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Holding da Gerdau dispara 18%, Petrobras sobe 5% e Vale fica apática ao rali

Confira os principais de ações da Bovespa nesta quinta-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa disparou nos minutos finais do pregão desta quinta-feira (10) após o Ministério Público de São Paulo pedir prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a arrancada, o índice voltou a se aproximar dos 50.000 pontos, com os papéis da Petrobras, que operavam em 'ponto morto', fechando em alta de 5%, enquanto as siderúrgicas saltaram até 18%. 

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Por outro lado, as ações da Vale não mostraram reação e seguiram em forte movimento de queda. A ação, que teve forte rali na semana passada, já cai 20% em 3 pregões. Os papéis da Embraer também registraram queda acentuada hoje, renovando menor fechamento desde agosto de 2015, após corte de recomendação do Bank of America Merrill Lynch. 

Confira os principais destaques de ações da Bovespa neste pregão:

Vale (VALE3, R$ 14,05, -3,10%; VALE5, R$ 10,13, -6,89%) e siderúrgicas
Nem o rali nos minutos finais animou as ações da Vale, que seguiram 'apáticas' à euforia do mercado em meio à notícia sobre Lula. Os papéis, que chegaram a subir até 3% nesta manhã, caíram 7% neste pregão, acumulando desvalorização de 20% em 3 pregões. 

As ações foram pressionadas por três notícias negativas. Entre elas, a mineradora teve recomendação cortada de compra para manutenção pela Stifel. Além disso, Ministério do Comércio da China disse nesta quinta-feira que não recebeu um pedido de aprovação regulatória das mineradoras Vale e Fortescue Metals Group com relação à sua planejada joint venture. O ministério disse em um fax enviado à Reuters que analisaria o acordo segundo a lei se receber o pedido.

Também no radar da companhia o minério de ferro teve leve queda de 0,17% nesta sessão, indo para US$ 57,92 a tonelada no porto de Qingdao, na China. Essa é a segunda queda seguida depois que o minério disparou quase 20% na terça-feira. Descolaram do movimento da Vale as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 4,97, -0,60%), holding que detém participação na mineradora, que fecharam em queda amena. 

Por outro lado, as ações das siderúrgicas dispararam nos minutos finais, figurando entre as maiores altas do Ibovespa, com Usiminas (USIM5, R$ 2,11, +9,90%), Gerdau (GGBR4, R$ 5,37, +9,59%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,21, +18,18%) e CSN (CSNA3, R$ 7,46, +9,38%). 

Sobre a Usiminas, os papéis subiram também com o mercado à espera de novidades sobre um possível aumento de capital que pode ser definido em reunião do conselho de administração, programada para sexta-feira (11). A Usiminas afirmou nesta quarta-feira que até o momento ainda não há qualquer decisão sobre uma operação de aumento de capital ou de injeção de recursos na companhia, em meio à discussão dos acionistas controladores da companhia sobre um resgate financeiro da siderúrgica. Em comunicado ao mercado, a Usiminas confirmou que o assunto será tratado em reunião de seu Conselho de Administração marcada para sexta-feira.

"Está efetivamente convocada reunião para 11 de março para deliberar, entre outras matérias, sobre as providências e condições para injeção de recursos na companhia, incluindo a possibilidade de aprovação de aumento de capital mediante a subscrição de novas ações", afirmou a Usiminas em comunicado ao mercado. Informações publicadas pela imprensa nesta quarta-feira afirmam que o grupo japonês Nippon Steel vai propor na reunião de sexta-feira um aumento de capital de 1 bilhão de reais na Usiminas e que está disposto a bancar a operação sozinho se outros acionistas não quiserem participar.

Uma fonte com conhecimento direto do assunto afirmou à Reuters na véspera que a decisão sobre o aumento de capital na Usiminas pode acabar parando na esfera judicial diante de possibilidade de alegação de quebra de dever fiduciário pelos conselheiros da empresa se a operação não for aprovada. O grupo Nippon Steel considera o aumento de capital, aliado a uma renegociação de dívidas da Usiminas com bancos credores, como único caminho para que a siderúrgica evite um pedido de recuperação judicial. Já Techint, que divide o controle da Usiminas com o grupo japonês, disse na terça-feira que considera como melhor alternativa para aliviar o endividamento da Usiminas e proteger os acionistas um "aporte limitado de capital", aliado a uso de recursos da unidade Mineração Usiminas, além da renegociação com os bancos.

Embraer (EMBR3, R$ 21,96, -6,23%)
As ações da Embraer afundam nesta sessão, liderando as perdas do Ibovespa. Os papéis seguem forte desempenho negativo em meio à queda do dólar frente ao real e divulgação do balanço do 4° trimestre na semana passada, que veio mais fraco do que o mercado esperava, com o ponto extra para o guidance ruim para 2016. Nesta sessão, o peso a mais vem por conta de um relatório do Bank of America Merrill Lynch, que cortou a recomendação da ação de compra para neutra. Desde o dia 2 de março, as ações da companhia já desabaram 24% até agora.   

Petrobras (PETR3, R$ 9,82, +2,72%; PETR4, R$ 7,85, +3,29%)
As ações da Petrobras dispararam no fim do dia com notícia de que o Ministério Público de São Paulo pediu prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a notícia, os papéis da estatal se descolaram totalmente do exterior, com o petróleo Brent recuando 2,46%, a US$ 40,06 o barril.

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BM&FBovespa (BVMF3, R$ 15,46, +4,60%)
As ações da BM&FBovespa estenderam rali e renoram neste pregão máxima desde janeiro de 2008, indo para cima dos R$ 15,00. Em relatório, o BTG Pactual disse que a ação já está precificando um patamar de volume de mais de R$ 1 bilhão acima das suas projeções inicias. Segundo eles, todo esse rali do papel (+49% desde a mínima de janeiro) recai sobre o cenário macroeconômico, que se seguir esse rali, dá para imaginar que os volumes vão seguir crescendo e o papel performando bem.
Para eles, a companhia é a que mais se beneficia da melhora do mercado. "Sem dúvida, o risco/retorno do papel a R$ 15,00 é pior do que a cerca de R$ 11,00, mas ainda mais atrativo do que as ações do Banco do Brasil ou mesmo os bancos privados", comentaram os analistas. Dito isso, se o mercado não melhorar, o papel pode sofrer correção, mas operar vendido agora parece muito arriscado, ainda mais com o tema de uma possível fusão com a Cetip pairando sobre o case, acrescentaram.  

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PetroRio (PRIO3, R$ 2,07, -1,43%) 
A PetroRio informou que a companhia não realizará novos investimentos e encerrará suas atividades exploratórias na Namíbia. A companhia informou que, “após um longo período de diálogos com o governo namibiano”, optou por não prosseguir com as suas licenças de exploração de petróleo na Namíbia e, assim, não realizará novos investimentos naquele país. "A decisão está em linha com a estratégia de crescimento da companhia por meio da aquisição de campos em produção e redução da exposição ao risco exploratório". 

Copel (CPLE6, R$ 26,07, -2,87%) 
A Copel teve a sua recomendação rebaixada de overweight para neutra pelo JPMorgan.

SLC Agrícola (SLCE3, R$ 16,52, +2,67%) 
A SLC Agrícola encerrou o quarto trimestre de 2015 com um lucro líquido de R$ 35,33 milhões,  alta de 104,6% na comparação com o resultado de R$ 17,27 milhões no mesmo período do ano passado. A companhia lucrou R$ 121,17 milhões em 2015, 72,7% acima do resultado de 2014.

 A receita líquida somou R$ 583,62 milhões no quarto trimestre de 2015, alta de 33,1% ante o mesmo período de 2014. No acumulado de 2015, a receita ficou em R$ 1,761 bilhão, 17,5% superior ao de 2014. O Ebitda somou R$ 151,89 milhões no quarto trimestre e R$ 339,74 milhões em 2015, altas de 62,3% e 6,1%, respectivamente.

Segundo o BTG Pactual, o resultado confirmou um bom ano de 2015 para a companhia em termos de geração de caixa. Para esse ano, os analistas acreditam que a empresa vai se desalavancar, em vista dos menores investimentos em área plantada e melhores margens operacionais. 

Bradesco (BBDC4, R$ 25,85, +2,99%)  
O Bradesco obteve aval do Cade para assumir 100% das ações da LeaderCard. O resultado da operação fará com que Bradesco passe a deter titularidade da totalidade das ações da LeaderCard em negócio fechado com União de Lojas Leader, varejista que tinha o BTG Pactual como titular direto e indireto de 70% do seu capital, segundo documento do Cade.

Como consequência de uma reestruturação, a União de Lojas Leader passará a deter a titularidade direta da totalidade das ações da Leader Promotora. A operação foi aprovada sem restrições pelo Cade.

Oi (OIBR4, R$ 1,34, +2,90%)
A operadora de telefonia Oi informou nesta quarta-feira que contratou a PJT Partners como assessor financeiro para auxiliá-la na avaliação de alternativas financeiras e estratégicas para otimizar sua liquidez e seu perfil de endividamento.

No início de março, a Reuters noticiou a contratação da PJT Partners e do Rothschild para refinanciar cerca de 13 bilhões de reais de dívidas que vencem no final do próximo ano, segundo duas fontes.

A Oi disse, ainda, que "o foco operacional e comercial da companhia permanece inalterado".

QGEP (QGEP3, R$ 4,61, -4,95%) 
A QGEP divulgou resultado, com prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 159,4 milhões no quarto trimestre de 2015. Em igual período do ano passado, a empresa lucrou R$ 66,2 milhões. A receita líquida foi de R$ 133,5 milhões no quarto trimestre, alta de 8,1% quando comparado aos R$ 123,5 milhões registrados no mesmo período de 2014. 

Segundo o BTG Pactual, resultado foi pior que o esperado, com a companhia devolvendo o bloco BM-J-2, que teve um impacto negativo de R$ 333 milhões. A ação continua sendo a única compra no setor para o banco, com os analistas acreditando que só pelo valor de Manati o papel já consegue ser sustentado. 

OdontoPrev
A OdontoPrev (ODPV3, R$ 11,10, -2,97%) registrou lucro líquido foi de R$ 220,9 milhões em 2015, enquanto a receita de vendas somou R$ 1,25 bilhão no ano.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado foi positivo, destacando dois pontos: (i) segmento corporativo voltou a apresentar uma desaceleração, como reflexo do desaquecimento do mercado de trabalho, principalmente no final do ano passado (algo que deve continuar pressionando crescimento de ODPV em 2016) e (ii) do lado positivo, produtos mais rentáveis (maiores margens de contribuição) como planos PME e individuais continuaram aumentando a participação no mix consolidado. 

Magnesita
A Magnesita (MAGG3, R$ 15,40, +2,94%) encerrou o quarto trimestre de 2015 com prejuízo líquido de R$ 143 milhões, alta de 87% na comparação anual, enquanto a receita líquida somou R$ 898 milhões, alta de 25%. No mesmo período, o Ebitda foi de R$ 53,7 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 17,2 milhões no quarto trimestre de 2014. No ano de 2015, a companhia teve prejuízo de R$ 1,06 bilhão e decidiu não pagar dividendos relativos a 2015. 

Hypermarcas e RaiaDrogasil
As ações da Hypermarcas (HYPE3, R$ 26,80, +1,94%) e RaiaDrogasil (RADL3, R$ 48,35, +2,59%) eram puxadas por rumores sobre um potencial aumento de preço dos medicamentos de 12% que, se confirmado e que poderia ser muito bom para as duas ações, comentou o Credit Suisse, em nota a clientes nesta quinta-feira.

GP Investments e BR Properties
A GP Investments informou que a GPIC, controlada da companhia, e a THB, controlada pela Abu Dhabi Investment Authority, celebraram compromisso de subscrição vinculante que assegura a um fundo da GP Investments recursos suficientes para liquidar oferta pública de aquisição (OPA) de até 172.407.104 ações ordinárias da BR Properties (BRPR3, R$ 8,70, -1,14%). O montante, em conjunto com as ações da BR Properties já detidas pelo fundo de private equity, representa até 70% do capital social da BR Properties, de acordo com comunicado da GP Investments na madrugada desta quinta-feira.

Natura (NATU3, R$ 28,26, +0,39%) 
A Natura informou que aplicará alíquota de 15% na retenção do imposto de renda na fonte para pagamento de Juros sobre o Capital Próprio na data prevista para pagamento do provento, no dia 20 de abril 

Daycoval (DAYC4, R$ 8,55, 0,0%)
O banco Daycoval não obteve anuência unânime de credores para a realização de OPA (Oferta Pública de Aquisição). A companhia fará oferta pública unificada por ações preferenciais.

T4F (SHOW3, R$ 5,40, +4,85%) 
A Time For Fun divulgou seus números do quarto trimestre, registrando alta de 134% da receita líquida, para R$ 229,4 milhões. Já o ucro líquido chegou a R$ 12,2 milhões, revertendo prejuízo de R$ 42,4 milhões registrado 12 meses antes. A margem Ebitda passou de 9,6% negativo para 7,1% positivo. 

Em 2015, a receita líquida teve leve queda, de R$ 552,9 milhões em 2014 para R$ 551 milhões. E, de prejuízo de R$ 70,3 milhões em 2014, ela reverteu em lucro de R$ 20,9 milhões em 2015. 

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