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Ambev anuncia aquisição, Eike é condenado e mais 11 balanços agitam o radar

Confira os principais destaques corporativos desta quarta-feira

Ambev
(Divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário é tomado por um trágico acidente envolvendo executivos do Bradesco. O banco perdeu dois executivos em queda de avião de jato na noite de terça-feira. Marco Antonio Rossi, presidente da Bradesco Seguros, e Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, diretor-geral da Bradesco Vida e Previdência, morreram em queda de jato do banco na cidade de Catalão, em Goiás. As duas outras vítimas são os tripulantes da aeronave.

Marco Antonio Rossi, que estava no Bradesco há 32 anos, além de presidente da Bradesco Seguros, era presidente executivo do banco e potencial sucessor do atual presidente, Luiz Carlos Trabuco Cappi. 

Ambev (ABEV3)
A Ambev anunciou a aquisição do grupo de marcas de bebidas mistas, cidras e cervejas especiais, no mercado canadense, pertencentes ao Mark Anthony Group. As marcas adquiridas incluem nomes reconhecidos, como Palm Bay, Mike’s Hard Lemonade e Okanagan Cider.

Segundo o comunicado da empresa, a operação está avaliada em US$ 350 milhões e incrementa "a plataforma de near beer da companhia e expande o portfólio". O acordo também inclui a compra da Turning Point Brewery, em British Columbia, a qual produz a cerveja Stanley Park. As marcas adquiridas serão geridas pela Labatt Breweries of Canada, uma subsidiária da Ambev.

Para o Bradesco BBI, o impacto será limitado nos resultados, dado que a transação representa somente 1% adicional nas vendas consolidadas da Ambev. Embora pequeno, o acordo é estratégico, já que sidra oferece perspectiva de crescimento atraente, comentaram os analistas. 

AB InBev
A Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev, lançou sua oferta de mais de US$ 100 bilhões pela SABMiller nesta quarta-feira e concordou com a venda da fatia da rival na norte-americana MillerCoors, em uma tentativa de obter aprovação regulatória para a união.
 

A AB InBev disse que concordou em vender a fatia de 58% da SABMiller na MillerCoors para o outro principal acionista do negócio, a Molson Coors, por US$ 12 bilhões.

Elétricas
Em uma vitória do governo, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira, 10, a Medida Provisória (MP) 688/2015. Entre outras coisas, a proposta transfere o risco hidrológico (falta de chuvas) na geração hidrelétrica de energia ao consumidor final e prorroga contratos das usinas ou suas concessões, para compensar os prejuízos que tiveram neste ano com a geração menor. Pelo texto aprovado, as geradoras poderão agora escolher se querem assumir um risco pela energia contratada a partir de 2016. 

Com a vitória, ações do setor como Alupar (ALUP11), Cesp (CESP6), Cemig (CMIG4), Coelce (COCE5), CPFL Energia (CPFE3) e Eletrobras (ELET3; ELET6) podem reagir positivamente hoje. 

Na votação, apenas uma emenda foi aprovada. A matéria agora segue para análise do Senado Federal. A MP foi editada pelo governo para compensar o déficit na geração das usinas, em razão da escassez de chuvas dos últimos anos.

Na avaliação do governo federal, a MP também é essencial para o sucesso do leilão de 29 hidrelétricas antigas, que foi adiado de 6 de novembro para 25 de novembro, em razão do atraso na votação da matéria. A meta do Executivo é captar até R$ 17 bilhões com o pagamento de outorga pela concessão dessas usinas, sendo R$ 11 bilhões ainda este ano e R$ 6 bilhões no primeiro semestre de 2016.

BB Seguridade
O Credit Suisse revisou suas projeções para BB Seguridade (BBSE3), após o resultado do 3° trimestre, cortando o preço-alvo das ações de R$ 37,00 para R$ 30,00. O banco reduziu as estimativas para crescimento de prêmio, devido à alta penetração que já foi alcançada com base de clientes do Banco do Brasil e a piora do cenário macroeconômico. A recomendação segue em outperform (desempenho acima da média).  

Totvs
O Credit Suisse também cortou a recomendação das ações da Totvs (TOTS3), de outperform para neutra, depois do papel ter subido mais de 25% desde o final de setembro. O preço-alvo das ações passou de R$ 41,00 para R$ 37,00, praticamente não vendo mais upside (potencial de alta) no papel.  

Eike Batista
O empresário e ex-bilionário Eike Batista foi condenado na terça-feira em mais um processo administrativo julgado na CVM (Comissão de Valores Monetários), que regula e fiscaliza o mercado acionário brasileiro. Eike foi condenado por descumprimento da Lei de Sociedades Anônimas. Pela decisão, ele está proibido de exercer nos próximos 5 anos cargos de administrador ou de conselheiro fiscal em empresas de capital aberto. 

A defesa do empresário pretende recorrer da decisão ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

Banco do Brasil
O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou oferta de recompra de até US$ 600 milhões em títulos. A oferta foi feita através da unidade de Grand Cayman, disse o banco, em comunicado. Os títulos incluem bônus perpétuos 9% e 9,25% e notas sêniores de 2022 de 3,875%, segundo o comunicado.

Samarco
A agência de classificação de risco Moody´s rebaixou alguns dos ratings em escala glocal da Samarco, após o rompimento de duas barragens de resíduos nas cidades de Mariana e de Ouro Preto, em Minas Gerais, mantendo a nota da empresa em revisão para um possível novo rebaixamento.

As notas de títulos com vencimento em 2022, 2023 e 2024 foram revisadas de "Baa3" para "Ba1", um degrau abaixo do grau de investimento, colocando a empresa como "junk", passando a ser considerada um investimento especulativo pela Moody´s.

A Samarco empresa é a décima maior exportadora de minério de ferro do país. Em 2014, a produção de minério de ferro da Samarco representou menos de 4% da produção total da Vale.

Temporada de balanços
O mercado segue de olho na temporada de balanços. JBS (JBSS3), Gol (GOLL4) e CPFL Energia (CPFE3) estão entre as companhias que devem divulgar balanços do terceiro trimestre após o fechamento deste pregão.  

Minerva (BEEF3)
A Minerva reportou um prejuízo líquido de R$ 446,1 milhões no terceiro trimestre de 2015, um avanço de 130,2% em relação ao mesmo período de 2014, quando as perdas foram de R$ 193,8 milhões. O resultado negativo se deve sobretudo à variação cambial, que afeta a parte do endividamento da companhia que é denominado em dólar, embora não tenha efeito caixa.

No período, a oscilação da moeda norte-americana ante o real afetou negativamente a dívida da empresa em R$ 640,2 milhões. Parte deste impacto, porém, foi mitigado pelos instrumentos de hedge adotados pela Minerva, que registrou ganho de R$ 197,1 milhões com a operação no período.

Segundo o Credit Suisse, a companhia entregou um bom resultado, conseguindo reunir expansão de margem e fluxo de caixa livre. A margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ficou em 11,7%, contra 9,7% no segundo trimestre, em consequência de maiores preços de carne de vaca e menor preço de gado). O Bradesco BBI também destacou como positivo a expansão da margem, embora não haja pouca visibilidade de que as margens serão sustentáveis em 2016. 

Mesmo com um Ebitda um pouco abaixo do esperado (de R$ 278 milhões, contra estimativa de R$ 334 milhões), que pode ser explicado por um volume mais baixo, o Credit ressaltou que o fluxo de caixa de R$ 400 milhões que veio bem acima das expectativas. 

Pelo segundo trimestre consecutivo, a Minerva reportou receita líquida recorde. O avanço, contudo, se deve parcialmente a aquisições recentes e, portanto, não é de todo comparável com exercícios anteriores. A receita ficou em R$ 2,388 bilhões, com alta de 32,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ecorodovias (ECOR3)
O lucro líquido da Ecorodovias caiu 6% no terceiro trimestre, para R$ 109,1 milhões, frente o mesmo período de 2014. Um dos aspectos que contribuíram para esse resultado foi o volume de tráfego, em veículos equivalentes pagantes, que totalizou 55,104 milhões no trimestre, queda de 2,6% no volume sobre mesmo período de 2014.

Já a receita líquida caiu 2,9% no terceiro trimestre frente o mesmo período de 2014, para R$ 526 milhões, como resultado da redução da receita com construção. O Ebitda do trimestre ficou em R$ 315,7 milhões, alta de 10,2%, com margem de 60%.

Para o Bradesco BBI, a companhia tem implementado um importante plano de redução de custos. Despesas financeiras maiores levaram a surpresa negativa no resultado líquido, comentou o banco. 

Rossi (RSID3)
A Rossi Residencial teve prejuízo líquido de R$ 171,1 milhões no terceiro trimestre, valor 36% menor do que o registrado um ano antes. A receita líquida caiu 37%, para R$ 259,4 milhões. Já o custo dos imóveis e serviços vendidos diminuiu 46%, para R$ 216,2 milhões. O Ebitda ficou negativo em R$ 116,1 milhões, cifra 34% menor do que o indicador também negativo registrado um ano antes.

Segundo o Bradesco BBI, o prejuízo líquido parece "persistente" e distratos poderão aumentar nos próximos trimestres, enquanto novos projetos são lançados e a inadimplência deve continuar crescendo. 

CSU CardSystem (CARD3)
A CSU registrou um lucro líquido de de R$ 4,1 milhões no terceiro trimestre e de R$ 11,6 milhões nos nove primeiros meses do ano, o que representa crescimentos anuais de 30,6% e 51,8%, respectivamente. Já o Ebitda da companhia avançou 25,2%, atingindo os R$ 17,2 milhões, enquanto no acumulado do ano chegou a R$ 50,1 milhões.

Rodobens (RDNI3)
A companhia de negócio imobiliários Rodobens viu seu lucro líquido desabar 94% em um ano, passando de R$ 19,36 milhões para atuais R$ 1,22 milhões, enquanto a receita líquida caiu 5%, atingindo os R$ 148,23 milhões. Já o Ebitda ajustado recusou 40%, para R$ 16,71 milhões no período entre julho e setembro deste ano.

A companhia destacou em seu balanço a redução de sua dívida corporativa, que passou de R$ 387 milhões no início deste ano, para R$ 273 milhões em 30 de setembro. Além disso, a Rodobens ressaltou os R$ 288 milhões de VGV potencial de incorporação em São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais via peruta física.

Iguatemi (IGTA3)
A Iguatemi registrou um lucro líquido de R$ 58,4 milhões de julho a setembro, queda de 13% em relação ao mesmo período de 2014. A receita líquida passou de R$ 147,7 milhões para R$ 159,6 milhões, alta de 7,9%. As vendas dos shoppings da empresa atingiram R$ 2,8 bilhões, um aumento de 15,3%. Os índices de vendas mesmas lojas (em operação há mais de 12 meses) subiram 4,6% e as vendas mesmas áreas aumentaram 4,7%.

Os analistas do Credit Suisse gostaram dos números da companhia, mas acreditam que a resiliência da empresa já está refletida nos preços das ações, negociando a 10,5 vezes o EV/Ebitda (Valor da Firma sobre o Ebitda). 

Fras-Le (FRAS3)
Apesar de toda a crise da indústria, o lucro líquido consolidado da Fras-Le atingiu R$ 16,6 milhões, com uma alta de 32,4% sobre o mesmo resultado de um ano antes. Já no acumulado de 9 meses, o lucro avançou 29%, para R$ 44,6 milhões.

Enquanto isso, o Ebitda consolidado somou R$ 34,8 milhões, evoluindo 23,7% em comparação ao mesmo período de 2014. Por fim, a receita líquida ficou em R$ 233,4 milhões, alta de 17,3%. O faturamento em dólar apresentou redução de 9,5% no terceiro trimestre comparado a um ano antes, somando US$ 37,3 milhões.

Vigor (VIGR3)
A Vigor Alimentos, empresa de lácteos controlada pela J&F — holding que também comanda a JBS —, registrou um crescimento de 96,6% em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2015, para R$ 58,72 milhões. Já a receita líquida da companhia totalizou R$ 1,473 bilhão no período, uma alta de 28% ante o mesmo período de 2014.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) somou R$ 142,86 milhões no terceiro trimestre, alta de 65,8% ante o mesmo intervalo do ano passado. Já a margem Ebitda, por sua vez, cresceu 2,2 pontos percentuais, para 9,7%.

Wilson Sons (WSON33)
A Wilson Sons, empresa do setor de logística portuária e marítima, registrou prejuízo líquido de US$ 6,3 milhões no terceiro trimestre do ano, valor 23% menor do que a perda de US$ 8,2 milhões de igual período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma, que inclui os valores de embarcações offshore, caiu 11,3% entre os trimestres, para US$ 55,7 milhões. Já o Ebitda somou de US$ 44,7 milhões de julho a setembro, queda de 14,7%.

Já a receita líquida da companhia foi de US$ 122,5 milhões no trimestre, montante 30,9% menor do que no mesmo intervalo do ano passado.

Profarma 
A Profarma (PFRM3) registrou prejuízo atribuído aos sócios de R$ 6,4 milhões no terceiro trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 21 milhões. 

Tereos
A Tereos (TERI3) registrou prejuízo atribuído aos sócios de R$ 96 milhões no segundo trimestre do ano fiscal de 2016, com a receita de vendas atingindo R$ 2,42 bilhões.  

Usiminas
Trabalhadores da usina siderúrgica da Usiminas (USIM5) em Cubatão (SP) realizam um ato contra a paralisação na produção de aço e possível demissão de pelo menos 4 mil funcionários diretos da siderúrgica desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira. 

Por volta das 6h50, manifestantes tentaram impedir a entrada de dezenas de ônibus que levam trabalhadores para empresa. A PM usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para conter o grupo. Pelo menos três manifestantes foram detidos por policiais militares. Segundo a PM, eles foram levados para a delegacia porque queriam impedir a entrada de trabalhadores no prédio.

A prefeitura decretou ponto facultativo, a partir das 11h, para incentivar os moradores a participarem das manifestações, já que a empresa é uma das maiores instaladas na área industrial da cidade e reune trabalhadores de toda a Baixada Santista.

BTG Pactual
No próximo ano, o BTG Pactual (BBTG11) vai obter 65% de suas receitas no exterior, informou um de seus sócios, Roberto Sallouti, segundo o Valor.  

Tecnosolo
A Tecnoloso (TCNO4), que havia adiado o pagamento parcela de seus dividendos no final de outubro, informou que vai pagar em 13 de novembro seus proventos, com juros corrigidos pela Selic.  

Ampla Energia 
A Ampla Energia (CBEE3) dará início, nos próximos dias, de maneira preventiva, a tratativas objetivando a renegociação de índices financeiros de algumas dívidas, com seus respectivos credores. 

A empresa disse que está adimplente com suas obrigações e que as tratativas serão feitas de maneira preventiva, sem especificar quais dívidas serão objeto de negociação.

(Com Reuters)

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