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Hering vê lucro cair 29,5% no 1° tri e RaiaDrogasil tem expansão de 27%; veja mais

Confira os destaques da Bovespa após fechamento do pregão desta quinta-feira

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(divulgação)

SÃO PAULO - A temporada de balanços ganha força na Bovespa nesta quinta-feira (28). Após fechamento do pregão, 3 empresas já reportaram seus números. Confira abaixo:

Cia Hering
A Cia Hering (HGTX3) mostrou queda em todas as linhas de seu balanço no 1° trimestre. O lucro líquido da varejista caiu 29,5% no 1° trimestre de 2016, indo para R$ 29,27 milhões, enquanto a receita líquida recuou 9,4%, para R$ 314,35 milhões no período.

A empresa viu suas vendas no segmento "mesmas lojas" (que considera lojas abertas há mais de um ano) caíram 5,5% no trimestre.O Ebitda recuou 22,6% no trimestre, indo para R$ 36,49 milhões, levando a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) para retração de 2 ponto percentual, passando de 12% para 9,3%. 

Segundo a varejista, as incertezas sobre o cenário de vendas continuarão a ter impacto sobre os resultados da empresa em 2016. "Por mais um trimestre os efeitos do declínio do cenário macroeconômico exerceram influência negativa no desempenho de franquias e multimarcas", disse a empresa em seu relatório de resultados, acrescentando que o desempenho das marcas continua afetado pela retração do consumo e da renda. Segundo a Cia Hering, "a desaceleração da economia se intensificou no início do ano" e isso aumenta as incertezas em relação às vendas em 2016.

RaiaDrogasil
A RaiaDrogasil (RADL3) encerrou o primeiro trimestre de 2016 com lucro líquido de R$ 90,1 milhões, o que representa um aumento de 27,4% na comparação com os três primeiros meses de 2015. A estimativa dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 90,5 milhões. 

O lucro líquido ajustado, que considera o benefício de amortização de ágio, foi de US$ 100,8 milhões, alta de 23,8%. A companhia concluiu, em 1° de outubro, a aquisição de 55% de participação da empresa 4Bio. A receita líquida da companhia cresceu 25,5% no período, passando de R$ 2,004 bilhões para R$ 2,515 bilhões, com destaque para as vendas do segmento de perfumaria, que subiram 27,3%. As vendas no conceito mesmas lojas tiveram alta de 16%.

SulAmérica
A SulAmérica (SULA11) registrou lucro líquido de R$ 105,9 milhões no 1° trimestre, alta de 2,4% na comparação com o mesmo período de 2015. As receitas totais operacionais acumularam R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 3,7 bilhões da área de seguros. Dentro desse segmento, a parte de seguros de saúde e odontológico atingiram receita de R$ 2,9 bilhões no período, crescimento de 13,5% na mesma base de comparação.

No período, o índice de sinistralidade da companhia atingiu 76,7% no 1° trimestre de 2016, contra 77,5% no mesmo trimestre de 2015. O ROAE (Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido) da companhia alcançou 15,9%, aumento de 0,9 ponto percentual.

Paranapanema
A Paranapanema (PMAM3), maior produtora brasileira de cobre refinado, viu seu lucro cair 96% no primeiro trimestre de 2016, para R$ 2,68 milhões - ante R$ 74,18 milhões um ano antes. Na mesma comparação, o Ebitda ajustado recuou 16%, fechando os três primeiros meses do ano em R$ 91,16 milhões.

Enquanto isso, a receita líquida registrou leve alta de 9%, passando de R$ 1,21 bilhão para R$ 1,32 bilhão, ao passo que o volume de vendas da companhia caiu 4%, para R$ 69,21 milhões.

Segundo a companhia, durante o primeiro trimestre, foi alcançado uma produção recorde de Cobre Primário (cátodos), contribuindo para a diluição de custos fixos e alavancando as vendas, principalmente para o mercado externo, com o objetivo de continuar compensando a desaceleração no mercado doméstico.

 

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