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5 resultados, rating da BRF e operação da PF em empresa da Eletrobras agitam o radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quarta-feira (28)

bolsa painel
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A temporada de resultados segue como maior destaque no noticiário corporativo na noite desta quarta-feira (28) com mais 5 empresas apresentando seus números referentes ao terceiro trimestre deste ano. Entre outras notícias, há também a Eletrobras e o rating da BRF, confira:

OdontoPrev
A OdontoPrev (ODPV3) registrou lucro líquido de R$ 43,5 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi afetado pelo aumento dos custos e das despesas numa proporção superior à da receita líquida, que cresceu 10,2% para R$ 317,7 milhões.

Já os custos dos serviços prestados sofreram alta de 13,24% e as despesas administrativas aumentaram 12,4% entre julho e setembro. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ficou em R$ 72,1 milhões, aumento de 2,2% quando comparado a um ano antes.

Multiplan
A gerenciadora de shoppings Multiplan (MULT3) encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 58,55 milhões, uma queda de 14,1% ante os R$ 68,2 milhões registrados um ano antes. Enquanto isso, o Ebitda teve leve queda de 2,2%, passando de R$ 186,3 milhões para R$ 182,2 milhões. Já a receita líquida da companhia recuou 5,6% no período, atingindo os R$ 262,7 milhões.

Paranapanema
A fabricante de cobre e derivados Paranapanema (PMAM3) registrou alta de 42,4% em seu lucro líquido do terceiro trimestre, atingindo os R$ 186,4 milhões, impulsionado pela operação da companhia no exterior. A receita líquida avançou 24,2%, para R$ 1,54 bilhão.

A companhia aumentou sua produção de cobre primário em 5%, para 63 mil toneladas, e vendeu 61% mais do produto: 36,1 mil toneladas. Por outro lado, a fabricação de produtos de cobre foi reduzida em 11%, para 55 mil toneladas, e as vendas recuaram 15%, para 41,3 mil toneladas.

Totvs
A Totvs (TOTS3) registrou receita de R$ 464,5 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 4,2% ante o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o lucro líquido atingiu R$ 71,7 milhões, avanço de 5,2%. Por outro lado, os custos operacionais subiram quase 10%, para R$ 166,2 milhões.

Energias do Brasil
A companhia elétrica Energias do Brasil (ENBR3) informou uma queda de 61% em seu lucro líquido na comparação anual, atingindo os R$ 55,3 milhões. Enquanto isso, a receita subiu 17% na mesma base de comparação, para R$ 2,42 bilhões, com o Ebitda disparando 85%, a R$ 586,9 milhões.

BRF
A agência de classificação de risco Moody's elevou o rating da BRF (BRFS3) de Baa3 para Baa2, com expectativa estável para a companhia. Segundo relatório, a elevação reflete, principalmente, "os fortes indicadores de crédito da empresa, presença relevante nos mercados de exportação, sólido desempenho operacional mesmo em meio a um ambiente operacional mais desafiador no Brasil e um perfil de liquidez saudável".

"Com mais de 50% de suas receitas relacionadas a exportações, junto com a maioria de sua origem animal e os custos no Brasil, os resultados da empresa vai continuar a beneficiar da desvalorização do real brasileiro", disse a Moody's.

Eletrobras
A Polícia Civil, em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira, 28, uma operação para desarticular um grupo que fraudava processos licitatórios na Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), subsidiária da Eletrobras (ELET6) no Rio Grande do Sul. O trabalho teve como base o relatório de auditoria da CGU referente à CGTEE, relativo ao ano de 2013.

A investigação encontrou sinais de dispensa indevida de licitação, além de superfaturamento de materiais e compras feitas de empresas de fachada. Há indícios dos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção ativa e passiva, entre outros. A Operação Antracito cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em prestadoras de serviço da CGTEE e em casas de funcionários públicos, bem como na sede da CGTEE em Porto Alegre e na usina localizada na cidade de Candiota.

As investigações apontam que, em determinadas compras efetuadas pela CGTEE, houve fracionamento de valores para que fosse permitida a dispensa de licitação. Desta forma, era possível direcionar as ordens de compras para determinadas empresas, caracterizando o seu favorecimento. "Uma das supostas empresas que vendeu para a CGTE, numa negociação com um valor bastante significativo, na verdade trata-se de uma casa humilde em Alvorada (município da região metropolitana de Porto Alegre)", afirmou o delegado Joerberth Pinto Nunes, titular da Delegacia Fazendária da Polícia Civil. Ele acredita que as fraudes ocorram desde 2012.

Durante a ação foram apreendidos documentos referentes a compras e contratação de serviços. O valor do prejuízo será calculado após a análise do material confiscado. O diretor financeiro da CGTEE, Clóvis Ilgenfritz da Silva, nega que haja irregularidades na subsidiária da Eletrobras.

Com Agência Estado

 

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