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Hering desaba 33% em 5 pregões, BB e Eletrobras afundam 4%; veja os destaques

Confira os principais destaques da Bovespa na sessão desta quinta-feira

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou no positivo após ganhar força no fim do pregão desta quarta-feira (14), ajudado pela alta dos grandes bancos, com exceção do Banco do Brasil, que desabou após balanço. Enquanto isso, Vale e siderúrgicas chegaram ao terceiro dia seguido de queda. Já ss ações da Cia Hering também chamaram atenção e desabaram pelo quinto pregão consecutivo depois de balanço ruim e perspectivas desanimadoras, que culminaram em cortes de recomendações dos papéis.

Do lado positivo, voltaram a subir as ações da Kroton, que dispararam depois do balanço na terça-feira, caíram na véspera, mas voltaram a figurar hoje entre as maiores altas do índice. A liderança ficou com a Rumo (RUMO3), que disparou 6,67%, a R$ 1,28, após fortes quedas recentemente.

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 14,81, -0,74%; PETR4, R$ 13,89, -0,57%)
As ações da Petrobras apresentaram leves oscilações hoje a um dia da divulgação do seu resultado do primeiro trimestre, programado para sair após o fechamento do pregão de sexta-feira. Ainda no radar, o fundo Ibiuna Multimercado, da gestora Ibiuna, entrou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) com um pedido de adiamento ou interrupção do curso do prazo para a realização da assembleia extraordinária da Petrobras, marcada para o dia 25. Segundo o Valor, o que eles pedem é que a autarquia avalie se a estatal age dentro da legalidade ao não pagar dividendos das ações preferenciais, apesar de ter reserva de lucros suficientes para isso. 

Além disso, nesta quinta, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a política de exigência de conteúdo local não deve ser revista no seu governo e que o regime de partilha nos campos de petróleo será mantido. 

Vale e siderúrgicas
Os papéis da Vale (VALE3, R$ 21,33, -1,25%; VALE5, R$ 17,88, -0,83%) e siderúrgicas Usiminas (USIM5, R$ 5,49, -2,14%) e CSN (CSNA3, R$ 7,91, -0,25%) voltaram a cair hoje e acumulam três pregões seguidos de desvalorização. No caso da Vale é a sexta queda em sete sessões. A Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 9,06, -2,16%) e Bradespar (BRAP4, R$ 11,41, -2,89%), holding que detém participação na Vale, também caíram, mas seguiram o forte movimento da véspera em meio à notícia de que serão excluídas do índice MSCI no próximo rebalanceamento semianual que ocorrerá dia 29 de maio. Ontem, esses papéis desabaram 6,09% e 4,08%, respectivamente. 

Hoje, a Vale reafirmou sua meta de expansão de capacidade de minério de ferro de 450 milhões de toneladas por ano. A gerente geral comercial de marketing para o minério da companhia, Cecilia Silva, disse, em conferência em Cingapura, que a produção de aço na China deve crescer 1,5% até 2019. 

Eletrobras (ELET3, R$ 7,07, -4,07%; ELET6, R$ 9,62, 0,00%)
Na mesma toada de Bradespar e Metalúrgica Gerdau, as ações da Eletrobras seguiram o relatório do MSCI da véspera de que o papel será excluído do índice junto com as outras duas ações brasileiras no próximo rebalanceamento que ocorrerá no final deste mês.  

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,96, -3,85%)
O Banco do Brasil, maior banco do país em ativos, anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 5,818 bilhões no primeiro trimestre, alta de 117,3% ante igual período de 2014. Em bases recorrentes, o lucro do banco estatal somou R$ 3,025 bilhões no período, alta de 24,2% sobre um ano antes e praticamente em linha com a previsão média de analistas ouvidos pela Reuters de R$ 3,033 bilhões. 

Para o Credit Suisse, o que mais chamou atenção foi a questão da provisão. O indicador de curto prazo (de 15 a 90 dias), e que na visão do banco é mais importante para entender a tendência da inadimplência, apresentou alta de 0,9 ponto percentual na comparação trimestral em comparação entre 0,3 p.p e 0,4 p.p., aproximadamente, dos bancos privados. Já a qualidade da receita líquida de juros também levantou dúvidas, parecendo não ser sustentável. O BTG Pactual mostrou leitura similar, destacando que a qualidade do resultado pareceu ruim, mas atribuiu como positivo os custos, onde o banco tem conseguido entregar boa performance. 

JBS (JBSS3, R$ 16,60, 0,00%)
A JBS, maior produtora global de carnes, fechou estável após balanço bem recebido pelo mercado, diferente das demais ações do setor, como Minerva (BEEF3, R$ 9,50, +6,03%). Após balanço, o BofA elevou o preço-alvo das ações da JBS de R$ 16,50 para R$ 18,00, reiterando recomendação de compra. Na máxima do dia, as ações da JBS chegaram a subir 3,80%, a R$ 17,23, renovando máxima histórica. 

O frigorífico teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre, forte avanço sobre os R$ 70 milhões obtidos um ano antes. O resultado foi beneficiado pelo salto do resultado operacional, que encerrou o trimestre em R$ 2,1 bilhões, além de um resultado financeiro positivo em R$ 83,9 milhões (que ficou negativo em R$ 869,3 milhões um ano antes).  De janeiro a março, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 2,8 bilhões, alta de 57,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2014. A receita líquida global da companhia somou R$ 33,8 bilhões no primeiro trimestre, aumento anual de 28%.

Segundo o BTG Pactual, foi um forte início de 2015 com resultados melhores do que o esperado, menor alavancagem financeira e forte diversificação operacional, o que sustenta a visão de que os resultados serão menos voláteis ao longo do tempo e permitem uma geração de fluxo de caixa livre mais consistente, por sua vez, levando a um prêmio de ação maior. 

Cia Hering (HGTX3, R$ 12,74, -2,67%)
A Cia Hering seguiu em queda. As ações da companhia desabaram 33% nos últimos cinco pregões depois de divulgar resultados do primeiro trimestre de 2015 na sexta-feira que deixaram a desejar. A perspectiva para os próximos trimestres não foge do negativo. Ontem, o Deutsche Bank rebaixou sua recomendação para manutenção e cortou seu preço-alvo de R$ 24,50 para R$ 16,00. 

Braskem (BRKM5, R$ 14,88, -0,60%)
As ações da Braskem interromperam a sequência de ganhos de três pregões e fecharam em queda. Na segunda-feira, a companhia divulgou seu balanço do primeiro trimestre. O resultado não animou o mercado e a ação caiu naquele pregão. Mas, passado dois dias, o Bank of America Merrill Lynch elevou o preço-alvo das ações da Braskem, de R$ 15 para R$ 16, na esteira de uma provável renovação do contrato das empresas eletrointensivas do Nordeste com a Chesf, da Eletrobras, embora a recomendação tenha sido mantida em neutra. O banco destacou que a boa notícia seria o fato de os clientes industriais não precisarem desembolsar valores adicionais no acordo. Segundo o BofA, esse era um dos grandes pontos de pressão sobre a Braskem e agora parece suavizado.

Entre os fatores de risco, encontram-se ainda as investigações na Lava Jato, que derrubaram o papel em 20% no dia 11 de março, quando saíram as primeiras notícias de um possível envolvimento da empresa, além das dificuldades para renovação do contrato do nafta. Outro fator que tem mexido com a empresa é que a Petrobras poderia vender a companhia. No sábado, a coluna Radar, da Veja, disse que a Petrobras iria pôr mesmo à venda sua participação na Braskem, mas por causa do preço não sairia agora.

Segundo o analista independente Flávio Conde, o que pôde-se perceber do movimento recente da Braskem é que toda a reação negativa do mercado após a denúncia na Lava Jato, que levou o papel para próximo de R$ 9,50 entre a metade e o final de março, foi uma boa oportunidade de compra e que agora as ações vão seguir seus fundamentos, como resultados, custo da nafta e negociações para novo contrato e, por fim, rumores de que pode ser vendida. 

Brasil Pharma (BPHA3, R$ 0,76, +2,70%)
A Brasil Pharma anunciou prejuízo líquido de R$ 88,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra resultado negativo de R$ 185,3 milhões no mesmo período de 2014. Segundo o Bank of America Merrill Lynch, a companhia divulgou mais um resultado fraco, como esperado, mas com queda de 6,3% nas vendas nas "mesmas lojas" (que considera estabelecimentos abertos há pelo menos um ano). Já o Brasil Plural comentou que a queima de caixa (de R$ 88 milhões) continuou com as vendas seguindo em desaceleração e as margens pressionadas, com outro trimestre de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e aumento de investimentos em capital de giro.  

'Sem caixa' e com queda de 80% em 6 meses, como a BR Pharma vai se salvar?

Randon (RAPT4, R$ 3,95, -2,71%)
A Randon encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 557 mil, queda de 99,1% na comparação com o mesmo período de 2014, provocada pela redução das receitas, menor diluição dos custos fixos, aumento das despesas financeiras, impacto do câmbio sobre as operações de hedge e pagamento de indenizações para funcionários demitidos. A companhia fechou o trimestre com 10,3 mil funcionários, 15,3% a menos do que em março de 2014. A receita líquida do grupo caiu 27,9%, para R$ 696,8 milhões. 

Segundo o Itaú BBA, os resultados foram fracos em meio ao ambiente desafiador para a indústria de caminhões. O Bradesco BBI comentou que a demanda fraca deve continuar afetando as margens de curto prazo da empresa e uma recuperação das vendas só ocorrerá no médio a longo prazo. 

Inepar (INEP4, R$ 0,24, 0,0%)
Os credores da Inepar aprovaram seu plano de recuperação judicial em assembleia realizada na véspera. Vale lembrar que, para eficácia do plano, o grupo Inepar ainda depende de decisão judicial posterior, que deverá homologar o plano aprovado pelos credores e conceder a recuperação judicial às empresas do grupo. Ontem, as ações da companhia subiram 26,32%, a R$ 0,24. Chamou atenção o volume financeiro que bateu R$ 858 mi, conta média diária de R$ 122 mil nos últimos 21 pregões.  

QGEP (QGEP3, R$ 7,50, 0,00%)
A QGEP teve lucro líquido de R$ 28,9 milhões no primeiro trimestre, alta de 15,1% na comparação anual. Segundo a QGEP, a produção média diária de gás do campo de Manati foi de 5,7 milhões de metros cúbicos ante 5,9 milhões no quarto trimestre.A receita líquida entre janeiro e março, de R$ 126 milhões, ficou estável na comparação anual, sendo que a atualização de preços contratuais compensou o efeito da queda da produção do Campo de Manati.

Segundo o Bradesco BBI, os resultados foram melhores do que o esperado com receita maior, enquanto os custos e despesas diminuíram. O Bank of America Merrill Lynch também destacou que os resultados operacionais vieram  melhores do que o esperado.

 

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