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Ibovespa perde 400 pontos em 20 minutos e zera alta; dólar e DIs disparam

Mercado segue roteiro dos últimos pregões e perde forças à tarde depois de subir forte de manhã

Michel Temer
(Lula Marques/Agência PT)

SÃO PAULO - O Ibovespa zera ganhos nesta quarta-feira (25), seguindo o roteiro das últimas semanas de subir de manhã e zerar ganhos à tarde. Lá fora, as bolsas norte-americanas seguem em alta de 1%. Por aqui, o governo do presidente interino, Michel Temer, teve a sua primeira vitória com a aprovação da nova meta fiscal no Congresso. A aprovação vem na esteira do anúncio das medidas, bem vistas pelo mercado, que serão tomadas pela equipe econômica para reverter a trajetória de endividamento público.

Às 15h39 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira tinha leve alta de apenas 0,27%, a 49.506 pontos, se distanciando dos ganhos de 2,05% da máxima do dia. Já o dólar comercial ganhou força e tinha alta de 0,69% a R$ 3,6002 na venda, enquanto o dólar futuro para junho registra ganhos de 0,60% a R$ 3,598. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 opera em leve alta de 3 pontos-base a 13,70%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 vira para alta de 21 pontos-base a 12,81%.

O trader da Daycoval Investimentos, Renan Alpiste, acredita que a alta da Bolsa hoje se deve mais ao cenário doméstico do que à força do exterior. "O investidor estrangeiro já tirou muito dinheiro daqui e o déficit que foi aprovado ontem é um sinal bem favorável hoje para o mercado", afirma. Segundo ele, as medidas anunciadas ontem vão repercutir em todas as contas do governo. "Para continuar a subir, depende do desenrolar dessas medidas e dos próximos passos do Federal Reserve", explica.

Apesar disso, o mercado segue tenso sobre os efeitos das medidas que estão sendo anunciadas, o que traz volatilidade tanto ao índice quanto ao dólar. Apesar das questões, a Bolsa sustenta dos ganhos, enquanto o dólar acabou virando para alta. "Votação desta madrugada no Congresso, que aprovou nova meta fiscal, ainda não foi teste relevante da magnitude de apoio ao governo interino", disse para a Bloomberg o analista político da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Cortez.

Mais informações em breve. 

 

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