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Lula envolvido no caso Pasadena, Vale, bancos e mais 5 notícias no radar

Documento da Petrobras indica que o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa viajou a Brasília, em 2006, para se reunir com o então presidente Lula para tratar da refinaria de Pasadena; Vale entrega quatro navios para empresa chinesa

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(divulgação)

SÃO PAULO - O noticiário segue movimentado nesta segunda-feira, também repercutindo o que foi revelado no último final de semana.  Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo do último final de semana, um documento da Petrobras (PETR3;PETR4) indica que o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa viajou a Brasília, em 2006, para se reunir com o então presidente Lula, com a finalidade de tratar da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos. O encontro teria ocorrido um mês antes da compra da planta de refino ser autorizada. 

O encontro com o delator da Operação Lava-Jato ocorreu em 31 de janeiro daquele ano, em Brasília — 31 dias antes de o Conselho de Administração da Petrobras, na época chefiada pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, autorizar a compra de 50% da confinaria. 

Segundo o jornal, o ex-presidente nunca admitiu participação nas tratativas para a aquisição, que, segundo auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), causou prejuízo de US$ 792 milhões aos cofres públicos. Quando questionado pelo jornal sobre a agenda com Costa, o ex-presidente afirmou, por meio de sua assessoria, que “a reunião com a Petrobras” foi “há mais de nove anos” e “não tratou de Pasadena”. Não informou, contudo, qual foi, então, a pauta debatida.

A oposição ao governo Dilma comunicou que pedirá informações sobre o encontro entre Lula e Costa. Integrante da CPI da Petrobras, o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) disse que apresentará requerimentos para que a Petrobras e a Presidência da República prestem informações sobre o encontro, segundo o jornal O Globo. Ele afirmou que Dilma também deve explicações. 

Com relação à Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na estatal, a Folha de S. Paulo informou que a indefinição sobre o plano de investimento da Petrobras e a crise financeira das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato geraram, num intervalo de quatro meses, uma explosão da dívida de construtoras e estaleiros com seus fornecedores. Segundo o jornal, citando dados do conselho de Óleo e Gás da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria Máquinas e Equipamentos), a dívida das prestadoras de serviço da estatal com cerca de cem fornecedores atingiu, no fim de abril, R$ 411,5 milhões. O valor era de R$ 27 milhões em dezembro, um salto de 1.424% no período.

Bancos
O julgamento dos planos econômicos no Supremo Tribunal Federal (STF), tema que preocupa o governo em razão do impacto no sistema financeiro, só deve ocorrer assim que o 11º ministro da Corte, Luiz Edson Fachin, se disser apto a julgar o caso. A expectativa do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, é de que o julgamento ocorra no máximo até um ano após a posse do novo ministro, marcada para o dia 16.

A discussão sobre a constitucionalidade dos planos econômicos nas décadas de 80 e 90, que teriam provocado perdas no rendimento das cadernetas de poupança, está parada há mais de um ano por falta do quórum mínimo de oito ministros para análise do tema.

Desde que o ex-ministro Joaquim Barbosa anunciou sua aposentadoria, em maio do ano passado, o tema não voltou à pauta do Supremo porque apenas sete magistrados poderiam analisar o caso, já que três ministros se declararam impedidos de julgar: Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Embora Lewandowski tenha pressa para que o assunto volte a ser discutido em plenário, por causa da demora para resolução do assunto, ele vai aguardar Fachin dizer que está pronto para julgar a matéria para só então pautá-la. Como o presidente do STF já indicou que não deseja deixar o tema parado por muito tempo, ele espera que o assunto seja julgado até o primeiro semestre de 2016.

Logo após assumir a 11ª cadeira do STF, Fachin deverá receber uma série de pedidos de audiência de partes interessadas no assunto. É de rotina que novos ministros recebam “memoriais” sobre assuntos de grande envergadura que vão julgar e que estão parados na Corte. O governo federal deve enviar diversos representantes ao Supremo para evitar que uma eventual decisão contrária à União piore ainda mais a situação econômica do País.

Ainda sobre bancos, o Bradesco (BBDC4) disse desconhecer as fontes das informações sobre a oferta pelo HSBC. Segundo notícia da Agência Estado da semana passada, o banco ofereceu R$ 10 bilhões pela operação brasileira do banco britânico.  "O banco esclarece aos seus acionistas e
ao público em geral que está continuamente analisando oportunidades de operações que estejam alinhadas com sua estratégia de crescimento”, segundo comunicado ao mercado.

BB Seguridade
Segundo informações do diretor financeiro da BB Seguridade (BBSE3) Werner Suffert em entrevista à Bloomberg em Brasília, a companhia vê enorme potencial de crescimento para planos de previdência privada nos próximos anos.

Apenas 1,8 milhão dos 63 milhões de clientes do BB, canal de distribuição da seguradora, têm previdência, disse. “É verdade que temos o cenário mais desafiador da economia, mas o brasileiro busca uma menor dependência das estruturas de seguro social. Estão se planejando mais para o futuro”.

 A BB Seguridade passou a liderar mercado de previdência privada no primeiro trimestre de 20155 em ativos de PGBLs e VGBLs sob gestão, segundo dados da Fenaprevi e a companhia espera que ativos cresçam até 36% em 2015. “Nenhum desses produtos está maduro suficiente para ter pagamento de benefício. Eles ainda estão em acumulação”. Já os prêmios de seguro vida e rural devem crescer até 21%, segundo dados do balanço.

Vale
Segundo informações do jornal Valor Econômico, a Vale (VALE3;VALE5) entregou quatro navios Valemax para a chinesa Cosco, um dos maiores operadores de granéis sólidos do mundo. A venda das embarcações foi concluída na visita ao Brasil, em maio, do primeiro-ministro Li Keqiang. 

Dasa
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) diz, em documento anexado a fato relevante pela Dasa (DASA3), que não foi possível chegar a uma conclusão definitiva sobre reclamação da Petros e da Oppenheimer a tempo da AGE (Assembleia Geral Extraordinária), marcada para esta segunda-feira, ao meio-dia (horário de Brasília), em Barueri (SP). A Comissão disse que cabe ao controlador a decisão sobre voto em OPA. 

A Dasa divulgou fato relevante em 28 de maio informando que a Petros havia feito reclamação à CVM sobre voto de Cromossomo em AGE que decidirá sobre a OPA. A Oppenheimer avaliou OPA como prejudicial aos minoritários, disse Dasa em comunicado de 3 de junho.

Eneva e EBX
Uma associação de investidores pediu ao Ministério Público Federal que investigue os negócios da modelo Luma de Oliveira com as ações da MPX, agora Eneva (ENEV3), empresa de energia fundada pelo seu ex-marido Eike Batista. As informações são da Folha de S. Paulo

A ANA (Associação Nacional de Proteção dos Acionistas Minoritários) alega que Luma teria comprado as ações da companhia com informações privilegiadas fornecidas por Eike, em uma operação de insider trading, crime financeiro que pode levar à prisão.

Segundo Aurélio Valporto, economista da associação, à Folha, a queixa é baseada em um trecho do livro "Tudo ou Nada", da jornalista Malu Gaspar, e que teriam sido confirmados por fontes da associação no mercado financeiro. De acordo com um trecho do livro, a ex-mulher de Eike teria comprado 508.600 ações da MPX cerca de um mês antes do anúncio de uma grande parceria da empresa com a alemã E.ON. Em 11 de janeiro de 2012, foi divulgado ao mercado que a E.ON iria injetar cerca de R$ 1 bilhão na companhia por 11,7% da MPX. Nas semanas seguintes, Luma teria zerado sua posição na companhia e obtido um lucro de 27% com a operação, segundo a denúncia da associação. 

Aliás, em entrevista concedida à RedeTV!, o empresário Eike Batista destacou que deixou de ser um "bilionário negativo" e que prepara a sua volta. Confira aqui

B2W
Segundo informações da coluna Radar Online, da Veja, a venda do Submarino Viagens para a CVC Brasil (CVCB3) por R$ 80 milhões não será a única que a B2W Digital (BTOW3) fará de seus ativos neste ano. A venda foi anunciada no final de maio. 

 

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