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Usiminas é a que mais sofrerá com volta do PIS/Cofins; veja outras "vítimas" da Bolsa

Medida que tem como finalidade ajudar as contas públicas terá forte impacto em 80 mil companhias não financeiras com faturamento superior a R$ 78 milhões

SÃO PAULO - Assim como o Itaú, a equipe de análise do BTG Pactual também fez suas projeções sobre quais empresas e setores que serão os mais prejudicados com o início da cobrança de PIS/Cofins sobre ganhos financeiros de grandes e médias empresas. O decreto 8.426 faz parte do pacote que tem como objetivo trazer o ajuste fiscal necessário para que as contas públicas atinjam o resultado prometido no ano passado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de um superávit primário de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto). 

Na teoria, o impacto da taxação - que passará a ser efetiva no dia 1º de julho - deve ser maior em empresas com margens pequenas e grandes posições de caixa, diz o BTG em relatório. Ao contrário do Itaú, que vê Cielo (CIEL3) como a que sofrerá o impacto mais forte, em torno de 2%, o BTG citou Usiminas (USIM5), Lopes Brasil (LPSB3) e Vanguarda Agro (VAGR3) como as maiores perdedoras com as medidas.

No caso da siderúrgica, o golpe será particularmente doloroso, avaliado em 13,5% sobre o lucro esperado para 2015. Lopes e Vanguarda terão um dano de 4,8% e 4,5%, respectivamente. 

Em uma análise setorial, o BTG acredita que os mais afetados serão os de materiais básicos (2,5% de impacto médio no lucro), incorporadoras (2%), alimentos e bebidas (1,5%), varejo (1,3%), financeiras (1,2%) e aquelas ligadas ao agronegócio (1,1%). Já as que sofrerão menos serão as indústrias químicas (0,6%), de óleo e gás (0,6%), as educacionais (0,6%), as de tecnologia (0,8%), medicina (0,9%) e infraestrutura (1%). 

Ao todo, 80 mil companhias não financeiras com faturamento anual superior a R$ 78 milhões, que são pessoas jurídicas que recolhem os dois tributos no regime da não cumulatividade serão afetadas. As taxas devem impulsionar as receitas do governo em R$ 2,7 bilhões. A cobrança do PIS/Cofins sobre receita financeira, incluindo operações de hedge (proteção), será restabelecida a uma alíquota conjunta de 4,65%.

 

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