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Petrobras dispara 10% e 13 ações sobem mais de 6% no melhor pregão do ano

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

bolsas mundiais
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa consolidou a alta nesta sexta-feira (2) e subiu forte após a presidente Dilma cortar oito ministérios e reduzir em 10% os salários dos ministros. Com o anúncio, papéis da Petrobras, Vale e bancos ganharam força e sustentaram a alta de 3,80% do índice, a maior do ano. Foram 13 das 64 ações do benchmark subindo mais de 6%, enquanto apenas 3 papéis caíram

No campo positivo, chamou atenção as ações da Kroton, que dispararam mais de 9% com a troca de Renato Janine Ribeiro por Aloizio Mercadante no ministério da Educação. Destaque também para as ações da Oi, que subiram 7%. A empresa comunicou nesta manhã que conseguiu adesão de dois terços dos acionistas na proposta de conversão de ações preferenciais em ordinárias. 

Já na ponta negativa, apareceram as ações das exportadoras, que recuaram com o movimento do dólar, que também virou o sentido em meio ao anúncio da reforma ministerial. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira:

Petrobras (PETR3, R$ 9,15, +9,32%; PETR4, R$ 7,77, +10,68%)
As ações da Petrobras passaram a disparar durante a tarde, coincidindo com o anúncio da reforma ministerial. As ações sobem apesar da queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Lá fora, o preço do petróleo brent recuava 1,43%, a US$ 47,01.

Em relação à Petrobras, matéria do Valor aponta que a Petrobras vai realizar apenas US$ 20 bilhões dos US$ 29 bilhões de investimentos estimados para este ano. A estatal está revisando seus gastos previstos diante da disparada do petróleo e queda dos preços do petróleo. O assunto, conforme apurou o jornal, foi discutido na reunião da última quarta-feira (30). 

O principal limitador de investimentos da estatal tem sido a sua capacidade de geração de caixa, dado seu elevado endividamento. No primeiro semestre de 2015, a companhia encerrou com uma geração de caixa medida pelo Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 13,9 bilhões, enquanto o endividamento somou US$ 104,4 bilhões. 

Kroton (KROT3, R$ 8,53, +10,35%)
As ações da Kroton subiram forte após anúncio da reforma ministerial por Dilma Rousseff. Entre as mudanças, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, passará a assumir o ministério da Educação, então comandado por Renato Janine Ribeiro. As demais ações do setor também avnaçaram forte: Estácio (ESTC3, R$ 15,67, +8,37%), Ser Educacional (SEER3, R$ 8,91, +4,21%) e Anima (ANIM3, R$ 9,99, +7,88%).

Os papéis da Kroton apresentaram desempenho superior aos seus pares por ter sido mais penalizada nos últimos pregões, principalmente na semana passada, quando chegou a cair 10% em apenas um dia após notícias que, em breve, o Fies pode ser alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), segundo informações da coluna Radar, da Veja.

Bancos
Também ganharam força as ações do setor bancário, que passaram a subir mais forte após o anúncio da reforma ministerial. Entre eles, o papel que mais ganhou força foi o do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 15,92, +6,77%), que figura neste momento como a quinta maior alta do Ibovespa. Os demais bancos grandes também sobem forte na Bolsa: Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,97, +4,06%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,01, +4,23%BBDC4, R$ 22,51, +3,76%) e Santander (SANB11, R$ 13,45, +4,18%).  

Vale e siderúrgicas
O movimento positivo atingiu também as ações da mineradora Vale (VALE3, R$ 17,82, +3,48%; VALE5, R$ 14,46, +3,80%), Bradespar (BRAP4, R$ 8,80, +4,39%), holding que detém participação na Vale, e as siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 3,16, +1,28%), CSN (CSNA3, R$ 3,78, +2,44%) e Gerdau (GGBR4, R$ 5,66, +3,85%) - todas que operavam no sentido negativo pela manhã. 

Oi (OIBR4, R$ 2,94, +6,14%)
As ações da Oi dispararam nesta tarde em meio à euforia demonstrada pelo mercado com a reforma ministerial anunciada por Dilma. No radar da companhia, a Oi comunicou nesta manhã que foi atingida adesão mínima de dois terços dos acionistas para a conversão de ações preferenciais em ordinárias. A empresa informou que divulgará comunicado fornecendo o resultado final e das datas previstas para os próximos passos relativos à conversão voluntária de ações. 

Cesp (CESP6, R$ 15,26, +4,38%)
A Cesp receberá R$ 2,03 milhões em parcelas mensais por 7 anos referente à indenização da usina hidrelétrica de Ilha Solteira, segundo portaria do Ministério de Minas e Energia publicada no diário oficial nesta sexta-feira. A primeira parcela será paga na segunda quinzena de fevereiro de 2016. As parcelas serão corrigidas pela Selic.  

Iguatemi (IGTA3, R$ 21,29, +3,60%)
A Iguatemi comprou 8,4% do Shopping Pátio Higienópolis, por R$ 125 milhões. Com a aquisição, a Iguatemi passa a deter 11,2% do empreendimento. 

Segundo o BTG Pactual, a compra é estratégica já que o shopping é administrado pela Iguatemi e é um dos "ativos mais premium" no Brasil. No entanto, os analistas do banco comentam que a transação tão diluidora traz questões sobre a capacidade da companhia de reinventar seu capital.

BRF (BRFS3, R$ 71,45, +2,03%)
A BRF, maior exportadora mundial de carne de frango, anunciou a compra de sete marcas na Argentina por US$ 43,5 milhões. As marcas foram adquiridas da Molinos Río de la Plata por subsidiárias da BRF. A estratégia de crescimento no exterior segue, seja adquirindo marcas, concorrentes ou implantando unidades próprias. O valor não é representativo e confirma a agressividade mercadológica da empresa, comentou o analista Flávio Conde, da consultoria independente What's Call.

Marfrig (MRFG3, R$ 6,83, +5,89%)
As ações da Marfrig subiram forte depois de desabarem 10% na véspera após deflagração da nova fase da Operação Acrônimo, da Polícia Federal. Além do frigorífico, a operação teve como alvos o CEO (Chief Executive Officer) da Cemig, a Odebrecht Ambiental, Casino, Caoa, Camargo Correa e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

A operação investiga irregularidades na campanha e suposto recebimento de propina pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT. Em comunicado, a Marfrig afirmou ontem que foram cumpridos, nas dependências da empresa, mandado de busca e apreensão e que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela operação.

CCX Carvão (CCXC3, R$ 4,10, -36,92%)
As ações da small cap CCX Carvão desabaram após desistência da Yildirim Holding. Os papéis operam entre leilões na Bovespa. A empresa pediu que a CCX devolva parcela do preço de compra paga anteriormente pelos projetos de mineração a céu aberto de Cañaverales e Papayal e do projeto de mineração subterrânea de San Juan. A Yildirim alega que a companhia não atingiu algumas das condições precedentes previstas.

Já a CCX disse que refuta as alegações e que realizou "todas as providências que estavam ao seu alcance para cumprir as condições precedentes estabelecidas". Será convocada uma reunião do Conselho de Administração a ser realizada "tão logo quanto possível", com o objetivo de discutir as soluções possíveis e próximos passos a serem adotados, disse a CCX.

Metal Leve (LEVE3, R$ 23,08, -1,37%)
O conselho de administração da Mahle Metal Leve aprovou nesta quinta-feira o fechamento da subsidiária fluminense Mahle Hirschvogel Forjas, em decisão tomada em consequência de crise vivida pelo mercado de autopeças. 

A companhia afirmou que a decisão "visa descontinuar os produtos fabricados por essa subsidiária" diante de redução de pedidos de clientes atuais e "falta de perspectiva futura para os mesmos". A companhia afirmou ainda que o encerramento vai estancar prejuízos da subsidiária.

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