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Petrobras dispara 6% com virada do petróleo; Vale e exportadoras saltam 5%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quarta-feira

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(Shutterstock)

13h13: Petrobras (PETR3, R$ 6,28, +5,90%; PETR4, R$ 4,54, +2,48%)
As ações da Petrobras operam na máxima do dia, com a virada dos preços do petróleo no mercado internacional antes da divulgação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, às 14h (horário de Brasília). Neste momento, o petróleo Brent subia 0,39%, a US$ 27,99 o barril, contribuindo também para o sentimento positivo nas bolsas americanas.  

Essa é a primeira alta da estatal após quatro pregões seguidos de perdas. Além do petróleo, um relatório um tanto "tranquilizador" do Itaú BBA para a estatal traz ânimo. O banco vê um impacto limitado da queda do petróleo no Ebitda da Petrobras. “Para a Petrobras, ao contrário das empresas de óleo regulares, a queda nos preços do petróleo provavelmente terá um impacto limitado sobre o Ebitda de 2016”, segundo relatório de analistas. Aproximadamente 60% da receita da estatal não é atrelada aos preços do petróleo. 

Além disso, a Folha de S. Paulo destacou ainda que o preço alto dos combustíveis da Petrobras faz as empresas importarem diesel. As distribuidoras de combustíveis têm aproveitado o alto preço do diesel vendido pela estatal para ampliar seus lucros com a importação do produto por conta própria. O Brasil importa diesel porque não tem capacidade para produzir todo o volume necessário para abastecer o mercado. No ano passado, foram importados 6,94 bilhões de litros, o equivalente a 13% do consumo interno.

Destaque ainda sobre os planos do governo para incentivar o setor de petróleo e gás.  O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disseontem que o governo deve anunciar na próxima semana medidas de incentivo a novos investimentos no setor de petróleo e gás no Brasil. Uma entrevista coletiva para detalhar o plano está prevista para o dia 26. Uma das ações estudadas é a manutenção do sistema para definir o preço mínimo do petróleo para cálculo do valor de royalties e participação especial pago por empresas do setor de óleo e gás, segundo informa o G1. 

Já segundo o jornal Valor, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) publicará resolução, ainda esta semana, que mantém a metodologia de cálculo de royalty e participação especial cobrados na produção de petróleo, informou fonte do governo.

12h37: Vale e siderúrgicas
Ações da Vale (VALE3, R$ 9,64, +4,67%; VALE5, R$ 7,24, +4,03%) ganham força nesta tarde, acompanhando as demais mineradoras globais e mostram forte recuperação nesta sessão. Seguem o movimento os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 3,30, +3,12%), holding que detém participação na Vale, além das siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 1,06, +3,92%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,51, +3,24%) e CSN (CSNA3, R$ 1,06, +3,73%). 

12h32: Elétricas
As ações da AES Tietê (TIET11, R$ 11,61, +4,59%) dispararam até 5,14% (R$ 11,67), após BTG Pactual elevar recomendação das units para compra, considerando um dividend yield (dividendos/ação) de 13%. Os papéis da companhia - que são resultados de uma mutação concluída em dezembro - vinham de queda de 23% em janeiro. Em 30 de dezembro, a AES Tietê, com ticker GETI4, deixou de existir na Bolsa, ao ser incorporada pela Companhia Brasiliana de Energia. Os papéis então se transformaram este mês em TIET11, que representam os depósitos de ações ("units") da emissão da Companhia Brasiliana de Energia, que passou a ser chamada de AES Tietê Energia. 

O relatório do banco engloba outras elétricas, com destaque para o fato de que há um tempo não se via papéis que pagam dividendos tão altos com uma performance tão fraca. Dada essa distorção, eles aproveitaram para rever os modelos de outras elétricas, além da AES Tietê, sendo: Taesa (TAEE11, R$ 15,24, +0,93%), Alupar (ALUP11, R$ 10,83, -1,46%) e Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 41,30, +0,24%), que  segue como sua top pick no setor.  

Sobre Taesa, o banco vê uma taxa interna real de 11,5% e dividend yield acima 13%, lembrando ainda que este é um papel que se beneficia da inflação mais alta (cenário provável).

Já Alupar, o BTG ressaltou que traz um risco/retorno maior (citando como o mais arriscado desse 'call'), mas que também negocia a um desconto sobre a Taesa, o que em parte explica isso. Eles projetam um dividend yield acima 10%, com portfólio de longo prazo.

Para fechar, eles veem Transmissão Paulista como o melhor hedge de inflação do setor. Adicional a isso, com a decisão de ontem do BC, papéis com proteção inflacionária como os nomes acima se favorecem.

12h23: BM&FBovespa e Cetip
A fusão entre BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,23, -0,20%) e Cetip (CTIP3, R$ 37,29, -0,51%), que estava banho maria passado a euforia que surgiu no mercado depois do anúncio no começo de novembro, pode voltar à tona nesta quinta-feira (21). Isso porque ocorre hoje a reunião do conselho de administração da BM&FBovespa para discutir o tema da fusão. 

Para o BTG Pactual, a visão segue a mesma, isto é, mesmo com a piora do mercado, a Bolsa deve vir com uma nova proposta, em um valor acima de R$ 39,00 por ação. Esse foi o valor oferecido pela Bolsa dia 16 de novembro para a Cetip, mas recusado por ela dia 3 de novembro - exatamente um mês após a notícia de fusão começar a circular no mercado.

11h48: Educacionais
A Citi Corretora divulgou hoje relatório sobre educacionais, adotando novamente uma postura mais conservadora, em meio ao cenário macroeconômico desafiador, o que pode impedir expansão dessas empresas. Os analistas cortaram, em média, em 5% a receita líquida estimada para o setor até 2017, enquanto Ebitda e lucro foram reduzidos em 8%.

Apesar disso, eles elevaram o preço-alvo das ações da Kroton (KROT3, R$ 8,16, -0,49%), de R$ 9,40 para R$ 10,20, mas mantiveram a recomendação em neutra.

Na Bolsa, as demais ações do setor registram queda hoje: Estácio (ESTC3, R$ 11,19, -1,84%), Anima (ANIM3, R$ 9,80, -1,01%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 6,32, -3,07%).   

11h27: Exportadoras
As ações das empresas com perfil exportador, como é o caso das voltadas para o setor de papel e celulose Fibria (FIBR3, R$ 45,58, +5,85%) e Suzano (SUZB5, R$ 15,73, +6,07%), disparam com a escalada do dólar nesta sessão e perspectiva de que a moeda se valorize ainda mais este ano após decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a Selic em 14,25% ao ano. Esses dois papéis, que figuram hoje como as maiores alta dos Ibovespa, caíram forte nos últimos dias e bateram ontem no menor patamar desde julho de 2015.   

10h44: Rumo (RUMO3, R$ 2,35, +6,82%)
Pior ação do Ibovespa em 2016, com queda de 62,6%, as ações da Rumo disparam hoje e figuram como a maior alta do Ibovespa, em dia positivo no mercado. Assim como têm sido usual nos últimos pregões, as ações da companhia operam entre leilões na Bovespa hoje.  

10h24: Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 34,38, -2,39%)
As ações do Grupo Pão de Açúcar caem após anúncio de dois novos executivos para a área de Multivarejo, braço do varejo alimentar que inclui as bandeiras Extra e Pão de Açúcar, além dos mercados de pequeno porte Minimercado Extra e Minuto Pão de Açúcar.

Para a Citi Corretora, apesar dos novos executivos terem uma forte experiência no setor de varejo de alimentos, há um receio de que adicionando outros executivos abaixo do CEO, Ronaldo Iabrudi, o efeito pode ser mais prejudicial do que bom, especialmente no curto prazo. Os analistas citam uma estrutura já pesada no grupo, criada em 2014, com um gestor dedicado a cada marca, enquanto o cenário macroeconômico permanece desafiador. A corretora manteve recomendação neutra para a ação. 

O BTG Pactual também comentou que segue em cautela com o case, acreditando que a combinação de cenário macroeconômico, competição e risco de governança vão continuar pressionando o resultado no curto prazo. No ano, as ações da companhia já caem 15%.  

Em comunicado ao mercado, a companhia informou que foi nomeado Luis Moreno para o cargo de diretor vice-presidente de Negócios (CEO) do Multivarejo e também Marcos Samaha para o cargo de diretor de Operações (COO) da divisão.

10h22: Helbor (HBOR3, R$ 1,53, +2,00%)
A Helbor viu seus lançamentos registrarem queda de 38,7% no quarto trimestre de 2015 em relação ao terceiro ao somar R$ 69,6 milhões em valor geral de vendas (VGV), e 78,2% na comparação com igual período de 2014. O VGV parte Helbor totalizou R$ 48,8 milhões, queda de 38,7% em relação ao terceiro trimestre e de 80,1% na base de comparação anual.

Já as entregas no quarto trimestre foram de R$ 431,8 milhões no total e R$ 361,8 milhões na parte Helbor, na época do lançamento.

10h06: MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,20, +1,23%)
A MRV Engenharia espera que 2016 seja um ano com vendas e lançamentos de imóveis em níveis semelhantes ou um pouco melhores que 2015, apesar dos desafios impostos pela economia do país, disse o presidente da construtora e incorporadora, Rafael Menin, nesta quarta-feira. A empresa divulgou que encerrou 2015 com queda de 8,6 por cento nas vendas de imóveis residenciais, a 5,489 bilhões de reais, enquanto os lançamentos tiveram crescimento de 8,4 por cento, a 4,7 bilhões. 

Considerando apenas o quarto trimestre, as vendas caíram 7,1% no comparativo anual, mas avançaram 5,2 por cento sobre os meses de julho a setembro, a 1,378 bilhão de reais. Já os lançamentos subiram 35,1 por cento ano a ano e 56 por cento sobre o terceiro trimestre de 2015, para 1,631 bilhão de reais. O BTG Pactual destacou, em relatório, que os números da construtora foram sólidos, com o perfil de renda mais baixa ainda tendo uma boa performance. Os analistas do banco seguem com recomendação neutra para a companhia, com preço-alvo de R$ 9,50. 

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