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Petrobras tem perda bilionária com atraso em Macaé, Fleury, Vale e mais 12 notícias no radar

Tarpon está em estágio avançado de conversas com a Core para aquisição da Fleury, Vale teve o rating reafirmado pela Fitch

Petrobras - Bloomberg
(Bloomberg)

SÃO PAULO - O início da semana já começa movimentado na Bovespa. Em destaque, está o noticiário da Petrobras (PETR3;PETR4). Em comunicado, a companhia informou ter recebido em 12 de junho US$ 1,5 bilhão do financiamento assinado em 20 de maio com o Banco de Desenvolvimento da China.

Além disso, destaque para a notícia do jornal O Globo de que a petrolífera tem perda bilionária com atraso para atracar em porto de Macaé. De acordo com fontes técnicas, a falta de espaço para atracar as embarcações de apoio à exploração de petróleo estaria provocando, em média, uma fila de espera de um dia, com pelo menos 12 barcos. Em 12 meses, os gastos estimados, diz uma fonte ouvida pelo jornal, ficam entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões, ou R$ 1,5 bilhão.

 Outras perdas ganham destaque: as subsidiárias da Petrobras perdem R$ 280 milhões com corrupção, conforme destaca reportagem da Folha.

Por fim, a Antaq autorizou a Emap a celebrar instrumento contratual de transição com Petrobras por até 180 dias para exploração de área com 43.404,44 m² em Itaqui, segundo resolução publicada no Diário Oficial.

Vale
A agência de classificação de risco Fitch Ratings informou o mercado, na noite da última sexta-feira (12), que afirmou os ratings em moeda estrangeira e local da Vale (VALE3VALE5) em ‘BBB+’. Já o rating da companhia em escala nacional permaneceu em ‘AAA(bra)’. A perspectiva sobre o risco dos investimentos é considerada estável pela agência.

"Os ratings se baseiam na posição de liderança da companhia como maior produtora mundial de minério de ferro de baixo custo", justificaram os analistas da Fitch em comunicado ao mercado. No parecer, foi destacada a participação de mercado da companhia no comércio transoceânico de aproximadamente 22%, e em sua resiliente estrutura de capital.

"A posição da companhia é reforçada pelo aumento da produção de minério de ferro de baixo custo e alta qualidade, que lhe permitirá alcançar aproximadamente 460 milhões de toneladas em 2018, de 330 milhões de toneladas em 2014", completaram. Em seu cenário-base, a agência de classificação de riscos considerou o preço do minério de ferro em US$ 50 por tonelada em 2015 e 2016.

Embraer
A Embraer (EMBR3) está em negociação para a venda de cerca de 20 jatos de passageiros E-195 para a Gol Linhas Aéreas e outros 20 para a Latam Airlines, disseram fontes próximas ao tema para a Reuters.

A Embraer não comentou a informação. A companhia planeja um briefing para a imprensa na Paris Airshow às 8h15 (horário de Brasília).

Dasa
A saída da Dasa (DASA3) do Novo Mercado, segmento de melhores práticas de governança corporativa da BM&FBovespa, poderá ser um passo nada transparente para facilitar o fechamento de capital da companhia, segundo fontes de mercado. Desde de que o controlador da companhia, Edson Bueno, ex-dono da Amil, assumiu o controle da empresa de laboratórios de diagnóstico médico dona de cerca 30 redes de laboratórios, como Delboni Auriemo e Lavoisier, há rumores de que sua intenção era tirar a companhia da bolsa.

Com a saída do Novo Mercado, a liquidez das ações em bolsa poderá ficar ainda mais reduzida, o que, na teoria, poderia facilitar o seu fechamento de capital. No entanto, os fundos Oppenheimer e Petros não têm mostrado disposição em se desfazerem de suas posições, mas a dúvida é de qual será a avaliação após a saída da companhia do Novo Mercado, por conta da expectativa de que haverá piora da governança da companhia.

No estatuto da Petros, por exemplo, está previsto que a área responsável pela gestão dos investimentos do fundo de pensão avaliará empresas para compor sua carteira considerando, entre uma série de itens, se a companhia está listada no Novo Mercado ou em níveis de governança corporativa da BM&FBovespa. A Petros possui 10% da Dasa, enquanto a Oppenheimer tem 10,10%, segundo informações do site da BM&FBovespa. Ainda não foi definido para qual segmento de governança irá a companhia, ou se migrará para o tradicional.

Os minoritários brigaram, antes da realização, na semana, da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que tratou sobre a saída da companhia do Novo Mercado, para que os controladores ficassem de fora da votação. No entanto, como esse aspecto não está especificado entre as regras do Novo Mercado, os controladores votaram pela saída da empresa do segmento de governança. Existe a possibilidade de que o processo vá para a Câmara de Arbitragem do Mercado da BM&FBovespa.

Esse movimento da Dasa ocorre pouco tempo depois de outro fato que trouxe mais cautela dos investidores em torno da governança da companhia foi a eleição do filho de Edson Bueno, Pedro Bueno, de 25 anos, para a presidência da companhia.

A Dasa deverá realizar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) e o preço das ações ainda será determinado por um laudo a ser elaborado pelo Itaú BBA, escolhido pelos acionistas na AGE.

Embora não seja possível prever o valor das ações na oferta, a expectativa é de que ele seja mais baixo do que o pago por Bueno e sua ex-mulher em outra OPA em 2014, quando eles passaram a deter os atuais 71,94% de participação direta e indireta na Dasa. O preço das ações naquele momento foi fixado em R$ 15. Já em abril, a Cromossomo, empresa de Edson Bueno, previu em uma correspondência à Dasa que o preço da OPA deste ano seria de R$ 10,50 por ação.

Banco do Brasil
O Banco do Brasil (BBAS3) terá que pagar uma multa inédita de R$ 600 mil, a ser depositada no FAT (Fundo do Amparo ao Trabalhador) por dano moral coletivo, segundo informações do jornal O Globo. O banco foi condenada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) por não ter investigado denúncias de assédio moral nas dependências do banco em todo o país, entre elas, a retirada de comissões e discriminação a portadores do vírus HIV.

Banco Pine
A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou o rating na escala global do banco Pine (PINE4) de BB+ para BB e na escala global de brAA para brA+. As métricas de qualidade de crédito do banco sofreram deterioração nos últimos seis meses e não estão mais acima da média dos concorrentes do próprio histórico do banco, afirma a S&P. 

BM&FBovespa
A BM&FBovespa (BVMF3) informou ter recebido comunicado da gestora Black Rock anunciando a alienação das ações da companhia para 4,98% dos ativos ordinários.

Fleury
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Tarpon está em estágio avançado de conversas com a Core para adquirir o Fleury (FLRY3).  Depois de tentativa frustrada de se unir ao laboratório mineiro Hermes Pardini, no ano passado, em uma operação costurada pela gestora Gávea Investimentos, o Grupo Fleury, uma das maiores companhias de medicina diagnóstica do País, voltou a negociar a entrada de um investidor para o seu negócio.

Gestoras nacionais, como a Tarpon, e estrangeiras, como Advent, KKR, além da Temasek, empresa de investimento do governo de Cingapura, e do fundo soberano do mesmo país, o GIC, estariam em conversas com a Core Participações, maior acionista do Fleury, apurou o jornal.

Guararapes
Em comunicado, a Guararapes (GUAR3) informou que planeja investir entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões até 2019. 

OGPar
Em comunicado, a OGPar (OGXP3) informou que a sua produção atingiu 413,836 mil barris em maio, dos quais 310,036 mil barris em Tubarão Martelo e 103,8 mil em Tubarão Azul. 

Rumo 
Os acionistas da Rumo Logística (RUMO3) aprovaram, por unanimidade, em assembleia geral extraordinária, o grupamento das 2,99 bilhões de ações ordinárias da empresa, na proporção de dez para uma.

Em 29 de maio, a administração da empresa propôs a operação, visando adequar a faixa de preço das ações e a redução da volatilidade dos papéis. As ações ordinárias da Rumo Logística fecharam a sexta-feira cotadas a R$ 1,29.

Sabesp
A Fiesp entrou com pedido de liminar contra o reajuste de 15,24% nas contas da Sabesp (SBSP3), segundo informações do jornal Valor Econômico, alegando que o reajuste extraordinário é ilegal.  

Triunfo
A Triunfo (TPIS3) informou em comunicado que o tráfego em rodovias do grupo caiu 6,8% nos primeiros cinco meses de 2015 na comparação com igual período do ano passado.  

Educacionais
O setor de ensino superior privado está considerando positivas as mudanças a serem implantadas no segundo semestre deste ano no programa de financiamento estudantil do governo, o Fies, apesar da redução no número de novos contratos, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O novo modelo, ainda não anunciado oficialmente, terá alta de juros e redução do limite de renda dos alunos atendidos.

De acordo com fontes do setor, o Fies vai ter elevada de 3,4% para 6,5% ao ano a taxa de juros. A carência, período após o curso em que o aluno ainda não precisa amortizar a dívida, cai de 18 para 12 meses. Num primeiro momento, as fontes afirmaram que não haveria redução no prazo de amortização, mas mais tarde confirmaram que ele caiu para duas vezes o tamanho do curso mais um ano (antes esse prazo era de três vezes o tamanho do curso somado de um ano). Ou seja, um curso de quatro anos deve ser pago em até nove anos somado da carência e não mais em 13 anos.

Executivos das grandes companhias do setor comentaram o novo modelo ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, mas não quiseram se identificar porque o anuncio ainda não é oficial.

Para um dos executivos dos principais grupos de ensino, a elevação dos juros e alteração nos prazos não deve trazer grandes impactos para o programa. "Continua sendo bastante atrativo para o aluno", diz.

Totvs
A Totvs (TOTS3) comunicou que o Conselho de Administração elegeu Rodrigo Kede Lima ao cargo de Diretor-presidente,  em consonância com o plano de sucessão de Laércio Cosentino, fundador da Companhia, que continuará como Diretor Executivo Chefe (CEO) durante um período de transição de até 3 anos. Também nesta data, portanto, Laércio Cosentino renunciou ao mandato de Diretor-presidente. 

(Com Reuters e Agência Estado)

 

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