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Fed decide manter juros próximos de zero nos EUA; Yellen não descarta alta em outubro

Apesar da decisão, presidente do banco central americano deixou as portas abertas para uma alta de juros no mês que vem: "cada reunião permanece viva", comentou

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SÃO PAULO - O Federal Reserve manteve, em reunião que se encerrou nesta quinta-feira (17), as taxas de juros nos Estados Unidos na faixa entre 0% e 0,25%, em uma decisão já esperada pela maioria dos agentes de mercado. Há quase uma década o Fed não promove um aumento na taxa de juros. Esse ano haverá ainda mais dois encontros - um em outubro e outro em dezembro.

Após a decisão, a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, falou com a imprensa, em Washington, e disse que todas as reunião permanecem "vivas, não descartando uma alta de juros já na próxima reunião.   

No comunicado divulgado hoje, os representantes do Fed explicaram que a manutenção deve-se ao nível atual de inflação no país, que está abaixo da meta de 2%. O banco central americano disse que aguarda por uma inflação ainda baixa este ano, em 2016 e 2017, e não vê a inflação alcançar a meta de 2% até 2018.

Além disso, os representantes do Fed comentaram que os recentes eventos financeiros e econômicos globais podem limitar de alguma forma a atividade econômica. 

A votação para manter a taxa próxima a zera teve apenas um voto contrário de Jeffrey Lacker, que queria que fosse elevada em 0,25 ponto percentual. O comunicado do Fed não deu nenhuma indicação de quão perto o banco está de elevar os juros. 

Fala da Yellen
Após a reunião, a presidente do Fed, Janet Yellen, fez uma coletiva com a imprensa. Segundo a presidente, "outubro segue como uma possibilidade" para alta de juros.

A condição econômica seguirá como fator mais importante para definir quando o Fed irá elevar a taxa. "Eu não posso lhe dar uma receita", disse Yellen durante a conferência com a imprensa em Washington. 

Segundo ela, a maioria dos representantes do Fed ainda acham que as condições econômicas vão evoluir para habilitar o banco a subir a taxa ainda esse ano. "Cada reunião permanece viva", comentou. 

Ela, no entanto, comentou que "sempre haverá incerteza" e que "não podemos esperar que a incerteza seja totalmente resolvida". 

Yellen comentou ainda que o Fed quer levar mais um tempo para avaliar o provável impacto do desenvolvimento global nos Estados Unidos, mas que melhorias no mercado de trabalho poderão reforçar a confiança de que a inflação (um dos motivos atribuídos em nota hoje à manutenção dos juros) retornará a 2% no médio prazo. 

 

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