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PDG dispara até 25%, educacionais afundam com Fies e siderúrgicas lideram ganhos

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa perdeu força após subir mais de 1% pela manhã e fechou com leve queda de xxx% nesta sexta-feira (8), com os papéis da Petrobras e Vale perdendo força e virando para queda, seguindo o movimento das commodities. Lá fora, cresceram as expectativas de que o Federal Reserve pode elevar juros já na reunião de março após Relatório de Emprego americano muito acima do esperado. 

Do lado positivo, as ações das siderúrgicas lideraram os ganhos em meio à sinalização positiva de que a gigante chinesa Baosteel vai aumentar os preços do aço. A CSN ficou com a maior alta do Ibovespa, mas ainda longe dos ganhos de 10% da máxima do dia.

Entre as maiores quedas, destaque para as ações das educacionais, com a Kroton desabando até 12,6% na mínima do dia, depois de reportagem da Folha de S. Paulo apontar que quase metade dos contratos do Fies - em fase de pagamento para o governo federal - estão atrasados.

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 7,86, +0,38%; PETR4, R$ 6,27, +0,16%)
As ações da Petrobras viraram para queda nesta tarde, depois ter marcado alta de 3% na máxima do dia, mas conseguiram encerrar o pregão com leves ganhos em meio a aceleração das perdas do preço do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent, contrato usado como referência pela estatal, recuava 1,30%, a US$ 33,31 o barril. 

No radar da empresa, uma reportagem do Valor apontou que a Petrobras  vai acelerar venda de ativos para reforçar caixa, levantando pelo menos US$ 14 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões) com operações de desinvestimentos. Além disso, conforme disse o G1, a estatal informou que o pré-sal segue competitivo mesmo com petróleo em queda. 

Siderúrgicas
A sinalização de aumento de preços de uma gigante chinesa ajudou a trazer euforia às siderúrgicas nacionais nesta sexta-feira. Depois de quatro dias de fortes quedas, acumulando expressivas perdas de até 20% no período, CSN (CSNA3, R$ 3,42, +3,64%), Usiminas (USIM5, R$ 1,18, +2,61%), Gerdau (GGBR4, R$ 3,93, +3,42%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,25, +4,17%) subiarm nesta sessão e figuraram como as maiores altas do Ibovespa.

Ontem, a maior siderúrgica com ações em Bolsa da China, Baosteel, anunciou que vai aumentar preços de seus principais produtos de aço para entrega em fevereiro e março, em torno de US$ 20 a US$ 30 a tonelada. O aumento de preços pode indicar que a companhia está esperando ver alguma melhora na demanda. As siderúrgicas da China estão sob pressão gerada pela desaceleração da economia e esfriamento da demanda por seus produtos.

O anúncio é marginalmente positivo para o setor, dado que essa pode ser uma indicação de que estamos chegando ao fundo dos preços, destacaram os analistas do BTG Pactual, em nota a clientes. "Esse movimento pode dar alívio para os players brasileiros no curto prazo, refletindo uma melhora de percepção externa, mas ainda insuficiente para melhorar a visão mais cautelosa para o setor", ponderaram. 

No início dessa semana, o próprio banco ressaltou o cenário pessimista que cerca as siderúrgicas atualmente. No relatório mais alarmante, os analistas destacaram a preocupante situação da Usiminas, que,  além de ter que lidar com o cenário de deterioração econômica, que tem levado a forte queda na demanda, a siderúrgica deverá ver pela frente seu custo da dívida aumentar, chegando a alguns casos a 20%, pressionando diretamente o fluxo de caixa da companhia. (Para ler mais sobre o relatório, clique aqui).

No radar das siderúrgicas, há ainda notícia sobre CSN. Segundo o Valor, a companhia recebeu 10 propostas de empresas interessadas em comprar o Sepetiba Tecon, terminal de contêineres no porto de Itaguai (RJ). Para o BTG Pactual, a venda do ativo é, sem dúvida, um importante passo para a empresa, mas já está precificada pelo mercado. 

Além dela, a Usiminas negocia com sindicatos medidas para reduzir impacto gerados aos seus empregados com a desativação, em curso, das áreas primárias da usina de Cubatão. A empresa estima que, com o fechamento da usina, deverá demitir pelo menos 4 mil funcionários, entre efetivos e terceirizados. Em resposta por email à Bloomberg, a companhia disse que não há alternativa senão o corte na produção de aço devido à progressiva queda da demanda. 

Educacionais
As ações das educacionais afundarm nesta sessão, após reportagem da Folha de S. Paulo apontar que atrasos em quase metade dos beneficiários do Fies (programa de financiamento estudantil) em fase de pagamento para o governo federal. 

No Ibovespa, as maiores quedas foram de Kroton (KROT3, R$ 8,75, -5,61%) e Estácio (ESTC3, R$ 12,65, -5,95%). Fora do índice, Anima (ANIM3, R$ 10,35, -7,67%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 7,65, -7,50%) também afundavam. Os papéis da Kroton, que apresentam a queda mais acentuada do setor hoje, chegaram a afundar 8,40% na mínima do dia, a R$ 12,32, batendo no menor patamar desde 2 de outubro de 2015.

Segundo a reportagem, dos 315 mil contratos em fase de amortização do Fies, 47,14% estavam com atraso no pagamento em 2014. Entre os 148 mil contratos inadimplentes, 23,66% referem-se a atrasos de mais de 360 dias. O dado inédito foi mapeado por auditoria da Controladoria-Geral da União concluída no fim do ano passado, com dados de 2014.   

Vale (VALE3, R$ 10,54, -3,39%; VALE5, R$ 8,20, -4,76%)
As ações da Vale viraram para queda, depois de ter batido alta de 3% nesta manhã, juntamente com o movimento do mercado, que azedava com a abertura das bolsas americanas. Com o movimento, a ação acumula sua 5ª queda seguida.

Os papéis da mineradora contrariavam hoje a queda de mais de 2% do preço do minério de ferro no porto de Qinqdao, na China, que fazia preço nas demais mineradoras globais. Rio Tinto e BHP Billiton operavam em queda lá fora. Na semana, o minério de ferro caiu 3,4%, na primeira queda semanal em quatro semanas.

JBS (JBSS3, R$ 11,20, +1,82%)
As ações da JBS apagaram otimismo da véspera, quando subiram 6% depois de um relatório do BTG Pactual, e fecharam com ganhos mais amenos nesta sexta-feira, em meio a acusações sobre propina envolverem a empresa. Essa é a 2ª alta da ação em seis pregões. Desde o topo, registrado em 11 de setembro, até agora, as ações da JBS já caíram 36% na Bolsa.

No radar da empresa, investigações voltam a esbarrar na JBS. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a PGR (Procuradoria Geral da República) suspeita que Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, tenha recebido propina dos grupos Bertin e J&F Investimentos, que controla a JBS FriboiEm resposta, a J&F disse que as acusações sobre propina são infundadas e sem comprovação. 

A notícia vem na esteira de um relatório do BTG Pactual, que revisou para baixo projeções da empresa, mas apontava um "forte call" para a ação, que mostrava um "saboroso" potencial de alta. Além de cortar estimativas para o resultado do quarto trimestre da empresa, os analistas do banco revisaram para baixo o preço-alvo do papel, de R$ 26,00 para R$ 20,00.  

PDG Realty (PDGR3, R$ 1,92, +18,52%)
As ações da PDG Realty subiram até 25% na máxima do dia, a R$ 2,02, depois do anúncio da empresa de que pretende vender terrenos e imóveis avaliados em R$ 461 milhões para reduzir dívida e reforçar seu caixa. A construtora e incorporadora assinou memorando de entendimentos com o Banco Votorantim e BV Empreendimentos e Participações e concedeu um prazo de exclusividade para a negociação de um acordo definitivo. 

Os recursos serão usados para reforçar o caixa da empresa e amortizar dívidas com o Banco Votorantim. Com o negócio, a alavancagem ampliada da PDG será reduzida em cerca de 1,578 bilhão de reais, cerca de 23 por cento do total, disse a companhia, em fato relevante. A PDG contratou no ano passado assessora financeira do Rothschild para ajudá-la na reestruturação de dívida.

Porto Seguro (PSSA3, R$ 27,23, -1,87%)
As ações da Porto Seguro se descolaram dos seus pares na Bolsa SulAmérica (SULA11, R$ 17,78, +0,62%) e BB Seguridade (BBSE3, R$ 23,59, +1,90%) nesta sexta-feira, após a Bradesco Corretora alertar que companhia é a mais afetada por chuvas acima da média no estado de São Paulo e cortar o preço-alvo do papel.

Esse é o terceiro dia seguido de perdas para o papel, período em que acumula desvalorização de 7%, levando a ação para o menor patamar desde fevereiro do ano passado. 

A Bradesco Corretora cortou o preço-alvo das ações da companhia, de R$ 36,00 para R$ 34,00 por ação. Segundo o analista que assina o relatório, Aloisio Villeth Lemos, os custos dos danos relacionados com a chuva podem ser um problema para as seguradoras de automóveis se a tendência seguir no primeiro semestre deste ano, principalmente para a Porto Seguro - mais exposta ao estado de São Paulo. A Bradesco Corretora destacou que a BB Seguridade segue como sua ação preferida no setor, com preço-alvo de R$ 37,00 por ação.

JSL (JSLG3, R$ 7,35, +1,38%)
As ações da small cap JSL perderam força no fim do pregão, mas registraram alta pelo terceiro pregão seguido, em meio à proposta do conselho de administração da empresa para pagamento de quase R$ 1,00 por ação em dividendos ainda para este mês. Caso seja aprovada, as ações ficam "ex-proventos" em 21 de janeiro, com pagamento ocorrendo dia 29 de janeiro. Nesses 2 pregões, os papéis da companhia já subiram 14%.

Por conta da alta recente da ação, o dividend yield (dividendos sobre preço da ação) agora é de 13%, mas para aqueles que compraram a ação antes do anúncio dos dividendos, esse dividend yield bateu os 14,8%, usando como referência o preço de fechamento do dia 6 de janeiro.  

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