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Vale salta 30% na melhor semana em 16 anos; Petrobras dispara 80% desde março

Siderúrgicas também ganham com disparada do minério de ferro; exportadoras caem com dólar e figuram entre as poucas quedas do Ibovespa na semana

Vale
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Uma maré de euforia tomou conta do mercado nesta semana reduzida por conta do feriado na terça-feira que manteve a Bovespa fechada. Ainda assim, o Ibovespa marcou uma semana bem agitada com alta de 5,03% (terceira semana de ganhos em quatro), puxado principalmente pelas blue chips Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5), com a última marcando sua melhor semana em 16 anos. Já a Petrobras registrou sua sexta semana consecutiva de ganhos (PETR3, +79,9%; PETR4, +59,6%). 

Os principais drivers foram o tão esperado balanço da petrolífera, a divulgação do relatório de produção da Vale e disparada do preço do minério de ferro, aliado ao anúncio hoje de um acordo de até US$ 2 bilhões com o coreano Eximbank em apoio financeiro para projetos da mineradora. Dado a isso, as ações da Vale lideraram os ganhos do Ibovespa com valorização de 30,06% e 24,55%, para as ordinárias e preferenciais respectivamente. Acompanharam as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 12,62, +18,16%), holding que detém participação na mineradora.

Na toada da disparada do minério de ferro (que subiu 13,5% na semana) que ganhou força após a BHP Billiton anunciar que vai reduzir seus planos de expansão de minas, os papéis das siderúrgicas também figuraram como as maiores altas do índice na semana: CSN (CSNA3, R$ 7,23, +18,52%), Usiminas (USIM5, R$ 5,98, +13,90%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,55, +13,93%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 10,47, +6,51%). No caso da Usiminas, ainda ficou em destaque a divulgação do balanço, que foi muito bem recebido pelo mercado. Na véspera, dia da divulgação, os papéis da companhia subiram 8,25%. 

Outra que se deu bem na semana foi a ação da Kroton (KROT3), que disparou 15,12%, fechando a R$ 11,80. Nesta semana, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, garantiu que todos as matrículas do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) serão renovadas e informou que a pasta vai prorrogar o prazo de 30 de abril se for necessário. No setor, destaque também para a Anima (ANIM3, R$ 20,15, +6,33%), negociada fora do Ibovespa, que subiu bem após notícia de que a companhia decidiu desfazer o contrato para unir suas operações com as da norte-americana Whitney University System. 

Do outro lado, destaque para as ações da Rumo (RUMO3), que figuraram como o pior papel do Ibovespa na semana. A empresa anunciou na quinta-feira que seu plano de investimentos após a fusão da Rumo Logística com a ALL (América Latina Logística) contempla R$ 2,8 bilhões em expansão de operações até o final de 2016 e mais R$ 4,6 bilhões de 2017 até o fim de 2019. Apesar da repercussão, o Credit Suisse disse, em relatório de hoje, que o guidance conservador da empresa é um "passo na direção correta".

No Ibovespa, apenas 13 dos 69 papéis encerraram a semana no negativo, sendo que somente cinco caíram mais do que 2%. Com a queda do dólar no período, que perdeu o importante patamar psicológico de R$ 3,00, as ações das exportadoras Fibria (FIBR3, R$ 43,27, -3,23%), Suzano (SUZB5, R$ 14,82, -1,20%) e Embraer (EMBR3, R$ 22,65, -2,45%) ajudaram a compor esse terreno negativo. 

Confira abaixo as 5 maiores altas e baixas do Ibovespa na semana:

Maiores altas Maiores baixas
Empresa Ticker Variação Empresa Ticker Variação
Vale ON VALE3 +30,34% Rumo RUMO3 -10,12%
Vale PN VALE5 +25,15% Oi OIBR4 -4,09%
Eletrobras ON ELET3 +19,61% Fibria FIBR3 -3,26%
CSN CSNA3 +18,52% Estácio ESTC3 -2,56%
Bradespar BRAP4 +18,45% Embraer EMBR3 -2,45%

Veja ainda as notícias que agitaram a semana:

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