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BTG limita dividendo e Dilma encontra Murilo Ferreira; confira mais 15 empresas no radar

Usiminas demite 4.000 em São Paulo, Vale entra na Justiça contra ação que bloqueou licenças e mais notícias movimentam esta terça-feira

Vale
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Enquanto o dia promete ser de alívio para as bolsas em meio à expectativa por estímulos na China após os dados fracos do País, o noticiário corporativo é bastante movimentado, em meio à divulgação de prévias operacionais e revisões de recomendações. 

Em destaque, o BTG Pactual (BBTG11) divulgou nesta terça-feira seu resultado não auditado do quarto trimestre, quando teve lucro líquido de 1,23 bilhão de reais, avanço de 45 por cento sobre o mesmo período do ano anterior. A receita total atingiu 3,52 bilhões de reais no período de outubro a dezembro, alta de 122 por cento na base de comparação anual, impulsionada principalmente pelo segmento "sales & trading" e pela área de gestão de fortunas. Por sua vez, o retorno anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do BTG Pactual ficou em 22 por cento no trimestre encerrado em 31 de dezembro, ante 18,4 por cento no quarto trimestre de 2014 e 28,8 por cento no fim do trimestre imediatamente anterior.

O total de ativos do BTG Pactual ficou em 266,5 bilhões de reais no fim de dezembro de 2015, queda de 12 por cento em comparação com o fim do terceiro trimestre. "Vamos continuar focando no fortalecimento do nosso nível de liquidez e no desinvestimento de ativos e investimentos que não fazem parte das nossas principais atividades", afirmou o banco. O BTG também disse que limitará nesse momento a distribuição de dividendos ao mínimo requerido em seu estatuto social, de 1 por cento do lucro, e manterá uma abordagem financeira "prudente e conservadora". O portfólio de empréstimos corporativos caiu 32 por cento sobre o fim de setembro, principalmente como resultado de vendas de carteiras em dezembro. O resultado engloba o desempenho do Banco BTG Pactual e da BTG Pactual Participations.

Vale
Na última segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff recebeu o presidente da Vale (VALE3;VALE5), Murilo Ferreira. O governo se dispôs a negociar um acordo com a mineradora para a recuperação do Rio Doce, que ao lado da BHP é dona da Samarco, informa o jornal O Globo. Conforme ressalta o Valor Econômico, um eventual acordo para a recuperação do rio Doce, onde toda a lama foi despejada em novembro, é uma alternativa à ação civil que pede R$ 20 bilhões das mineradoras em razão da tragédia. Por decisão liminar da Justiça, a Samarco terá de pagar até o final de janeiro R$ 2 bilhões. 

Ainda segundo o Valor, a mineradora entrou ontem com recurso (agravo de instrumento) no Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra a decisão da 12ª Vara Federal em Belo Horizonte que tornou indisponíveis as licenças de lavra existentes em nome da empresa. 

Petrobras
Interessada em se desfazer de ativos para reforçar o caixa, a Petrobras (PETR3PETR4) teria duas propostas para compra de sua operação na Argentina -- a Petrobras Energía S/A. Conforme conta a colunista Maria Cristina Frias, do jornal Folha de S. Paulo, a Pampa -- maior companhia do setor elétrico argentino -- já ofereceu US$ 1,2 bilhão e a estatal YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales), US$ 1,5 bilhão. As expectativas são de que o negócio seja fechado ainda no primeiro trimestre.

O BTG Pactual cortou o preço-alvo para os ADRs da estatal, de US$ 5,5 para US$ 3 o papel, destacando que a aparente falta de qualquer sentido de urgência está cobrando um pedágio enorme sobre a empresa e destaca que 2015 foi um ano perdido para a estatal. A recomendação para os papéis é neutra. 

OSX
Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a OSX (OSXB3), informou que Eike Batista assinou um acordo para vender 90 milhões de ações da companhia para uma afiliada da Mubadala. A quantidade de papéis representa 28,78% do capital social da empresa, segundo o comunicado.

Eike afirma que este acordo ocorre em decorrência da reestruturação do investimento da Mubadala Development Company no Grupo EBX. "A conclusão de tal transferência está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes usuais para este tipo de negócio, e está prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2016", diz a nota. Eike afirma ainda que manterá a todos informados sobre o andamento desta transferência de ações.

Gafisa
As vendas e lançamentos da incorporadora Gafisa (GFSA3) cresceram no quarto trimestre, na comparação anual, com a retomada de lançamentos para média e alta rendas no período e salto nas vendas da Tenda, de imóveis econômicos. Entre outubro e dezembro do ano passado, o segmento Gafisa - voltado para média e alta rendas - foi responsável por 55,7 por cento dos 14 lançamentos do trimestre, em um total de 380,3 milhões de reais. Um ano antes, a companhia não lançou novos imóveis neste segmento. A Tenda também viu os lançamentos crescerem, a 25,3 por cento ano a ano, encerrando dezembro em 302,6 milhões de reais. Assim, o resultado consolidado do trimestre apresentou um avanço de 182,7 por cento, a 683 milhões de reais, informou a incorporadora nesta segunda-feira.

As vendas no segmento Gafisa, totalizaram 245,2 milhões de reais entre outubro e dezembro, alta de 38,3 por cento sobre 2014, e queda de 1 por cento em relação ao trimestre anterior. Na Tenda, as vendas cresceram 87,6 por cento no quarto trimestre ante 2014, a 237,5 milhões de reais, com recuo de 3,2 por cento trimestre a trimestre. No consolidado, as vendas foram de 483 milhões de reais, alta anual de 58,8 por cento, sendo 66,6 por cento de lançamentos. No quarto trimestre de 2015, o estoque consolidado a valor de mercado teve um aumento de 3,5 por cento, na comparação com o trimestre anterior, totalizando 2,9 bilhões de reais, disse a Gafisa.

Cia. Hering
A receita bruta da Cia Hering (HGTX3) foi de 607,9 milhões de reais no quarto trimestre, queda anual de 0,7 por cento, informou a varejista nesta segunda-feira, acrescentando que o desempenho foi pressionado pelo canal multimarcas.

Na Hering Store, principal rede de lojas da companhia, as vendas caíram 3,3 por cento. Considerando o critério mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses), as vendas diminuíram 5,1 por cento. A empresa abriu 38 lojas e encerrou 25 unidades em 2015, contabilizando 840 pontos de venda ao final de 2015. Segundo o Santander, a companhia teve vendas fracas no quarto trimestre, embora em linha com estimativas. Os dados confirmam “nossa expectativa de uma temporada de resultados fracos para Hering e destacamos que a ação continua a perder
ímpeto”, destacam os analistas. 

Multiplan
A Multiplan (MULT3) divulgou a sua prévia operacional do quarto trimestre. As vendas cresceram 4,1% no quarto trimestre na comparação anual, para R$ 4,2 bilhões. As vendas de lojistas nos shopping centers da Multiplan atingiram R$13,3 bilhões, um crescimento de 4,5% sobre as vendas de 2014, que por sua vez haviam crescido 12,1% sobre o ano anterior. Nos últimos cinco anos, as vendas quase dobraram, passando de R$7,5 bilhões em 2010 para o número atual. Em um período de dez anos, a partir de 2005, as vendas mais que quadruplicaram sobre o montante inicial, adicionando R$10,2 bilhões às vendas nominais. A taxa composta de crescimento anual (CAGR) no período foi de 15,6%.

“Embora o cenário macro continuou afetando as vendas das lojistas de shopping centers dentro da nossa cobertura, a Multiplan conseguiu entregar números resilientes”, destaca o Itaú BBA. 

Oi e TIM
A Oi (OIBR4) vai assinar nos próximos dias mandato com Santander e Barclays para serem assessores financeiros na preparação da proposta de fusão com Tim Participações (TIMP3), diz O Globo, citando uma fonte não identificada do setor. Até agora, Oi contava com BTG Pactual como único parceiro para trabalhar no projeto de consolidação. Os bancos europeus vão trabalhar em conjunto com BTG, diz O Globo, citando um executivo não identificado do setor. Segundo o jornal, a Oi não comentou o assunto. 

CCR
A CCR (CCRO3) enviou comunicado a respeito das notícias publicadas sobre a venda da STP, reiterando que recebeu e está analisando uma oportunidade de alienação de sua participação acionária na referida empresa, apresentada em caráter não vinculativo. Ontem, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a  Sem Parar, maior empresa de pagamento eletrônico de pedágios do País, está à venda e pode passar para as mãos de uma companhia americana. A transação tem potencial para movimentar até R$ 4 bilhões se o grupo estrangeiro FleetCor ficar com 100% do negócio. Segundo apurou a reportagem, as conversas entre as duas empresas já duram alguns meses e agora estão focadas em definir se todos os sócios da Sem Parar venderão suas participações ou não. Responsável por movimentar R$ 11 bilhões no ano passado, a Sem Parar pertence à STP, que tem como acionistas a concessionária CCR.

Rossi
A Rossi Residencial (RSID3) informou que foi aprovado o grupamento das ações da companhia na proporção de cinco para um. As ações passam a serem negociadas a partir desta terça-feira (19): assim, abrem o pregão valendo R$ 2,40.

Triunfo
A Triunfo (TPIS3) informou que o Concer emite R$ 210 milhões na 4ª emissão de notas promissórias.

Usiminas
A Usiminas (USIM5) decidiu encerrar a produção de aço na unidade de Cubatão, em São Paulo, e cerca de 2 mil funcionários próprios serão demitidos, segundo O Globo. Segundo o sindicato local, outros 2 mil terceirizados serão demitidos. De acordo com a Usiminas, estão sendo oferecidos benefícios aos empregados que serão demitidos, entre eles a extensão de três a seis meses do plano de saúde e do plano odontológico, além de prioridade na contratação quando os equipamentos forem reativados.

Educação
Em relatório sobre o setor de educação, o Bradesco BBI reduziu a recomendação para a Anima (ANIM3) para neutro, enquanto a Kroton (KROT3) é considerada a top pick do setor; a Estácio (ESTC3) tem recomendação neutra. 


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