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Destaques da Bolsa: Petrobras, Vale, Rumo, Usiminas, Telebras e mais 5 ações

Confira os principais destaques de ações do pregão desta sexta-feira (15)

ações - Bovespa - gráfico azul - mercado financeiro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A última sessão da semana foi marcada pelo forte pessimismo do mercado, que já se preparava para uma sexta-feira (15) de queda ainda antes da abertura com a forte queda das bolsas na China. Além da pressão externa, o Ibovespa afundou neste pregão após fala da presidente Dilma Rousseff, que disse não descartar uma capitalização da Petrobras, levando as ações da estatal para forte queda, puxando o índice.

Além da petrolífera, a Vale e siderúrgicas também voltaram a cair forte, ajudando nas fortes perdas da Bolsa. Enquanto isso, a Rumo surpreendeu no leilão de fechamento ao disparar 15% após passar a sessão inteira com perdas de mais de 10%. Apesar da alta, no ano os papéis desabam 51,92%

No total, apenas 9 das 61 ações do benchmark registraram ganhos, sendo 2 com alta de mais de 2%, com destaque para a Suzano, que se manteve no positivo durante todo o dia. Durante a tarde o Pão de Açúcar também ganhou força, liderando os ganhos do dia.

Confira os principais destaques de ações do pregão desta sexta-feira (15):

Vale (VALE3, R$ 9,37, -2,90%; VALE5, R$ 7,29, -3,06%)
A Vale se recuperou levemente durante a tarde, assim como as ações das siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 3,17, -3,94%), Usiminas (USIM5, R$ 0,96, -7,69%) e Gerdau (GGBR4, R$ 3,45, -2,27%), seguindo o desempenho das mineradoras externas, que foram pressionadas pelo novo "sell-off" da Bolsa chinesa, que trouxe apreensão aos mercados globais. Com a derrocada, a ação da Usiminas perdeu o patamar de R$ 1,00 e se tornava "penny stock" (ações de centavos). 

O pessimismo leva abaixo os preços das commodities, com os metais caminhando para a 2ª semana de baixa. Ontem, estrategista do Citigroup disse que são fortes as chances do minério de ferro cair para baixo de US$ 30,00 a tonelada até o fim deste ano, seguindo o exemplo do petróleo.

Petrobras (PETR3, R$ 6,71, -7,19%; PETR4, R$ 5,17, -9,14%)
As ações da Petrobras ficaram entre as maiores perdas do pregão, ficando próximas da mínima, após a presidente Dilma Rousseff afirmar que não descarta capitalização da Petrobras caso petróleo continue caindo. Após comentário, o terminal da Bloomberg informou que a Petrobras realizaria uma coletiva de imprensa às 13h30 (horário de Brasília), o que acabou ocorrendo apenas às 15h.

O CFO (Chief Financial Officer) da Petrobras, Ivan Monteiro, descartou a capitalização e também um eventual socorro do Tesouro para a companhia. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, a empresa não trabalha atualmente com a hipótese de acessar o mercado internacional de capitais, por não considerá-lo atrativo, e também não prevê nenhum tipo de socorro do Tesouro brasileiro. "O que a nossa diretoria fez desde o início foi afastar a hipótese de recorrer ou ser assistida pelo Tesouro. Se nós não tivéssemos feito tomadas de decisão que foram tomadas, já teríamos há muito tempo batido na porta do Tesouro”, afirmou Monteiro.

Para Álvaro Bandeira, economista-chefe do home broker da Modalmais, a saída do governo capitalizando está sempre prevista, só não se sabe qual é o tamanho desta capitalização. "Se for só de R$ 50 bilhões não vão ajudar a Petrobras, enquanto uma capitalização suntuosa traria uma diluição acionária, o que levaria a muita confusão no mercado", disse.

Antes da fala da presidente, a estatal pressionada principalmente pela derrocada dos preços do petróleo, caía agora 2,59%, mas chegaram a afundar mais de 5% nesta manhã, indo para baixo de US$ 30,00 - no patamar mais baixo desde 2003 -, em meio às especulações internacionais de que o Irã estaria perto de aumentar sua produção de petróleo.

O pessimismo leva praticamente toda a alta vista ontem nas ações da Petrobras embora. Na quinta-feira, os papéis da estatal marcaram sua primeira alta depois de três quedas seguidas. Dando força ao cenário nebuloso para as ações de commodities, projeções do mercado já trabalham com petróleo abaixo US$ 30,00 até o fim desse ano. 

Suzano (SUZB5, R$ 16,19, +1,70%)
Os papéis da exportadora de papel e celulose Suzano ficaram entre os maiores ganhos do Ibovespa. Apesar de outras ações esporadicamente aparecerem em alta, apenas a Suzano registrou alta desde o início do pregão. Vale lembrar que a companhia é beneficiada pela alta do dólar, já que possui suas receitas denominadas na moeda norte-americana. Hoje o dólar comercial tem alta de 1,16% a R$ 4,0437 na compra e a R$ 4,0449 na venda. O dólar futuro para fevereiro sobe 1,1% a R$ 4,060. 

Santos Brasil (STBP11, R$ 11,01, -0,09%)
A Santos Brasil informou ontem que paralisou temporariamente as operações no Tecon Santos e no Terminal de Veículos (TEV) em função do vazamento de produto químico e do incêndio ocorridos na tarde de quinta (14) no terminal da Localfrio, localizado na margem esquerda do Porto de Santos, no município do Guarujá.

O terminal de contêineres da Santos Brasil fica ao lado do terminal da Localfrio. Em nota, a Santos Brasil afirma que evacuou suas instalações no Porto de Santos como medida de precaução e que os funcionários da empresa foram dispensados. A companhia ainda informa que as operações serão retomadas assim que houver a liberação por parte das autoridades competentes.

Telebras (TELB4, R$ 2,00, +6,38%)
As ações da Telebras entraram e saíram de diversos leilões durante a manhã, chegando a subir 22% nas primeiras horas do pregão. Os papéis da empresa apresentaram uma forte volatilidade nesta semana diante de notícia não confirmada sobre fusão com a Dataprev e a Serpro. As ações já disparam 271,43% nos últimos 5 dias. 

Rumo (RUMO3, R$ 2,27, -13,03%)
As ações da Rumo surpreendeu o mercado durante o leilão de fechamento e virou para fechar na máxima do dia, apesar de ainda acumular queda de 51,92% no ano, como a pior ação do Ibovespa. Com isso, a empresa encerra uma série de 10 quedas consecutivas.

Como pano de fundo, a companhia anunciou nesta manhã que pode cancelar aumento de capital de R$ 650 milhões. O cancelamento pode vir após recomendação do conselho de administração, que vê risco potencial de que a captação não atingisse o mínimo necessário para se tornar viável diante do cenário macroeconômico, informa fato relevante da empresa, divulgado nesta manhã na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A companhia informa que vai convocar nos próximos dias uma nova assembleia geral extraordinária (AGE) para referendar o cancelamento.

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