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Os 5 assuntos que vão agitar o mercado nesta quarta-feira

Veja o que de mais essencial você precisa saber antes de começar a operar nesta quarta

Dilma Rousseff e Eduardo Cunha no Congresso
( Wilson Dias/Agência Brasil (02/02/2016))

SÃO PAULO - A terça-feira foi de euforia para o Ibovespa, com o mercado digerindo a votação do relatório do impeachment na Comissão Especial, a saída do PP do governo e mais notícias que enfraqueceram o governo Dilma Rousseff, além do cenário internacional mais positivo. Hoje, o dia é de alta para as bolsas internacionais com os dados da China, mas o ambiente político deve seguir tanto o tom. Confira no que se atentar:

Bolsas mundiais
As bolsas chinesas subiram mais de 1 por cento nesta quarta-feira, com o índice de Xangai atingindo a máxima em três meses, após dados melhores do que esperado sobre o comércio exterior da China oferecerem novos sinais de que a desaceleração econômica está se aproximando do fim. As exportações da China cresceram 11,5 por cento em março na comparação com o mesmo período do ano anterior, o primeiro aumento desde junho e o maior desde fevereiro de 2015. As importações caíram 7,6 por cento, menos do que o esperado. Os mercados do restante do continente também foram influenciados pelos dados chineses, com um importante índice acionário aproximando-se das máximas do ano. Às 7:30 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,72 por cento. O índice japonês Nikkei marcou a maior alta diária em seis semanas. "Os últimos dados certamente sugerem que os níveis da atividade estão subindo e sem dúvida trarão mais otimismo aos investidores, particularmente à luz do avanço recente dos preços das commodities", disse o economista da gestora de fundos australiana CommSec Savanth Sebastian. As ações europeias têm 4ª alta seguida, com o DAX em alta de 2,11%, FTSE subindo 1,42% e o CAC 40 em alta de 2,48%, também repercutindo os dados chineses. 

Debandada dos partidos
A noite da terça-feira foi de más notícias para o governo, com o anúncio oficial do PP de sair do governo. A presidente Dilma Rousseff reuniu-se na noite de ontem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o núcleo duro do governo para avaliar o cenário político após o PP, partido até ontem da base aliada, declarar voto favorável ao processo de impeachment por parte da maioria da bancada. Além de Dilma e Lula, participaram do encontro, no Palácio da Alvorada, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini. A notícia "boa" para o governo, segundo um assessor palaciano ouvido pela Agência Brasil, ficou por conta do novo líder do PR, Aelton Freitas (MG), que, após assumir o cargo, disse que não há necessidade de "fechamento de questão" para que a legenda confirme ampla maioria contra o impeachment no próximo domingo (17). Por outro lado, a decisão do PRB de votar pelo afastamento de Dilma já era esperada pelo Planalto.

Michel Temer
O vice-presidente Michel Temer concedeu entrevista à Eliane Cantanhêde, da GloboNews e O Estado de S. Paulo, afirmando que está preparado para governar no caso de impeachment. Segundo ele, o diálogo sempre pautou sua atividade e por isso não governaria sozinho, mas com todos os partidos, todos os setores da sociedade, para tirar o país da crise. De acordo com informações do jornal Valor, o vice acelera consultas para escolha de titular da Fazenda. Paulo Hartung, governador do Espírito Santo, Murilo Portugal, presidente da Febraban e o senador José Serra estão entre os nomes sugeridos por aliados para comandar a pasta. 

Cronograma do impeachment
Na noite de ontem também foi divulgado o cronograma para a votação do impeachment. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  confirmou o cronograma de votação na Câmara, mas disse que decisão sobre ordem de votação seria divulgada hoje; ele quer votação por região começando pelo Sul. A conclusão da votação do parecer sobre a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente deverá ocorrer por volta das 21h do domingo (17), afirmou.

Indicadores Econômicos
Também vale ficar de olho nos dados da economia americana. Nos EUA, chama a atenção os números de vendas no varejo em março, índice de preços ao produtor e o Livro Bege do Federal Reserve, com um panorama sobre a atividade do País. No Brasil, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa vai ao STF onde reúne-se com ministro do Supremo Luiz Edson Fachin, 11:00, e participa de assinatura de Renovação do Contrato da Empresa Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), 15:00. 

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Brasil)

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