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Elétricas disparam com aprovação de medida; small cap salta 7% após balanço

Confira os principais destaques de ações desta quarta-feira

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(Shutterstock)

11h17: Bradesco (BBDC3, R$ 24,35, +3,27%; BBDC4, R$ 21,49, +0,80%)
O Bradesco confirmou nesta manhã o falecimento de dois executivos em queda de avião de jato na noite de terça-feira. Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, e Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, diretor-geral da Bradesco Vida e Previdência, morreram em queda de jato do banco na cidade de Catalão, em Goiás. As duas outras vítimas são os tripulantes da aeronave. 

Marco Antonio Rossi, que estava no Bradesco há 32 anos, além de presidente da Bradesco Seguros, era presidente executivo do banco e potencial sucessor do atual presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi.

10h58: Profarma (PFRM3, R$ 6,82, +3,49%)
A Proforma sobe após três dias de quedas na Bolsa, em meio ao balanço bem recebido pelo mercado. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 6,4 milhões no período, queda de 69% ante o prejuízo de R$ 20,6 milhões um ano antes. A receita líquida da companhia cresceu 9,3%, para R$ 934,7 milhões no terceiro trimestre.

Como o esperado, a companhia reportou bons dados no trimestre, devido a melhora operacional no seu principal segmento, comentou o Banco Fator Corretora. 

10h56: Ecorodovias (ECOR3, R$ 5,99, +3,45%)
A Ecorodovias tem primeira alta depois de três pregões seguidos no negativo, refletindo balanço do terceiro trimestre. O lucro líquido da Ecorodovias caiu 6% no terceiro trimestre, para R$ 109,1 milhões, frente o mesmo período de 2014. Um dos aspectos que contribuíram para esse resultado foi o volume de tráfego, em veículos equivalentes pagantes, que totalizou 55,104 milhões no trimestre, queda de 2,6% no volume sobre mesmo período de 2014.

Para o Bradesco BBI, a companhia tem implementado um importante plano de redução de custos. Despesas financeiras maiores levaram a surpresa negativa no resultado líquido, comentou o banco. 

10h54: CSU CardSystem (CARD3, R$ 3,11, +5,00%) 
As ações da CSU CardSystem chegaram a disparar 6,67% após balanço do terceiro trimestre, atingindo o maior patamar no intraday desde 2 de junho. A CSU registrou um lucro líquido de R$ 4,1 milhões no período e de R$ 11,6 milhões nos nove primeiros meses do ano, o que representa crescimentos anuais de 30,6% e 51,8%, respectivamente. Já o Ebitda da companhia avançou 25,2%, atingindo os R$ 17,2 milhões, enquanto no acumulado do ano chegou a R$ 50,1 milhões. 

10h51: Ambev (ABEV3, R$ 18,91, +1,39%)
A Ambev anunciou a aquisição do grupo de marcas de bebidas mistas, cidras e cervejas especiais, no mercado canadense, pertencentes ao Mark Anthony Group. As marcas adquiridas incluem nomes reconhecidos, como Palm Bay, Mike’s Hard Lemonade e Okanagan Cider. A operação está avaliada em US$ 350 milhões. O acordo também inclui a compra da Turning Point Brewery, em British Columbia, a qual produz a cerveja Stanley Park. As marcas adquiridas serão geridas pela Labatt Breweries of Canada, uma subsidiária da Ambev.

Para o Bradesco BBI, o impacto será limitado nos resultados, dado que a transação representa somente 1% adicional nas vendas consolidadas da Ambev. Embora pequeno, o acordo é estratégico, já que sidra oferece perspectiva de crescimento atraente, comentaram os analistas. 

Além disso, a Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev, lançou sua oferta de mais de US$ 100 bilhões pela SABMiller nesta quarta-feira e concordou com a venda da fatia da rival na norte-americana MillerCoors, em uma tentativa de obter aprovação regulatória para a união. A AB InBev disse que concordou em vender a fatia de 58% da SABMiller na MillerCoors para o outro principal acionista do negócio, a Molson Coors, por US$ 12 bilhões.

10h15: Minerva (BEEF3, R$ 12,56, -0,32%)
Apesar de uma visão positiva dos analistas sobre o balanço divulgado ontem à noite, as ações da Minerva têm leve queda hoje. Analistas ressaltaram melhora na margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) e fluxo de caixa livre, mas o Bradesco BBI destacou que isso pode não ser sustentável até 2016. 

Minerva reportou um prejuízo líquido de R$ 446,1 milhões no terceiro trimestre de 2015, um avanço de 130,2% em relação ao mesmo período de 2014, quando as perdas foram de R$ 193,8 milhões. O resultado negativo se deve sobretudo à variação cambial, que afeta a parte do endividamento da companhia que é denominado em dólar, embora não tenha efeito caixa. 

Segundo o Credit Suisse, a companhia entregou um bom resultado, conseguindo reunir expansão de margem e fluxo de caixa livre. A margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ficou em 11,7%, contra 9,7% no segundo trimestre, em consequência de maiores preços de carne de vaca e menor preço de gado). O Bradesco BBI também destacou como positivo a expansão da margem, embora não haja pouca visibilidade de que as margens serão sustentáveis ano que vem. 

10h11: Marcopolo (POMO4, R$ 2,26, +2,73%)
A Marcopolo informou nesta manhã que a New Flyer Industries, na qual a Marcopolo possui participação acionária de 19,97%, assinou acordo para adquirir a Motor Coach Industries (MCI), maior produtora norte-americana de ônibus rodoviários, pelo valor de US$ 445 milhões.  

10h06: Elétricas
As ações das elétricas sobem hoje, após vitória do governo. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira, a Medida Provisória (MP) 688/2015. Entre outras coisas, a proposta transfere o risco hidrológico (falta de chuvas) na geração hidrelétrica de energia ao consumidor final e prorroga contratos das usinas ou suas concessões, para compensar os prejuízos que tiveram neste ano com a geração menor. Pelo texto aprovado, as geradoras poderão agora escolher se querem assumir um risco pela energia contratada a partir de 2016. 

Na Bolsa, as ações da Eletrobras (ELET3, R$ 6,29, +3,97%; ELET6, R$ 11,17, +3,97%), Copel (CPLE6, R$ 32,95, +1,82%) e Cemig (CMIG4, R$ 7,72, +2,93%) aparecem entre as maiores altas do Ibovespa. 

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