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Após pedir falência do Hopi Hari, credor quer que CVM investigue quebra de normas

Parque de diversões tem uma dívida que chega a R$ 6 milhões com o empresário cesar Federmann

Montanha-russa
(Facebook)

SÃO PAULO - O empresário Cesar Federmann, que é credor do parque de diversões Hopi Hari (PQTM4), já havia entrado com um pedido de falência da companhia na comarca de Vinhedo (SP) por conta do não pagamento de dívidas contraídas pela empresa com ele. Desta vez, ele quer que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) investigue possíveis quebras de conduta em normas da autarquia.

Em seu requerimento, Federmann alega que ocorreram violações à instrução número 358/02 pela não divulgação de fato relevante relacionado a atraso no pagamento de dívidas contraídas pelo parque com ele. Dívidas estas que, em valores atualizados, chegam a quase R$ 6 milhões.

O empresário também acusa a companhia de prestar informações falsas no formulário de referência, demonstrações financeiras padronizadas e informações trimestrais. "O Hopi Hari descreveu incorreta e tendenciosamente acontecimentos relativos ao inadimplemento do contrato [de empréstimo] e alardeou a inauguração de uma nova atração no parque temático omitindo que os equipamentos foram alienados [no contrato assinado entre as partes] e encontram-se incompletos, o que impede seu regular funcionamento", afirma ele.

"O Hopi Hari fez afirmações [ao mercado] com o propósito de transmitir a mensagem de que a montanha russa seria montada em breve e fez projeções", continua Federmann. O equipamento, porém, não está em funcionamento e tem apenas parte dos carrinhos montados, de acordo com o credor. No relatório de resultados referentes ao terceiro trimestre, a empresa informa que “além de potencializar a geração de tráfego para o parque, [o equipamento] será um marco no mercado de turismo nacional, sendo a primeira nova montanha russa do Brasil em 15 anos”.

O Hopi Hari já teve seu registro de companhia aberto suspenso por ter descumprido, por período superior a 12 meses, obrigações periódicas de entrega de informações. Em outubro, foi revertida a suspensão do registro.

 

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