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2 small caps disparam até 130% com OPA; Copel salta 8% e TIM sobe 4%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta segunda-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa acelerou ganhos no final do pregão e fechou em alta de 0,7%, depois de notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode desistir de ocupar a Casa Civil para se tornar articulador não oficial da presidente Dilma Rousseff. Durante praticamente todo o pregão, o índice operou volátil, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 3,79 bilhões na Bovespa. 

Entre as maiores altas, figuraram as ações da Copel e Energias do Brasil, com ganhos de 8,3% e 4,03%, respectivamente. Os papéis da TIM também figuraram na ponta positiva do índice, com a notícia de que a Telecom Italia, controladora da companhia, confirmou hoje que está em negociações avançadas com o CEO, Marco Patuano, sobre os termos de sua saída. Do lado negativo, a Oi caiu em meio à notícia de que a operadora busca renegociar sua dívida e tentar uma negociação exclusiva com detentores da dívida externa. 

As ações da Petrobras e Vale operaram voláteis praticamente durante toda a sessão, por conta do exercício de opções sobre ações na Bovespa, ofuscando a alta das commodities no mercado internacional.  

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Vale (VALE3, R$ 15,15, -1,17%, VALE5, R$ 11,20, -0,62%) e siderúrgicas
As ações da Vale tiveram dia instável, assim como Petrobras, em dia de vencimento de opções sobre ações na Bovespa. Acompanharam o movimento volátil os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 5,93, +0,68%), holding que detém participação na mineradora, e as siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 7,90, -0,25%), Usiminas (USIM5, R$ 1,95, +2,09%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,07, -2,36%) e Gerdau (GGBR4, R$ 5,85, 0,0%).

Apesar da queda, o minério de ferro subiu 2,3% nesta sessão no porto de Qingdao, na China, fechando a US$ 58,82 a tonelada.  No radar da Vale, a mineradora e a Merchants Energy assinaram acordo com longo prazo para transporte. Pelos termos do acordo de 27 anos, unidade da Merchants Energy Shipping em Hong Kong transportará cerca de 16 mi toneladas ao ano de minério de ferro e manganês para Vale, segundo comunicado enviado à Bolsa de Xangai. O acordo passa a valer no primeiro semestre de 2018. 

Já a Bradespar registrou nesta segunda-feira prejuízo líquido de R$ 1,98 bilhão no quarto trimestre de 2015, piora ante o resultado negativo de R$ 343 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita operacional da holding, que tem participação na CPFL Energia e na mineradora Vale, ficou negativa em R$ 1,943 bilhão no quarto trimestre. A receita deriva, entre outros fatores, do resultado de equivalência patrimonial da companhia de investimentos, que ficou negativa em R$ 1,945 bilhão. O resultado negativo da Bradespar vem após a Vale registrar seu pior desempenho desde pelo menos a privatização da empresa no quarto trimestre, com prejuízo líquido de R$ 33,156 bilhões, com suas contas afetadas pelos baixos preços das commodities, que levaram a companhia a realizar uma expressiva baixa contábil.

Além disso, a Usiminas informou que a assembleia para votar o aumento de capital será em 18 de abril. Segundo o Itaú BBA, "apesar de reconhecermos que o aumento de capital e o acordo standstill darão tempo e abrirão caminho para uma reestruturação da dívida com o pool de bancos, acreditamos que posição de dívida líquida da empresa ainda é incompatível com a geração de fluxo de caixa esperada em um futuro previsível”; “além disso, não prevemos melhorias significativas nas perspectivas do setor siderúrgico, com os preços do aço sob pressão”; “acreditamos que grupo Ternium/Techint vai participar do exercício de direito para evitar diluição das ações ordinárias da Usiminas”.

O Santander afirma que a proposta de aumento de capital de R$ 1 bilhão é “positiva” porque deve resolver restrições de caixa da companhia para 2016 e é condição necessária para renegociação cda dívida com bancos; “Apesar deste alívio temporário, no entanto, mantemos nossa visão cautelosa sobre as ações USIM5 devido à perspectiva desafiadora para a geração de FCF, restrições de liquidez da empresa e questões de governança corporativa”.

Petrobras (PETR3, R$ 10,25, -0,49%; PETR4, R$ 8,06, -0,74%)
As ações da Petrobras operaram voláteis hoje, entre vencimento de opções sobre ações na Bovespa, alta dos preços do petróleo e resultado da estatal, programado para ser divulgado após o fechamento do pregão. No mercado internacional, o contrato Brent subiu 1,07%, a US$ 41,64 o barril, nesta segunda-feira.

No radar da companhia, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Petrobras quer vender 81% da rede de gasodutos TAG. E, apesar da necessidade de recursos, a estatal está disposta a ganhar menos com a venda de ativos para evitar contratos que levem a empresa a ter de assumir passivos trabalhistas e tributários no futuro.

Nas negociações mais avançadas, com previsão de serem concluídas ainda neste semestre - como a venda da subsidiária na Argentina e da malha de gasodutos do Sudeste -, a estratégia é priorizar um modelo de contrato livre de amarras e garantias para o comprador, mesmo que, para isso, a estatal acabe recebendo um valor menor pelo ativo.

Na Argentina, a subsidiária está sendo negociada exclusivamente com a Pampa Energia, que ofereceu US$ 1,5 bilhão à Petrobras. Segundo fontes da estatal, a proposta em análise superou outra oferta, mais atrativa, mas que continha cláusula de "escrow account", uma garantia financeira à nova dona do ativo para cobrir eventuais passivos tributários ou trabalhistas após a venda.

A intenção é vender participação de 81% na malha de dutos, garantindo ao investidor privado o controle do negócio. Entre os interessados, há um conglomerado chinês, com empresas do grupo CNPC (China National Petroleum Corp), o fundo canadense Brookfield e um consórcio entre o Canadian Pension Plan Investiment Board (CPPIB) e o grupo Engie, que, no Brasil, atua prioritariamente no setor elétrico.

Copel (CPLE6, R$ 30,39, +8,65%)
Em dia instável no Ibovespa, as ações da Copel dispararam nesta sessão, seguidas por outras elétricas Energias do Brasil (ENBR3, R$ 13,40, +3,88%) e Cemig (CMIG4, R$ 7,90, +2,60%). No radar da Copel, apenas o balanço do 4° trimestre, divulgado na noite da última quinta-feira. A empresa registrou lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 402,1 milhões no período, montante 46,1% superior ao registrado no 4° trimestre de 2014. A receita operacional líquida alcançou R$ 3,337 bilhões, queda de 25,2% contra o mesmo período do ano anterior.  

TIM (TIMP3, R$ 8,16, +4,08%)
As ações da TIM figuraram entre os maiores ganhos do Ibovespa nesta sessão, após renúncia do CEO da Telecom Itália. A companhia confirmou nesta segunda-feira que seu presidente-executivo, Marco Patuano, vai deixar o cargo. O grupo, dono da TIM no Brasil, disse em comunicado que está em negociações avançadas com Patuano sobre a sua renúncia. A empresa disse que ele não apresentou formalmente a renúncia ainda. 

O anúncio veio após a reunião do conselho, do dia 17 de março, e de a Vivendi continuar a aumentar a participação na empresa. Patuano recentemente encontrou com a gestão da Vivendi para discutir estratégias na empresa, como corte de custos e revisar as opções para o Brasil. Atualmente, a Vivendi tem 4 dos 17 assentos no conselho da Telecom Itália, ainda longe de ter o controle, então as decisões tem que ser tomadas em conjunto com os os outros membros do conselho.

O Credit Suisse comenta que a falta de unidade no conselho pode ser um problema para os acionistas no curto prazo, podendo dificultar o turnaround na Telecom Itália e até ameaçar o rating de crédito. A Reuters e a Bloomberg reportaram ainda que a Vivendi tem sido favorável a venda da TIM Brasil, que representa 16% do Ebitda consolidado da Telecom Itália, mas apenas 11% ao ajustar ao percentual da empresa na TIM. Assim, uma venda das operações no país com prêmio só seria relevante para a Telecom Itália do ponto de vista de SOTP. Os analistas do Credit acreditam que o processo de venda da TIM seria para distribuição de dividendos aos acionistas, ao invés de reduzir a alavancagem. Com isso, a decisão de vender a TIM Brasil seria parte de uma estratégia maior, em que a Vivendi voltaria com dividendos e permitiria a Telecom Itália operar mais alavancada, aceitando um rating de 'high yield', comentaram. 

Oi (OIBR4, R$ 1,18, -0,84%)
As ações da Oi caíram com notícia de que a operadora busca renegociar a dívida e tentar uma negociação exclusiva com detentores da dívida externa. A recuperação judicial seria o último recurso, caso a sinalização dos detentores da dívida seja muito negativa e a Oi tenha que partir para defesa do caixa. 

Açúcar e álcool
Analistas do BTG Pactual divulgaram nota reforçando a visão positiva para o setor de açúcar e álcool no ano. Eles estão "bullish" (otimistas) em preços: no caso do açúcar, déficit global no ano (sem sinais de mudanças), com consumo maior e oferta capeada em vários países. No caso do etanol, mesmo reconhecendo que ele pode eventualmente cair, ainda deve permanecer em níveis bem rentáveis em relação aos últimos anos.

Eles aproveitaram para elevar o preço-alvo das ações do setor: Cosan (CSAN3, R$ 30,65, +0,79%), de R$ 31,00 para R$ 40,00 (empresa mais alavancada do setor); São Martinho (SMTO3, R$ 30,65, +1,78%), de R$ 55,00 para R$ 65,00 (que segue como a top pick do setor); e BrasilAgro (AGRO3, R$ 11,18, +1,27%), de R$ 12,00 para R$ 16,00. 

Segundo os analistas, o maior risco dos cases aqui ficam para o comportamento do preço da gasolina na bomba. "Pessimistas podem colocar que ele deve cair, dado o prêmio de 27% para os preços lá fora, mas não concordamos nesse momento, e preços spot de energia estão no fundo (R$ 90/Mwh), reduzindo margens em cogeração (historicamente um business bem rentável)", comentaram.

General Shopping (GSHP3, R$ 2,80, +3,70%) 
A General Shopping vendeu fatia no parque Shopping Prudente à J3. A operação somente será consumada após a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico – CADE, dentre outras condições. Uma vez verificadas as condições para consumação da operação acima descrita, a companhia deixará de deter qualquer participação direta ou indireta no empreendimento comercial.

Frigoríficos
Os papéis do setor de frigoríficos subiram nesta sessão. Em relatório, o BTG Pactual destacou que 2016 será um ano positivo para o setor de frigoríficos, com boa perspectiva de margens operacionais. O Minerva (BEEF3, R$ 11,45, +0,44%) e a Marfrig (MRFG3, R$ 6,84, +1,79%) são os veículos de investimentos para aproveitar do bom momento do setor, afirma o banco. O preço-alvo de Minerva foi elevado de R$ 17,00 para R$ 18,00, enquanto o da Marfrig foi mantido em R$ 10. 

Ser Educacional (SEER3, R$ 10,48, +2,70%)
O Credit Suisse cortou a recomendação das ações da Ser Educacional, de outperform (desempenho acima da média) para neutra, após balanço do 4° trimestre divulgado na manhã de sexta-feira. Segundo os analistas, o resultado da empresa veio fraco, reforçando preocupações com as perspectivas para o setor de que as margens devem ficar sob pressão, como consequência de uma receita líquida mais fraca, enquanto os custos e opex devem aumentar. No caso da Ser, os analistas acreditam que a companhia deve ser potencialmente um target de fusão e aquisição, no entanto, a performance recente da ação não deixa muito potencial de alta para o seu preço-teórico de R$10,00 por ação. 

Kepler Weber (KEPL3, R$ 13,93, -0,50%)
A Kepler Weber teve lucro líquido de R$ 13,1 milhões no quarto trimestre de 2015, enquanto a receita líquida somou R$ 223,8 milhões no período. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 13,1 milhões. 

Metal Leve (LEVE3, R$ 23,14, -4,77%)
A Mahle Metal Leve registrou um lucro líquido de R$ 33,8 milhões no quarto trimestre, queda de 34,7% na comparação anual e estimativa de R$ 53,4 milhões, segundo a Bloomberg. A receita líquida foi de R$ 570,6 milhões no período, ante estimativa de R$ 619,8 milhões. O Ebitda foi de R$ 49,8 milhões, ante estimativa de R$ 99,1 milhões, enquanto a margem Ebitda foi de 8,7%, ante 14,3% do mesmo período do ano anterior.

O Itaú BBA espera reação negativa a resultados fracos; as receitas foram menores em todos os segmentos ao mesmo tempo em que custos foram afetados por eventos extraordinários e pelo término de alguns benefícios.

Braskem (BRKM5, R$ 27,50, +2,54%)
A Braskem informou que o BNDESPar reduziu sua participação acionária na companhia com a venda de ações preferenciais classe A, o que levou sua fatia do capital total de 4,33 por cento em 17 de fevereiro para 2,16 por cento. O braço de participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu sua participação de 10 por cento das ações preferenciais classe A para 5 por cento, diminuindo assim sua participação no capital total da Braskem, divulgou a petroquímica na noite de sexta-feira em comunicado.

Além disso, destaque para a notícia de que a Braskem usa gás de xisto para depender menos da Petrobras. A reportagem destaca que, por 34 meses, a Braskem viveu uma queda de braço com a Petrobras, sua principal fornecedora e segunda maior acionista. A petroquímica tentava a todo custo costurar com a estatal um acordo de longo prazo para o fornecimento de nafta - derivado de petróleo que é a principal matéria-prima para o eteno, produto básico da cadeia do plástico. A batalha terminou em dezembro, mas com um acordo só para cinco anos.

Para reduzir sua dependência do insumo - e, consequentemente, da própria Petrobras, que fornece 70% de toda a demanda da petroquímica -, a Braskem decidiu diversificar: acaba de fechar um acordo para importar dos Estados Unidos o shale gas, o chamado gás de xisto, que revolucionou a indústria global por derrubar os custos de produção.

O projeto exigirá um investimento de R$ 380 milhões e o produto será fornecido pela Enterprise Products, a mesma distribuidora que atende as fábricas da petroquímica brasileira nos EUA. O gás importado vai abastecer até 15% da fábrica de Camaçari, que se tornará uma unidade "flex", capaz de utilizar gás ou nafta na produção.

Vigor (VIGR3, R$ 22,05, +129,69%)
As ações da Vigor dispararam após a companhia informou que a FB Participações atribuiu preço de R$ 25,00 por ação ON em OPA, dando prêmio de 160% em relação ao fechamento de sexta-feira. Chamou atenção também o volume financeiro movimentado com o papel hoje, de R$ 1,2 milhão, contra média diária de R$ 44,5 mil nos últimos 21 pregões.  

Unipar (UNIP6, R$ 5,77, +12,48%)
As ações da Unipar dispararam após a empresa ter informado, sexta-feira à noite, que a Vila Velha decidiu prosseguir com a OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações em circulação. O volume financeiro foi de R$ 2,1 milhão, contra média diária de R$ 292,2 mil dos últimos 21 pregões. 

Além de prosseguir com a OPA, a Vila Velha decidiu elevar o preço a ser ofertado para R$ 7,50 por ação. O valor inclui prêmio de R$2,37 (ou ganho de 46,2%), em relação ao fechamento de sexta, dos quais R$5,00 serão pagos à vista e os outros R$2,50 no prazo de cinco anos, em cinco parcelas de R$0,50 a serem corrigidos pela taxa DI. 

CPFL Energia (CPFE3, R$ 19,20, -0,78%)
O lucro líquido da CPFL Energia caiu 22,8% no quarto trimestre de 2015 ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 363 milhões, com queda das vendas na área de concessão das distribuidoras do grupo, divulgou a companhia nesta segunda-feira. O Ebitda da elétrica totalizou R$ 1,005 bilhão no período, recuo de 25,1% ante o quarto trimestre de 2014. A receita operacional líquida somou R$ 4,5 bilhões, uma queda anual de 8,7%. 

As vendas na área de concessão das distribuidoras caíram 5,3 por cento, a 14.504 gigawatts-hora(GWh). Houve baixa de 4,1 por cento no mercado cativo e queda de 8,5 por cento na quantidade de energia vendida a clientes livres na área de atuação das distribuidoras do grupo, faturada por meio da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD).

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