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Vale registra perdas de R$ 9,5 bi e Embraer tem prejuízo de R$ 196,1 mi; veja mais

Lojas Renner, Raia Drogasil, OdontoPrev, Natura e outras divulgaram seus números para o período

Vale metalúrgico trabalhando
(Site Vale)

SÃO PAULO - A temporada de resultados segue movimentada, com resultados de grandes empresas no radar. Em destaque, a mineradora Vale (VALE3;VALE5) registrou prejuízo líquido de R$ 9,538 bilhões no primeiro trimestre de 2015, terceiro trimestre consecutivo de perdas para a companhia, em meio a uma queda nos preços do minério de ferro, ante lucro de R$ 5,909 bilhões no mesmo período de 2014, informou a empresa nesta quinta-feira.

As variações monetárias e cambiais tiveram um impacto negativo de US$ 3,019 bilhões; as perdas com swap e taxa de juros corresponderam a US$ 1,236 bilhão. Este foi o maior prejuízo da empresa desde 2009.  

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado da companhia, importante indicador da geração de caixa, somou R$ 4,635 bilhões no primeiro trimestre, ante R$ 9,572 bilhões no mesmo período de 2014.

O Ebitda da divisão de ferrosos foi impactado por menores preços de commodities e ajustes de preço, mas o custo caixa e custo de frete foram significativamente reduzidos, disse a companhia, em seu relatório de desempenho.

A empresa disse que realizou 45% das vendas de minério de ferro do primeiro trimestre a preço provisório de US$ 51,4 por tonelada comparado ao índice Iodex médio de US$ 62,4 por tonelada no período.

Por outro lado, a empresa contabilizou Imposto de Renda e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) positivos de R$ 2,6 bilhões no primeiro trimestre, ante R$ 2,3 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Já a dívida líquida da companhia subiu 0,5% na comparação com dezembro de 2014, para US$ 24,8 bilhões.

Lojas Renner
A varejista de moda Lojas Renner (LREN3) teve lucro líquido de R$ 73,2 milhões no primeiro trimestre, alta de 43,8% na comparação com o mesmo período de 2014, informou a companhia nesta quarta-feira. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado total, que inclui operações de varejo e produtos financeiros, somou R$ 198,8 milhões, crescimento de 47,2% quando comparado ao ano passado.

A loja teve uma receita líquida de R$ 1,01 bilhão, um aumento de 24,1% em relação ao período equivalente ao ano passado e a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) ajustada fechou em 12,9%, com um aumento de 3,9 pontos percentuais sobre o resultado do primeiro trimestre de 2014.

Embraer
A Embraer (EMBR3) registrou um lucro líquido ajustado (excluídos o imposto de renda e contribuição social diferidos) de R$ 131,2 milhões no primeiro trimestre de 2015, com queda ante os R$ 147,3 milhões do mesmo período do ano passado. A companhia registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 196,1 milhões, ante lucro de R$ 258,7 milhões no primeiro trimestre no ano passado.

A receita líquida da companhia de fabricação de aeronaves ficou em R$ 3,07 bilhões, enquanto o Ebitda totalizou R$ 429 milhões. 

Raia Drogasil
A Raia Drogasil (RADL3) encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 29 milhões, valor 99% maior comparado ao mesmo período do ano passado. O Ebitda da companhia no primeiro trimestre de 2015 foi de R$ 152,4 milhões, com uma margem de 7,4% maior e aumento de 1,9 p.p. sobre o primeiro trimestre de 2014.

Com uma receita líquida de R$ 1,96 bilhão, um aumento de 19,2% em relação ao primeiro trimestre de 2014. A Margem Ebitda (Ebitda/Receita Bruta) da companhia fechou a 7,4%, 1,9 p.p. maior que no primeiro trimestre do ano passado. Já no quesito vendas "mesmas lojas" (pontos em operação há mais de 12 meses) foi registrado um aumento de 11,3%.

SulAmerica
A SulAmérica (SULA11) teve lucro líquido de R$ 102,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, um crescimento de 24,5% em relação a igual período em 2014. O resultado financeiro e o reajuste de preços das coberturas de seguros contribuíram para os números.

O faturamento da seguradora no período atingiu R$ 4,1 bilhões, um avanço de 1,7% em 12 meses, com destaque para a carteira de seguro saúde, que cresceu 15,2%; e de automóveis, que avançou 10,4% no período.

OdontoPrev
A OdontoPrev (ODPV3) fechou o balanço do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 67,8 milhões, valor 16,2% superior ao primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebitda ficou em R$ 99,6 milhões, resultado 10,9% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A receita líquida atingiu R$ 302,1 milhões, 7,3% acima do mesmo período do ano passado e uma expansão na margem de 29,7% para 30,7%.

Natura
A empresa de cosméticos Natura (NATU3) teve lucro líquido de R$ 119,6 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2014. A média de analistas ouvidos pela Reuters esperava lucro de R$ 102 milhões.

Com esse desempenho, a participação das receitas líquidas internacionais da Natura aumentou 5,9 pontos percentuais, chegando a 24,3% do grupo no período. O Ebitda foi de R$ 285,9 milhões, praticamente estável na comparação anual.

Multiplan
A Multiplan (MULT3) encerrou o trimestre com lucro líquido de R$ 69,6 milhões, um aumento de 15,4% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, também com Ebitda de R$ 193,7 milhões, 1,5% menor que o equivalente ao ano passado. 

Com receita líquida de R$ 264,7 milhões e uma alta de 2,9% comparada a do igual trimestre do ano passado. A margem Ebitda atingiu 68,1%, um acréscimo de 508 p.p. na comparação com o primeiro trimestre de 2014. 

Fleury
Já Fleury (FLRY3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 13,4 milhões, uma perda de 48,6% em relação ao ano passado. Um Ebitda de R$ 72,7 milhões e uma alta de menos de 1%.

A receita líquida foi de R$ 446,9 milhões, um aumento de 13% com relação ao primeiro trimestre do ano passado e uma margem Ebitda de 16,3%, queda de 196 pontos base.

Tecnisa
A Tecnisa (TCSA3) fechou o trimestre com lucro líquido de R$ 30 milhões, uma alta de 11% em relação aos últimos doze meses. Seu Ebitda foi de R$ 87,83 milhões, um aumento de 1,3% com relação ao ano passado.

Sua receita líquida foi de R$ 382,27 milhões, um aumento de 2,8% em relação ao ano passado. A margem Ebitda fechou em 22,9%, com queda de 0,3 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.

CTEEP
A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (TRPL4) encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 84,4 milhões, com leve queda de 1,3% em relação ao mesmo período de 2014. O valor diz respeito ao resultado atribuível aos acionistas da empresa controladora, base para a distribuição de dividendos.

A receita líquida da companhia subiu 12,6% no mesmo intervalo, para R$ 253,6 milhões. Os custos, por sua vez, cresceram 11,1%, para R$ 116,2 milhões, levando o lucro bruto a uma alta de 13,9%, para R$ 137,4 milhões.

Santos Brasil
A Santos Brasil (STBP11) registrou um lucro líquido 50,5% menor no primeiro trimestre frente ao mesmo período de 2014, para R$ 15,9 milhões, com o resultado sendo impactado por uma reversão da provisão referente ao serviço de segregação e entrega imediata de contêineres, por despesas não recorrentes geradas no provisionamento para clientes e diferente mix de perfil de serviços.

O Ebitda teve queda de 21,2%, a R$ 71,1 milhões, e a receita líquida totalizou R$ 297 milhões no período. 

Minerva
A Minerva (BEEF3) fechou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 587,2 milhões, revertendo o lucro de R$ 69 milhões reportado no mesmo período do ano passado.

A receita líquida somou R$ 2,156 bilhões, alta de 54,2% ante a receita de R$ 1,397 bilhão em igual intervalo no ano passado. A margem Ebitda caiu 1 ponto percentual, de 9,7% para 8,7%. 

Technos
A Technos (TECN3) registrou lucro líquido ajustado R$ 4,1 milhões no primeiro trimestre de 2015, contra um resultado negativo de R$ 2,2 milhões no mesmo período do ano anterior. A geração de caixa operacional foi de R$ 33,7 milhões no trimestre, resultando em saldo final de caixa de R$68,0 milhões.

A receita líquida foi de R$ 74,2 milhões, alta de 10,3% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado cresceu 19,7%, com ganho de 0,9 ponto percentual de margem Ebitda ajustada, ano contra ano.

 

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