da Petrobras, irá para o comando da companhia de cartões. De acordo com o blog Antagonista, Bendine receberá de salário, além de outras vantagens, mais de R$ 8 milhões por ano. 

Petrobras (PETR3, R$ 10,58, +0,86%; PETR4, R$ 8,38, +1,82%)
As ações da Petrobras fecharam no positivo após caírem pela manhã com reviravolta dos preços do petróleo. Se na manhã desta sessão, o petróleo registrava baixa em meio às notícias de alta da exportação no Iraque, os preços da commodities viraram à espera da Opep. O brent registrava ganhos de 0,89%, a US$ 49,76 o barril, enquanto o WTI sobe 0,57%, a US$ 49,58 o barril.

Além disso, destaque para a notícia desta tarde de que Aldemir Bendine  entregou sua carta de renúncia nesta segunda-feira (30) em reunião do Conselho de Administração da estatal. Segundo o jornal O Globo, ele não estava presente, mas enviou um e-mail para comunicar a decisão e comentar a escolha de Pedro Parente para ser o novo presidente da petrolífera.

No radar da companhia, o Brasil pediu a Suíça acesso a arquivos contas ligadas a Petrobras. O pedido legal do Brasil para ver os documentos, ligados a uma conta bancária bloqueada, está atualmente em análise, disse o porta-voz do Ministério Público Federal suíço André Marty para a Bloomberg por e-mail. Marty confirmou o teor de reportagem publicada pelo jornal Schweiz am Sonntag. A Suíça congelou conta bancária em conexão com uma investigação sobre o caso Petrobras para determinar a origem dos fundos, disse o jornal. A conta foi utilizada para financiar campanhas políticas na América Central e do Sul, segundo a publicação.

Além disso, destaque para a notícia de que o governo federal vai ingressar nesta segunda-feira com ações na Justiça, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), para cobrar 11 bilhões de reais de empresas e pessoas investigadas pela operação Lava Jato, incluindo as empreiteiras Odebrecht, OAS, UTC Engenharia e Queiroz Galvão, além de executivos e ex-funcionários da estatal, segundo reportagem do jornal O Globo. A AGU sustenta nas novas ações que conseguiu comprovar a formação de cartel para fraudar licitações de grandes obras na Petrobras, elevando artificialmente os preços cobrados e eliminando a concorrência, e o foco dos processos está no superfaturamento e nos lucros resultantes das contratações, de acordo com o jornal.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,41, +1,74%)
As ações do Banco do Brasil registraram ganhos após o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmar durante evento promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil que não há pressa para vender participações do Fundo Soberano. "Não tente se antecipar aos movimentos se não você pode perder dinheiro", disse Meirelles. A citação faz referência às ações do Banco do Brasil, que fazem parte da composição do fundo e que caíram forte na semana passada por conta do anúncio do fim do Fundo.

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,70, -0,03%)
As ações do Itaú Unibanco fecharam praticamente estáveis. No radar, o diretor de relações com investidores do banco, Marcelo Kopel, disse que vê inadimplência com alta controlada nos próximos trimestres, enquanto as provisões devem começar a cair. Kopel falou durante evento com investidores que ocorreu nesta manhã no Rio de Janeiro. 

Vale (VALE3, R$ 14,28, -0,07%; VALE5, R$ 11,37, -0,18%)
As ações da Vale ficaram próximas da estabilidade, com leves perdas nesta sessão. Hoje, o minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em queda de 1,72%, a US$ 50,27. A cotação do minério é um importante balizador para o desempenho das ações da Vale, já que é o seu principal produto. 

Construtoras
As ações do setor de construção caíram hoje seguindo a notícia divulgada no jornal O Globo de que o governo está considerando fazer mudanças significativas no programa Minha Casa, Minha Vida. A ideia, segundo a reportagem, é ter um programa com menos subsídios, a ser anunciado em breve tanto no Faixa 1 quanto no Faixa 2.

Segundo o BTG Pactual, se confirmado, a notícia é negativa para os players de baixa renda do setor - MRV Engenharia (MRVE3, R$ 9,81, -0,91%), Direcional (DIRR3, R$ 5,40, -0,92%) e Gafisa (GFSA3, R$ 1,85, -1,07%) -, que sofreram hoje na Bolsa. Apesar disso, a visão do banco sobre o programa segue a mesma. "Achamos que o Faixa 1 será descontinuado enquanto o Faixa 2 e Faixa 3 não serão modificados e mesmo que tenhamos o subsídio sendo cortado a zero, o impacto para as empresas deve ser limitado uma vez que mais de 90% do subsídio vem do FGTS", disseram os analistas.

Qualicorp (QUAL3, R$ 15,75, +3,96%)
As ações da Qualicorp se recuperaram após registrarem forte queda na sexta-feira, em meio à notícia da coluna Radar On-line, da Veja de que, em delação premiada, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, acusou a Qualicorp de pagamento de propina. 

Procurada, a Qualicorp enviou uma nota ao InfoMoney: "a Qualicorp repudia com veemência as ilações envolvendo seu nome, uma vez que nunca pagou propina a quem quer que seja e jamais obteve ou sequer pleiteou qualquer tipo de benefício junto ao MDIC (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) ou qualquer espécie de financiamento junto ao BNDES".

Vanguarda Agro (VAGR3, R$ 10,84, +17,06%)
A Vanguarda Agro seguiu o movimento de alta observado da última semana, em meio às notícias d
o jornal Valor Econômico que afirma que o novo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, propôs medidas para acabar com as restrições de venda de terras para investidores internacionais. Em três sessões, as ações acumulam ganhos de 35,50%.

Segundo a equipe do BTG Pactual, players detentores de terras, caso da Vanguarda Agro são altamente impactados pois hoje eles têm sua capacidade de monetizar suas terras de forma bastante limitada. "Qualquer mudança nesse sentido é notícia positiva para os players de terras", disseram em relatório.

 

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