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As 13 ações que estão comemorando o cenário de Selic mais baixa em 2016

Mercado já precifica uma queda de 1,25 ponto percentual da taxa de juros para esse ano após inflação vir mais baixa nesta manhã

Alexandre Tombini - BC
(Ueslei Marcelino/Reuters)

SÃO PAULO - Inflação mais baixa do que o esperado divulgada nesta manhã ampliou expectativas para corte da Selic ainda este ano pelo Banco Central. O mercado já precifica uma queda de 1,25 ponto percentual da taxa de juros para esse ano, segundo o diretor de operações da Mirae Asset Wealth Management. A notícia faz preço na Bolsa neste pregão, principalmente entre aquelas ações que ganham com esse cenário. Isto é, papéis que figuram nos setores de construção civil, shoppings centers, concessionárias, além daquelas com elevado endividamento atrelado ao CDI e baixa geração de fluxo de caixa.

No pregão desta quarta-feira, 13 comemoravam essa expectativa de juros mais baixo este ano, enquanto o Ibovespa mostrava indefinição, pressionado pelos papéis da Vale e bancos.

Dividas em 3 grupos, para facilitar o entendimento de como cada uma dessas empresas podem ser beneficiadas, as que mais subiram figuravam no grupo das empresas com elevado endividamento e baixa geração de caixa. Isto porque o custo de seus endividamentos diminui com a Selic mais baixa. 

Nesta sessão, as ações desse grupo que registravam ganhos mais expressivos eram Eletropaulo (ELPL4, R$ 8,54, +2,40%), Gol (GOLL4, R$ 3,33, +2,15%), JSL (JSLG3, R$ 7,87, +0,90%), CPFL Energia (CPFE3, R$ 18,77, +5,57%), Light (LIGT3, R$ 10,38, +9,49%) e Rumo (RUMO3, R$ 3,90, +15,38%), segundo cotação das 13h32 (horário de Brasília).

Na sequência vinha o grupo do setor de construção civil, com as ações da Rossi (RSID3, R$ 5,67, +5,78%), Lopes Brasil (LPSB3, R$ 3,08, +3,01%), Eztec (EZTC3, R$ 15,02, +2,46%) e MRV Engenharia (MRVE3, R$ 11,18, +1,91%). Não apenas a precificação do mercado para uma Selic mais baixa faz preço nessas ações hoje - dado que torna mais atrativo o financiamento imobiliário -, mas também a notícia de que o governo avalia medidas adicionais para estimular o crédito imobiliário para dar um fôlego à construção civil, segundo informações do jornal O Globo. Para enfrentar o problema, empresários do setor pediram à equipe econômica uma nova alteração nos compulsórios — dinheiro captado pelos bancos com a caderneta de poupança e que fica retido no Banco Central (BC) — para injetar no mercado R$ 25 bilhões. 

O terceiro grupo que ganhava com os juros hoje eram as empresas do setor de shoppings centers e concessionárias. Entre elas, as concessionárias Ecorodovias (ECOR3, R$ 5,55, +1,09%) e CCR (CCRO3, R$ 14,78, +1,79%) subiam mais de 1%, enquanto a única entre as administradoras de shoppings que subia era Multiplan (MULT3, R$ 50,99, +0,39%)

Esses papéis são beneficiados por esse cenário porque essas empresas precisam operar alavancadas, com isso, um aumento da Selic encarece seu endividamento e tira a atratividade de seu investimento. Isso porque como historicamente elas possuem uma TIR (Taxa Interna de Retorno) elevada, essa alta alavancagem acaba não trazendo tanto problema - dado que elas ganham com essa gordura do "spread" entre TIR e Selic. No entanto, quanto mais aumenta a Selic, menor fica essa gordura do "spread", ou seja, menos atrativas ficam aos olhos dos investidores. Por isso que com as chances de impeachment voltando a cena, essas ações voltaram ao radar dos bancos - um coro que pode ganhar ainda mais força nos próximos dias.  

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