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Petrobras é cortada e mais 3 recomendações; possível cisão da Usiminas e 10 balanços no radar

Vale foi elevada pelo BofA, JBS foi rebaixada pelo JPMorgan e Localiza pelo Itaú BBA; Oi divulgou prejuízo de R$ 4,5 bilhões no quarto trimestre

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(Reuters)

SÃO PAULO - A véspera do feriado deve ser bastante movimentada para a Bovespa. Além do cenário político e do mercado atento ao Federal Reserve, o dia é movimentado para as empresas da Bolsa, com muitas delas divulgando resultados. Veja os destaques desta quinta-feira (24): 

Usiminas
A falta de entendimento entre os controladores da Usiminas (USIM5), Ternium/Techint e Nippon Steel, colocou a cisão da siderúrgica mineira de volta à mesa de negociação, sendo apontada agora como única solução para o imbróglio societário que já se arrasta há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo. As empresas, conforme fontes próximas à siderúrgica, estariam focadas em viabilizar essa alternativa. Se essa intenção sair do papel, a unidade de Ipatinga ficaria com o grupo japonês e Cubatão, nas mãos do grupo ítalo-argentino.

Vale 
A Vale (VALE3;VALE5) divulgou ao mercado o manual para participação nas assembleias gerais ordinária e extraordinária da companhia, que vão acontecer no próximo dia 25 de abril. O documento tem 138 páginas e destaca que a remuneração ficará a critério do conselho de administração da empresa.

Caso a proposta seja aprovada pelos acionistas, os conselheiros é que vão deliberar sobre o montante, “em função do contexto dos negócios da companhia considerando, dentre outros fatores, o nível de alavancagem e os compromissos futuros de caixa da companhia”, diz o texto do manual.

"O principal objetivo da mudança é manter a remuneração ao acionista de forma mais alinhada à geração de caixa da Vale, principalmente em um período de maior volatilidade e incerteza nos preços das commodities minerais, sem a necessidade de se antecipar ao mercado o valor da remuneração mínima para o ano já no mês de janeiro do próprio ano”, diz a Vale, acrescentando que a mudança “não tem impacto financeiro para o acionista” e “não altera qualquer direito assegurado aos acionistas no Estatuto Social da Vale”.

Outra mudança é nas datas de pagamento dos dividendos, que deve ocorrer em outubro do ano em curso, enquanto a segunda parcela será paga apenas em abril do ano seguinte. Além disso, não haverá anúncio prévio do valor mínimo a ser pago.

Recomendações
Destaque ainda para as recomendações de ações: a Localiza (RENT3) foi rebaixada para market perform pelo Itaú BBA, enquanto a JBS (JBSS3) foi rebaixada de overweight (exposição acima da média) para neutra pelo JPMorgan. A Petrobras (PETR3;PETR4) foi rebaixada pelo Deutsche Bank de manter para venda, enquanto o preço-alvo foi cortado de R$ 7,30 para R$ 5,10. A relação dívida líquida/Ebitda acima de 5 vezes e provável prejuízo em 2016 e 2017 eliminam qualquer esperança para dividendos, segundo relatório do analista Alexander Burgansky

Por fim, a Vale foi elevada de neutra para compra pelo Bank of America Merrill Lynch. O BofA destacou ver o preço do minério de ferro atingindo o seu fundo, ressalta a atratividade das ações em meio a fortes quedas e prevê um ponto de virada no fluxo de caixa. 

 

Oi
A operadora Oi (OIBR4) teve prejuízo líquido consolidado de 4,5 bilhões de reais no quarto trimestre, em resultado impactado por três ajustes contábeis no total de 3,1 bilhões de reais, divulgou nesta quinta-feira.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina nas operações brasileiras foi de 1,745 bilhão de reais, alta de 3,3 por cento sobre o quarto trimestre de 2014. O Ebitda pró-forma foi de 1,7 bilhão de reais, queda de 46,6 por cento na mesma base de comparação.

A companhia informou ainda que decidiu não divulgar projeções sobre seu desempenho em 2016 para ter flexibilidade face à instabilidade macroeconômica atual, de acordo com fato relevante divulgado nesta quinta-feira.

Ata de reunião do Conselho de Administração da Oi divulgada na noite da véspera mostrou que foi aprovada mudança na política de divulgação de informação da companhia para permitir que a empresa decida se divulgará ou não projeções.

Cyrela 
A Cyrela Brazil Realty (CYRE3), que viu seu lucro líquido trimestral cair 35% no quarto trimestre, vai manter sua estratégia de venda de estoques e geração de caixa em 2016, além da seletividade nos lançamentos. A companhia teve lucro líquido de R$ 98 milhões no período, queda de 34,7% na comparação anual.

Entre os fatores que pressionaram o resultado, a Cyrela citou a receita pressionada pela queda nas vendas e uma provisão por distratos (cancelamento de vendas) de R$ 21 milhões. A receita líquida recuou 32,7% ano a ano, a R$ 1,031 bilhão, enquanto o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 144 milhões, 43,6% menor na comparação anual. No fechado do ano, o lucro foi de R$ 448 milhões, recuo de 32,3% sobre 2014.

De acordo com o BTG Pactual, o ROE (Retorno sobre o patrimônio líquido) pouco inspirador e a queima de caixa no quarto trimestre são dados negativos, além de apresentar margens e receita abaixo do que era esperado. 

Triunfo 
A Triunfo Participações e Investimentos (TPIS3) registrou lucro líquido de R$ 88,986 milhões no quarto trimestre de 2015, revertendo parte do prejuízo de R$ 566,792 milhões de igual intervalo de 2014. No acumulado do ano passado, a empresa obteve lucro de R$ 97,005 milhões - em 2014, a companhia anotou prejuízo de R$ 430,184 milhões.

O Ebitda ajustado pela provisão para manutenção, despesas não recorrentes, participação dos acionistas não controladores e equivalência patrimonial, somou R$ 462,055 milhões de outubro a dezembro de 2015, alta de 282,7% na comparação anual. Em 2015, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,263 bilhão, um avanço de 29,9% ante o resultado de 2014. A receita operacional líquida foi de R$ 699,491 milhões no quarto trimestre, uma queda de 11,5% frente ao mesmo período de 2014. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 2,885 bilhões, avançando 17,6% ante o ano anterior.

A receita líquida ajustada, calculada a partir da exclusão da receita de construção de ativos de concessão da receita líquida total, atingiu R$ 422,191 milhões, alta de 50,7%. No ano, a receita ajustada somou R$ 1,667 bilhão, crescimento de 26,6%.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 234,682 milhões, frente à despesa financeira líquida de R$ 93,329 milhões no quarto trimestre do ano passado. Em 2015, o resultado financeiro também foi negativo em R$ 659,322 milhões, ante despesa financeira de R$ 322,646 milhões em 2014. Segundo a Triunfo, o resultado financeiro foi resultado das novas captações feitas para financiar as obras da Triunfo Concepa, Concer e Triunfo Concebra e da maior variação monetária das operações financeiras atreladas a CDI, IPCA, TJLP e IGPM.

Contax
A Contax (CTAX4) registrou prejuízo líquido de R$ 138,1 milhões no quarto trimestre, revertendo assim o lucro líquido de R$ 49,8 milhões no mesmo trimestre de 2014. A receita líquida foi de R$ 762,6 milhões, em queda de 11,5% ante os R$ 861,8 milhões da mesma base de comparação. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 46,7 milhões, ante mesmo resultado positivo de R$ 109,6 milhões no quarto trimestre do ano anterior. 

Prumo
A Prumo Logística (PRML3) viu seu prejuízo líquido mais do que quadruplicar em 2015, passando de R$ 46,7 milhões para R$ 216,8 milhões, alta de 355%. A receita líquida da foi de R$ 101,5 milhões, 41,1% superior ante os R$ 71,9 milhões em 2014.

Dasa
A Dasa (DASA3) registrou lucro líquido de R$ 4,3 milhões no quarto trimestre, ante prejuízo de R$ 21,5 milhões no mesmo período de 2014. O Ebitda somou R$ 83,3 milhões, alta de 54% frente os R$ 54,4 milhões na base de comparação anual. A Receita líquida foi de R$ 683,7 milhões, 3,2% superior aos R$ 662,6 dos últimos três meses do ano anterior. Vale destacar que o HSBC alienou a sua participação em ações da empresa. 

Positivo
A Positivo (POSI3) registrou prejuízo de R$ 53 milhões no quarto trimestre, ante lucro de R$ 5,3 milhões do ano anterior. A receita líquida ficou 19,7% menor, a R$ 496,4 milhões. O Ebitda caiu 64,1%, a R$ 11,3 milhões, enquanto a margem Ebitda somou 2,3%, queda de 2,8 pontos percentuais.  

Vanguarda Agro
A Vanguarda Agro (VAGR3) registrou prejuízo de R$ 73,9 milhões no quarto trimestre de 2015, quase três vezes acima dos R$ 24,93 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 128,18 milhões no quarto trimestre de 2015, queda de 2,5% em relação ao mesmo período de 2014. O Ebitda ficou negativo em R$ 81,29 milhões, alta de 156,5% frente os últimos três meses do ano anterior.  

Profarma
A Profarma (PFRM3) teve prejuízo líquido de R$ 7,3 milhões nos últimos três meses do ano passado, queda de 63,8% frente o mesmo período de 2014. A receita líquida teve leve queda de 0,7%, a R$ 866,4 milhões. O Ebitda subiu 27,1%, a R$ 18 milhões, enquanto a margem Ebitda somou 2,1%, alta de 0,5 ponto percentual.  

PetroRio
A PetroRio (PRIO3) teve Ebitda de R$ 150,1 milhões, margem EBITDA de 59,3% e lucro líquido de R$ 110,4 milhões em 2015. O prejuízo tinha sido de R$ 1 bilhão no ano passado. O resultado financeiro, excluindo-se os impactos de variação cambial, foi negativo em R$ 42,1 milhões. A maior parte das despesas financeiras, R$ 21,5 milhões, é relacionada à já encerrada carta de crédito de US$ 120 milhões para aquisição de BJSA com juros de 6% a.a. em média.

Cosan
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições investimento da Sumitomo Corporation para comprar uma fatia de até 20 por cento do capital da Cosan Biomassa, do grupo Cosan (CSAN3). 

O negócio de até 70 milhões de reais foi anunciado no fim de fevereiro. De acordo com documento do Cade, o investimento da Sumitomo será feito por meio da subscrição de novas ações ordinárias, compreendendo até 20 por cento do capital total e votante da Cosan Biomassa, sendo 12,5 por cento na data do fechamento da transação e 7,5 por cento como investimento adicional, uma vez cumpridas condições estabelecidas em contrato. A Cosan Biomassa foi criada em 2010 para produção de pelletes de biomassa de cana-de-açúcar para geração de energia elétrica e possui uma planta em Jaú, no interior de São Paulo, que entrou em operação em 2015, segundo a Cosan. O aval do Cade foi dado em despacho no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.

Randon
A Randon (RAPT4) informou que decidiu encerrar a produção em Guarulhos a partir de 8 de abril. "
Por força da atual crise econômica que vem afetando a produção de veículos comerciais há três anos consecutivos, a Randon Implementos para o Transporte paralisa suas atividades industriais nas instalações de Guarulhos (SP), a partir de 08 de abril. O local continuará abrigando as áreas comercial e de suporte". 

"A empresa, em conjunto com seus funcionários, adotou diversas ações na tentativa de superar ou minimizar o forte impacto da instabilidade econômica objetivando manter a atividade industrial. A prolongada retração econômica, entretanto, acabou por anular os efetivos ganhos com as inovações e até mesmo com os esforços de redução de despesas com pessoal como flexibilização de jornada de trabalho, férias coletivas e paradas prolongadas em feriados. Estas medidas não foram suficientes para compensar a queda de demanda por produtos que, ao mesmo tempo, tiveram seus preços reduzidos em decorrência de um cenário de competição mais acirrada", destacou a empresa em comunicado. 

Eternit (ETER3)
A Eternit comunicou o adiamento da divulgação de seu resultado referente ao quarto trimestre de 2015 de 24 de março para 28 de março. A companhia disse que a mudança ocorreu por "razões operacionais".

Forjas Taurus
A Forjas Taurus (FJTA4) aprovou orçamento de R$ 66,3 milhões em 2016.

Hypermarcas
A Hypermarcas (HYPE3) informou que o Conselho de Administração autorizou o resgate antecipado da 6ª emissão de debêntures da companhia. 

Itaú (ITUB4)
O Corpbanca disse que a fusão com Itaú Chile passará a valer em 1 de abril. 

(Com Reuters e Agência Estado) 

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