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Destaques da Bolsa: Petrobras, Vale, JBS, educacionais, Braskem e mais 13 ações

Confira os principais destaques de ações da Bovespa desta terça-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa voltou a afundar nesta terça-feira (26), pressionado pelos papéis dos bancos, Petrobras e Vale, que seguiram o mau humor da Bolsa chinesa após cair 6,42%, tendo sua maior queda diária desde que o governo chinês abandonou o mecanismo de "circuit breaker", em 8 de janeiro. No índice, 12 ações encerraram a sessão com queda superior a 3% e 9 papéis renovaram suas mínimas em mais de 10 anos

A grande surpresa foi a ação da JBS, que desabou a partir das 16h (horário de Brasília) após denúncia do Ministério Pública Federal de São Paulo contra o CEO do grupo, Joesley Batista, por crime contra o Sistema Financeiro Nacional. As ações chegaram a cair 11,09%, a R$ 9,46, indo para o menor patamar desde outubro de 2014.  

Chamou atenção também a derrocada dos papéis do setor de papel e celulose, que são afetados pela queda do preço da celulose na China. Fibria apareceu como a sexta maior queda do Ibovespa. Contrariando o sentimento negativo, o BTG Pactual comentou hoje que a queda recente dessas ações é "exagerada", o que abre uma oportunidade de compra no papel.  

Além disso, Cemig e Eletropaulo, que tiveram recomendação elevada pelo Bradesco BBI para equivalente a "compra", não conseguem afastar o pessimismo que derrubou o mercado e caíram forte hoje.  

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão: 

Petrobras (PETR3, R$ 5,96, -4,03%; PETR4, R$ 4,20, -4,76%)
As ações da Petrobras acompanharam a derrocada dos ADRs na véspera, quando a Bovespa ficou fechada por conta do feriado em São Paulo, e caíram forte nesta sessão, "ignorando" a disparada dos preços do petróleo nesta terça-feira. O petróleo Brent marcava alta de 5,70%, a US$ 32,24 o barril, em meio às expectativas de que os países produtores de petróleo alcancem um acordo para enfrentar o excesso de oferta da commodity no mercado. 

Segundo o estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, a correlação da Petrobras com o petróleo apresentou redução desde a semana passada. Na sexta-feira passada, a Petrobras caiu 2%, enquanto o petróleo subiu 9%. Para ele, essa reação deve-se à expectativa do mercado de que a empresa terá que fazer um aumento de capital, seguindo o anúncio da Eletrobras (ELET3; ELET6).

Convergindo para o dia negativo, o HSBC cortou o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras de US$ 4,00 para US$ 3,00, enquanto cortou o preço-alvo das ações de R$ 8,00 para R$ 5,00. A recomendação seguiu em manutenção para os papéis. 

O mercado reage ainda a notícia de que os trabalhadores da Petrobras receberam indicação da empresa de que o resultado financeiro do último trimestre do ano passado pode comprometer o ganho acumulado nos primeiros nove meses do ano.

Em reunião com a área de recursos humanos da petroleira, na segunda-feira, 25, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) ouviram que, neste ano, não será possível adiantar a participação no lucro, como ocorre tradicionalmente, porque "há receios de que o resultado do quarto trimestre possa impactar negativamente o lucro de R$ 2,1 bilhões acumulados nos três primeiros trimestres".

Também no radar da Petrobras reportagem da Reuters aponta que a estatal já estaria em negociações para vender sua participação na Braskem, com interesse de grandes petroquímicas internacionais no ativo, e trabalha para que o negócio seja fechado ainda no primeiro semestre. "As conversas já começaram. A venda da parte da Petrobras está em discussão e ela está no ponto para ser vendida. A ideia é vender toda a participação", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Ainda sobre venda de ativos, segundo a Folha de S. Paulo, com dificuldades para encontrar compradores para a maior parte dos negócios que colocou à venda, a direção da Petrobras começou a mexer em um tabu e está disposta a abrir mão do controle ou até vender empresas inteiras, e não mais participações minoritárias, como era o plano inicial. 

Essa disposição envolve somente áreas fora da atividade principal da companhia, que é exploração, produção e refino de petróleo. De acordo com a Folha, a intenção é se desfazer de termelétricas, usinas de biodiesel e etanol, fábricas de fertilizantes, sua transportadora de gás natural (TAG) e a fatia na petroquímica Braskem, além de operações na África, na Argentina, no Japão e nos EUA. A estatal precisa  arrecadar pelo menos US$ 14,4 bilhões até o final do ano para reduzir sua dívida líquida, de US$ 100 bilhões, que a coloca como a petroleira mais endividada do mundo.

Ontem, a ANP informou que a companhia encontrou óleo no campo de Libra, na Bacia de Santos. A descoberta ainda não foi declarada comercialmente viável.

Por fim, o Santander disse ter recomendação "overweight" (acima da média do mercado) para os bônus da Petrobras, com a expectativa de que os planos de vendas de ativos e esforços para cortar custos reduzirão a dívida da estatal. Depois de se encontrar com executivos da companhia, o analista Aaron Holsberg disse que executivos da Petrobras fizeram dos desinvestimentos uma alta prioridade e esperam levantar 12 bilhões de dólares com vendas neste ano. No melhor cenário, todos os recursos provenientes poderiam ser usados para pagar o principal da dívida. Em nota a clientes, Holsberg também elogiou esforços para cortar custos que reduzem as médias de despesas anuais de longo prazo à metade do que eram nos últimos anos.

Papel e celulose
As ações da Fibria (FIBR3, R$ 42,68, -3,98%) e Suzano (SUZB5, R$ 14,49, -3,27%) "ignoraram" recomendações de compra de bancos e caíram com recuo dos preços da celulose. Lá fora, saíram números de preço de celulose (FOEX) na Europa e China. Os dados indicam preços estáveis na Europa e uma queda acentuada de cerca de US$ 9,00 a tonelada na China. Vale mencionar que a subida de preços no mercado chinês na ultima semana de cerca de US$ 2,00 a tonelada havia levantado a tese de uma estabilização/recuperação de preços.

Para analistas do Credit Suisse, o preço da celulose deve seguir pressionando as ações do setor até o Ano Novo chinês (daqui a 2 semanas), com uma provável recuperação apenas no final de fevereiro e início de março. 

Mais otimista, o BTG Pactual destacou em relatório hoje que a queda recente dos papéis do setor parece exagerada, vendo "oportunidade de compra" nessas ações. O Santander, por sua vez, elevou a recomendação dos papéis da Fibria para equivalente a compra. 

Em relatório, o BTG Pactual aponta que a queda das ações do setor parece exagerada, precificando recuo de 20% no preço de celulose, o que ele não acredita provável. Os analistas comentaram que a demanda chinesa segue crescendo, com o movimento de desestocagem de lá está longe de ser um colapso. Diante disso, eles veem a queda como uma "oportunidade de compra" nas ações da Fibria e Suzano. 

O que pode atrapalhar o "call"? Preços na Europa ainda devem cair US$ 30,00 antes de se estabilizarem. Por outro lado, os analistas comentam que já viram as primeiras evidências de estabilização de preços na China. Sobre o 4° trimestre, Suzano deve ter resultado mais fraco, mas muito em cima do que consideramos "não recorrentes" e não deve atrapalhar a tese de longo prazo. Eles atualizaram o preço-alvo das ações da Suzano para R$ 28,00, enquanto mantiveram Fibria em R$ 70,00.

Além do BTG, o Santander elevou a recomendação das ações da Fibria, de underperform (desempenho abaixo da média) para compra. O banco também estabeleceu um novo preço-alvo para 2016, de R$ 70,00 por ação, ante R$ 40,00 de 2015.

JBS (JBSS3, R$ 10,05, -7,33%)
As ações da JBS desabaram após denúncia do Ministério Público Federal de São Paulo contra nove executivos do Grupo JBS e do Banco Rural por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Em resposta à Bloomberg, a J&F, que controla a JBS, disse que não teve acesso ao conteúdo da denúncia. 

A denúncia se baseia em operações ilegais de concessão de empréstimos feitos em 2011 e inclui o CEO do Grupo JBS, Joesley Mendonça Batista, e o dono do Banco Rural, João Heraldo dos Santos. Segundo o MPF, os valores envolvidos nas operações, conhecidas como "troca de chumbo", chegam na casa dos R$ 80 milhões. 

Além de Joesley e João Heraldo, foram denunciados por participação direta nos atos ilegais o diretor financeiro da J&F, Antonio José Barbosa Guimarães, o presidente do Banco Original, Emerson Fernandes Loureiro, seu vice, José Eduardo Tobaldini Jardim, a presidente da Trapézio S.A., Kátia Rabello, seu vice, Plauto Gouveia, o vice-presidente do Banco Rural, Vinícius Samarane, e o diretor financeiro da instituição, Wanmir Almeida Costa.

Vale (VALE3, R$ 8,95, -0,89%; VALE5, R$ 6,82, +1,34%)
As ações Vale fecharam em movimentos opostos, com as preferenciais na máxima do dia, depois de caírem 4% na mínima do dia, acompanhando nesta manhã o movimento dos ADRs (American Depositary Receipts) ontem, que encerraram com queda de 5% na Bolsa de Nova York. Os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 3,14, 0,0%), holding que detém participação na Vale, também zeraram as perdas de até 6% e fecharam estáveis. 

Sobre a companhia, a Vale conseguiu liminar que suspende a interdição no porto de Tubarão, no Espírito Santo, que impedia desde quinta-feira as exportações de minério de ferro da empresa do local, afirmou à Reuters, o advogado da companhia, Sergio Bermudes, do escritório Sergio Bermudes Advogados. Como consequência da suspensão, a mineradora ficou impedida, desde quinta-feira, de embarcar cerca de 200 mil toneladas de minério de ferro próprias por dia a partir do porto.

Segundo o BTG Pactual, como a decisão foi revertida rapidamente, o impacto será limitado e, com isso, volta-se a ter pressão no preço do minério de ferro. Além disso, o dia segue negativo para o mundo de commodities, com metais básicos corrigindo, cobre caindo 0,6% e Bolsa chinesa caiu 6,4%. "Setor segue pressionado. Seguimos com visão cautelosa para Vale", comentaram os analistas.

Bermudes explicou que, na liminar, a Justiça deu à Vale "o prazo de 60 dias para apresentar um plano de solução" para as questões ambientais no porto. A mineradora, maior exportadora global de minério, teve as atividades no porto interditadas pela Justiça, que quer obrigar a empresa a adotar novas medidas para evitar danos ao meio ambiente a partir de suas atividades em Tubarão.

Segundo o Estadão, a Samarco pressionou o projetista da barragem de Fundão, Joaquim Pimenta de Ávila, a emitir um documento fora das especificações na etapa inicial da construção da represa. 

A mineradora e a ArcelorMittal foram multadas em R$ 34,2 milhões cada uma, totalizando R$ 68,4 milhões, pela prefeitura de Vitória (ES) por causarem danos ao meio ambiente com suas atividades no porto de Tubarão, que está com as atividades suspensas desde quinta-feira passada. O porto é responsável pelo embarque de mais de 30% da produção da mineradora e analistas do Bradesco BBI já alertaram para impactos sobre a empresa devido à interrupção da operação.  

Braskem (BRKM5, R$ 23,41, -2,30%)
As ações da Braskem seguiram mau humor do mercado e caíram nesta sessão. Segundo a Reuters, a Petrobras está em negociações para vender sua participação na Braskem, com interesse de grandes petroquímicas internacionais no ativo, e trabalha para que o negócio seja fechado ainda no primeiro semestre. "As conversas já começaram. A venda da parte da Petrobras está em discussão e ela está no ponto para ser vendida. A ideia é vender toda a participação", disse a fonte, que falou sob condição de anonimato. Na Bolsa, as ações da companhia, que encerraram ano passado entre os maiores ganhos do Ibovespa, acumulam queda de 14,6% somente no mês de janeiro.  

Rumo (RUMO3, R$ 1,35, -10,00%)
Depois de renovar mínima histórica na Bolsa hoje, as ações da Rumo ganharam força para fechar estáveis. Esse foi o segundo pregão que a ação encerrou no zero-a-zero no ano. Nos outros 15 pregões, os papéis caíram; sendo que somente em um registraram alta. Os papéis da Rumo detêm o posto de pior ação do Ibovespa em 2016, com queda de 75% em janeiro. 

Siderúrgicas
As siderúrgicas tentaram recuperar as perdas no intraday, mas voltaram a cair durante a tarde, com as ações da Usiminas (USIM5, R$ 0,97, -3,00%), CSN (CSNA3, R$ 3,42, -0,87%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,28, -1,20%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 0,97, -2,02%).  

No radar das companhias, a CSN planeja demitir cerca de 950 funcionários próprios na divisão de mineração em Congonhas, Minas Gerais, devido aos efeitos dos baixos preços do minério de ferro na receita da companhia, afirmou à Reuters nesta segunda-feira o diretor do Sindicato Metabase Inconfidentes, Rafael Ávila.

Além disso, a empresa quer reduzir em 35% os custos com terceirizados, o que o sindicato acredita que irá se refletir em mais demissões. O Metabase não representa os terceirizados, mas calcula que haja cerca de 3 mil atualmente que trabalham para a companhia.

Educacionais
Os papéis das educacionais subiram forte hoje, se afastando do pessimismo generalizado do mercado, com as ações da Ser Educacional (SEER3, R$ 6,72) subindo 12%, depois de bater alta de até 13,83%, a R$ 6,83, na máxima do dia. As demais ações do setor Kroton (KROT3, R$ 8,00, +3,36%) e Anima (ANIM3, R$ 9,59, +1,48%) também subiram. A exceção foi Estácio (ESTC3, R$ 10,69, -2,82%), que encerrou no negativo, renovando menor patamar desde setembro de 2012

No radar do setor, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que o governo está ofertando 250.279 vagas novas no seu programa de financiamento estudantil, o Fies, para o primeiro semestre de 2016. 

As cerca de 250 mil vagas estão em linha com o número esperado pelo setor de ensino superior privado. Representantes do setor vêm informando que esperam que ao longo de todo este ano, a oferta de novas vagas do Fies seja semelhante à do ano passado, quando 313 mil vagas foram oferecidas, sendo 252 mil no primeiro semestre e 61 mil no segundo semestre. 

 

Gol (GOLL4, R$ 1,15, -0,86%)
Segundo coluna Radar, da Veja, em meio a uma de suas maiores crises, a Gol trabalha em um plano de remanejamento de rotas para reduzir custos e gerar mais eficiência no negócio, que foi atingido em cheio pela valorização do dólar frente ao real e queda na demanda. A expectativa é que a empresa apresente o plano no próximo mês à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). No ano, as ações da companhia desabam 54,37%.  

Eletropaulo e Cemig 
A Bradesco Corretora elevou a recomendação de duas elétricas nesta terça-feira. A recomendação da Cemig (CMIG4, R$ 4,45, -0,45%) e Eletropaulo (ELPL4, R$ 7,08, +6,47%) passaram de neutra para outperform (desempenho acima da média). Apesar da queda hoje, ontem os ADRs (American Depositary Receipts) da Cemig figuraram entre os únicos três que subiram na Bolsa de Nova York, com a Bovespa fechada por conta do feriado em São Paulo.  

O Bradesco colocou a Cemig com preço-alvo de R$ 8,00 por ação; e Eletropaulo, R$ 11,50 por ação.  

CPFL Energia (CPFE3, R$ 14,42, -2,17%)
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou nesta terça-feira, em reunião de diretoria, um pedido do Grupo CPFL por uma revisão extraordinária das tarifas praticadas por suas oito distribuidoras de energia elétrica, que atendem regiões do interior de São Paulo e parte do Rio Grande do Sul.

A empresa alegou enfrentar custos maiores que os reconhecidos nas tarifas devido a fatores como a alta do dólar, que influencia a energia comprada da hidrelétrica de Itaipu. O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que a agência "reconhece certo descasamento no fluxo financeiro", mas entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar a alta extraordinária.

Tereos (TERI3, R$ 54,45, +7,61%)
As ações da Tereos dispararam hoje após laudo de avaliação da OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações apontar um valor econômico por papel entre R$ 56,01 e R$ 61,60, considerando o método de fluxo de caixa descontado. O levantamento foi realizado pelo Bradesco BBI, no contexto da OPA, que resultará na sua saída do Novo Mercado da BM&FBovespa e na migração para segmento básico de listagem da Bolsa. O valor ficou abaixo do proposto inicialmente por ação pelo ofertante, que era de R$ 65,00, mas 21,7% acima do fechamento da última sexta-feira. A vendedora disse que prosseguirá com a operação.  

Minerva (BEEF3, R$ 11,55, -2,61%)
As ações da Minerva caíram hoje, seguindo o movimento negativo do mercado, após ter fechado sexta-feira na máxima do dia, com alta de 3%, com a notícia de que foi aprovado aumento de capital de até R$ 1,56 bilhão, por meio da subscrição privada de até 99,7 milhões de ações.  

Supondo que o aumento de capital atinja o valor máximo, o montante representará cerca de 70% do valor de mercado da empresa. Para a operação ser realizada, é preciso que ao menos 47.848.524 ações sejam subscritas, valor que corresponde a R$746,4 milhões. O preço para cada ação será de R$15,60, valor cerca de 35% maior que o fechamento da última quinta-feira.

M.Dias Branco (MDIA3, R$ 56,25, -4,48%)
O Cade instaurou nesta segunda-feira, 25, processo administrativo para investigar uma possível prática de cartel na produção e distribuição de farinha de trigo no Norte e Nordeste. Segundo informações do órgão, a lista de investigados é extensa. Inclui 53 pessoas físicas, além de empresas, associações e cooperativas. Entre os investigados estão Bunge Alimentos S/A, Moinho Dias Branco S/A Ind. e Com. de Alimentos, Grande Moinho Cearense S/A, Moinho Cruzeiro do Sul S/A, Moinhos de Trigo Indígena S/A - Motrisa, J. Macêdo S/A e Ocrim S/A Produtos Alimentícios, as distribuidoras Estrelão Trigo & Pão Comércio Ltda., Cooperativa dos Panificadores do Rio Grande do Norte, Natal Trigo Comércio e Representações Ltda., Oestetrigo Distribuição e Representação de Alimentos Ltda. e CG Representações de Produtos Alimentícios Ltda., além da Associação dos Moinhos de Trigo do Norte e Nordeste do Brasil.

"Há evidências de que os acusados tenham se organizado com o objetivo de limitar a concorrência por meio da fixação do preço de produção da farinha de trigo e também dos preços de revenda do produto pelas distribuidoras ao consumidor final (indústrias, panificadoras, etc.)", informou o Cade por meio de comunicado. O órgão relatou, ainda, que foi verificada imposição de dificuldades ou punições para as distribuidoras que não seguiam os valores estipulados.

O Cade informou também que o caso teve início em 2008, a partir de denúncia de ex-funcionário da Moinho Dias Branco ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte. Em 2013, a Superintendência-Geral do Cade solicitou autorização judicial e cumpriu mandados de busca e apreensão de documentos na sede das empresas investigadas. O caso ficou suspenso até o fim de 2015 por uma decisão judicial que proibiu o Cade de analisar os documentos apreendidos na sede do Moinho Dias Branco, em Fortaleza (CE).

Segundo o conselho, com a instauração do processo administrativo, os representados serão notificados para apresentar defesa. Ao final da instrução, a Superintendência-Geral sugere a condenação ou o arquivamento do caso, encaminhando-o para julgamento final no Tribunal do Cade. "Em caso de condenação, as empresas podem pagar multas que variam de 0,1% a 20% de seus faturamentos, e as pessoas físicas, de 1% a 20% do valor aplicado à pessoa jurídica", informou o Cade.

BR Malls (BRML3, R$ 10,58, -2,04%)
As ações da BR Malls caíram após dados operacionais do 4° trimestre mais fracos do que o esperado. Segundo o BTG Pactual, razão para tal desaceleração foi a piora no cenário macroeconômico e vendas mais fracas de eletrônicos. Do lado positivo, o banco ressaltou a taxa de ocupação, que se manteve estável em 3,1%. 

As vendas totais nos shoppgins da companhia tiveram leve crescimento de 0,3% no quarto trimestre, na comparação anual, a R$ 6,9 bilhões, informou a empresa. O crescimento exclui o efeito de vendas de participação em 2014. No fechado do ano, as vendas totais subiram 3,2%, a R$ 22,5 bilhões, sob impacto do baixo desempenho do segmento de eletroeletrônicos ao longo de todo 2015, disse a BR Malls.

As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) subiram 0,9% nos últimos 3 meses do ano, ante um avanço de 6,5% no mesmo período em 2014. Segundo a empresa, o segmento de lazer teve um desempenho acima dos demais, com alta de 10,3% nas vendas mesmas lojas no quarto trimestre. 

Eztec (EZTC3, R$ 11,72, -2,98%)
Em dia negativo no mercado, as ações da Eztec recuaram pressionadas também por dados operacionais do 4° trimestre. Segundo o BTG Pactual, a prévia veio fraca, mas em linha com o esperado. Nenhum projeto foi lançado no trimestre e o foco ficou na venda de estoque (principalmente unidades já prontas). Os analistas chamam atenção também para o fato de que, apesar das campanhas de marketing, o VSO (vendas sobre oferta) ficou em apenas 6%. O destaque positivo foi que 80% das vendas do período foram de unidades prontas, comentaram os analistas. "O cenário segue desafiador, mas a Eztec segue sendo um dos top picks do setor". 

Segundo dados divulgados pela empresa, as vendas líquidas contratadas somaram R$ 81 milhões no quarto trimestre, queda de 77% em relação aos R$ 346 milhões em vendas de igual período de 2014. 

A companhia não lançou novos produtos no quarto trimestre de 2015, mas adquiriu 50% de participação no projeto Chácara Cantareira, adicionando um valor geral de vendas (VGV) de R$ 28,8 milhões ao período, ante lançamentos de R$ 454 milhões de outubro a dezembro de 2014. A EZTec encerrou 2015 com R$ 226 milhões em lançamentos, baixa de 79% em relação ao ano anterior.

Queiroz Galvão (QGEP3, R$ 4,10, -5,75%)
As ações da Queiroz Galvão afundam 9% e atingem mínima histórica nesta terça-feira. Embora tenha mantido recomendação de compra, o HSBC cortou o preço-alvo das ações da companhia de R$ 10,00 para R$ 6,00.

Na semana passada, um relatório do Itaú BBA apontava que a empresa deveria ser a menos afetada pela derrocada dos preços do petróleo, na comparação com as rivais PetroRio e Geopark, mas salientou que o campo Atlanta, que a empresa possui 30% e produção está prevista para começar em meados de 2016, provavalmente não vai gerar caixa.  

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