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Petrobras sobe, Triunfo dispara 20% e Usiminas ON salta 87% em 2 dias

Confira os principais destaques da Bovespa na sessão desta segunda-feira

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SÃO PAULO - A Bovespa voltou a ganhar força nesta tarde, buscando um alívio após duas semanas bem negativas no mercado. Na sexta-feira, o índice marcou sua 11ª queda em 13 sessões. Nesta sessão, o benchmark voltou ao campo positivo com as blue chips da Bolsa. As ações da Petrobras, que marcam um pregão bem volátil, retomaram os ganhos depois de operarem no negativo nesta tarde. Chamou atenção também ao final do pregão os papéis da Triunfo, que dispararam 20% com notícia que entregou proposta para o leilão da ponte Rio-Niterói. Confira abaixo os principais destaques nesta sessão:

Petrobras (PETR3, R$ 8,25, +1,23%; PETR4, R$ 8,46, +1,93%)
As ações da Petrobras retomam os ganhos em sessão bem volátil por conta do vencimento de opções sobre ações. Na sexta-feira, os papéis da companhia acumularam duas semanas seguidas de perdas em meio às incertezas sobre a situação financeira da estatal e os desdobramentos da Operação Lava Jato. Os papéis seguem hoje ainda a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O WTI, negociado no Texas, cai 2,19%, a US$ 43,86, enquanto o Brent, de Londres, recua 2,25%, a US$ 53,38. 

Além disso, o Itaú BBA cortou hoje o preço-alvo das ações da Petrobras de R$ 16,50 para R$ 12,50. A redução reflete preços do petróleo em baixa no curto prazo, previsão de queda na produção, guidance mais conservador para 2015 e maiores atrasos nas plataformas previstas para 2016 e 2017, além de maior valorização do dólar em relação ao real. 

Usiminas (USIM3, R$ 18,25, +35,29%; USIM5, R$ 4,89, +0,62%)
Depois da disparada no final de janeiro (+82%) e a devolução de todo no mês de fevereiro, as ações ordinárias da Usiminas voltam a chamar atenção Bolsa pelo segundo pregão seguido. Em dois dias, as ações ordinárias da siderúrgica dispararam 87%. A arrancada ocorre devido aos movimentos de Lirio Parisotto, acionista minoritário da Usiminas, para se tornar conselheiro da companhia e, posteriormente, presidente do conselho de administração. A expectativa é uma convocação para AGE (Assembleia Geral Extraordinária) seja feita até 18 de março, próxima quarta-feira, e marcada para o dia 2 de abril. Parisotto atua no vácuo da briga travada há mais de um ano pelos dois acionistas controladores da empresa - a japonesa Nippon Steel e o grupo italiano Techint-Ternium.

Questionada pela BM&FBovespa sobre a alta dos últimos dias, a Usiminas informou, no entanto, que não tem conhecimento de qualquer fato ou ato ocorrido que possam justificar as oscilações atípicas de volume e número de negócios.  

CSN (CSNA3, R$ 5,59, +1,64%)
As ações da CSN seguiram alta dos últimos dias em meio à divulgação do resultado do quarto trimestre. Hoje, o analista independente Flávio Conde disse que espera que as ações da companhia continuem subindo tanto pelo movimento de Lirio Parisotto (explicado no parágrafo da Usiminas) como pelo fato da CSN ter um pleito na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que pede para receber 80% do valor de R$ 36 referentes a vendas de ações USIM3 em 2011 que caracterizariam mudança de controle acionário.  

Vale (VALE3, R$ 18,90, +0,11%; VALE5, R$ 16,43, -0,30%)
As ações da Vale fecharam praticamente estáveis depois de chegarem a subir mais de 2% em meio às expectativas de que a China, principal destino de suas exportações, vai promover estímulos para impulsionar a economia. Apesar de ter reduzido a meta de crescimento de cerca de 7,5% para cerca de 7%, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que não será trivial atingir esse número. Além da China, trouxe volatilidade para a sessão hoje o vencimento de opções sobre ações na Bovespa. Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 11,46, +0,35%), holding que detém participação na Vale. 

Exportadoras
Após terem sido fortemente beneficiadas pela disparada do dólar nas últimas semanas, as ações das exportadoras caem hoje com o respiro da moeda americana nesta segunda-feira. Entre as quedas aparecem os papéis das siderúrgicas Gerdau (GGBR4, R$ 10,73, -1,29%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 11,50, -1,96%), além das ações do setor de papel e celulose Klabin (KLBN11, R$ 17,77, -3,37%), Fibria (FIBR3, R$ 40,25, -3,27%) e Suzano (SUZB5, R$ 13,83, -3,15%). 

No radar ainda, as ações da Klabin tiveram recomendação cortada para market perform (desempenho em linha com a média) pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 12 por ação. A Fibria também foi cortada pela corretora para recomendação market perform, com preço-alvo de R$ 46.

Souza Cruz (CRUZ3, R$ 25,15, -1,45%)
A Aberdeen Asset Management, que possui mais de 10% das ações da Souza Cruz em circulação no mercado, solicitou a convocação, pelo conselho de administração da companhia, de assembleia geral especial de acionistas para deliberar sobre a realização de nova avaliação para determinar o valor das ações para fins da OPA (Oferta Pública de Aquisição) com o objetivo de fechamento de capital da empresa. No dia 23, a BAT (British American Tobacco) se ofereceu a pagar R$ 10,1 bilhões, ou R$ 27,75 por ação, pelos 24,7% que não detém na companhia.  

Braskem (BRKM5, R$ 11,02, -0,87%)
Após ter desabado na Bolsa nos últimos dias, depois de ter sido envolvida em esquema de propina com a Petrobras, conforme depoimentos de delatores da Operação Lava Jato, os papéis da Braskem sobem hoje. 

Concessões rodoviárias
Pelo menos seis grupos entregaram propostas para o leilão da ponte Rio-Niterói marcado para a quarta-feira. A CCR (CCRO3, R$ 14,83, +5,55%), atual concessionária da ponte, enviou representantes logo cedo para a sede da BM&FBovespa nesta segunda-feira, mas foi o último grupo a entregar seus documentos para a disputa. Além da dela, a rival Ecorodovias (ECOR3, R$ 9,27, +3,0%) também entregou proposta. O leilão ainda deve envolver a companhia de transportes e logística JSL (JSLG3, R$ 10,58, -1,49%), que atualmente não possui negócios de infraestrutura, e a AB Concessões, integrada pelo grupo italiano Atlantia e pelo grupo brasileiro Bertin. 

Das listadas empresas listadas na Bolsa, a dúvida era a Triunfo, que não havia confirmado participação na disputa. Mas, ao final do pregão, a Reuters divulgou que uma fonte informou que a companhia entregou proposta nesta segunda-feira. Os papéis, que operavam em alta de cerca de 4%, dispararam e encerraram a sessão com alta de 20,06%, a R$ 4,01. 

Lojas Americanas (LAME4, R$ 15,37, -1,78%)
Após divulgação dos resultados do quarto trimestre, o Bank of America Merrill Lynch reiterou recomendação neutra para as ações da Lojas Americanas, apontando que a companhia tem um histórico de mix de vendas resilientes e oportunidades de expansão orgânica. O banco, no entanto, cortou as estimativas para LPA (Lucro por Ação) da varejista de R$ 0,54 para R$ 0,49 em 2015; e R$ 0,67 para R$ 0,72 para 2016. 

Energias do Brasil (ENBR3, R$ 9,17, +5,40%)
O BofA revisou sua análise para Energias do Brasil após balanço trimestral. O banco elevou o preço-alvo dos papéis de R$ 11 para R$ 12, enquanto recomendação foi reiterada em compra. 

Localiza (RENT3, R$ 33,47, +0,87%)
O BofA também revisou Localiza após reunião da empresa com investidores. O banco disse que, apesar da deterioração do cenário macroeconômico, a Localiza tem capacidade de entregar resultado resiliente em 2015, com margens estáveis e ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) próximo a 24%. Como consequência, os analistas mantiveram a ação da companhia como seu nome favorito em 2015, apontando que a recente queda das ações da Localiza representam um atrativo ponto de entrada para os investidores. 

CCX Carvão (CCXC3, R$ 0,44, -8,33%)
As ações da CCX Carvão caem após disparada de 182% na última sexta-feira com notícia de que a empresa recebeu proposta de aquisição da Blackstone Advisory Partner, assessor financeiro de um grupo de fundos soberanos e grandes investidores estrangeiros, por US$ 170 milhões, descontando o endividamento líquido da companhia. A empresa disse em fato relevante na quinta-feira que "até o momento, ainda existem condições precedentes pendentes" em relação a estas negociações. A CCX Colômbia estava no ano passado em negociação com a Yildirim para a venda dos projetos de mineração a céu aberto de Cañaverales e Papayal e do projeto de mineração subterrânea de San Juan, todos na Colômbia.  

OGPar (OGXP3, R$ 0,07, 0,0%) e OSX (OSXB3, R$ 0,18, -10,0%)
A Óleo e Gás Participações, antiga OGX, em recuperação judicial, firmou acordo com a empresa do setor naval OSX para suspender por seis meses pagamentos referentes ao afretamento da plataforma OSX-3, em operação no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos. O acordo, anunciado nesta segunda-feira, prevê a suspensão de pagamentos, no prazo informado, "que eventualmente se encontrem em aberto", dos futuros pagamentos previstos e de outras obrigações colaterais previstas nos contratos do afretamento, firmados em setembro de 2014.

As duas companhias também concordaram em rescindir o contrato de operação e manutenção da plataforma OSX-3, como forma de promover a redução e a otimização do custo de extração e produção de petróleo no Campo de Tubarão Martelo.

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